IMUNOTERAPIA

A morte de células tumorais com terapias citotóxicas inespecíficas e radioterapia são a base do tratamento do câncer. As limitações desses tratamentos se devem principalmente às toxicidades sistêmicas graves, recorrência de células tumorais resistentes e por não atingir micrometástases ou doença subclínica.

O corpo precisa de uma barreira para se proteger e essa é a função do sistema imunológico. O sistema imunológico detecta células estranhas e as elimina, tornando um mecanismo de proteção ao surgimento, como também à progressão de doenças, como é o caso do câncer. O câncer pode se originar de uma falha no sistema imunológico, que não destruiu uma célula cancerígena, que normalmente iria ser reconhecida e eliminada pelo organismo. Além disso, os tumores têm numerosos mecanismos de supressão da resposta imunitária antitumoral incluindo a produção de citocinas inibitórias, o recrutamento de células imunitárias imunossupressoras e a regulação positiva de receptores co-inibitórios conhecidos como pontos de controle imunitários. Desta forma essas células escapam da detecção e destruição pelo sistema imunitário.

A imunoterapia é um tratamento que ajuda o organismo a reconhecer essa célula tumoral, reduzindo os mecanismos dessa célula sobreviver, ou seja, modifica a resposta biológica estimulando o sistema imunológico. É uma terapia que não age diretamente no tumor, mas sobre o sistema imunológico do paciente.

EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a técnica utilizada. Na chamada quimioterapia branca, usada no câncer de mama, ovário, útero e pulmão, é comum ter reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento nas mãos e nos pé e queda de cabelo. Os fios e os pelos também caem com a quimioterapia vermelha, recomendada nos casos de câncer de mama, estômago, bexiga e de ovário, que ainda pode provocar enjoo, anemia, aftas e inflamações na região da boca.

ADITIVOS ALIMENTARES: saiba por que essas substâncias fazem mal ao corpo

Você sabe qual é a grande diferença dos alimentos industrializados comparados aos naturais? Os primeiros têm em sua composição ou preparo um grande número de substâncias químicas, que ajudam em sua conservação. “Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos com o objetivo de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades”, diz a nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva. O problema é que esses itens não agregam valor nutricional e ainda podem causar danos à saúde. Confira!

Mundo químico

Essas substâncias não são poucas e estão realmente em quase tudo o que consumimos. “Dentre elas podemos citar, além dos aditivos alimentares, agrotóxicos, metais tóxicos, substâncias migrantes de embalagens plásticas, detergentes, poluentes, fumaça de carvão, etc. Tais substâncias são absorvidas pelo organismo, assim como princípios ativos químicos de medicamentos e nutrientes de alimentos”, afirma a nutricionista.

“Eles fazem mal porque são capazes e alterar a atividade hormonal ao se ligarem a receptores hormonais específicos e imitar suas funções. Com isso, podem estimular ou inibir a produção ou transporte de hormônios. Essas substâncias também potencializam a produção de radicais livres, que por si só atuam desregulando todo o organismo”, explica Fernanda.

Evite os aditivos alimentares

Desse modo, a grande questão é: como fugir ou administrar o teor de aditivos na alimentação? “O ideal é ingerir alimentos frescos, preparados em casa e não industrializados. Dar preferência a frutas, verduras e legumes orgânicos, sempre que possível, pois são isentos de agrotóxicos, e ficar atento às carnes consumidas, já que carnes vermelhas e frangos são ricas em hormônios. Além disso, é muito importante não usar embalagens plásticas e a base de alumínio para armazenar os alimentos, pois os plásticos contêm ftalatos e bisfenol A, substâncias que passam para os alimentos e agridem a saúde”, aconselha Fernanda.

Entenda os principais aditivos

Acidulantes: aumentam a acidez ou conferem sabor ácido. Dentre eles podemos citar o ácido cítrico (muito usado em refrigerantes de sabor laranja e limão), ácido tartárico (usado em geleias e sucos de uva), ácido fosfórico (usado em refrigerantes a base de cola), entre outros.

Corantes: substituem cores perdidas durante a preparação ou para tornar os alimentos mais atrativos visualmente.

Aromatizantes: fornecem sabores ou aromas particulares e podem ser naturais ou artificiais.

Conservantes: impedem ou retardam alterações dos alimentos provocadas por micro-organismos ou enzimas. Os mais usados costumam ter efeitos negativos na saúde, como o sorbato de sódio, nitrito e nitrato de sódio.

Edulcorantes: adoçam os alimentos sem fornecer açúcar e calorias, dentre eles destacam-se o aspartame, stévia, ciclamato monossódico, sacarina e sucralose.

 

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Fernanda de Campos Prudente Silva, nutricionista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica


Acesse o link do Portal da Revista Alto Astral: https://www.altoastral.com.br/aditivos-alimentares-industrializados/

CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ. O QUE FAZER?

