AS DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA

Quem tem maior tendência a sofrer com câncer de próstata?

Resposta: Os homens em geral, principalmente os de raça negra e acima de 60 anos de idade.


Qual é a melhor maneira de evitar?

Resposta: Infelizmente não há nenhum método ou procedimento que, comprovadamente, possa reduzir o risco de desenvolver um câncer na próstata.


Qual é a importância do exame preventivo?

Resposta: Como não podemos evitar, o diagnostico preventivo é a única forma de garantir um diagnóstico precoce e maiores chances de cura.


Quantas vezes ele deve ser feito por ano?

Resposta: Apenas uma vez ao ano, após os 50 anos para os homens em geral, e a partir dos 45 anos para quem tem histórico familiar.


Quem deve fazer (homens mais velhos, mais novos)?

Resposta: Todos os homens, a partir dos 45 anos, para quem tem histórico familiar, e a partir dos 50 anos, para os homens em geral. Os exames devem ser repetidos anualmente enquanto a expectativa de vida for de pelo menos 10 anos.


Qual é a importância da prática esportiva tanto para prevenir quanto para quem está se tratando do problema?

Resposta: A prática esportiva permite manter um estado físico melhor. Não se sabe qual o impacto disso na prevenção, mas durante o tratamento, principalmente para os que recebem terapia endócrina, o exercício físico permite a conservação do peso, sem o desenvolvimento da síndrome metabólica.


Qual é a importância de uma iniciativa como o Novembro Azul?

Resposta: Conscientizar os homens da importância e da frequência do câncer de próstata, mais comum do que o câncer de mama, e que como outras neoplasias, tem alta chance de cura quando a doença é diagnosticada precocemente.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PRÓSTATA


Com incidência pouco maior do que o câncer de mama, o câncer de próstata é a neoplasia mais frequente em homens. A sua incidência é crescente a partir dos 45 anos e estima-se que aos 80 anos um em cada quatro homens tenham esse diagnóstico. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

            Como outras neoplasias, o câncer de próstata é o diagnóstico de uma doença bastante heterogênea. Alguns tumores progridem rapidamente e de forma agressiva, ao passo que outros evoluem muito lentamente. Foi exatamente essa divergência que levou a resultados conflitantes com relação ao papel do rastreamento populacional por PSA (Antígeno Prostático Específico) e toque retal.

            Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

            De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: aquela destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e aquela, voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento).

            A decisão do uso do rastreamento como estratégia de saúde pública deve se basear em evidências científicas de qualidade.

            No momento, não existem evidências de que o rastreamento para o câncer de próstata identifique homens que precisem de tratamento ou de que esta prática reduza a mortalidade pela doença. Desta forma, o Instituto Nacional de Câncer não recomenda o rastreamento para o câncer de próstata e continuará acompanhando o debate científico sobre este tema, podendo rever esta posição quando estiverem disponíveis os resultados dos estudos multicêntricos em curso.

            Por outro lado, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que o toque retal e a dosagem do PSA devem ser realizados anualmente a partir dos 45 anos, segundo orientação da grande maioria dos autores nacionais. Orientação semelhante também é adotada pela American Urological Association nos Estados Unidos da América do Norte. Exceções a esta regra se fazem necessárias quando os ascendentes diretos, como pai e avô, foram ou são portadores de câncer de próstata, e naqueles pacientes descendentes diretos de pais da raça negra. Nessas duas situações especiais citadas, o exame periódico deve ser realizado a partir dos 40 anos e, também, anualmente.

            O exame periódico da Próstata começa com a obtenção da história clínica do paciente pelo especialista, seguido do exame físico e exames complementares. São eles: PSA, ultrassom, urofluxometria, urodinâmica, endoscopia urológica, biópsia de próstata, cintilografia óssea, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, radiografia simples do tórax, bacia e coluna vertebral, etc. Na grande maioria das vezes, não é necessário à solicitação de todos esses exames. A necessidade ou não será individualizada na dependência do quadro clínico de cada paciente. Basicamente, o exame periódico da próstata, consta da dosagem no sangue do antígeno específico da próstata - PSA, exame digital da próstata (toque) e da ultrassonografia.

            Geralmente, o câncer de próstata em fase inicial não apresenta sintomas. Alguns pacientes podem, inclusive, nunca ter sintomas. Por isso é fundamental que o homem faça exames de rotina. Quando o tumor cresce, os sintomas mais comuns estão relacionados ao ato de urinar, como urgência, dificuldade e levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro.

            Diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada o câncer de próstata apresenta taxas de sobrevida em cinco anos de praticamente 100%.

ATIVIDADE FÍSICA DURANTE A QUIMIOTERAPIA

A recuperação da retirada de um câncer requer uma série de cuidados. A quimioterapia é uma das fases mais delicadas do processo e o esporte pode funcionar como uma válvula de escape para amenizar, funcionando como parte do tratamento. “A prática de exercícios físicos melhora a autoestima, reduz a fadiga, conserva a musculatura, ajuda a aliviar as dores, entre outros benefícios”, afirma Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica).

