PALAVRA DO ESPECIALISTA

ENTREVISTA SOBRE MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS NEOPLASIAS MALIGNAS

Dr. Ricardo Caponero

1 - Quais os principais sinais e sintomas das neoplasias malignas?

Resposta: - Muitas das neoplasias malignas não produzem nenhum sintoma nas suas fases iniciais. Os sintomas surgem quando, com o aumento de volume da lesão, a neoplasia passa a causar disfunção em algum órgão. Por isso não se pode esperar pelos sintomas para fazer o diagnóstico precoce de câncer. E é por isso, também, que se recomenda mamografia, colpocitologia oncótica, colonoscopis, etc. em pessoas sem sintomas.

Já os sintomas de alarme para a presença de uma neoplasia maligna são:

a) Nódulos ou massas palpáveis (em qualquer parte do corpo), principalmente se indolores.

b) Mudança na coloração de pintas (ABCD - Assimetria, Bordas irrebulares, Cores múltiplas, Diâmetro acima de 5mm)

c) Alteração do hábito do funcionamento intestinal

d) Presença de sangramentos anormais (o único sangramento normal é a menstruação)

e) Aftas na boca que não cicatrizam em 3 a 4 dias

f) Dificuldade ou dor para engolir

g) Perda inexplicada de peso

h) Rouquidão persistente

Claro que só a presença de um desses sintomas não significa que haja uma neoplasia maligna, mas SEMPRE indicam uma investigação mais detalhada.

2- O que é a síndrome paraneoplásica?

Resposta: Síndrome paraneoplásica é um conjunto de sinais (o que o médico vê) e sintomas (o que o paciente sente) que acontece na presença de uma neoplasia mas sem estar diretamente relacionado a presença da massa tumoral. Alguns tumores secretam peptídeos que possuem atividade biológica e que podem alterar o metabolismo. Um exemplo disso é a secreção de hormônios relacionados ao paratormônio, que levam a hipercalcemia (paraneoplásica).

3 - Qual a sua importância clínica nas neoplasias malignas?

Resposta: A importância clínica das síndromes paraneoplásicas está no seu reconhecimento como sendo secundária a presença de uma neoplasia, e assim, chega-se ao diagnóstico da neoplasia principal, causa do problema.

 

4 - A síndrome de anorexia - caquexia é uma complicação frequente no paciente portador de neoplasia maligna, de que maneira ela se manifesta?

Resposta: A síndrome da anorexia caquexia aumenta de frequência na medida que as neoplasias avançam em estadiamento. Ela é rara nas neoplasias iniciais, mas vai se tornando mais frequente à medida que as neoplasias progridem. Ela também é mais frequente nos tumores do aparelho digestivo (principalmente pâncreas e estômago) e pulmão, mas é mais rara nas neoplasias de mama e doenças hematológicas.

A síndrome é causada por mudanças metabólicas decorrentes da secreção de inúmeros peptídeos (ex. TNF - Tumor Necrosis Factor) e da instalação de um estado pró-inflamatório. Paralelamente ocorrem uma sarcopenia (perda da massa magra) e perda do apetite (anorexia), que levam a perda ponderal progressiva. Uma vez instalada a caquexia (desnutrição severa) o processo é praticamente irreversível.

5 - Qual a relação de hipercalcemia e malignidade do câncer?

Resposta: A hipercalcemia ocorre pela presença de metástases ósseas osteolíticas (principalmente mieloma múltiplo) e pela secreção inapropriada de peptídeos relacionados ao paratormônio. Essas são circunstâncias de malignidade. No entanto, não há relação da hipercalcemia com a malignidade do tumor. Tumores bem diferenciados (benignos) da paratireóide (como os presentes nas neoplasias endócrinas múltiplas) podem causar hipercalcemia independentemente da malignidade. O que se diz habitualmente "hipercalcemia maligna" é a hipercalcemia grave (uma urgência oncológica dada sua letalidade se não tratada rapidamente) geralmente associada a uma neoplasia maligna.

6 - A febre é um dos sinais predominantes, podendo ser variável. Qual a explicação clínica para essa variação?

Resposta: Não, a febre só é um sintoma das neoplasias nos linfomas. Os linfomas com sintomas "b" apresentam febre, sudorese noturna, prurido ou perda ponderal. Não confundir com linfomas de CÉLULAS B.

A febre de origem maligna é um conceito muito questionado. Na maioria dos casos há uma lesão ulcerada para o exterior ou para o trato gastrintestinal que serve de porta de entrada para bactérias, assim como a presença de sondas e cateteres. Acredita-se, no entanto, que a necrose tumoral e o estado pró-inflamatório possa geral a febre de origem tumoral em alguns casos, mas ela é pouco frequente na prática.

7- A fadiga é o sintoma mais prevalente em pacientes com câncer avançado, quais os fatores que causam a fadiga?

Resposta: A causa mais provável da fadiga é o próprio estado pró-inflamatório. No entanto é importante diferenciar a fadiga como sintoma principal, da fadiga secundária a depressão, anemia, hipotireoidismo, hipogonadismo, etc.

8 - A dor é sintoma frequente nas neoplasias malignas, qual a sua causa?