Apesar de não ser comum, o câncer pode aparecer durante a gravidez, especialmente nos seios. Nesses casos, para não prejudicar o bom desenvolvimento do feto, os médicos costumam recomendar a cirurgia. Afinal, a radioterapia é contraindicada durante toda a gestação e a quimioterapia, no primeiro trimestre. Regra geral, os exames de pré-natal podem ser realizados, desde que com o devido cuidado. Daí, a importância de respeitar as consultas com o obstetra e o oncologista.

CLINONCO

CLINONCO NA MÍDIA

26/04/2017
Aditivos alimentares: saiba por que essas substâncias fazem mal ao corpo Você sabe qual é a grande diferença dos alimentos industrializados comparados aos naturais? Os primeiros têm em sua composição ou preparo um grande número de substâncias químicas, que ajudam em sua conservação. “Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos com o objetivo de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades”, diz a nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva. O problema é que esses itens não agregam valor nutricional e ainda podem causar danos à saúde. Confira! Mundo químico Essas substâncias não são poucas e estão realmente em quase tudo o que consumimos. “Dentre elas podemos citar, além dos aditivos alimentares, agrotóxicos, metais tóxicos, substâncias migrantes de embalagens plásticas, detergentes, poluentes, fumaça de carvão, etc. Tais substâncias são absorvidas pelo organismo, assim como princípios ativos químicos de medicamentos e nutrientes de alimentos”, afirma a nutricionista. “Eles fazem mal porque são capazes e alterar a atividade hormonal ao se ligarem a receptores hormonais específicos e imitar suas funções. Com isso, podem estimular ou inibir a produção ou transporte de hormônios. Essas substâncias também potencializam a produção de radicais livres, que por si só atuam desregulando todo o organismo”, explica Fernanda. Evite os aditivos alimentares Desse modo, a grande questão é: como fugir ou administrar o teor de aditivos na alimentação? “O ideal é ingerir alimentos frescos, preparados em casa e não industrializados. Dar preferência a frutas, verduras e legumes orgânicos, sempre que possível, pois são isentos de agrotóxicos, e ficar atento às carnes consumidas, já que carnes vermelhas e frangos são ricas em hormônios. Além disso, é muito importante não usar embalagens plásticas e a base de alumínio para armazenar os alimentos, pois os plásticos contêm ftalatos e bisfenol A, substâncias que passam para os alimentos e agridem a saúde”, aconselha Fernanda. Entenda os principais aditivos Acidulantes: aumentam a acidez ou conferem sabor ácido. Dentre eles podemos citar o ácido cítrico (muito usado em refrigerantes de sabor laranja e limão), ácido tartárico (usado em geleias e sucos de uva), ácido fosfórico (usado em refrigerantes a base de cola), entre outros. Corantes: substituem cores perdidas durante a preparação ou para tornar os alimentos mais atrativos visualmente. Aromatizantes: fornecem sabores ou aromas particulares e podem ser naturais ou artificiais. Conservantes: impedem ou retardam alterações dos alimentos provocadas por micro-organismos ou enzimas. Os mais usados costumam ter efeitos negativos na saúde, como o sorbato de sódio, nitrito e nitrato de sódio. Edulcorantes: adoçam os alimentos sem fornecer açúcar e calorias, dentre eles destacam-se o aspartame, stévia, ciclamato monossódico, sacarina e sucralose.   Texto: Redação Alto Astral Consultoria: Fernanda de Campos Prudente Silva, nutricionista da Clinonco – Clínica de Oncologia MédicaAcesse o link do Portal da Revista Alto Astral: https://www.altoastral.com.br/aditivos-alimentares-industrializados/
19/04/2017
"Meu filho jogava Baleia Azul e pretendia se matar. Era um pedido de ajuda" Estava saindo para jantar com uma amiga na última sexta-feira (14) quando meu ex-marido me ligou. Nervoso, me contou que havia brigado feio com nosso filho, L.F., de 16 anos, e que o menino chegou a ameaçá-lo com uma faca durante a discussão. Preocupada, corri até lá para evitar que a coisa toda piorasse. Ao chegar, meu ex explicou o motivo bobo da confusão: o celular do nosso filho havia quebrado e o garoto perdeu o controle por isso. Quando o L. apareceu, estava com o rosto sangrando. Ele mesmo tinha feito os cortes na face. Eu não conseguia entender nada e o L. estava muito revoltado, não queria conversar. Dei um tempo para que se acalmasse. Meu filho mais velho, no entanto, me abriu os olhos. Disse que aqueles cortes no rosto do irmão tinham todo o jeito do tal jogo da Baleia Azul. Já tinha ouvido falar no assunto, mas não poderia imaginar que o problema era esse." "Eram muitos ferimentos" "Perguntei para meu menino se ele estava envolvido no tal jogo e, para minha surpresa, ele confirmou. L. contou ainda que estava participando dos desafios, que os cortes no rosto eram sua 14ª tarefa e que, sua última missão no jogo seria se matar no final. 