De acordo com o especialista, a dosagem dessa atividade física deve ser personalizada de acordo com a condição física do paciente. “Médico e educador físico precisam, em conjunto, preparar a recomendação ideal para cada um”, diz Caponero. Quanto ao esporte a ser praticado, vai do gosto de cada um. “Desde uma simples caminhada até exercícios em grupo são recomendados”, comenta. “Treinar com outras pessoas é melhor para a socialização e relacionamento interpessoal. Porém, modalidades de contato, que podem causar uma lesão, como o futebol, devem ser evitadas.”

O tempo de atividade ao longo da semana também pode variar a partir da capacidade física do paciente. “Recomendamos que a pessoa faça 30 minutos de exercícios, pelo menos, três vezes semanalmente”, completa.

A blogueira e corredora Déborah Aquino (foto), a Debs, do Blog da Debs, é o exemplo vivo da importância da atividade física durante a quimioterapia. No final do ano passada, ela foi diagnosticada com câncer de mama e, de lá para cá, vem se tratando. “Lembro bem quando cheguei para o meu médico e perguntei se tinha algum problema correr durante o tratamento. Ele disse que nunca tinha escutado isso”, lembra Debs. “Porém, falou que era fundamental que eu praticasse algum exercício, desde que respeitasse os limites do meu corpo, já que não podia deixar a minha imunidade baixar.”

Nas primeiras sessões, ela conseguia correr um ou dois dias após o tratamento. “Depois que a quimio começou a ‘pegar’, tive que dar uma pausa nas corridas e comecei a nadar, mas sempre me mantive ativa”, revela. Segundo o seu médico, era importante para que a química acumulada em seu corpo – capaz de destruir os hormônios – fosse eliminada pelo suor. “Quando fazia a quimioterapia branca – um pouco mais branda que a vermelha –, um dos efeitos colaterais era a preguiça, o cansaço físico. Eu não tinha vontade de fazer nada, mas o médico insistia que eu encontrasse forças para isso.”

Muito mais do que a parte física, os treinos mantinham Debs sempre otimista quanto à sua recuperação. “Me ajudava a levar todo o processo da forma mais positiva. Acho que, sem o esporte, poderia cair em depressão”, garante. Como dica, a blogueira sugere muita força de vontade para praticar um esporte. “Vai muito além de emagrecer. A prática de uma atividade vai ajudar você a superar essa adversidade da melhor maneira possível!”

 

Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/saude/atividade-fisica-durante-a-quimioterapia/

O CÂNCER NA CRIANÇA

Houve significativo progresso no tratamento do câncer na infância nas últimas quatro décadas. Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.

Com a ressalva que as doenças são diferentes das dos adultos, as chances de cura na população pediátrica são muito mais elevadas. O que limita taxas maiores de cura ainda é o diagnóstico tardio, muito por falta de atenção e pelo preconceito em relação à doença, maior nessa faixa etária.

No Brasil temos mais de meio milhão de casos novos de câncer a cada ano, e segundo dados dos registros de base populacional, são estimados mais de 9000 casos novos de câncer infanto-juvenil.

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência.

As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

A maior dificuldade no Brasil ainda é o fato de muitos pacientes ainda serem encaminhados ao centro de tratamento com doenças em estágio avançado, em função de vários fatores, tais como: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), e desinformação dos médicos.

Os sinais e sintomas não são necessariamente específicos e, não raras vezes, a criança ou o jovem podem ter o seu estado geral de saúde ainda em razoáveis condições, no início da doença. Por esse motivo, é muito importante estar atento a algumas formas de apresentação dos tumores da infância.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo poderá ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Algumas vezes, os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdomen, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