Resposta: Da mesma forma que os outros sintomas, a dor é um sintoma ausente ou pouco frequente nas neoplasias iniciais, mas que vai se tornando mais frequente e de maior intensidade a medida que a neoplásia progride, chegando a atingir 80 a 90% dos pacientes com neoplasias avançadas ou metastáticas. Existem multiplas causas para a dor. As mais frequentes são as por nocicepção, dor visceral ou dor neuropática, sendo que muitas vezes a dor é mista. A dor por nocicepção ocorre em decorrência da prórpia destruição tecidual causada pela neoplasia. A dor visceral é secundária à distenção ou compressão de cápsulas ou visceras ocas. E a dor neuropática surge pela compressão ou destruição de ramos neurais.

DÚVIDAS FREQUENTES

Respostas para dúvidas frequentes de pacientes e familiares.

1) Existe câncer no coração? Por que e de que forma? Se não existe, por que?

Teoricamente é possível ter câncer em qualquer célula viva do organismo, ou seja, só não há câncer no cabelo e na unha.

O tumor mais frequente no coração é chamado de pseudomixoma atrial, que como o nome diz, costuma crescer no átrio.

O coração também pode ser sítio de metástases, mas felizmente esse é um fenômeno raro.

Normalmente o pseudomixoma é um tumor de comportamento benigno e que pode ser curado com a ressecção cirúrgica.

Não sabemos, assim como em muitas outras neoplasias, quais são as causas e porque esse tumor se forma.

2) O que significa Quimio mais forte? Seria a administração de medicamentos mais agressivos do ponto de vista dos efeitos colaterais, e para uma resposta mais imediata quanto ao tratamento do tumor?

A questão principal é definir o que é "mais forte". Para o médico "mais forte" pode ser um tratamento mais efetivo, enquanto para o paciente, "mais forte" pode significar um tratamento mais tóxico.

Então temos dois conceitos, eficácia e toxicidade.

Existem diversos tratamentos disponíveis e todos eles têm uma eficácia e uma toxicidade a ele associadas.

Vamos imaginar então 3 tipos de tratamento:

O tratamento "A" possui eficácia de 60% e toxicidade de 10%; O tratamento "B" possui eficácia de 80% e toxicidade de 40%; e o tratamento "C", eficácia de 40% e toxicidade de 2%. Qual utilizar?

A escolha depende da circunstância. Num paciente com muitos sintomas causados pela doença, a melhor escolha seria o "B". Nós aceitaríamos uma toxicidade maior para obter um benefício maior. Num paciente operado, sem doença, e que necessita de uma quimioterapia de "prevenção" (adjuvante), talvez preferíssemos o "A", que possui melhor "índice terapêutico" (a diferença entre a eficácia e a toxicidade). Num paciente mais debilitado, a melhor escolha poderia ser a "C".

Então, supostamente, uma "quimioterapia mais forte" é um tratamento associado a uma maior eficácia mas, provavelmente, também a uma maior toxicidade.

RECEBI O DIAGNÓSTICO. QUAL A PROVIDÊNCIA A TOMAR?

Câncer não é uma doença, é um nome genérico sob o qual se agrupam doenças de evolução muito distinta. Logo, o primeiro passo é entender que tipo de câncer foi diagnosticado. O ideal é, então, marcar uma consulta com um oncologista que irá esclarecer e interpretar o diagnóstico. Talvez sejam necessários mais alguns exames, quer para elucidar melhor o diagnóstico, quer para determinar de forma mais precisa o prognóstico.

O oncologista dará uma visão geral da situação e traçará um plano de ação a curto prazo.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS HPV EM MENINAS ENTRE 11 E 13 ANOS

A partir desse mês, a Secretaria Estadual de Saúde pretende vacinar mais de 800 mil meninas entre 11 e 13 anos contra o HPV (papilomavirus humano), causador de câncer de colo do útero.

A primeira dose estará disponível em mais de cinco mil postos de saúde até o dia 10 de abril. A segunda dose da vacina deve ser aplicada seis meses após a primeira e a terceira é prevista após cinco anos.
O vírus do HPV é contagioso e pode ser transmitido através das relações sexuais ou passado de mãe para filho durante a gestação.

