IMUNOTERAPIA

A morte de células tumorais com terapias citotóxicas inespecíficas e radioterapia são a base do tratamento do câncer. As limitações desses tratamentos se devem principalmente às toxicidades sistêmicas graves, recorrência de células tumorais resistentes e por não atingir micrometástases ou doença subclínica.

O corpo precisa de uma barreira para se proteger e essa é a função do sistema imunológico. O sistema imunológico detecta células estranhas e as elimina, tornando um mecanismo de proteção ao surgimento, como também à progressão de doenças, como é o caso do câncer. O câncer pode se originar de uma falha no sistema imunológico, que não destruiu uma célula cancerígena, que normalmente iria ser reconhecida e eliminada pelo organismo. Além disso, os tumores têm numerosos mecanismos de supressão da resposta imunitária antitumoral incluindo a produção de citocinas inibitórias, o recrutamento de células imunitárias imunossupressoras e a regulação positiva de receptores co-inibitórios conhecidos como pontos de controle imunitários. Desta forma essas células escapam da detecção e destruição pelo sistema imunitário.

A imunoterapia é um tratamento que ajuda o organismo a reconhecer essa célula tumoral, reduzindo os mecanismos dessa célula sobreviver, ou seja, modifica a resposta biológica estimulando o sistema imunológico. É uma terapia que não age diretamente no tumor, mas sobre o sistema imunológico do paciente.

EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a técnica utilizada. Na chamada quimioterapia branca, usada no câncer de mama, ovário, útero e pulmão, é comum ter reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento nas mãos e nos pé e queda de cabelo. Os fios e os pelos também caem com a quimioterapia vermelha, recomendada nos casos de câncer de mama, estômago, bexiga e de ovário, que ainda pode provocar enjoo, anemia, aftas e inflamações na região da boca.

ADITIVOS ALIMENTARES: saiba por que essas substâncias fazem mal ao corpo

Você sabe qual é a grande diferença dos alimentos industrializados comparados aos naturais? Os primeiros têm em sua composição ou preparo um grande número de substâncias químicas, que ajudam em sua conservação. “Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos com o objetivo de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades”, diz a nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva. O problema é que esses itens não agregam valor nutricional e ainda podem causar danos à saúde. Confira!

Mundo químico

Essas substâncias não são poucas e estão realmente em quase tudo o que consumimos. “Dentre elas podemos citar, além dos aditivos alimentares, agrotóxicos, metais tóxicos, substâncias migrantes de embalagens plásticas, detergentes, poluentes, fumaça de carvão, etc. Tais substâncias são absorvidas pelo organismo, assim como princípios ativos químicos de medicamentos e nutrientes de alimentos”, afirma a nutricionista.

“Eles fazem mal porque são capazes e alterar a atividade hormonal ao se ligarem a receptores hormonais específicos e imitar suas funções. Com isso, podem estimular ou inibir a produção ou transporte de hormônios. Essas substâncias também potencializam a produção de radicais livres, que por si só atuam desregulando todo o organismo”, explica Fernanda.

Evite os aditivos alimentares

Desse modo, a grande questão é: como fugir ou administrar o teor de aditivos na alimentação? “O ideal é ingerir alimentos frescos, preparados em casa e não industrializados. Dar preferência a frutas, verduras e legumes orgânicos, sempre que possível, pois são isentos de agrotóxicos, e ficar atento às carnes consumidas, já que carnes vermelhas e frangos são ricas em hormônios. Além disso, é muito importante não usar embalagens plásticas e a base de alumínio para armazenar os alimentos, pois os plásticos contêm ftalatos e bisfenol A, substâncias que passam para os alimentos e agridem a saúde”, aconselha Fernanda.

Entenda os principais aditivos

Acidulantes: aumentam a acidez ou conferem sabor ácido. Dentre eles podemos citar o ácido cítrico (muito usado em refrigerantes de sabor laranja e limão), ácido tartárico (usado em geleias e sucos de uva), ácido fosfórico (usado em refrigerantes a base de cola), entre outros.

Corantes: substituem cores perdidas durante a preparação ou para tornar os alimentos mais atrativos visualmente.

Aromatizantes: fornecem sabores ou aromas particulares e podem ser naturais ou artificiais.