CLINONCO NA MÍDIA

25/11/2014
Pólipo endometrial: sangramento anormal é principal sintoma Os pólipos endometriais são uma das causas mais frequentes de sangramentos anormais tanto na pré como na pós-menopausa. No entanto, a maioria dos pólipos endometriais pode permanecer sem nenhum outro sintoma, sendo encontrados em exames ultrassonográficos realizados por outras causas. Eles se constituem de um crescimento anormal das glândulas endometriais e do estroma, formando uma projeção (um pólipo) na superfície interna do útero.  A maioria dos pólipos endometriais é benigna, mas pode ocorrer malignidade em algumas mulheres, por isso o diagnóstico preciso é importante. Vários mecanismos moleculares têm sido propostos como tendo um papel no desenvolvimento dos pólipos endometriais, principalmente rearranjos em genes do grupo de alta motilidade (high-mobility group - HMG) que expressam fatores de transcrição. Os pólipos endometriais são raros entre adolescentes e sua prevalência exata é difícil de ser estabelecida já que a maior parte deles permanece sem produzir sintomas. Por outro lado, em mulheres com sangramento genital anormal e que são submetidas à biópsia ou à retirado do útero (histerectomia), a prevalência de pólipos varia entre 10 e 24% dos casos. Os fatores conhecidos de risco são a obesidade, o uso de estrógenos para reposição hormonal e o uso de tamoxifeno para o tratamento ou prevenção do câncer de mama. Os pólipos endometriais se desenvolvem em 2 a 36% das mulheres em tratamento com tamoxifeno. Os pólipos endometriais são tipicamente identificados em associação com sangramentos uterinos anormais ou em casos de investigação por infertilidade. O sangramento uterino anormal ocorre em 64 a 88% das mulheres com pólipos endometriais, e mulheres com sangramento genital anormal precisam, obrigatoriamente ser investigadas para a presença de um câncer do endométrio. Além do exame ginecológico, a ultrassonografia transvaginal é o principal método para avaliação uma vez que permite avaliar não só a cavidade uterina, mas também as trompas, ovários e região pélvica como um todo. Nos casos em que o exame mostra suspeita de malignidade a histeroscopia com biópsia é fundamental e permitirá o diagnóstico de certeza. Aproximadamente 95% dos pólipos endometriais são benignos. Como foi dito, alguns pólipos podem representar apenas hiperplasia endometrial ou miomas pedunculados com crescimento intrauterino. Os pólipos endometriais que causam sintomas devem ser removidos em todas as pacientes. A simples histeroscopia com biópsia do pólipo na maioria das vezes já é o próprio tratamento. No entanto, havendo diagnóstico de malignidade, a retirado do útero é a conduta mais apropriada.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18078-polipo-endometrial-sangramento-anormal-e-principal-sintoma
12/11/2014
Novembro Azul pela prevenção do Câncer de Próstata Azul. Essa é a cor do mês da conscientização e do bem estar e saúde masculina. Depois das mulheres, com o Outubro Rosa, o mês de novembro tem as atenções voltadas aos homens, no que diz respeito à campanha contra o câncer mais frequente: o de próstata. Apesar disso, se descoberto em tempo não deixa sequelas, e o risco de morte é baixo, não passa de 7% em 10 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é o sexto mais comum no país e o segundo mais frequente no sexo masculino, depois do de pele. Em 2013, 60 mil indivíduos apresentaram a doença. Já neste ano, o número deve ser de 70 mil. Histórico familiar, obesidade, sedentarismo e má alimentação são os principais entre os fatores de risco para a doença – diversas pesquisas já provaram que homens que praticam atividades físicas diminuem em 30% as chances de aparecimento do problema.”A prática de exercícios físicos torna-se mais que recomendada como forma de medida preventiva”, diz Guilherme Lopes, Mestre em Educação Física pela UnB. Mesmo nos casos de câncer, é super importante a realização de exercícios. “A prática esportiva permite manter um estado físico melhor. Durante o tratamento, principalmente para os que recebem terapia endócrina, o exercício físico permite a conservação do peso, sem o desenvolvimento da síndrome metabólica”, explica Ricardo Caponero, médico Oncologista da CLINONCO. Por isso, é importante, a partir dos 40 anos, submeter-se anualmente aos exames fundamentais para o diagnóstico: o de toque e o PSA – Dosagem do Antígeno Prostático Específico – que é medido no sangue. “Geralmente, até 4 ng/ml do antígeno no sangue é considerada uma taxa normal. Acima disso, o paciente realiza um novo teste de PSA e, eventualmente, deve fazer exames complementares para determinar a origem desse aumento”, diz Marcos Kozlowski, bioquímico e responsável técnico do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas. O movimento Novembro