CLINONCO NA MÍDIA

18/07/2014
Diagnóstico precoce e prevenção do Câncer Colo-retal O câncer colo-retal é um tumor que nasce das células que revestem o intestino grosso.  Ele pode se iniciar como pequenos nódulos, chamados polipos, inicialmente benignos, mas que no decorrer de alguns anos podem sofrer transformação maligna. Como causa, os médicos reconhecem fatores relacionados com o estilo de vida que parecem desempenhar papel na origem deste tumor. A alimentação é um dos fatores primordiais. Os alimentos associados ao aumento de risco de desenvolver câncer intestinal, são os defumados, como por exemplo, lombinho e o peito de peru; os embutidos, como, salsichas e outros frios; além da carne vermelha e do churrasco, além das gorduras saturadas de origem animal. O consumo excessivo de álcool é também um fator de risco aumentado. Por outro lado, alguns alimentos são conhecidos como protetores contra o câncer intestinal. São eles, frutas, verduras, legumes e grãos, ricos em fibras, cálcio e ácido fólico além de outros elementos que favorecem a saúde do intestino. A atividade física rotineira e a manutenção do peso saudável são medidas de reconhecido valor contra o câncer colo-retal. Outros fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e outras doenças intestinais. Além da prevenção como sugerido acima, o diagnóstico precoce é também capaz de evitar as consequências fatais do câncer intestinal. Este é exatamente o papel dos exames que se recomenda no rastreamento nas pessoas da comunidade. Nestas, indica-se a colonoscopia, que é a introdução de uma câmera de televisão para examinar todo o intestino grosso e detectar polipos, tumores ou outras moléstias em uma fase precoce de sua evolução em que o paciente ainda está sem sintomas.  Diagnosticado nestas condições a remoção dos polipos ou a retirada cirúrgica de um câncer já estabelecido é capaz de curar virtualmente todos estes pacientes. A colonoscopia está indicada em pessoas com idade de 50 anos ou mais. Deve ser repetida se normal a espaços de tempo de até 10 anos. Recomenda-se colonoscopia em pessoas mais jovens no caso de antecedentes familiares de câncer ou polipose, bem como com antecedentes de outras moléstias inflamatórias, como por exemplo, doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. A pesquisa de sangue oculto, ainda que controverso, dadas as dificuldades associadas ao método e pela menor sensibilidade que tem relação à colonoscopia, pode também ser um exame útil no diagnóstico precoce do câncer intestinal. Portanto, boa alimentação, vida saudável, bem como a realização periódica dos exames para diagnóstico precoce, tendem a reduzir dramaticamente a mortalidade pelo câncer intestinal.Acesse o link do Portal Minha Saúde Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/artigo/58/102647/diagnostico-precoce-e-prevencao-do-cancer-colo-retal
30/06/2014
Cuello de útero, un cáncer con una causa conocida Tras el de pulmón y el de mama, al cáncer del cuello de útero (cervicouterino) es el tercer tipo de cáncer más frecuente en la mujer. Se trata de un problema grave de salud pública que podría mejorar mucho con prevención y detección temprana. Esto es común a todos los tipos de cáncer, pero en el caso del cervicouterino la prevención puede ser aún más eficaz, pues en buena medida la causa de este cáncer es conocida: casi todos los casos están relacionados con un virus, el del papiloma humano (VPH o HPV por sus siglas en inglés). Así lo explicaron a Terra los doctores Salomón Jakubowicz, médico investigador y columnista venezolano, y el brasileño Ricardo Caponero, oncólogo en la Clínica Clinonco de oncología Médica, en Sao Paulo, Brasil. Cerca de un 80% de los casos y una proporción aún mayor de las muertes por esta causa se registran hoy en países de bajos ingresos, donde prácticamente no hay acceso a la detección y tratamiento de esta enfermedad, alerta la OMS. En las Américas, la buena noticia es que la mortalidad por este cáncer, por lo general, ha ido disminuyendo debido al uso rutinario de citologías vaginales (pruebas de Papanicolaou). En El Salvador, Nicaragua y Paraguay se observaron los tres mayores índices de mortalidad por este tipo de cáncer. Qué es el cáncer cervicouterino Se llama así al cáncer que comienza en el cuello uterino, la parte inferior del útero (matriz) que desemboca en la parte superior de la vagina. El desarrollo del cáncer cervical generalmente es muy lento y comienza como una afección precancerosa llamada displasia. Esta afección se puede detectar con una citología vaginal y es 100% tratable. Pueden pasar años para que los cambios se conviertan en cáncer cervical. La mayoría de las mujeres a quienes se les diagnostica cáncer cervical no no se han sometido a citologías vaginales regulares o no han tenido un seguimiento por resultados anormales en éstas, informa MedLine, un servicio de la biblioteca de medicina de Estados Unidos. Causas: el vírus del papiloma Casi todos los cánceres cervicales son causados por el virus del papiloma humano (VPH o HPV por sus siglas en inglés), un virus común que se contagia a través de las relaciones sexuales. Existen muchos tipos diferentes y algunos llevan al cáncer cervical. Lo que sí no está claro es qué causas hacen que una mujer infectada desarrolle cáncer y otra no. Ahí es donde juegan un papel importante otros factores de riesgo que explicaremos a continuación. "Casi todos los hombres y mujeres han tenido alguna vez VPH sin saberlo. Inclusive los que nunca han tenido verrugas. Normalmente el virus es erradicado y solo a veces causa verrugas", dijo a Terra el doctor Solomon Jakubowicz, que además explica los síntomas en el video "¿Cómo saber si alguna vez has tenido VPH".  "La mayoría de las verrugas causadas por VPH son temporales y se curan sin tratamiento en un año. Sin embargo, en algunas mujeres la infección persiste, aumentando el riesgo de desarrollar más verrugas y cáncer de cuello uterino" añade. Los factores de riesgo para contraer el HPV están ligados a las relaciones sexuales. Las infecciones son muy comunes y cuantas más sean estas mayor riesgo. La mayoría de las mujeres (cerca del 80%) contraen el virus alguna vez en la vida, ya que no está estrictamente ligado a las conductas de riesgo: El VPH se transmite principalmente mediante el contacto directo de piel a piel durante el sexo vaginal, oral o anal. Puede producirse sin penetración (sin coito) aunque no es no es común. También algunos virus pueden transmitirse mediante el contacto oral-genital y al tocar los genitales con las manos.  No se propaga a través de la sangre o fluidos corporales.  Los factores de riesgo para el cáncer cervical abarcan: no recibir la vacuna contra el VPH; tener un sistema inmunitario debilitado; ser pobre; también tienen especial riesgo las mujeres cuyas madres tomaron durante su embarazo el medicamento DES (dietilestilbestrol) a comienzos de los años 60 para prevenir el aborto espontáneo. Detección temprana En el caso de este cáncer, la detección temprana es también prevención, es decir, hay pruebas que evitan que se desarrolle un cáncer, explica el doctor Caponero, de la clínica brasileña Clinonco. Las mujeres pueden y deben someterse a exámenes de detección como la citología o Papanicolaou, que pueden detectar tanto los tumores como las lesiones precancerosas. Así, esa prueba no solo es de detección temprana sino de prevención, pues las lesiones precancerosas pueden eliminarse antes de que se produzca el cáncer. Los cambios precancerosos del cuello uterino y el cáncer cervical no se pueden ver a simple vista. Se necesitan exámenes y herramientas especiales para descubrir tales enfermedades. Las citologías vaginales detectan los precánceres y el cáncer.  Si se encuentran cambios anormales  se realizará una colposcopia. Durante este procedimiento se realizará una biopsia que será analizada. Para retirar una lesión se puede realizar un procedimiento llamado conización quirúrgica. Si se diagnostica cáncer cervical, el médico ordenará más exámenes, los cuales ayudan determinar qué tan lejos se ha diseminado.  Tratamiento El tratamiento del cáncer cervical depende de: la etapa o estadio del cáncer, el tamaño y forma del tumor, la edad y salud general de la mujer y su deseo de tener hijos en el futuro. El cáncer cervical precoz se puede curar con la extirpación o destrucción de los tejidos precancerosos o cancerosos. Existen diversas formas quirúrgicas de hacer esto sin extirpar el útero ni dañar el cuello uterino, de tal manera que la mujer pueda aún tener hijos en el futuro. En caso de cáncer avanzado puede llegar a extirparse el útero y y  tejidos circundantes como los ganglios linfáticos. Es posible utilizar la radioterapia y la quimioterapia. Por último, no hay que olvidad tratar el aspecto emocional de la paciente: el estrés causado por la enfermedad se puede aliviar con consejo profesional o uniéndose a un grupo de apoyo para el cáncer. Prevención El cáncer cervical se puede prevenir haciendo lo siguiente: 1. Hágase aplicar la vacuna contra el VPH. Hay dos tipos de vacunas aprobadas que previenen contra algunos de los tipos de HPV que causan cáncer. El médico puede decirle si la vacuna es apropiada en su caso. La infección por el VPH es muy fácil de contraer, incluso con una sola pareja sexual. Por eso es importante recibir la vacuna contra el VPH antes de tener cualquier contacto sexual. Además, la respuesta a la vacuna es mejor a esta edad que a una edad mayor. 2. Practique relaciones sexuales con protección. El uso del condón durante la relación sexual reduce el riesgo de contraer el VPH y otras infecciones de transmisión sexual (ITS). Limite el número de compañeros sexuales que tenga y evite las parejas que participen en actividades sexuales de alto riesgo. 3. Hágase citologías vaginales con la frecuencia que el médico le recomiende. Las citologías vaginales pueden ayudar a detectar cambios precoces, los cuales pueden tratarse antes de que se conviertan en cáncer cervical. 4. Nada de tabaco: si fumas, deja de hacerlo. El consumo de cigarrillo aumenta las probabilidades de presentar cáncer cervical.   Acesse o link do Portal Terra Internacional: http://vidayestilo.terra.com.pe/salud/cuello-de-utero-un-cancer-con-una-causa-conocida,9b7f408ed8815410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