'Ninguém vai sentir minha falta mesmo...', me disse. Meu coração disparou e fiquei sem reação. O que eu podia fazer ou falar naquela hora? Enquanto eu tentava me acalmar, meu filho foi tomar banho. Preocupada, o segui até o banheiro e fiquei chocada com o que vi quando tirou a roupa. Seu corpo estava cheio de cicatrizes, nas pernas e nos braços. Um dos cortes tinha a forma de uma baleia, outros formavam palavras. Eram muitos ferimentos." "Dois dias depois, ele fugiu de casa" "Entrei em pânico e decidi conversar com L.. Implorei para que parasse com o jogo e disse que o amava. Tirei algumas fotos das marcas no seu corpo e postei as imagens no Facebook. Eu queria alertar outros pais e pedir ajuda. Muita gente comentou, se ofereceu para ajudar e me deu orientações de como tratar com ele. Inclusive, se ofereceram para pagar tratamento psiquiátrico para meu filho. Passei o dia seguinte inteiro com meu menino. Tentei conversar e fazer com que se sentisse querido por mim. Mas no domingo de Páscoa, em um almoço com amigos, o assunto do jogo surgiu na mesa e as pessoas começaram a fazer perguntas. Meu filho ficou nervoso e fugiu da casa. Foi desesperador! O que ele seria capaz de fazer? Avisei nossos amigos e parentes e liguei para a polícia. Procuramos por L. até segunda à tarde, quando recebi uma ligação informando que ele estava na delegacia. Todo calmo, como se nada tivesse acontecido, veio para casa comigo sem falar nada, nem onde tinha estado até então. Não conseguia entender o que se passava na cabeça dele." "Achava que dava de tudo para meu filho, mas faltava atenção" "Estou passada com isso tudo... A gente vê na internet as mães falando e lê as notícias, mas nunca acha que vai acontecer na casa da gente... Agora penso que essa situação toda foi um alerta. Foi um jeito do meu filho pedir ajuda. Eu e meu marido nos separamos há pouco tempo. O L. ficou com o pai, que viaja a semana toda. Fica o tempo todo sozinho. Também trabalho muito, saio às 7h e volto às 20h. A gente precisa trabalhar, sabe? Eu costumava dizer que meus filhos têm tudo: roupa, comida, internet, celular. Me sentia orgulhosa por dar de tudo para eles. Mas a verdade é que gente não dá tudo. O que eles precisam é de atenção, é de amor. E a gente ficou em falta com isso. L. é um menino calado, tem poucos amigos e na escola reclamam do seu comportamento. Tudo isso já era sinal de que ele precisava de ajuda, sabe?" "Cortei a internet dele" "Meu menino me contou que entrou no jogo Baleia Azul via grupo de WhatsApp. O moderador desse grupo foi quem o escolheu e começou a mandar mensagens com os desafios. Acho que essas pessoas escolhem meninos como meu filho: quietos, com poucos amigos... As mensagens vinham pelo Facebook ou pelo WhatsApp, orientando sobre o que fazer. Desde que isso tudo aconteceu, L. está sem celular e eu não quero que ele tenha internet de novo tão cedo. Agora, meu filho vai começar a fazer tratamento psicológico. Também vou matriculá-lo em um curso técnico e, mais importante: serei mais presente. Ele vai vir morar comigo e, todos os dias, sairei do trabalho para almoçarmos juntos. Acho que isso tudo fará a diferença. Só de estar mais presente nesses últimos dias vejo mudanças. Na sexta-feira, ele falou que pretendia se matar. Já na segunda, contou que entrou no jogo por curiosidade e que não sabia se ia se matar de verdade.  Vejo isso como um sinal de que meu filho queria minha atenção, então é isso que eu vou dar." Atenção dos pais é importante, mas tratamento é essencial Os pais precisam ficar atentos ao comportamento dos filhos em relação ao jogo da Baleia Azul. No entanto, é importante estar ciente de que o envolvimento no jogo pode ser um indício de que o jovem está sofrendo de outros problemas psicológicos, como uma depressão. "A depressão é uma doença e é preciso buscar ajuda de um especialista que possa orientar e trabalhar com o adolescente", orienta a psicóloga Gabriela Malzyner. No entanto, a psicóloga Karen Scavacini, especialista em suicídio, alerta que adolescentes saudáveis também podem ser atraídos pelo jogo por curiosidade ou pela sedução do proibido e acabar se colocado em perigo. Por isso, as profissionais ressaltam que é importante ficar atento aos sinais de que os filhos possam estar entrando na brincadeira ou estejam precisando de ajuda. Alguns deles são: . Isolamento . Agressividade . Mudança de comportamento . Não deixar os pais chegarem perto de seu celular ou computador . Usar manga comprida em dias de calor . Queda no rendimento escolar . Mudanças no padrão de sono . Mudanças de apetite . Cortes pelo corpo Mesmo se não identificarem os sinais de que o filho esteja participando do jogo, é importante que os pais abram um canal de diálogo sobre o assunto. Karen recomenda que os pais falem do jogo e perguntem se os adolescentes conhecem e já tiveram algum contato. Além disso, a profissional orienta a regular e acompanhar as atividades que os adolescentes realizam na internet.Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/04/19/meu-filho-jogava-baleia-azul-e-se-machucou-era-um-pedido-de-ajuda.htm
31/01/2017