Azul, é originário da Austrália – no país oceânico tem o nome de Movember, junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e november (novembro) – e, no Brasil, é uma campanha da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida e com o apoio da Frente Parlamentar de Atenção Integral à Saúde do Homem. Principais dúvidas, de acordo com Ricardo Caponaro: Quem tem maior tendência a sofrer com câncer de próstata? Os homens em geral, principalmente os de raça negra e acima de 60 anos de idade Qual é a importância do exame preventivo? Como não podemos evitar, o diagnostico preventivo é a única forma de garantir um diagnóstico precoce e maiores chances de cura. Quantas vezes ele deve ser feito por ano? Apenas uma vez ao ano, após os 50 anos para os homens em geral, e a partir dos 45 anos para quem tem histórico familiar.Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/saude/novembro-azul-o-mes-da-prevencao-do-cancer-de-prostata/
20/10/2014
14 dúvidas comuns sobre o câncer de mama resolvidas por especialistas Prevenção. Esta é a palavra chave quando o assunto é câncer de mama. Porém, dúvidas sobre como se prevenir, a partir de que idade se autoexaminar etc., ainda intrigam muitas mulheres. Ricardo Caponero, médico oncologista da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica), com especialização em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica (SBOC) e Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas, explica que câncer de mama é um conjunto de doenças neoplásicas que se originam a partir do tecido mamário. Inevitavelmente o tema assusta a maioria das mulheres. Não por acaso… Alexandre Chiari, médico oncologista da Oncomed BH, destaca que o câncer de mama é a neoplasia mais frequente na mulher. “São esperados, em 2014, 50 mil novos casos de câncer de mama no Brasil”, diz. ADVERTISEMENT As dúvidas mais frequentes sobre câncer de mama Abaixo os profissionais esclarecem as dúvidas mais comuns sobre o câncer de mama. Confira: 1. O câncer de mama pode atingir mulheres de todas as idades? O médico oncologista Ricardo Caponero explica que o câncer de mama é raro antes dos 25 anos. “Mas, a partir daí a incidência cresce de forma exponencial, atingindo o máximo entre os 55 e 69 anos de idade. Depois dessa idade as taxas se reduzem um pouco”, diz. 2. Câncer de mama é uma doença “comum”? O médico Ricardo Caponero destaca que tudo depende de como se olha para os números. “Nos Estados Unidos estima-se que 1 a cada 8 mulheres vá desenvolver uma neoplasia de mama ao longo de sua vida (o risco para a vida toda é 12,5%). No Brasil, temos 57.124 casos novos por ano, o que dá mais ou menos um Itaquerão cheio de mulheres, ou um caso novo a cada 8 minutos”, diz. “Agora, quando você divide o número de casos novos pela população, o risco é estimado em 56,09 casos a cada 100 mil mulheres, ou seja, mais ou menos um caso em cada 1800 mulheres”, explica o oncologista Ricardo Caponero. 3. A partir de que idade é recomendado fazer o autoexame das mamas? Foto: Thinkstock Ricardo Caponero explica que se recomenda que o autoexame das mamas seja feito mensalmente a partir dos 20 anos de idade, quando a mama já está completamente formada. “Mas ele pode ser substituído pelo exame clínico (realizado pelo médico) ou pelos exames de rastreamento recomendados para cada faixa etária”, destaca. O médico Ricardo Caponero acrescenta que é importante que a mulher conheça seu corpo e, particularmente, suas mamas. “No entanto, algumas pacientes sentem-se inseguras por achar que podem não estar se examinando adequadamente. Nessas circunstâncias, elas podem ser treinadas por médicos ou enfermeira capacitadas, ou podem abdicar do autoexame, desde que o façam com seus médicos”, explica. 4. O autoexame das mamas deve ser feito mensalmente? Ricardo Caponero explica que sim. “É um exame totalmente indolor. O ideal é realizá-lo na fase do ciclo menstrual onde as mamas estejam menos doloridas, sempre na mesma época do ciclo (não no mesmo dia do mês). Dessa forma a mulher pode perceber mudanças nas suas mamas”, diz. O médico oncologista Alexandre Chiari destaca que, para as mulheres que não menstruam mais, o autoexame deve ser feito num mesmo dia de cada mês. Por exemplo, todo dia 10. “Durante o autoexame a mulher deve procurar: deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, ferida ao redor do mamilo, caroços nas mamas ou axilas e secreções pelos mamilos”, destaca o médico Chiari. Porém, é muito importante destacar que o autoexame não basta, conforme ressalta o oncologista Caponero. “Ele não é suficiente. Não dispensa a realização das mamografias, que devem ser realizadas anualmente a partir dos 40 anos de idade (como recomendam as sociedades brasileiras de mastologia e de oncologia clínica), ou a cada dois anos, a partir dos 50 anos (como quer o Ministério da Saúde). A mamografia anual a partir dos 40 anos é garantida pela Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009”, explica. 