10/06/2014
Mitos e verdades sobre o câncer O oncologista Dr. Ricardo Caponero, da Clinonco, esclarece as mais frequentes dúvidas sobre o assunto Parentes meus tiveram câncer, então deverei ter também. "Alguns tipos de tumores têm relação com síndromes genéticas hereditárias. Então, é preciso saber quais são os tumores e qual a relação de parentesco entre as pessoas afetadas. Mas, mesmo em casos onde evidentemente há um caráter hereditário, o máximo que se pode dizer é que há um risco maior, nunca uma certeza." Sé tem câncer de mama mulheres com mais de 40 anos. "Não. A incidência é muito baixa antes dos 20 anos e aumenta muito lentamente dessa idade até os 40 anos. Mas, a partir daí, a incidência cresce de forma importante até os 70 anos." Não engravidar favorece o surgimento de tumores no aparelho reprodutor feminino. "Deixar de ter filhos só aumenta o risco de se ter câncer de mama, mas é uma probabilidade discreta." A luz do monitor de computador é suficiente para causar câncer de pele. "Não há riscos, principalmente agora que a tela da maioria dos monitores é de LCD (Liquid Cristal Display) ou de plasma." Bebida à base de aloe vera (babosa) ajudam a curar câncer. "De forma alguma. É só mais um mito que surge periodicamente na oncologia. Já tivemos a mesma polêmica em torno do confrei, da pfáfia (ginseng brasileiro), da graviola, etc. Inclusive, o uso da babosa com essa finalidade foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dieta ruim é a grande responsável por casos de câncer, superando até o tabagismo. "Nada é mais maléfico que o tabagismo, mas uma dieta inadequada, associada a outros maus hábitos, também aumenta muito os riscos de se ter a doença. Vale lembrar que a influência hereditária não passa de 10% dos casos." Emoções negativas provocam câncer. "Cientificamente não há nenhuma comprovação. O que se sabe é que o câncer, assim como outras doenças graves, pode fazer com que o indivíduo fique emocionalmente fragilizado. Mas é importante para o sistema imune que a pessoa busque equilibrar suas emoções." Além de causar diabetes e hipertensão, a obesidade também é um fator de risco para o câncer.  "Sim. A obesidade modifica o ambiente hormonal do corpo e cria uma situação pró-inflamatória que pode favorecer o crescimento desordenado e defeituoso de células." Câncer reincidente tem menos chance de cura. "Depende do tipo de câncer, tempo até a reincidência e extensão da doença na reincidência. Não existe uma regra geral para isso." Anemia não tratada vira leucemia (um tipo de câncer no sangue).  "Na verdade, o caminho é oposto. A anemia pode ser um sintoma de leucemia, apontando que alguma disfunção está prejudicando a absorção de nutriente. Mas jamais é a sua causa." Tratamentos com células-tronco são as grandes promessas de cura do câncer. "Infelizmente não. O grande futuro das células-tronco é a reparação de órgãos e seu uso como tratamento de câncer é improvável." Durante o tratamento contra tumores, o paciente deve ter uma alimentação comum. "O ideal é que se tenha a avaliação e acompanhamento de um nutrólogo ou nutricionista, que fará um direcionamento mais adequado conforme cada caso em particular. As recomendações devem ser as mais apropriadas a cada situação." O excesso de ômega 3 causa tumores. "Não existe comprovação. O uso adequado de ômega 3 e 6, presentes no óleo de peixe, nos pescados gordos e no azeite, tem um papel protetor contra a doença. Mas como em excesso nada é bom, o ideal é consumir a quantidade recomendada dos alimentos fontes, como 2 colheres (sopa) de azeite extravirgem ao dia." A radiação vinda do celular é cancerígena. "Há alguma comprovação a esse respeito. Os dados são controversos, o risco aparentemente é baixo e, até o momento, nenhum país do mundo proibiu ou restringiu o uso de celulares." O uso frequente de micro-ondas causa câncer. "Não. Não existe nenhuma comprovação científica que relacione o uso do aparelho coma  doença. Portanto, não é considerado um risco." Panelas, quando aquecidas, podem liberar substâncias que causam câncer. "Não há comprovação alguma, apenas suposições." Aquecer ou congelar comida em vasilha plástica pode causar tumores. "Supostamente, sim. Alguns tipos de plástico podem liberar dioxinas quando aquecidos, e essa é uma substância cancerígena. O ideal é só utilizar utensílios próprios para micro-ondas ou freezer."   Acesse o link do Portal Papo Feminino: http://papofeminino.uol.com.br/mulher/saude-e-bem-estar/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer/
02/06/2014