Conservantes: impedem ou retardam alterações dos alimentos provocadas por micro-organismos ou enzimas. Os mais usados costumam ter efeitos negativos na saúde, como o sorbato de sódio, nitrito e nitrato de sódio.

Edulcorantes: adoçam os alimentos sem fornecer açúcar e calorias, dentre eles destacam-se o aspartame, stévia, ciclamato monossódico, sacarina e sucralose.

 

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Fernanda de Campos Prudente Silva, nutricionista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica


Acesse o link do Portal da Revista Alto Astral: https://www.altoastral.com.br/aditivos-alimentares-industrializados/

CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ. O QUE FAZER?

Apesar de não ser comum, o câncer pode aparecer durante a gravidez, especialmente nos seios. Nesses casos, para não prejudicar o bom desenvolvimento do feto, os médicos costumam recomendar a cirurgia. Afinal, a radioterapia é contraindicada durante toda a gestação e a quimioterapia, no primeiro trimestre. Regra geral, os exames de pré-natal podem ser realizados, desde que com o devido cuidado. Daí, a importância de respeitar as consultas com o obstetra e o oncologista.

CLINONCO

CLINONCO NA MÍDIA

22/06/2017
Por que atriz de "Barrados no Baile" ganhou fios ondulados após câncer? Depois de enfrentar o tratamento de um câncer de mama, a atriz Shannen Doherty, 46 anos, está vendo seu cabelo –que era liso-- voltar a crescer de um jeito diferente do que era: encaracolado. Em seu Instagram, a artista publicou uma foto ao lado do marido –que tem fios enrolados— e brincou que eles estão ficando parecidos. Na imagem, ela usou a hashtag “twins” (gêmeos, em tradução do inglês), mas por que isso acontece? Segundo o oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a mudança na cabeleira da atriz é temporária e tem a ver com os efeitos da quimioterapia e da radioterapia que ela teve de fazer para combater a doença. “O tratamento afeta o crescimento do cabelo, tornando-o mais lento. Então o fio passa a nascer de forma heterogênea, daí vir com diferentes texturas. À medida que os medicamentos usados ‘saem’ do corpo do paciente, o cabelo volta a crescer no padrão que tinha antes”, explica Malzyner. No mês passado, Shannen comemorou o fato de o câncer estar em remissão (quando não há sinais da doença, mas não se passou tempo suficiente para afirmar que houve cura). Malzyner fala ainda que há pacientes que relatam mudança na cor do cabelo. “Mas essa percepção é muito subjetiva, refletindo muitas vezes ou os desejos do paciente ou seus temores. O que se pode dizer é que os fios mais escuros costumam crescer primeiro. Então quem estava grisalho fica com a impressão de o cabelo ter escurecido de novo.” Ainda de acordo com o oncologista, o mesmo efeito de encaracolado que acontece no cabelo pode atingir cílios e sobrancelhas. “Mas também é transitório”, fala o especialista.Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2017/06/22/por-que-atriz-de-barrados-no-baile-ganhou-fios-ondulados-apos-cancer.htm
22/06/2017
Por que atriz de "Barrados no Baile" ganhou fios ondulados após câncer? Depois de enfrentar o tratamento de um câncer de mama, a atriz Shannen Doherty, 46 anos, está vendo seu cabelo –que era liso-- voltar a crescer de um jeito diferente do que era: encaracolado. Em seu Instagram, a artista publicou uma foto ao lado do marido –que tem fios enrolados— e brincou que eles estão ficando parecidos. Na imagem, ela usou a hashtag “twins” (gêmeos, em tradução do inglês), mas por que isso acontece? Segundo o oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a mudança na cabeleira da atriz é temporária e tem a ver com os efeitos da quimioterapia e da radioterapia que ela teve de fazer para combater a doença. “O tratamento afeta o crescimento do cabelo, tornando-o mais lento. Então o fio passa a nascer de forma heterogênea, daí vir com diferentes texturas. À medida que os medicamentos usados ‘saem’ do corpo