Precisamos falar sobre depressão infantil Nas próximas duas décadas, a depressão será uma das doenças mais recorrentes no mundo. Ela ultrapassará o número de indivíduos com câncer ou que sofrem de problemas cardíacos, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde em dados de 2014. Hoje, cerca de 400 milhões de pessoas lidam diariamente com um profundo e duradouro sentimento de tristeza e desesperança — isto é, o equivalente a 7% da população mundial, sendo que a maioria está concentrada em países em desenvolvimento. Todavia, essa epidemia silenciosa não se restringe aos adultos. Segundo a OMS, o índice de crianças entre 6 e 12 anos diagnosticadas com a doença saltou de 4,5% para 8% na última década. Para a medicina, a depressão infantil é uma patologia relativamente nova. Foi somente nos anos 1970 que ela passou a ser reconhecida na literatura médica, sendo que antes disso os casos eram considerados raríssimos ou inexistentes. Mas como identificar um transtorno psíquico em uma criança que ainda está aprendendo a nomear os sentimentos que a acometem? Muitas vezes, crianças depressivas acreditam que o desconforto e a tristeza são condições inevitáveis e naturais à sua existência. Dessa forma, não entendem essa situação como algo fora da normalidade, capaz de ser diagnosticado e resolvido. Isso faz com que os pequenos se escondam no próprio silêncio, se retraindo dos laços afetivos e inibindo uma das características mais importantes da infância: a surpresa da descoberta ao brincar. Para a Dra. Mariana Bonsaver, psicóloga infantil da Maternidade Pro Matre Paulista, é necessário atenção redobrada dos pais e familiares em situações como esta. De acordo com ela, os sintomas da depressão infantil são comumente confundidos com crises transitórias decorrentes da faixa etária. “A criança também pode apresentar dificuldade em expressar o que há de errado com ela, o que pode interferir no diagnóstico”, explica. Como se trata de um distúrbio mental, a depressão ainda é incapaz de ser identificada através de testes laboratoriais. Portanto, a avaliação médica se respalda no Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais. A partir da ocorrência de ao menos cinco sintomas listados no manual em um espaço de tempo de duas semanas, é possível diagnosticar a criança com a doença. A depressão infantil pode ser diagnosticada em crianças entre 4 e 9 anos. A partir dessa faixa etária, dependendo do diagnóstico e do quadro do pequeno, pode ser necessária a prescrição de medicamentos, além do acompanhamento psicológico. Os causadores da doença variam. Eles podem ser uma predisposição genética; traumas, como abuso sexual ou psicológico; convivência familiar, principalmente no que diz respeito à relação com a mãe; problemas durante a gestação e alguns traços próprios do temperamento. “Irritabilidade, alterações no padrão de sono e de alimentação, baixa autoestima, crises de choro, oscilações de humor, medo, agressividade, ansiedade” são alguns dos principais sintomas da depressão infantil, de acordo com a Dra. Mariana Bonsaver. Além disso, ela lista enurese e encoprese — emissões involuntárias de urina e fezes durante o sono, respectivamente — bem como dificuldades na escola, muitas queixas de dores físicas, e perda de interesse em atividades antes consideradas prazerosas como indícios da doença. As alterações de sono são os sintomas mais significativos quando se trata da depressão infantil. Elas podem se manifestar como insônia e pesadelos constantes, que por sua vez causam fadiga excessiva, além de sonolência profunda e frequente. “Isso também é bem comum no quadro depressivo dos adultos”, explica a Dra. Gabriela Malzyner, psicanalista membro do CEPPAN (Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia) e psicóloga do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará. “Para adormecer, precisamos nos permitir [relaxar], assim nos desfazemos da energia diária. Então, quando não estamos bem psicologicamente, a permissão de se desligar e adormecer se torna uma tarefa árdua.” Como é recorrente em quase todos os distúrbios psíquicos, o diálogo ainda é a maneira mais efetiva para entender e diagnosticar a doença. No entanto, o que se observa — cada vez com mais frequência — é a medicalização compulsiva, às vezes realizada sem o devido acompanhamento psicoterapêutico, de pessoas com desordens psicológicas. De acordo com a Dra. Gabriela, isso não se restringe apenas aos adultos com depressão. “A tendência é patologizar a criança”, declara a psicanalista. “Em vez dos familiares e responsáveis observarem o ambiente e perceberem que uma criança certamente desenvolverá algum distúrbio caso passe o dia inteiro na frente da televisão, por exemplo, eles já atestam que ela está doente porque não presta atenção nas coisas.” “Lógico que esses casos existem e precisam ser tratados, mas e se trabalhássemos em combater as causas antes de buscarmos avidamente por um diagnóstico? Muitos familiares lembram de dar o remédio para os filhos, mas se esquecem do quão fundamental é a terapia familiar, por exemplo”, continua a especialista, que ressalta a importância do diálogo e da desmedicalização da infância para a eficácia do tratamento da doença. “Precisamos saber o que eles sentem. Mesmo que eles não saibam nomear com tanta destreza como nós, eles têm ciência do que nutrem dentro de si.” Caso a depressão infantil não seja diagnosticada e tratada, a tendência é que a doença permaneça à espreita, acompanhando o paciente durante a adolescência. Neste caso, o quadro pode assumir contornos diversos como “isolamento, dificuldades de interação social, transtornos alimentares, abuso de drogas e ideações suicidas”, finaliza a Dra. Mariana.Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/precisamos-falar-sobre-depressao-infantil/
12/01/2017