Alimentos para prevenir el cáncer Sabemos que la alimentación juega un importante papel en la prevención del cáncer. Algunos alimentos son perjudicicales; te presentamos varios que son beneficiosos.   Aún no sabemos qué causa exactamente el cáncer, pero en muchos casos está relacionado con pólipos y virus (como el HPV) además de con carcinógenos como el radón o la propia contaminación. También sabemos que para luchar contra estas amenazas la alimentación es un factor fundamental. Aunque ninguna dieta garantiza que nos libremos de esta enfermedad, sí puede reducir el riesgo. Cereales integrales, frutas (como la granada) y verduras tienen propiedades anticancerígenas.   Para saber qué debemos comer es necesario establecer que hay varios alimentos cuyo consumo está relacionado con el cáncer: por ejemplo, se sabe que en los países en los cuales las personas comen muchos alimentos curados, ahumados y curados con nitritos tienen una tasa alta de cáncer gastroesofágico.   También un alto consumo de carnes rojas y de grasas se ha relaconado con la incidencia de cáncer de colon.  Así lo explicó a Terra el doctor Ricardo Caponero, oncólogo de la Clínica de Oncologia Médica - Clinonco.   El doctor ilustra esta relación con un ejemplo: "El cáncer de estómago parece estar relacionado con una alimentación con alto contenido de sodio. De hecho, el el más común en Japón, donde se consume mucho sodio (presente en la salsa de soja, por ejemplo). Se ha observado que cuando los japoneses se mudan a EE.UU. y cambian su dieta tienen menos incidencia de cáncer de estómago y más de colon, más relacionado con las grasas", añade el oncólogo. Pero en general el cáncer es "multifactorial", es decir, depende de muchos factores considerados de riesgo; y hay incluso pacientes que no presentaban riesgo alguno.   Con la soja, cuidado. Las mujeres de países asiáticos suelen presentar una menopausia más tardía, con menores trastornos y con un menor índice de problemas de osteoporosis, hecho que diversos estudios han ligado a su alto consumo de soja, fuente de isoflavonas. Sin embargo, científicamente se ha examinado si su uso puede estar relacionado con un aumento en el riesgo de sufrir cáncer de mama.   Té verde: este sí es un gran aliado contra el cáncer. Tiene múltiples propiedades gracias, sobre todo, a los polifenoles. Es anticancerígeno y antioxidante.   Tomate: El consumo de su compuesto activo licopeno reduce la incidencia de patologías cancerosas, sobre todo de pulmón, próstata y tracto digestivo. El licopeno y la tomatina tienen una alta capacidad antioxidante que evita que procesos de degeneración celular deriven en cáncer.   Aloe vera: El catedrático Francisco Macías explica que existen estudios sobre el efecto del jugo de aloe vera puro para prevenir y atacar la fase incipiente en cáncer de pulmón y páncreas. También ayuda, en los tratamientos de quimioterapia, a curar las llagas de la boca y las capas de epidermis de estómago e intestino. Además, su alto contenido en germanio ayuda al sistema inmunológico .   Setas: Utilizadas más por la medicina oriental, existen estudios en China, Japón y Estados Unidos sobre algunas propiedades anticancerígenas.   Aceite de oliva virgen extra: Potente arma contra algunas líneas celulares de cáncer de mama al descubrirse que reduce de forma drástica los niveles de determinados oncogenes que están en el 30% de las pacientes que desarrollan una forma muy agresiva de la enfermedad. Investigadores del CIDAF han encontrado, en experimentos in-vitro, que los esos efectos pueden ser debidos a la presencia de algunos compuestos minoritarios en el aceite, como son algunos compuestos polifenólicos.   Brócoli: Numerosos estudios demuestran que el sulforafano ( reconocido científicamente como un agente quimio-protector contra el cáncer) y los isotiocianatos presentes en el brócoli pueden detener el proceso de proliferación celular de las etapas iniciales del cáncer de próstata, colon, mama, hígado, vejiga, huesos,  páncreas, piel o leucemia.   Trigo: La fibra del pan y cereales integrales, como el centeno, acelera el tránsito intestinal y arrastra las sustancias cancerígenas que puede haber en el conducto digestivo previniendo el cáncer de estómago y de colon. Al impedir que sean absorbidas las sustancias cancerígenas protege contra el cáncer de páncreas y de mama.   Granada: Rica en antioxidantes ayuda a prevenir el cáncer de mama. Pero también es rica en ácido cítrico (de acción desinfectante, alcaliniza la orina y potencia la acción de la vitamina C), málico, flavonoides (pigmentos de acción antioxidante) y los taninos. Estos últimos son sustancias con propiedades astringentes y antiinflamatorias. Otros estudios han demostrado cómo el jugo de granada puede ayudar a prevenir y tratar el cáncer de próstata y la osteoartritis. (Incluye información de EFE).     Acesse o link do Portal Terra Argentina: http://vidayestilo.terra.com.ar/salud/nutricion/alimentos-para-prevenir-el-cancer,67ff697269a05410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