do paciente, o cabelo volta a crescer no padrão que tinha antes”, explica Malzyner. No mês passado, Shannen comemorou o fato de o câncer estar em remissão (quando não há sinais da doença, mas não se passou tempo suficiente para afirmar que houve cura). Malzyner fala ainda que há pacientes que relatam mudança na cor do cabelo. “Mas essa percepção é muito subjetiva, refletindo muitas vezes ou os desejos do paciente ou seus temores. O que se pode dizer é que os fios mais escuros costumam crescer primeiro. Então quem estava grisalho fica com a impressão de o cabelo ter escurecido de novo.” Ainda de acordo com o oncologista, o mesmo efeito de encaracolado que acontece no cabelo pode atingir cílios e sobrancelhas. “Mas também é transitório”, fala o especialista.Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2017/06/22/por-que-atriz-de-barrados-no-baile-ganhou-fios-ondulados-apos-cancer.htm
13/06/2017
7 sintomas do câncer de boca que você não pode ignorar Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública. "As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares", lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia. Doença silenciosa Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. "Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional", conta. O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura. "Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente", afirma o oncologista. Atenção aos sintomas! A cirurgiã-dentista Carina Esteves Duarte e o oncologista Malzyner indicam sete sintomas do câncer de boca que não podem ser ignorados de forma alguma: Ferida que não cicatriza em duas semanas É comum não dar atenção, achando que é apenas uma afta insistente, mas qualquer lesão desse tipo que não se cure em 14 dias é um sintoma de câncer de boca. Ferida que não cicatriza em duas semanas É comum não dar atenção, achando que é apenas uma afta insistente, mas qualquer lesão desse tipo que não se cure em 14 dias é um sintoma de câncer de boca. Aumento do volume da gengiva ou da língua Não é da natureza da gengiva ou da língua ter o volume aumentado sem motivo. Se isso ocorrer, um especialista deve ser procurado. Sangramento repentino em qualquer lugar dos lábios ou da boca A não ser que tenha acabado de haver um acidente na região ? uma batida em alguma superfície, por exemplo ?, não é normal a boca sangrar, mesmo durante uma escovação mais forte. Todo sangramento deve ser investigado. "Muitos estão relacionados a lesões benignas, por isso a avaliação clínica é necessária para um melhor diagnóstico", pontua Carina. Artur concorda: "A maioria dos sangramentos de gengiva é relacionada a gengivites e periodontites, mas isso tem que ser confirmado por um médico". Carina destaca as placas esbranquiçadas ou avermelhadas, assim como as manchas enegrecidas, como sinais de alerta para o câncer de boca. São lesões pequenas, explica Artur: elas normalmente têm entre 0,5 cm e 1,5 cm de extensão. Mancha branca e/ou úlcera no lábio São sintomas de câncer específico nos lábios manchas brancas e úlceras. É importante verificar rapidamente se é uma lesão cancerígena, para iniciar o tratamento e evitar a metástase (a migração) para outras partes da boca. Nódulos na boca e/ou no pescoço Caroços são sintomáticos para o câncer como um todo. Quando localizados em algum lugar da boca ou do pescoço, como apontado por Carina, são sintomáticos para o câncer de boca. Desconforto no uso de próteses que já eram usadas A prótese dentária ? uma jaqueta, ponte ou dentadura ? é feita sob medida, para ser confortável. O normal é que ela seja usada sem dores por muito tempo e só seja trocada caso quebre ou sofra um desgaste grande com o passar dos anos. Se algo começar a incomodar, é preciso checar o que está acontecendo. "Em geral, há um pequeno tumor que torna desconfortável a colocação dessa prótese", analisa Artur. Fatores de risco e como preveni-los Os fatores de risco clássicos do câncer de boca são