Por que Anitta levar maquiador e fotógrafo nas férias importa? “Quando alguém como ela –que é referência para muitos jovens— não se permite relaxar sobre a aparência nem nas férias, passa a mensagem de que a imagem é muito importante”, afirma a psicóloga Roseli Caldas, que é também doutora em psicologia escolar e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Um fã da Anitta que, ao contrário da cantora não tenha recursos para manter a aparência sempre impecável, pode ficar com a impressão de que não tem valor algum como indivíduo, segundo Roseli. A psicóloga reconhece a importância da beleza para a carreira de Anitta, mas diz que, mesmo uma personalidade como ela, deveria se descolar da imagem pública, pelo menos, de vez em quando. “Que pesado ter de estar arrumada o tempo todo, dentro da água, com o cabelo molhado!” De acordo com Roseli, essa valorização da aparência vem causando impacto não só emocional, mas também na saúde de crianças e adolescentes. “Conversando com uma médica do Hospital das Clínicas de São Paulo, soube que têm sido frequentes os casos de bulimia e anorexia em pacientes com nove, dez anos. Já estamos vendo crianças com medo de engordar.” A psicóloga e psicanalista Gabriela Malzyner diz que pode parecer exagero, mas os jovens fãs da cantora, muitas vezes, não percebem a produção por trás de uma foto e tomam aquela imagem como um padrão a ser perseguido. Gabriela –que também é mestra em psicologia clínica-- ainda fala que a sociedade vive tempos confusos nos quais é difícil perceber quando estão tentando nos vender, como um ideal de beleza. “As jovens mulheres ficam oprimidas por uma beleza que não é real. Como se todo mundo pudesse ter a mesma aparência, esquecendo que cada indivíduo é único.”Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/01/12/por-que-anitta-levar-maquiador-e-fotografo-nas-ferias-importa.htm
28/11/2016
HPV nas formas mais graves pode favorecer câncer de colo do útero Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre pessoas do sexo feminino, sendo responsável pela morte de 275 mil mulheres por ano. No Brasil, em 2013, são esperados 18.000 casos novos, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer do colo do útero é raro em mulheres com menos de 30 anos e o número de casos aumenta progressivamente, até ter seu pico na faixa de 45 a 50 anos. Esse tumor é caracterizado pelo crescimento desordenado de células do tecido do colo do útero, podendo invadir estruturas e órgãos próximos ou à distância. Há dois principais tipos de câncer do colo do útero: o carcinoma epidermoide, tipo mais comum e que representa cerca de 80% dos casos, e o adenocarcinoma, tipo mais raro. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e apontados como causa de tumores malignos. Os vírus são o HPV16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A infecção pelo HPV é muito comum. Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la ao longo de suas vidas. Importante lembrar, no entanto, que a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não único, para o desenvolvimento do câncer uterino. Além da infecção pelo HPV, outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar no desenvolvimento do câncer. Desta forma, o tabagismo, a iniciação sexual precoce, a multiplicidade de parceiros sexuais, a multiparidade e o uso de contraceptivos orais são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero. A transmissão do vírus HPV ocorre principalmente por contato direto, ou seja, através do contato da pele ou mucosa com tecido infectado, incluindo contato genital direto e contato pele-pele. Na maioria das vezes a infecção cervical pelo HPV é transitória e regride espontaneamente, entre seis meses a dois anos após a exposição ao vírus. Nos casos nos quais a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas, cuja identificação e tratamento adequado possibilitam a prevenção do câncer. O câncer do colo do útero necessita de muitos anos para se desenvolver. É uma doença de desenvolvimento lento, que pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados. As alterações das células do câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. Outras formas de detectar o câncer de colo uterino são: . Exame ginecológico . Citologia oncótica: é o principal método de rastreamento do câncer, no qual pesquisa-se células cancerosas. . Colposcopia e biópsia dirigida: são etapas fundamentais , tendo a primeira a finalidade de delimitar a extensão da doença no colo e na vagina e a segunda, a confirmação do diagnóstico. A prevenção do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha) durante a relação sexual protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal. A imunidade natural (defesa que o corpo cria após exposição ao vírus) não é muito eficaz, permitindo reinfecções com o mesmo tipo de vírus em outros momentos da vida. A adoção das vacinas anti-HPV não substitui o rastreamento pelo exame preventivo (Papanicolaou), pois elas não oferecem proteção para 30% dos casos de câncer de colo do útero causados por outros subtipos de HPV. A redução da incidência do câncer de colo uterino depende de uma educação pública que visa reduzir a exposição do vírus, combinado com política de vacinação eficiente.   * Texto escrito em coautoria com o oncologista Emerson Neves dos SantosAcesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17106-hpv-nas-formas-mais-graves-pode-favorecer-cancer-de-colo-do-utero