5. A maioria dos casos de câncer de mama tem cura? O oncologista Ricardo Caponero destaca que, quando diagnosticados em fase precoce, sim, a maioria tem cura. “A chance de cura para tumores menores que 1 centímetro, sem comprometimento dos linfonodos (ínguas) da axila, é de aproximadamente 98%”, explica. “As maiores taxas de cura se dão pelo diagnóstico precoce e tratamento adequado”, acrescenta Caponero. 6. A partir de que idade a mulher deve começar a fazer mamografias? Foto: Thinkstock Esse é um ponto de grande controvérsia. Ricardo Caponero explica que o Ministério da Saúde está fazendo uma consulta pública a esse respeito. “Segundo os especialistas, e garantido por lei, está a realização a partir dos 40 anos de idade. Segundo quer o governo, para reduzir custos e aumentar a efetividade, só a partir dos 50 anos”, diz. O oncologista Caponero explica ainda que algumas pacientes com risco mais elevado, em função de síndromes genéticas familiares, podem precisar de exames de rastreamento antes disso. “Mas antes dos 40 anos as mamas são relativamente densas, o que diminui a sensibilidade do método. Nesses casos, quando o risco de desenvolver câncer ao longo da vida ultrapassa os 20%, o recomendado é a realização de ressonância magnética”, destaca. “Também vale a pena lembrar que estamos falando de mulheres sem nenhum sintoma e sem nenhum achado anormal ao exame. Nessas situações, falamos de mamografia de rastreamento. Quando a mulher tem sintomas ou achados anormais ao exame físico, aí não se trata de rastreamento, mas sim de exame de esclarecimento diagnóstico, e esse pode ser realizado em qualquer idade”, esclarece o médico Ricardo Caponero. 7. Se alguém da minha família já teve câncer de mama, provavelmente vou ter também? “De forma alguma! Vale lembrar que o câncer de mama é uma doença relativamente comum, por isso, um caso desses (de duas pessoas da mesma família terem a doença) pode ser mera coincidência”, destaca o oncologista Ricardo Caponero. No entanto, ressalta o médico, o risco se eleva em pacientes com parentes de primeiro grau, e é tanto maior quanto mais parentes tiverem câncer de mama. “O risco também é maior nos casos de tumor de mama em homens, câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos, câncer de ovário, ou quando há muitos casos de neoplasia, principalmente neoplasia de cólon”, explica Caponero. 8. Se ninguém da minha família teve câncer de mama não corro o risco de tê-lo? O oncologista Ricardo Caponero explica que o risco é maior quanto mais próxima for a relação de parentesco e quanto mais casos houver na família. “Isso acontece porque há algumas síndromes (conjuntos de doenças) relacionadas com alterações genéticas que predispõe ao surgimento de neoplasias. A mais famosa é a síndrome BRCA1/BRCA2 (da Angelina Jolie), mas também podem ocorrer alterações no gene p53 (Síndrome de Li-Fraumeni), no PTEN (Síndrome de Cowden), do gene da Atelectasia-Teleangectasia, e outras. Também há algumas síndromes de comportamento hereditário, mas para as quais não sabemos quais são os genes responsáveis. No entanto, cabe lembrar, que tudo isso é apenas uma questão de risco”, destaca. 9. Existem alimentos que aumentam o risco de câncer de mama? O médico oncologista Alexandre Chiari explica que não existem dados comprovados em relação a alimentos específicos, mas, sim, à obesidade, que aumenta a incidência de câncer de mama. Ricardo Caponero destaca que é dito que carnes gordas podem aumentar o risco, assim como o sobrepeso e a obesidade e a ingestão frequente de bebidas alcoólicas. “Assim sendo, recomenda-se uma dieta equilibrada e saudável, com a prática regular de exercícios físicos”, explica. 10. Existem fatores ambientais que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama? O médico Ricardo Caponero responde que sim. “Não temos certeza quanto ao trabalho noturno ou a exposição à poluição atmosférica, mas o uso de esteroides exógenos (reposição hormonal ou indução de ovulação para tratamento da esterilidade), o tabagismo e o uso de alguns plásticos colocados em micro-ondas podem causar um aumento no risco”, esclarece. 11. Existem hábitos de vida que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama? Alexandre Chiari destaca que consumir bebidas alcoólicas é um dos hábitos que pode aumentar o risco de se ter câncer de mama. Ricardo Caponero reforça que a vida sedentária e o peso acima do normal são hábitos comprovados para o aumento do risco de se ter câncer de mama. “Deficiências de vitaminas, estresse e depressão são fatores que ainda são considerados especulativos”, acrescenta. 