o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas. Além deles, nos últimos anos tem havido um aumento na incidência da doença associado ao vírus sexualmente transmissível HPV. Nos lábios, a exposição aos raios UVA e UVB sem o uso de um protetor solar adequado é um fator de risco extra. "Por ser uma doença bastante ligada ao estilo de vida, a melhor prevenção ao câncer de boca é evitar os fatores de risco", diz Artur. De acordo com o oncologista, a higiene bucal também pode ser uma forte aliada no combate à doença. "A ação negativa das substâncias do organismo que agem no câncer de boca costuma ser mais intensa em ambientes de higiene precária", justifica. Carina recomenda, portanto, que os dentes sejam escovados quatro vezes ao dia, com escova macia, creme dental recomendado pelo dentista e uso do fio dental. Manter uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais completa os cuidados adequados com a região.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/31236-7-sintomas-do-cancer-de-boca-que-voce-nao-pode-ignorar
05/06/2017
As doenças de pele que mais abalam o bem-estar Chega a espantar, mas as doenças de pele representam hoje a quarta maior causa de incapacitação no planeta. O dado, inédito, vem de uma robusta revisão englobando registros hospitalares e mais de 4 mil pesquisas publicadas entre 1980 e 2013 ao redor do mundo. “Consideramos nessa conta qualquer efeito negativo na vida e na saúde. No caso dos problemas dermatológicos, isso incluía dor, deformidade, impacto psicológico e, embora a estatística não considere esse ponto, até morte”, explica a médica Chante Karimkhani, uma das autoras da investigação liderada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Os perrengues que podem atormentar a pele, longe de serem só estéticos, têm a ver com uma peculiaridade e tanto: falamos do maior e mais exposto órgão do corpo humano. Ele está sujeito a vírus, fungos, raios solares, elementos alergênicos e irritantes… É vasto o rol de agressores externos, sem contar que às vezes a discórdia se inicia dentro do próprio organismo. A grande questão, porém, é que os danos à derme não têm consequências apenas frente ao espelho. “Doenças dermatológicas podem prejudicar as relações sociais e a capacidade produtiva”, alerta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Dermatite, acne, urticária e psoríase, transtornos inflamatórios comuns na população, foram as condições com maior impacto no dia a dia em nossa análise”, revela o dermatologista Robert Dellavalle, coordenador do trabalho americano. Alguns males, por outro lado, se aproveitam da aparência inicialmente discreta para crescer durante anos e tornar-se uma ameaça ao corpo todo, caso dos tumores de pele, com alta incidência no Brasil. A partir de agora, destrinchamos os distúrbios que encabeçam esse ranking e as táticas para vencê-los ou ao menos controlá-los. Dando valor às necessidades da pele e estreitando a parceria com o dermato, o risco de sofrer será bem menor – por fora e por dentro. Dermatites “Tecnicamente, chamamos de dermatite qualquer inflamação na pele”, adianta a dermatologista Caroline Mourão, de São Paulo. Três tipos, porém, são mais recorrentes nos consultórios. Começamos com a dermatite atópica, que surge sem motivo aparente e costuma estar ligada a crises de rinite e asma. “Ela é mais prevalente e preocupante nas crianças, chegando a exigir internação em alguns casos”, afirma Caroline. Para contrapor a vermelhidão e as lesões em algumas áreas, o tratamento recorre a cremes específicos e remédios que controlam a inflamação – há situações em que a melhora pra valer só vem com os anos. Nos adultos é mais frequente deparar com a dermatite de contato, uma irritação que aparece depois da exposição a uma substância ou tecido – pode ser perfume, lã… O local agredido fica vermelho, arde, descasca e chega até a formar bolhas. Há casos em que o sujeito precisa inclusive se afastar do trabalho. “Cerca de 20% dos funcionários do