CÂNCER NA MÍDIA

06/03/2017
5 mitos e verdades sobre o câncer antes dos 30 anos São Paulo – Uma pesquisa recente divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que o câncer é a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos no Brasil, perdendo apenas para “causas externas”, que envolvem óbitos por acidentes e violência. Entre os anos de 2009 e 2013, estima-se que 17.500 jovens morreram no país por conta da doença. Mas o que faz pessoas tão jovens desenvolverem câncer? Apenas fator genético? Ou o estilo de vida pode influenciar no aparecimento da doença tão precocemente? EXAME.com conversou com o oncologista Roberto de Almeida Gil, da Oncoclínica no Rio de Janeiro, para desmitificar os mitos sobre o câncer na juventude. Confira abaixo os mitos e verdades sobre o câncer antes dos 30 anos, segundo o especialista: 1 – O câncer antes dos 30 anos é 100% hereditário? Mito. De acordo com Gil, é importante sim que as pessoas conheçam a sua história familiar, já que o câncer hereditário se manifesta predominantemente em pacientes com menos de 50 anos, mas alerta que não é só isso. “Atualmente, estamos expostos a muitos agentes químicos, físicos e biológicos que podem causar a doença. Bons hábitos alimentares, exercícios físicos, não fumar, controlar a ingestão de bebidas alcoólicas, usar preservativos, cuidar da exposição ao sol e manter hábitos sexuais saudáveis são atitudes que podem prevenir o desenvolvimento do câncer antes dos 30”, explica o especialista. 2 – Sobrepeso e obesidade podem causar câncer? Verdade. Segundo o oncologista, o sobrepeso e a obesidade podem estar relacionados aos seguintes tipos de câncer: intestino, endométrio, próstata, pâncreas e mama. “Hábitos importantes como o combate ao sedentarismo e a redução do consumo de alimentos industrializados e embutidos são essenciais para diminuir os riscos do surgimento da doença”, afirma Gil. 3 – Existem vacinas que previnem certos tipos de câncer antes dos 30? Verdade. Uma grande arma da medicina moderna é a vacina contra o HPV, que previne câncer de colo de útero. Segundo o especialista, existem dois tipos de vacina no mercado: as bivalentes e as tetra valentes. Inicialmente, o governo disponibilizou a vacina para meninas de forma gratuita. Entretanto, com a percepção de que o vírus do HPV também causa câncer de orofaringe, os meninos também estão sendo vacinados na rede pública. A vacina de Hepatite B podem também pode prevenir alguns tipos de câncer. 4 – O tabagismo pode provocar câncer somente após os 50 anos? Mito. De acordo com Gil, o câncer esporádico, ou seja, aquele não hereditário ocorre frequentemente após os 50 anos devido ao acúmulo de mutações que se perpetuam no nosso código genético, mas a doença pode aparecer antes e a iniciação precoce do tabagismo pode contribuir para surgimento de alguns tipos de câncer ainda na juventude. 5 – Toda mulher que contrai HPV terá câncer? Mito. O vírus do HPV é a principal causa do desenvolvimento do câncer uterino. De acordo com o oncologista, há, no entanto, 40 tipos de vírus HPV e nem todos causam câncer. “Para que esse tipo de câncer surja, há outros fatores associados, como baixa imunidade, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais”, explica Gil.Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/5-mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-antes-dos-30-anos/
13/02/2017
Câncer é a doença que mais mata pessoas entre os 15 e os 29 anos Mais de 17,5 mil pessoas entre 15 e 29 anos morreram vítimas de câncer no período de 2009 a 2013 no Brasil. O dado é resultado de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) e do Ministério da Saúde divulgado na última sexta-feira. Conforme os registros, a doença foi a primeira causa de morte entre pessoas desta faixa etária, ficando atrás somente das chamadas causas externas, que são acidentes ou mortes violentas de diferentes tipos. Foram 17.527 mortes provocadas, principalmente, por carcinomas (34% dos casos), linfomas (12%) e tumores de pele (9%). Embora seja considerado raro nesta faixa de idade, o câncer foi a doença mais letal para este grupo. O relatório também revelou os locais onde os carcinomas são mais frequentes: no trato geniturinário, a taxa de incidência é de 24,83 a cada um milhão, tireoide soma 14,18/milhão, mama com 12,46/milhão, e cabeça e pescoço com 4,57/milhão. Além do levantamento, o ministério divulgou, ainda, o primeiro Protocolo de Diagnóstico Precoce do Câncer Pediátrico, guia que vai auxiliar profissionais da saúde a conduzir casos suspeitos e confirmados dentro de uma linha de cuidado, com definição de fluxos e ações desde a atenção básica até a assistência de alta complexidade.Acesse o link do Portal Zero Hora: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2017/02/cancer-e-a-doenca-que-mais-mata-pessoas-entre-os-15-e-os-29-anos-9720457.html