12. O estresse pode estar relacionado ao desenvolvimento do câncer de mama? O médico oncologista Ricardo Caponero explica que existe relação entre estresse e imunidade, mas ainda não se conseguiu comprovar quantos casos se originam na correlação desses fatores. “Por enquanto essa é apenas uma especulação”, diz. 13. Existem maneiras de prevenir o câncer de mama? Foto: Thinkstock Ricardo Caponero destaca que sim e que isso é muito importante. Ele cita as principais medidas: Ter um estilo de vida saudável (dieta adequada e exercícios regulares). Não fumar. Beber o mínimo possível. Evitar o uso de hormônios exógenos (externos e adicionais ao fisiológico). Dar preferência a aquecer a comida no micro-ondas em recipientes de vidro ou cerâmica, evitando os plásticos. “Há alguns medicamentos que podem reduzir a incidência de câncer de mama. Os que possuem comprovação são o tamoxifeno, tanto na pré como na pós menopausa; o anastrozol e o exemestano, na pós menopausa. É discutido algum papel preventivo para os inibidores da osteólise (usados no tratamento da osteoporose) e para o fenretide (um tipo de retinóide)”, acrescenta o médico Ricardo Caponero. O médico oncologista Alexandre Chiari destaca ainda, além da necessidade de se manter o peso adequado (com alimentação saudável e atividade física regular) e evitar uso de bebidas alcoólicas, a prevenção secundária por meio da mamografia . 14. O câncer de mama também pode atingir os homens? O câncer de mama é uma doença rara no homem. Para cada 100 mulheres apenas 1 homem é diagnosticado com a enfermidade, geralmente em um estágio mais avançado. A idade média de apresentação é dos 65 aos 70 anos (cerca de 10 a 15 anos mais tarde que nas mulheres). Ellias Abreu, médico oncologista da Oncomed BH, explica que na maioria das vezes o câncer de mama no homem apresenta-se como uma massa endurecida na região do mamilo, muitas vezes, erroneamente diagnosticada como ginecomastia. A realização de mamografia e a biópsia da lesão estão indicadas quando há suspeita da doença. Ainda de acordo com o médico, os fatores de risco são os mesmos das mulheres, destacando-se exposição a hormônios femininos, sedentarismo, obesidade, tabagismo, etilismo e fatores genético. “Há também condições específicas do homem que favorecem o aparecimento do câncer de mama, como criptorquidia (testículos na cavidade abdominal), ginecomastia (geralmente secundária ao uso de medicamentos), doenças do fígado (cirrose, esquistossomose) e síndrome de Klinefelter (um distúrbio genético raro no qual ocorre feminilização dos caracteres sexuais masculinos)”, completa. O tratamento do câncer de mama masculino geralmente segue os mesmos princípios do tratamento utilizado para as mulheres. Agora provavelmente você já esclareceu suas principais dúvidas sobre o câncer de mama e sabe da importância de se prevenir contra esta doença. Siga um estilo de vida saudável e não deixe de se consultar frequentemente com um médico de sua confiança!Acesse o link do Portal Dicas de Mulher: http://www.dicasdemulher.com.br/duvidas-mais-comuns-sobre-cancer-de-mama-resolvidas-por-especialistas/
08/10/2014
Alimentação e quimioterapia: 5 dicas para montar um cardápio saudável O tratamento do câncer envolve muito mais do que quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. O paciente precisa do apoio da família e dos amigos para enfrentar a doença e de uma alimentação balanceada para garantir disposição. Entretanto, não é tão simples como se imagina. “A quimioterapia destrói as células das glândulas salivares e papilas gustativas, diminuindo a percepção do gosto. As consequências, muitas vezes, são perda de peso, diarreia, intestino preso e náuseas. Por esse motivo é muito importante que o cardápio de quem está em tratamento, além de saudável, realce o paladar”, explica o Dr. Ricardo Caponero, Oncologista da CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica e Co-investigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas. O médico ensina algumas dicas simples, mas que podem auxiliar na qualidade de vida dos pacientes:  1.     Faça pequenas refeições em intervalos de tempo menores, comendo devagar e mastigando bem. 2.     Varie bastante o cardápio e utilize alimentos ácidos para realçar o sabor, (exceto se houver lesões na boca), como manjericão e hortelã. 3.     Beba muito líquido, especialmente em casos de diarreia. Alimentos como legumes chuchu, batata e cenoura cozida também ajudam. 4.     Frutas como a banana, a maçã e a goiaba (sem casca) podem melhorar a imunidade do intestino. 5.     Em caso de feridas na boca, consuma alimentos pastosos e gelados ou em temperatura ambiente. Se as feridas persistem por mais de três dias, procure um otorrinolaringologista ou um dentista.Acesse o link do Portal Chris Flores: http://www.chrisflores.net/alimentacao/2/materia/4311/alimentacaoequimioterapia5dicasparamontarumcardapiosaudavel.html