setor industrial têm sensibilidade a algum componente que manuseiam”, estima Miot. O essencial aqui é justamente decifrar a causa das lesões. Por fim, tem a dermatite seborreica, a famosa caspa, que na maioria das vezes só gera a descamação do couro cabeludo e das sobrancelhas, e seus consequentes pontinhos brancos nas roupas. Nos casos menos severos, xampus especiais tendem a resolver a vida. Acne Oito em cada dez pessoas já tiveram espinhas alguma vez na vida, calcula o professor Miot. Quando o quadro avança, deixa de ser um incômodo estético, podendo resultar em dor, baque emocional e entraves sociais. Quanto mais cedo o tratamento começa, menor a probabilidade de penar com essas consequências. “Casos mais leves são manejados com remédios de uso tópico. Nos mais sérios, não raro é preciso recorrer a medicamentos orais e antibióticos”, esclarece a dermatologista Ana Maria Quinteiro Ribeiro, professora da Universidade Federal de Goiás. Convém derrubar um mito: o de que a acne está diretamente relacionada à alimentação. Na verdade, o grande patrocinador de espinhas é a atividade hormonal – daí a maior incidência do problema em adolescentes. Mas não pense que ele é coisa exclusiva de jovenzinhos. “Na mulher adulta, a condição começa a aparecer a partir dos 25 anos e exige investigação dos níveis de hormônios e do uso de cosméticos”, exemplifica Ana Maria. Enquanto as lesões pipocam, vale resistir à tentação de cutucá-las ou estourá-las, assim como aplicar soluções caseiras. Isso pode agravar a situação. Exposição solar, contato com produtos oleosos e estresse constante também são acusados de instigar o círculo vicioso da acne. Urticária Marcada por vermelhidão, inchaço e uma tremenda coceira, ela é desencadeada por vários fatores, de frio a exercício físico. Embora os vergões sumam em coisa de 24 horas, a crise toda demora semanas para ir embora, com focos de coça-coça e ardência desaparecendo e retornando. Se esses sintomas forem familiares, procure um dermato, que ajudará a investigar a raiz da chateação – por volta de 20% dos acometidos terão novos episódios pelas próximas duas décadas. Outra boa razão para não deixar passar batido: a presença de urticária está ligada a um maior risco de anafilaxia, sufoco potencialmente fatal. Micose O inimigo aqui são os fungos. E saiba que mesmo micoses aparentemente simples chegam a estorvar a rotina se não enfrentadas. “As de unha, por exemplo, provocam dor, atrapalham o uso de calçados e até o trabalho”, afirma o microbiologista Flávio de Queiroz Telles Filho, da Universidade Federal do Paraná. A maior dificuldade é que o tratamento é lento e exige paciência – às vezes as pomadas antifúngicas sozinhas não dão conta. “Há ainda micoses menos comuns e mais perigosas, como a esporotricose, transmitida por gatos e capaz de causar até danos internos”, alerta Filho. Celulite Não estamos nos referindo àquele incômodo estético com aspecto de casca de laranja que costuma aparecer nas coxas e nas nádegas, mas de uma infecção cutânea aguda, por trás de vermelhidão, inchaço, dor e febre. Sim, falamos do ataque de uma bactéria, que precisa ser combatida com antibióticos. Uma condição da mesma laia e até mais incidente no Brasil é a erisipela. Essa infecção atinge camadas mais superficiais, mas pode evoluir terrivelmente se não for suprimida. Idosos, diabéticos, obesos e outros indivíduos com a circulação comprometida estão mais suscetíveis a ela. Doenças virais Os vírus que azucrinam a pele podem ser passageiros, como os da catapora e do molusco contagioso, ou recorrentes, como o da herpes e alguns tipos de HPV causadores de verrugas. Mas qualquer estrago que cometam significa que o sistema imune não foi capaz de defender a derme. E olha que às vezes o problema é penoso. “Em idosos, o vírus da catapora pode se reativar e gerar o herpes-zóster“, dá um exemplo Miot. Trata-se de uma agressão à pele e a nervos periféricos que gera dores lancinantes. Ainda bem que, tanto nesse