CÂNCER NA MÍDIA

21/07/2014
Tratamento para câncer deixa pacientes infectados livres de HIV Cientistas revelaram dois novos casos de pacientes com HIV nos quais o vírus tornou-se indetectável. Os dois pacientes, ambos homens australianos, tornaram-se aparentemente livres do HIV após receberem células-tronco para o tratamento de câncer. Eles continuam recebendo a terapia antirretroviral como "forma de precaução", mas as drogas sozinhas não foram responsáveis por levar as taxas de HIV a esse nível, disse David Cooper, da Universidade de New South Walles, na Austrália, que liderou a descoberta. O caso foi apresentado na 20ª Conferência Internacional de Aids, que acontece em Melbourne (Austrália). Cooper começou a procurar por pacientes que houvessem eliminado o vírus após assistir a uma apresentação na Conferência Internacional de Aids do ano passado, em Kuala Lampur, na Malásia, no qual pesquisadores americanos reportaram que dois pacientes nos EUA com HIV que tinham recebido transplantes de células-tronco estavam livres do vírus. Entre os australianos, o primeiro paciente recebeu um transplante de medula óssea para tratar um tipo de linfoma, em 2011. As novas células-tronco vieram de um paciente que carregava uma cópia de um gene considerado eficaz na proteção contra o vírus. O outro, recebeu o tratamento para a leucemia, em 2012. Devido ao risco de recidiva, a equipe de Cooper não afirma que os pacientes estão curados. No caso dos pacientes americanos, meses após eles terem parado de tomar os antirretrovirais, o vírus retornou. Mas, diz Cooper, " existe algo relacionado a transplantes de medula óssea em pessoas com HIV que tem um efeito anti-HIV. Se entendermos o que é isso e como isso ocorre, nós realmente aceleraremos a pesquisa pela cura. CURA DIFÍCIL Um artigo publicado nesta semana na revista científica "Nature" mostra que reservatórios de HIV podem se formam antes mesmo do vírus ser detectado no sangue. Esses reservatórios são populações de células que abrigam o HIV, permitindo que o vírus persista como uma infecção crônica. Até agora, os pesquisadores acreditavam que remédios antirretrovirais, se usados precocemente, poderiam impedir que os reservatórios se formassem. No estudo 20 macacos Rhesus foram infectados com o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Símia, o equivalente ao HIV para esses animais. Os macacos foram divididos em grupos. O primeiro recebeu o coquetel de drogas antirretrovirais três dias após a infecção e o último, 14 dias após. O tratamento foi interrompido seis meses depois, mas o vírus retornou em todos os macacos, não importando quão rápido a terapia antirretroviral tinha sido iniciada. Isso mostra que os reservatórios do vírus se formam muito rapidamente após a infecção. Dan Barouch, da Universidade de Harvard e líder da pesquisa, diz que sua equipe "descobriu que os reservatórios se formam durante os primeiros dias após a ionfecção, antes mesmo do vírus ser detectado em exames de sangue.Acesse o link do Portal da Folha de S.Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/07/1489247-tratamento-para-cancer-deixa-pacientes-infectados-livres-de-hiv.shtml
15/07/2014
Dia do Homem: 60% que fazem exame de toque têm caso grave Nesta terça-feira (15), é comemorado o Dia do Homem e o Centro de Referência em Saúde do Homem chamou a atenção para uma das doenças que afeta o público masculino: o câncer de próstata. De acordo com o coordenador da unidade, Claudio Murta, enquanto 90% dos homens aceitam fazer exame de toque retal indicado pelo médico, 60% desses pacientes procuram ajuda de um especialista quando a doença já está em estágio avançado. Segundo o médico, o homem não vai ao médico por uma questão cultural. No caso de complicações na próstata, geralmente, o paciente é levado pela parceira ou familiares, quando já sente dor e dificuldade para urinar. O exame de toque retal, que deve ser feito periodicamente a partir dos 50 anos, é realizado no consultório de forma rápida e indolor. A avaliação é realizada por um médico urologista e consiste em um dos principais métodos para detecção precoce do câncer de próstata, em conjunto com o exame Prova do Antígeno Prostático. O preconceito é o que atrapalha a prevenção, na opinião de Murta. “Mais do que desmistificar o preconceito do exame do toque retal, é importante que o homem mantenha hábitos saudáveis para tratar a doença de forma menos agressiva, com mais chances de cura”, alertou o médico. Entre eles, estão não fumar, controlar o peso, praticar atividades físicas, ingerir tomate e peixes, e reduzir o consumo de carne vermelha.Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/dia-do-homem-60-que-fazem-exame-de-toque-tem-caso-grave,e14b999ab7537410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
24/06/2014
Mamografia 3D é mais eficaz para diagnosticar câncer de mama Em comparação com uma mamografia bidimensional, a mamografia digital 3D por tomossíntese aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores A mamografia tridimensional permite diagnosticar muito mais cânceres de mama e reduzir a quantidade de diagnósticos errados do que a radiografia convencional, confirmam os resultados de um amplo estudo clínico divulgado nesta terça-feira (24). Em comparação com uma mamografia bidimensional, a mamografia digital 3D por tomossíntese aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores mamários invasivos e em 29% o diagnóstico de todos os cânceres de mama. Esta técnica de imagenologia (exames de imagem) tridimensional, aprovada pela agência americana encarregada do controle de medicamentos (FDA) em 2011, também permitiu uma redução de 15% dos diagnósticos equivocados (tanto positivos quanto negativos), explicaram os autores deste estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) com data de 25 de junho.Esta pesquisa, a mais ampla realizada até agora sobre a eficácia desta técnica de diagnóstico, foi feita com cerca de meio milhão de mulheres em treze hospitais americanos."O estudo confirma o que já sabíamos, que com a mamografia 3D são diagnosticados mais cânceres invasivos e se evita às mulheres a ansiedade e o custo de exames adicionais para confirmar o que se revela um falso alarme", destaca Donna Plecha, diretora do serviço de exames de imagens no hospital universitário do Case Medical Center em Cleveland (Ohio). "Sabíamos que as mamografias salvam vidas e