CÂNCER DO COLO UTERINO - conscientização e prevenção

O câncer de colo uterino tem a exposição a sorotipos cancerígenos do HPV como seu principal fator de risco. A grande vantagem em relação a isso é que já existem no Brasil duas vacinas contra os principais desses vírus, tornando a doença evitável em grande parte dos casos. A indicação da imunização é para a meninas entre os 9 e 12 anos de idade, antes do início da vida sexual. Seu uso em mulheres com vida sexual ativa mostrou-se muito menos eficiente. Estudos em andamento avaliam seu potencial na vacinação de meninos e na imunização contra outras neoplasias, como o carcinoma de orofaringe, onde alguns casos também estão relacionados ao HPV.

Perdida a chance da prevenção primária pela imunização, ainda temos a oportunidade de realizar o exame de Papanicolaou, ou colpocitologia oncótica. Estima-se que a evolução desde alterações displásicas (benignas) do colo uterino e o surgimento de uma neoplasia invasora (maligna) leve ao redor de 10 anos. Desta forma temos uma ampla janela de tempo para podermos diagnosticar lesões pré malignas e tratá-las antes de sua progressão.

Ainda que o diagnóstico seja feito já com a presença de uma neoplasia do colo uterino, as lesões iniciais, superficiais, são curáveis na quase totalidade maioria dos casos. O mesmo não ocorre nos casos onde a doença progride localmente, acometendo os tecidos ao redor do útero e os gânglios linfáticos da pelves e ao lado da coluna. Casos mais avançados podem apresentar metástases à distância, e o pulmão e o fígado são os órgãos mais frequentemente acometidos. Nesses casos as chances de cura são mínimas.

Os hábitos sexuais saudáveis, com o uso de preservativos de barreira (camisinha) são adequados para evitar o contágio pelo HPV, assim como uma vida sexual mais regrada, com um menor número de parceiros.

Tendo medidas efetivas de prevenção é lamentável olharmos para as estatísticas nacionais e vermos que em alguns estados do nordeste a neoplasia de colo uterino mata mais mulheres do que o câncer de mama.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram também que a neoplasia do colo do útero ocupa o terceiro lugar nas taxas de incidência no País. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.

No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal.

Essa recomendação, com base em dados internacionais, é o mínimo necessário, mas pode ser insuficiente num país de incidência tão elevada e com meninas iniciando a vida sexual muito precocemente. Com base nos dados demográficos e características particulares de cada mulher, pode ser adequada a recomendação individual de um rastreamento com inicio mais precoce e maio frequência. Por isso, nada substitui a avaliação de um especialista e uma análise individual de cada caso.

"OUTUBRO ROSA"

Uma forma de conscientização para a saúde da mulher em geral e, particularmente, para o câncer de mama. Em breve, acompanhe artigos aqui.

ATIVIDADE FÍSICA DURANTE A QUIMIOTERAPIA

A recuperação da retirada de um câncer requer uma série de cuidados. A quimioterapia é uma das fases mais delicadas do processo e o esporte pode funcionar como uma válvula de escape para amenizar, funcionando como parte do tratamento. “A prática de exercícios físicos melhora a autoestima, reduz a fadiga, conserva a musculatura, ajuda a aliviar as dores, entre outros benefícios”, afirma Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica).

De acordo com o especialista, a dosagem dessa atividade física deve ser personalizada de acordo com a condição física do paciente. “Médico e educador físico precisam, em conjunto, preparar a recomendação ideal para cada um”, diz Caponero. Quanto ao esporte a ser praticado, vai do gosto de cada um. “Desde uma simples caminhada até exercícios em grupo são recomendados”, comenta. “Treinar com outras pessoas é melhor para a socialização e relacionamento interpessoal. Porém, modalidades de contato, que podem causar uma lesão, como o futebol, devem ser evitadas.”

O tempo de atividade ao longo da semana também pode variar a partir da capacidade física do paciente. “Recomendamos que a pessoa faça 30 minutos de exercícios, pelo menos, três vezes semanalmente”, completa.

A blogueira e corredora Déborah Aquino (foto), a Debs, do Blog da Debs, é o exemplo vivo da importância da atividade física durante a quimioterapia. No final do ano passada, ela foi diagnosticada com câncer de mama e, de lá para cá, vem se tratando. “Lembro bem quando cheguei para o meu médico e perguntei se tinha algum problema correr durante o tratamento. Ele disse que nunca tinha escutado isso”, lembra Debs. “Porém, falou que era fundamental que eu praticasse algum exercício, desde que respeitasse os limites do meu corpo, já que não podia deixar a minha imunidade baixar.”

Nas primeiras sessões, ela conseguia correr um ou dois dias após o tratamento. “Depois que a quimio começou a ‘pegar’, tive que dar uma pausa nas corridas e comecei a nadar, mas sempre me mantive ativa”, revela. Segundo o seu médico, era importante para que a química acumulada em seu corpo – capaz de destruir os hormônios – fosse eliminada pelo suor. “Quando fazia a quimioterapia branca – um pouco mais branda que a vermelha –, um dos efeitos colaterais era a preguiça, o cansaço físico. Eu não tinha vontade de fazer nada, mas o médico insistia que eu encontrasse forças para isso.”