caso, como no do HPV e no do sarampo, vacinas existem para prevenir as complicações. Psoríase Alvo de campanhas de conscientização nos últimos anos – justamente pelas suas repercussões físicas e emocionais -, essa inflamação crônica em alguns pontos da pele é acionada pelas próprias células de defesa do organismo. Na maioria das vezes, as placas vermelhas que descascam e causam coceira e dor aparecem em cotovelos, joelhos, costas… Mas há casos em que o tormento afeta as unhas e até os genitais. Embora dê as caras em qualquer faixa etária, o pico de incidência ocorre aos 40 anos. Isso porque, além da influência genética, outros fatores conspiram para o despertar do distúrbio. “Estresse, infecções, alterações metabólicas como as promovidas pelo diabete e traumas na pele podem ser gatilhos em pessoas com tendência à doença”, explica Ana Maria. “Cerca de 70% dos portadores apresentam a forma mais leve, capaz de ser controlada com cremes e hidratantes, mas 30% dos casos são mais graves e demandam medicações orais e injeções”, diferencia a professora. Existem situações em que a psoríase passa a atacar inclusive as articulações das mãos, levando a dor e rigidez. Para os graus mais brandos, a sugestão é abusar da hidratação e evitar banhos quentes e demorados, que contribuem para o ressecamento da pele. Embora psoríase não tenha cura, com a nova geração de medicamentos até os quadros mais tensos estão conseguindo ser bem administrados. Câncer de pele Quando se pede para ficarmos de olho em sinais estranhos na pele, isso se deve ao fato de que podem acusar um tumor em fase inicial. Os carcinomas, versão mais prevalente, costumam ser limados em um pequeno procedimento cirúrgico. Já o melanoma, mais agressivo, muitas vezes precisa do apoio de quimio ou imunoterapia. Embora sejam diferentes, ambos dividem os mesmos fatores de risco: a exposição aos raios solares e a falta de diagnóstico precoce. “Pintas diferentes, de cores e bordas irregulares, merecem análise médica”, orienta o oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Escaras Também chamadas de úlceras de decúbito ou pressão, essas feridas brotam e crescem em pessoas que ficam acamadas ou em cadeiras de rodas por longos períodos. O estrago decorre da fricção entre a pele e a superfície externa. Sem receber sangue a contento, as células epiteliais vão morrendo até a lesão dominar o pedaço. Daí por que em clínicas e hospitais hoje se toma tanto cuidado para evitar sua formação – mudança contínua de posição, colchões especiais e uso de óleos e loções ajudam nesse sentido. O arsenal terapêutico contra escaras cresceu nos últimos anos, e hoje até casos críticos conseguem ser domados. Sarna Ela não é problema só de bicho, não. São bolinhas vermelhas e uma coceira danada, especialmente à noite, que denunciam o início da escabiose (seu nome técnico), mal provocado por um ácaro que se espalha rapidinho por lugares muito povoados. “O peso dela é mais significativo em regiões como a área tropical da América Latina”, conta Dellavalle. Isso é triste porque o simples acesso a água potável e saneamento básico seria suficiente para baixar os índices de transmissão nos humanos. Entre as atitudes recomendadas para a prevenção, estão os banhos diários e uma higiene adequada das mãos. Alopecia A queda de cabelo também sabota a autoestima e a qualidade de vida. Mas a calvície que entrou no ranking americano não é resultado do avançar da idade. A encrenca aqui é a alopecia areata, tipo mais comum em gente jovem e que deixa verdadeiras clareiras na cabeça. “Os fios saem em tufos, principalmente em períodos de estresse intenso”, detalha Caroline. Em geral, há um histórico familiar da condição, muitas vezes associada a doenças autoimunes. A maioria dos casos, felizmente, melhora de forma espontânea. Se isso não ocorrer, o dermato pode receitar remédios para dar uma força.Acesse o link do Portal da Revista Saúde: http://saude.abril.com.br/medicina/doencas-de-pele-abalam-a-mente/