06/01/2017
Estudo descobre proteína que espalha câncer no corpo; ela gosta de gordura Cientistas identificaram pela primeira vez uma proteína específica, chamada CD36, que aparece em todas as células cancerígenas que têm capacidade de fazer metástase –quando o câncer se espalha para outras partes do corpo. Um estudo publicado na revista Nature encontrou a proteína nas membranas das células tumorais e descobriu que ela é responsável por absorver ácidos graxos. Com a dependência que a CD36 tem dos ácidos graxos, foi possível distinguir quais células cancerígenas espalhariam a doença. O câncer é ainda mais mortal quando começa a se espalhar pelo corpo, dificultando o tratamento. Por isso, entender como o processo de como a doença se espalha é de grande importância para desenvolver maneiras de pará-la. A pesquisa, feita em colaboração com a organização britânica Pesquisa Mundial de Câncer e o IRB (Instituto de Pesquisa de Barcelona, em sigla em inglês), descobriu que a CD36 está presente em células cancerígenas metastáticas de pacientes com diferentes tipos de tumores, incluindo tumores orais, câncer de pele, de ovário, bexiga, pulmão e mama. Para confirmar a importância da proteína na disseminação do câncer, pesquisadores colocaram CD36 em células cancerígenas não metastáticas, que em situações normais não espalhariam a doença. O resultado? As células "contaminadas" pela proteína se transformaram e viraram metastáticas. "Embora não tenhamos ainda testado isso em todos os tipos de tumores, podemos afirmar que CD36 é um marcador geral de células metastáticas, a primeira proteína que eu sei que é específica para metástase", afirmou o professor Salvador Aznar Benitah, que participou do artigo. Salvador Aznar Benitah Ao estudar ratos com câncer humano, os pesquisadores foram capazes de impedir completamente a metástase do câncer ao bloquear a CD36. Em animais com células cancerígenas que já tinham metástase, os anticorpos bloqueadores de CD36 levaram à remoção completa de metástase em 20% dos ratos. Nos 80% restantes, uma dramática redução de 90% das metástases foi encontrara. Tudo sem efeitos secundários graves. E a CD36 gosta de gordura Ao analisar a proteína descoberta, os pesquisadores observaram o papel da ingestão de gordura na propagação do câncer. Alguns ratos receberam uma dieta rica em gordura e foram contaminados por um tipo de câncer oral humano. Ao acompanhar os bichos, cientistas notaram que a dieta rica em gordura fez com que a metástase aumentasse em 50% e fosse mais frequente. "Em ratos inoculados com células tumorais humanas há uma ligação direta entre a ingestão de gordura e um aumento do potencial metastático através da CD36", disse Benitah. A gordura é necessária para algumas funções do corpo, mas a ingestão descontrolada tem consequências no corpo e fazem com que o câncer se espalhe mais rápido.Acesse o link do Portal UOL: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/01/06/estudo-descobre-proteina-que-espalha-cancer-no-corpoe-ela-gosta-de-gordura.htm
12/11/2016
Câncer de próstata O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais prevalente entre os homens. O advento do PSA possibilitou fazer diagnósticos precoces da doença, antes detectada apenas em fases avançadas. O PSA é um exame que permite avaliar na corrente sanguínea a concentração do antígeno prostático específico, proteína liberada em quantidades elevadas em processos benignos e malignos. A determinação anual dos valores do PSA a partir dos 50 anos, no entanto, tem sido questionada como método de screening populacional. Os argumentos são fortes: 1. Parte significante dos diagnósticos precoces ocorre em homens com tumores de crescimento lento, que jamais levariam à morte. 