CÂNCER NA MÍDIA

17/11/2014
Números do câncer de próstata ainda são altos por tabu com exame Nesta segunda-feira (17), é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, uma doença que pode ser descoberta, no começo, por um exame do qual muito homens ainda têm medo, mas que é muito simples e rápido: o toque retal. O Instituto Lado a Lado, com apoio da Sociedade Brasileira de Urologia, está promovendo a campanha "Novembro Azul", para conscientizar a população masculina. O Brasil está azul. A iluminação, em pontos turísticos espalhados pelo país, é bonita, mas serve para lembrar uma realidade não tão bela para os homens brasileiros.“Excluído o câncer de pele, o tumor maligno da próstata é o tumor mais frequente na faixa dos 50 anos de idade do homem”, explica o médico William Nahas.Em 2012, ano dos dados mais recentes, foram mais de 13 mil mortes, no Brasil, por causa da doença. E a estimativa é que, este ano, ao todo, 69 mil novos casos sejam diagnosticados. E não é só no Brasil. Um a cada seis homens no mundo terá câncer de próstata. Por que números tão altos?“Porque existe um tabu. O homem se sente agredido ou violentado para fazer um exame, que é o toque prostático. É um exame que dura dois, três segundos, não tem sentido”, responde o médico.Segundos que podem salvar vidas. Márcio, Levy e o cantor Martinho da Vila descobriram a doença em estágio inicial, quando ainda não há quase nenhum sintoma.Márcio Natividade conta que nunca tinha feito o exame de toque: “Fazer o exame de sangue era o máximo, exame de toque, nem pensar. E a situação estava gravíssima.”A mulher de Levy explica que o exame de toque foi uma das grandes dificuldades dele: “Eu marquei três consultas pra ele e ele não foi em nenhuma das três.”“Eu tinha 41 anos, ninguém imaginaria que ia acontecer com uma pessoa dessa idade. Esse câncer é extremamente silencioso. Meu avô teve, eu tive, Meu pai teve”, diz Levy Taieti.Martinho da Vila lembra que se não tivesse feito o exame, não teria feito a cirurgia: “Quando eu fosse detectar a doença, quando eu estivesse já com os sintomas, aí, a cirurgia seria mais complicada.”Outros procedimentos também devem ser feitos. “Os exames são, basicamente, toque retal da próstata e o PSA, exame de sangue, em que vai se medir essa quantidade dessa substância que vai dizer se o paciente tem mais risco ou menos risco do câncer de próstata.”, explica o médico Cláudio Murta.A próstata é uma glândula que fica abaixo da bexiga do homem. A principal função é produzir parte do líquido do sêmen. Esse líquido possui uma proteína chamada PSA. Quando há alguma alteração nas células da próstata, o PSA pode cair na corrente sanguínea em maior quantidade que os níveis normais e indicar a existência de um tumor. Já o toque retal pode revelar o crescimento anormal da glândula, o que também pode ser um indício de câncer. Se os dois exames juntos levantarem a suspeita, deve ser feitam também a biópsia, que é a retirada de pequenos pedaços do tecido para verificação em laboratório.“Tira o fragmento e a gente analisa. Você dá uma nota 1 pro mais bonzinho e uma nota 5 pro mais agressivo”, diz Roni Fernandes.No hospital, os homens fazem exames e, quando é diagnosticado câncer de próstata, eles são encaminhados para tratamento. O momento do diagnóstico é difícil, mas quanto antes ele acontecer, melhor.Eduardo e Nilton fizeram os testes por insistência da família. Não sentiam nada, mas os exames apresentaram alterações. Agora, vão fazer a biópsia.“Minha mãe que sempre falou: Carol, tem que marcar médico pro seu pai. Fazia muitos anos que ele não ia num urologista”, conta filha do Sr. Nilton.Seu Nilton Pereira fala da ansiedade: “Meu coração tá a milhão, né? É muito ruim mesmo porque não é fácil, não é fácil.”Sr. Eduardo também nunca tinha feito o exame de toque antes: “Hospital, nunca passou na minha cabeça de ir. Só caso de emergência mesmo. Se eu pudesse voltava uns 15 anos atrás, tinha feito isso aí mil vezes já. É pedir pra Deus que corra tudo bem. Só isso!”, diz, emocionado.O tratamento depende do estágio do câncer, conforme explica o dr. William:“Vai desde o acompanhamento e, num caso mais intenso, em que a doença está espalhada, um controle hormonal da doença que você não pode curar o indivíduo, mas controlar a doença por um período. Então, você tem desde a cirurgia, que é remoção do tecido doente, ou a destruição desse tecido doente, através da radioterapia.”Segundo o dr. Cláudio, a cirurgia é necessária quando a gente amplia e remove a próstata, tomando cuidado com algumas coisas:“Principalmente, com os nervos que vêm pro pênis e que promovem a ereção. E com esse músculo, que é o esfincter, que é o que segura a urina. Dois problemas que a cirgurgia pode causar: a disfunção erétil e perda de urina.  A vida sexual preservada, você vai ter naqueles indivíduos que a doença tá lá dentro da próstata, não tá agredindo as estruturas ao lado. O cantor Luciano sentiu dores por causa de um pelo encravado na região da próstata. “O médico falou: Tem que fazer o exame de toque para ver o que tá acontecendo. Com 38 anos, já fiz o primeiro exame de próstata. Eu não entendo isso de, de repente, a pessoa ter preconceito. Eu estou com 42 anos e o exame, é recomendado a partir dos 50, mas vamos fazer com 45,”diz Luciano.Márcio se considera curado: “Não tenho nenhuma sequela, não fiquei com incontinência, não fiquei impotente.”“O importante é ter a consciência de que se está livre da doença,” conclui Levy.“Eu acho que todos colegas que fizeram devem falar nas conversas de bar porque fazendo isso, nós estamos ajudando muita gente, ajudando mesmo a salvar vidas,” aconselha Martinho da Vila.Acesse o link do Portal Globo.com: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/11/numeros-do-cancer-de-prostata-ainda-sao-altos-por-tabu-com-exame.html
21/10/2014