CÂNCER NA MÍDIA

06/03/2017
5 mitos e verdades sobre o câncer antes dos 30 anos São Paulo – Uma pesquisa recente divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que o câncer é a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos no Brasil, perdendo apenas para “causas externas”, que envolvem óbitos por acidentes e violência. Entre os anos de 2009 e 2013, estima-se que 17.500 jovens morreram no país por conta da doença. Mas o que faz pessoas tão jovens desenvolverem câncer? Apenas fator genético? Ou o estilo de vida pode influenciar no aparecimento da doença tão precocemente? EXAME.com conversou com o oncologista Roberto de Almeida Gil, da Oncoclínica no Rio de Janeiro, para desmitificar os mitos sobre o câncer na juventude. Confira abaixo os mitos e verdades sobre o câncer antes dos 30 anos, segundo o especialista: 1 – O câncer antes dos 30 anos é 100% hereditário? Mito. De acordo com Gil, é importante sim que as pessoas conheçam a sua história familiar, já que o câncer hereditário se manifesta predominantemente em pacientes com menos de 50 anos, mas alerta que não é só isso. “Atualmente, estamos expostos a muitos agentes químicos, físicos e biológicos que podem causar a doença. Bons hábitos alimentares, exercícios físicos, não fumar, controlar a ingestão de bebidas alcoólicas, usar preservativos, cuidar da exposição ao sol e manter hábitos sexuais saudáveis são atitudes que podem prevenir o desenvolvimento do câncer antes dos 30”, explica o especialista. 2 – Sobrepeso e obesidade podem causar câncer? Verdade. Segundo o oncologista, o sobrepeso e a obesidade podem estar relacionados aos seguintes tipos de câncer: intestino, endométrio, próstata, pâncreas e mama. “Hábitos importantes como o combate ao sedentarismo e a redução do consumo de alimentos industrializados e embutidos são essenciais para diminuir os riscos do surgimento da doença”, afirma Gil. 3 – Existem vacinas que previnem certos tipos de câncer antes dos 30? Verdade. Uma grande arma da medicina moderna é a vacina contra o HPV, que previne câncer de colo de útero. Segundo o especialista, existem dois tipos de vacina no mercado: as bivalentes e as tetra valentes. Inicialmente, o governo disponibilizou a vacina para meninas de forma gratuita. Entretanto, com a percepção de que o vírus do HPV também causa câncer de orofaringe, os meninos também estão sendo vacinados na rede pública. A vacina de Hepatite B podem também pode prevenir alguns tipos de câncer. 4 – O tabagismo pode provocar câncer somente após os 50 anos? Mito. De acordo com Gil, o câncer esporádico, ou seja, aquele não hereditário ocorre frequentemente após os 50 anos devido ao acúmulo de mutações que se perpetuam no nosso código genético, mas a doença pode aparecer antes e a iniciação precoce do tabagismo pode contribuir para surgimento de alguns tipos de câncer ainda na juventude. 5 – Toda mulher que contrai HPV terá câncer? Mito. O vírus do HPV é a principal causa do desenvolvimento do câncer uterino. De acordo com o oncologista, há, no entanto, 40 tipos de vírus HPV e nem todos causam câncer. “Para que esse tipo de câncer surja, há outros fatores associados, como baixa imunidade, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais”, explica Gil.Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/5-mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-antes-dos-30-anos/
13/02/2017
Câncer é a doença que mais mata pessoas entre os 15 e os 29 anos Mais de 17,5 mil pessoas entre 15 e 29 anos morreram vítimas de câncer no período de 2009 a 2013 no Brasil. O dado é resultado de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) e do Ministério da Saúde divulgado na última sexta-feira. Conforme os registros, a doença foi a primeira causa de morte entre pessoas desta faixa etária, ficando atrás somente das chamadas causas externas, que são acidentes ou mortes violentas de diferentes tipos. Foram 17.527 mortes provocadas, principalmente, por carcinomas (34% dos casos), linfomas (12%) e tumores de pele (9%). Embora seja considerado raro nesta faixa de idade, o câncer foi a doença mais letal para este grupo. O relatório também revelou os locais onde os carcinomas são mais frequentes: no trato geniturinário, a taxa de incidência é de 24,83 a cada um milhão, tireoide soma 14,18/milhão, mama com 12,46/milhão, e cabeça e pescoço com 4,57/milhão. Além do levantamento, o ministério divulgou, ainda, o primeiro Protocolo de Diagnóstico Precoce do Câncer Pediátrico, guia que vai auxiliar profissionais da saúde a conduzir casos suspeitos e confirmados dentro de uma linha de cuidado, com definição de fluxos e ações desde a atenção básica até a assistência de alta complexidade.Acesse o link do Portal Zero Hora: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2017/02/cancer-e-a-doenca-que-mais-mata-pessoas-entre-os-15-e-os-29-anos-9720457.html
06/01/2017