este estudo nos dá dados sólidos que mostram que a mamografia em 3D dá um melhor diagnóstico para o câncer de mama, suficientemente precoce, quando ainda é tratável", explicou. Este sistema, que combina a mamografia digital com exame de imagem por tomossíntese, permite obter imagens muito mais detalhadas e precisas do seio. É usado para recriar imagens de um milímetro de espessura que podem ser visualizadas em uma reconstrução da mama em 3D. Não há muita diferença entre este exame e uma mamografia convencional, dura apenas alguns segundos mais. A 3D permite melhorar o diagnóstico, ajudando os radiólogos a identificar as estruturas dos seios e ver bem as áreas que ficam apagadas na mamografia bidimensional, que podem revelar um tumor mas também ocultá-lo. O momento em que se descobre o câncer de mama determina as possibilidades de sobrevivência da paciente, daí a importância que as mulheres de 40 anos façam uma mamografia anual, segundo eles. Se um câncer for detectado suficientemente cedo e não se estendeu para além do seio, a taxa de sobrevivência em cinco anos é de 97%, afirmam os autores deste estudo.Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/mamografia-3d-e-mais-eficaz-para-diagnosticar-cancer-de-mama,a35a41ba710d6410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html
13/06/2014
Estudo aponta avanços no tratamento do câncer de próstata Uma nova estratégia de tratamento permitiu prolongar a vida de homens afetados por um câncer avançado de próstata, indicam os resultados de um teste clínico difundido neste domingo (01) durante uma conferência médica. O estudo, feito com 790 homens que acabaram de ser diagnosticados com um câncer invasivo de próstata, demonstra que a quimioterapia combinada com tratamento hormonal prolonga a vida destes pacientes em cerca de um ano. "A terapia hormonal é o tratamento clássico do câncer de próstata desde os anos 1950", disse Christopher Sweeney, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber de Boston (Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos), que desenvolveu esta pesquisa apresentada na conferência anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), celebrada este fim de semana em Chicago (Illinois, norte). Ele reforça que este é o primeiro estudo que identifica uma estratégia que prolonga a vida de pessoas que acabam de receber um diagnóstico de câncer de próstata com metástase. "Os resultados são importantes e esta terapia deveria ser o novo tratamento de referência para homens cujo câncer se propagou e podem suportar uma quimioterapia", acrescentou Sweeney. O câncer de próstata é estimulado por hormônios masculinos ou andróginos no sangue. O tratamento hormonal visa a reduzir sua quantidade. Embora esta terapia seja eficaz, a longo prazo o câncer se torna resistente na maior parte dos casos. A quimioterapia só costuma ser usada depois que a doença avança, apesar do tratamento hormonal. Metade dos 790 pacientes participantes no estudo foram tratados unicamente com terapia tradicional e os 50% restantes foram submetidos ao tratamento de supressão hormonal combinado com Docetaxel (Taxoten), um agente que impede a divisão e a multiplicação das células cancerosas. Após um acompanhamento de 29 meses, 136 das pessoas tratadas apenas com terapia hormonal faleceram contra 101 do grupo que também se submeteu à quimioterapia. O tempo médio de sobrevida do grupo tratado apenas com terapia hormonal foi de 44 meses, e de 57,6 meses nos pacientes que receberam Taxoten. O tempo médio de aparecimento de sinais clínicos de um novo avanço do câncer foi de 19,8 meses no primeiro grupo e de 32,7 no segundo.Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/,282eab8f5a856410VgnCLD200000b0bf46d0RCRD.html
06/06/2014
Mutação genética aumenta risco de câncer de pulmão em 25% Uma mutação genética aumenta o risco de desenvolver câncer de pulmão, especialmente em pessoas fumantes, que podem ter até 25% mais chances de adoecer se forem portadoras desse gene, informa neste domingo (1) a revista "Nature Genetics". Um em cada quatro fumantes com essa mutação genética, que é encontrada em 2% da população, desenvolverá este tipo de câncer. O gene defeituoso, conhecido como BRCA2, já foi vinculado aos cânceres de mama e ovário, mas os especialistas descobriram que uma mutação específica do gene dobra a probabilidade de desenvolver câncer de pulmão. Uma quarta parte dos fumantes, que em geral têm 13% a mais de risco de padecer de câncer de pulmão no decorrer da vida, desenvolverá a doença se for portadora da mutação, dizem os especialistas. "Nossos resultados demonstram que alguns fumantes com mutações de BRCA2 têm um enorme risco de padecer de câncer de pulmão, ao redor de 25% no transcurso de sua vida", declara o diretor do estudo, Richard Houlston, do Instituto de Pesquisa sobre o Câncer de Londres. Houlston lembra que "o câncer de pulmão mata mais de um milhão de pessoas por ano no mundo e é, de longe, o câncer mais mortal no Reino Unido". "Sabemos que o melhor que se pode fazer para reduzir a mortalidade é persuadir as pessoas para que não fumem e nossas novas descobertas deixam claro que isto é ainda mais crítico no caso de pessoas com um risco genético subjacente", acrescenta. Para seu estudo, os cientistas analisaram o DNA de 17 mil europeus com e sem câncer de pulmão, buscando diferenças que pudessem se relacionar com a doença. Os especialistas detectaram uma alteração específica no código genético do BRCA2 conhecida como c.9976T, com um forte associação com o câncer de pulmão. Esta alteração prevalecia especialmente em pacientes com o tipo de câncer de pulmão mais corrente, o de células escamosas, que também mostrou uma relação, embora mais frágil, com outro gene defeituoso, chamado CHEK2. Os resultados deste estudo abrem a possibilidade de realizar tratamentos personalizados para pessoas com câncer de pulmão que tenham essas mutações genéticas, assinala a Nature Genetics. O BRCA2 é um gene supressor de tumores envolvido na reparação do DNA danificado e, quando deixa de funcionar adequadamente, o câncer tem mais possibilidades de se desenvolver. Embora seja comummente associado a vários cânceres relacionados às mulheres, o BRCA2 defeituoso também pode aumentar em até 25 % o risco de tumores de próstata nos homens.Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/,7e0b8f7c81956410VgnCLD200000b0bf46d0RCRD.html