Pequisa revela que mutação protege latinas do câncer de mama Cientistas americanos identificaram uma mutação comum nas mulheres latinas de ascendência indígena que as protege de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Vinte por cento das mulheres latinas têm em seu DNA uma cópia desta variação genética, que reduz em 40% o risco de virem a desenvolver um tumor maligno, enquanto 1% tem duas cópias, o que diminui os riscos em 80%. Cada gene contém informação genética do pai e da mãe. As mutações podem estar em uma ou nas duas cópias genéticas. O estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, chefiados pelo doutor Elad Ziv, foi publicado nesta segunda-feira no último número da revista americana Nature Communications. "Detectamos algo que é realmente importante para a saúde das latinas", afirmou a doutora Laura Fejerman, co-autora do estudo, realizado durante vários anos. A mutação, que representa uma pequena mudança nos 3 bilhões de letras que o genoma humano contém, é um polimorfismo de nucleotídeo simples (SNP, na sigla em inglês) que protege as latinas principalmente das formas mais agressivas de receptores de estrogênios negativos da doença, que se traduzem nos prognósticos mais graves. A variação é encontrada no cromossomo 6, perto do gene codificador para a recepção de estrogênios conhecidos como ESR1. A equipe do doutor Ziv encontrou estes resultados após estudar 977 casos de mulheres latinas com câncer e outros 722 de mulheres latinas saudáveis. Posteriormente, comparou os dados extraídos com dois estudos feitos na Colômbia e no México de um total de 3.140 mulheres doentes e 8.184 sadias. "Seria muito interessante poder usar estes resultados para entender melhor como isto protege dos receptores de estrogênios negativos de câncer de mama, porque agora mesmo não temos forma de prevenir este tipo de câncer de mama", afirmou Ziv. "Depois dos primeiros resultados, pensamos que havia algum tipo de mutação genética que levaria a um aumento do risco nos europeus. Mas o que o estudo demonstra, afinal, é que as latinas e indígenas têm uma variação que as protege", acrescentou o cientista. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, coletados entre 2007 e 2009, as mulheres brancas têm 13% de probabilidade de desenvolver um tumor deste tipo; as negras, 11%, e as latinas, menos de 10%.Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2014/10/21/pequisa-revela-que-mutacao-protege-latinas-do-cancer-de-mama.htm
28/08/2014
Uma aspirina por dia previne câncer e morte pela doença, afirmam pesquisadores Uso prolongado da droga também desencadeia uma série de efeitos colaterais como úlceras e sangramentos no estômago Tomar uma aspirina por dia ajuda a pode ajudar a evitar casos de câncer no trato digestivo. Foi o que contatou uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University of London após analisar uma série de estudos e resultados de testes clínicos sobre o tema.De acordo com a revisão, tomar aspirina por 10 anos todos os dias poderia reduzir os casos de câncer no intestino em cerca de 35% e as mortes em 40%. A incidência de câncer no esôfago seria cortada em 35 e 50 % e as mortes em 30%. Os efeitos benéficos começaram a surgir após cinco anos de ingestão de 75-100 mg de aspirina por dia. Para os pacientes entre 50 e 65 anos, os benefícios passaram a aparecer após 10 anos, ao menos. Os pesquisadores do Queen Mary University of London afirmam, no entanto que ainda é preciso entender o que faz a aspirina prevenir câncer. Os dados da constataram apenas que o uso do medicamento reduziu casos e mortes, mas ainda não se sabe que mecanismos estão por trás disto. Ainda se desconhece se o efeito anti-inflamatório da aspirina acarretaria a redução de inflamações crônicas que poderiam desenvolver algum tipo de câncer ou se seria um efeito molecular que barraria uma situação benigna se tornar maligna. Estudos neste sentido ainda precisam ser feitos. “É sabido que a aspirina, uma das drogas mais comuns e baratas do mercado, pode proteger contra certos tipos de câncer. Mas até agora não ficou claro se os prós de tomar aspirina todos os dias supera os contras”, disse Jack Cuzick, chefe do Centro de Prevenção do Câncer da Universidade e autor principal do estudo publicado no periódico científico Annals of Oncology. Calma láA análise também mostrou que o uso prolongado da droga pode aumentar o risco de sangramento no trato digestivo e no estômago. O risco foi aumentado para as pessoas com mais de 60 anos de 2,2% para 3,6%. O consumo diário de aspirinas poderia ser fatal para menos de 5%. Normalmente, em pessoas que não fazem uso de aspirina prolongado, as taxas de hemorragia digestiva graves ou fatais são muito baixas em pacientes de 70 anos, mas o estudo mostrou um aumento acentuado após esta idade em pessoas que tomaram a droga diariamente. Outro efeito colateral do uso prolongado de aspirina é o aumento de 30 a 60% de casos de úlcera. Algo que não pode ser desprezado. “Não é para todo mundo sair tomando aspirina. O estudo mostrou que é preciso analisar grupos de risco onde prevenir o câncer seja mais interessante que os riscos de sangramento e inclusive o aparecimento de úlceras no estômago”, disse Felipe José Fernàndez Coimbra, diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e que não participou do estudo.Coimbra alerta que ainda não está claro a dose ideal. Os pesquisadores britânicos falam entre 75 e 100 gramas diárias. “É muito variável e para se chegar a uma conclusão desta é preciso entender o mecanismo e também acompanhar os pacientes por muito mais tempo que dez anos. Mas é uma boa notícia. São conhecimentos que vão se acumulando. Futuramente talvez a gente possa definir quem deve usar e quanto deve usar”, disse.Acesse o link do Portal iG: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-08-06/uma-aspirina-por-dia-previne-cancer-e-morte-pela-doenca-afirmam-pesquisadores.html