Estudo descobre proteína que espalha câncer no corpo; ela gosta de gordura Cientistas identificaram pela primeira vez uma proteína específica, chamada CD36, que aparece em todas as células cancerígenas que têm capacidade de fazer metástase –quando o câncer se espalha para outras partes do corpo. Um estudo publicado na revista Nature encontrou a proteína nas membranas das células tumorais e descobriu que ela é responsável por absorver ácidos graxos. Com a dependência que a CD36 tem dos ácidos graxos, foi possível distinguir quais células cancerígenas espalhariam a doença. O câncer é ainda mais mortal quando começa a se espalhar pelo corpo, dificultando o tratamento. Por isso, entender como o processo de como a doença se espalha é de grande importância para desenvolver maneiras de pará-la. A pesquisa, feita em colaboração com a organização britânica Pesquisa Mundial de Câncer e o IRB (Instituto de Pesquisa de Barcelona, em sigla em inglês), descobriu que a CD36 está presente em células cancerígenas metastáticas de pacientes com diferentes tipos de tumores, incluindo tumores orais, câncer de pele, de ovário, bexiga, pulmão e mama. Para confirmar a importância da proteína na disseminação do câncer, pesquisadores colocaram CD36 em células cancerígenas não metastáticas, que em situações normais não espalhariam a doença. O resultado? As células "contaminadas" pela proteína se transformaram e viraram metastáticas. "Embora não tenhamos ainda testado isso em todos os tipos de tumores, podemos afirmar que CD36 é um marcador geral de células metastáticas, a primeira proteína que eu sei que é específica para metástase", afirmou o professor Salvador Aznar Benitah, que participou do artigo. Salvador Aznar Benitah Ao estudar ratos com câncer humano, os pesquisadores foram capazes de impedir completamente a metástase do câncer ao bloquear a CD36. Em animais com células cancerígenas que já tinham metástase, os anticorpos bloqueadores de CD36 levaram à remoção completa de metástase em 20% dos ratos. Nos 80% restantes, uma dramática redução de 90% das metástases foi encontrara. Tudo sem efeitos secundários graves. E a CD36 gosta de gordura Ao analisar a proteína descoberta, os pesquisadores observaram o papel da ingestão de gordura na propagação do câncer. Alguns ratos receberam uma dieta rica em gordura e foram contaminados por um tipo de câncer oral humano. Ao acompanhar os bichos, cientistas notaram que a dieta rica em gordura fez com que a metástase aumentasse em 50% e fosse mais frequente. "Em ratos inoculados com células tumorais humanas há uma ligação direta entre a ingestão de gordura e um aumento do potencial metastático através da CD36", disse Benitah. A gordura é necessária para algumas funções do corpo, mas a ingestão descontrolada tem consequências no corpo e fazem com que o câncer se espalhe mais rápido.Acesse o link do Portal UOL: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/01/06/estudo-descobre-proteina-que-espalha-cancer-no-corpoe-ela-gosta-de-gordura.htm
12/11/2016
Câncer de próstata O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais prevalente entre os homens. O advento do PSA possibilitou fazer diagnósticos precoces da doença, antes detectada apenas em fases avançadas. O PSA é um exame que permite avaliar na corrente sanguínea a concentração do antígeno prostático específico, proteína liberada em quantidades elevadas em processos benignos e malignos. A determinação anual dos valores do PSA a partir dos 50 anos, no entanto, tem sido questionada como método de screening populacional. Os argumentos são fortes: 1. Parte significante dos diagnósticos precoces ocorre em homens com tumores de crescimento lento, que jamais levariam à morte. 2. O tratamento por meio de cirurgia (prostatectomia) ou radioterapia está associado a complicações relevantes: impotência sexual, incontinência urinária, retites e cistites pós-irradiação, entre outras. Um estudo mostrou que no caso da prostatectomia, é preciso operar 72 pacientes para evitar um óbito. Portanto, 71 daqueles submetidos aos riscos e complicações cirúrgicas viveriam o mesmo número de anos, caso não fossem operados. Essas constatações serviram de base à estratégia da observação ativa, segundo a qual o diagnóstico de tumores de agressividade baixa ou intermediária podem ser acompanhados sem a necessidade de intervenção cirúrgica ou de radioterapia. Para esclarecê-las foi realizado no Reino Unido o estudo ProtecT, que recrutou 1.643 homens de 50 a 69 anos, no período de 1999 a 2009. Por sorteio, eles foram divididos em três grupos: observação ativa (543 homens), prostatectomia radical (553) ou radioterapia (545). A finalidade foi avaliar a mortalidade causada pela progressão da doença, o aparecimento de metástases e a mortalidade por outras causas. Nesse período de dez anos ocorreram apenas 17 mortes por câncer de próstata, assim distribuídas: oito no grupo de observação, cinco no de cirurgia e quatro no de radioterapia. Essas diferenças não são significativas estatisticamente. O número de mortes por outras causas também não foi diferente. Metástases surgiram com frequência mais alta nos homens acompanhados sem tratamento (33 casos) do que nos operados (13 casos) ou irradiados (16 casos). Da mesma forma, nos pacientes simplesmente acompanhados a progressão da doença foi mais frequente (112 casos) do que nos operados (46 casos) ou irradiados (46 casos). Conclusão: nos casos de tumores de agressividade baixa ou intermediária a mortalidade por câncer de próstata é baixa com qualquer tratamento ou na ausência dele. Prostatectomia radical e radioterapia estão associadas a incidências menores na progressão da doença e no aparecimento de metástases. O tratamento do câncer de próstata deve levar em conta dados individuais: idade, agressividade do tumor, condições clínicas, possibilidade de complicações, presença de doenças concomitantes, expectativa de vida e preferências individuais. Está claro que muitos pacientes podem ser acompanhados por anos consecutivos sem receber tratamento.Acesse o link do Portal da Revista Carta Capital: https://www.cartacapital.com.br/revista/924/cancer-de-prostata

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