2. O tratamento por meio de cirurgia (prostatectomia) ou radioterapia está associado a complicações relevantes: impotência sexual, incontinência urinária, retites e cistites pós-irradiação, entre outras. Um estudo mostrou que no caso da prostatectomia, é preciso operar 72 pacientes para evitar um óbito. Portanto, 71 daqueles submetidos aos riscos e complicações cirúrgicas viveriam o mesmo número de anos, caso não fossem operados. Essas constatações serviram de base à estratégia da observação ativa, segundo a qual o diagnóstico de tumores de agressividade baixa ou intermediária podem ser acompanhados sem a necessidade de intervenção cirúrgica ou de radioterapia. Para esclarecê-las foi realizado no Reino Unido o estudo ProtecT, que recrutou 1.643 homens de 50 a 69 anos, no período de 1999 a 2009. Por sorteio, eles foram divididos em três grupos: observação ativa (543 homens), prostatectomia radical (553) ou radioterapia (545). A finalidade foi avaliar a mortalidade causada pela progressão da doença, o aparecimento de metástases e a mortalidade por outras causas. Nesse período de dez anos ocorreram apenas 17 mortes por câncer de próstata, assim distribuídas: oito no grupo de observação, cinco no de cirurgia e quatro no de radioterapia. Essas diferenças não são significativas estatisticamente. O número de mortes por outras causas também não foi diferente. Metástases surgiram com frequência mais alta nos homens acompanhados sem tratamento (33 casos) do que nos operados (13 casos) ou irradiados (16 casos). Da mesma forma, nos pacientes simplesmente acompanhados a progressão da doença foi mais frequente (112 casos) do que nos operados (46 casos) ou irradiados (46 casos). Conclusão: nos casos de tumores de agressividade baixa ou intermediária a mortalidade por câncer de próstata é baixa com qualquer tratamento ou na ausência dele. Prostatectomia radical e radioterapia estão associadas a incidências menores na progressão da doença e no aparecimento de metástases. O tratamento do câncer de próstata deve levar em conta dados individuais: idade, agressividade do tumor, condições clínicas, possibilidade de complicações, presença de doenças concomitantes, expectativa de vida e preferências individuais. Está claro que muitos pacientes podem ser acompanhados por anos consecutivos sem receber tratamento.Acesse o link do Portal da Revista Carta Capital: https://www.cartacapital.com.br/revista/924/cancer-de-prostata
05/09/2016
Sobrepeso e obesidade aumentam o risco para 13 tipos de câncer Estudo publicado no New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais prestigiadas na área de medicina, revela que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco para 13 tipos de câncer. A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), já sabia que o sobrepeso ou o excesso de peso poderiam aumentar o risco de câncer de intestino, rim, esôfago, mama e útero. Agora, analisando mais de mil estudos sobre obesidade e riscos, os pesquisadores acrescentaram à lista mais oito tipos de câncer: fígado, estômago, pâncreas, vesícula, ovário, tireoide, sangue e um tipo de tumor no cérebro. O oncologista Claudio Ferrari explica porque a obesidade pode levar ao câncer: “Com a obesidade, é natural que o tecido passe a desenvolver uma certa resistência à insulina, que a gente chama de diabetes tipo 2. O organismo para tentar lidar com essa resistência aumenta a produção de insulina e a insulina passa a agir como fator estimulador de crescimento de células. E essas células podem ser as malignas. A segunda causa é sistêmica. A gordura causa um estado inflamatório sistêmico. A pessoa que tem uma obesidade crônica fica numa situação de inflamação constante, que pode até ser medida no sangue. Essas que são as duas principais causas”. Esse fator de risco preocupa bastante os médicos no Brasil. Mais da metade dos brasileiros (52,5%) estão acima do peso e 17,9% são obesos, segundo o Ministério da Saúde. O resultado da pesquisa traz um alerta principalmente para as mulheres: os pesquisadores relataram que a ligação mais forte entre obesidade e câncer está relacionada com o câncer de útero. Um levantamento do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) aponta que 87% das mulheres com câncer de endométrio, a camada interna que reveste o útero, tem obesidade ou estão acima do peso. As mulheres devem ficar atentas aos primeiros sinais da doença: “O principal sintoma do câncer de endométrio é um sangramento que acontece normalmente na pós-menopausa, pacientes que pararam de menstruar, começam a ter sangramentos genitais”, explica Cristina Anton, médica do setor de ginecologia oncológica do ICESP. A dona de casa Norma Camacho Alves descobriu em 2013 que estava com este tipo de câncer. Na época, estava acima do peso. Ela precisou passar por uma cirurgia para retirar o útero e fez o tratamento. Agora, ela diz que procura se alimentar melhor: cortou gorduras e frituras: “Eu me sinto curada. Eu tô tendo acompanhamento da ginecologista, oncologista e nutricionista. Então eu me sinto curada”.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/09/sobrepeso-e-obesidade-aumentam-o-risco-para-13-tipos-de-cancer.html

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