Muito mais do que a parte física, os treinos mantinham Debs sempre otimista quanto à sua recuperação. “Me ajudava a levar todo o processo da forma mais positiva. Acho que, sem o esporte, poderia cair em depressão”, garante. Como dica, a blogueira sugere muita força de vontade para praticar um esporte. “Vai muito além de emagrecer. A prática de uma atividade vai ajudar você a superar essa adversidade da melhor maneira possível!”

 

Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/saude/atividade-fisica-durante-a-quimioterapia/

O CÂNCER NA CRIANÇA

Houve significativo progresso no tratamento do câncer na infância nas últimas quatro décadas. Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.

Com a ressalva que as doenças são diferentes das dos adultos, as chances de cura na população pediátrica são muito mais elevadas. O que limita taxas maiores de cura ainda é o diagnóstico tardio, muito por falta de atenção e pelo preconceito em relação à doença, maior nessa faixa etária.

No Brasil temos mais de meio milhão de casos novos de câncer a cada ano, e segundo dados dos registros de base populacional, são estimados mais de 9000 casos novos de câncer infanto-juvenil.

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência.

As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

A maior dificuldade no Brasil ainda é o fato de muitos pacientes ainda serem encaminhados ao centro de tratamento com doenças em estágio avançado, em função de vários fatores, tais como: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), e desinformação dos médicos.

Os sinais e sintomas não são necessariamente específicos e, não raras vezes, a criança ou o jovem podem ter o seu estado geral de saúde ainda em razoáveis condições, no início da doença. Por esse motivo, é muito importante estar atento a algumas formas de apresentação dos tumores da infância.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo poderá ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Algumas vezes, os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdomen, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

CLINONCO NA MÍDIA

25/08/2014
Trombose e Câncer A incidência de trombose na população considerada sadia é de até três casos por mil pessoas. No paciente com câncer, existe um estado de hipercoagulabilidade, isto é, uma tendência do sangue coagular sem outra causa aparente no interior das veias ou de outros vasos.   Estima-se que 15% dos pacientes com câncer apresente trombose na evolução de sua doença. Isto porque o tumor pode produzir substâncias que induzem a coagulação. Além disto, tratamentos como a quimioterapia pode produzir inflamação das veias que aumenta a tendência de coagulação; outras vezes ainda, o uso de certas medicações, pode aumentar a coagulabilidade do sangue, como é o caso de muitos hormônios que são usadas por muitos pacientes oncológicos. Além disso, a frequente redução de mobilidade dos pacientes com câncer em fases mais avançadas de sua doença pode ocasionar uma situação propícia a trombose e é também um fator de considerável importância.   Por causa desta tendência de aumento da coagulação do sangue no paciente com câncer, recomendamos atividade física regular. Sugerimos também e elevação dos membros quando possível. Estas simples orientações facilitam o fluxo venoso nas veias dos membros inferiores.   Fazemos também a recomendação do uso de um dispositivo para injeção que evita contato direto dos quimioterápicos com as paredes das veias do paciente, diminuindo assim o risco de inflamação destes vasos.   De forma mais extremada, recomendamos às vezes o uso de medicações anticoagulantes.Acesse o link do Portal Minha Saúde Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/A/true/58/103656/trombose-e-cancer
19/08/2014
Câncer tem influência hereditária em 5% a 10% dos casos Todo câncer é causado por alguma influência nos genes das células de alguma parte do organismo. Isto não significa que esta alteração seja hereditária. O câncer pode ser classificado em esporádico ou hereditário. O câncer esporádico compreende a maioria dos casos de câncer e ocorrem ao acaso, não havendo relação com grupos familiares. Já o câncer hereditário é caracterizado por síndromes geneticamente bem definidas, produzindo alto risco de desenvolvimento de câncer. Estima-se que represente em média 5% a 10% das ocorrências de alguns tipos de câncer na população. No caso do câncer esporádico, a vasta maioria dos casos, trata-se de uma relação dos genes de células adquirida ao longo da vida e que não foram herdadas (passada de pais para filhos). O indivíduo que adquiriu esta alteração genética ao longo da vida não irá passar esta alteração para seus filhos. No caso do câncer hereditário, os tumores mais frequentemente associados a alterações genéticas hereditárias são: câncer de mama, câncer de cólon e reto, câncer de ovário e câncer de tireoide. Importante lembrar, no entanto, que nem todo indivíduo que herda uma predisposição genética irá desenvolver o câncer. Atualmente, testes genéticos permitem identificar mutações nos genes associados ao câncer hereditário de mama, ovário e intestino. A orientação ou decisão quanto à necessidade de se fazer testes genéticos deve ser feita em conjunto pelo médico oncologista e/ou por um profissional especializado em aconselhamento genético. Na impossibilidade de se fazer o teste genético, o oncologista pode usar alguns fatores relacionados ao paciente (sendo a história familiar o mais importante), ao tumor e ao grau de parentesco para prever que conduta teria a melhor chance de prevenir  o aparecimento de um tumor em um parente determinado.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17677-cancer-tem-influencia-hereditaria-em-5-a-10-dos-casos
18/07/2014
Diagnóstico precoce e prevenção do Câncer Colo-retal O câncer colo-retal é um tumor que nasce das células que revestem o intestino grosso.  Ele pode se iniciar como pequenos nódulos, chamados polipos, inicialmente benignos, mas que no decorrer de alguns anos podem sofrer transformação maligna. Como causa, os médicos reconhecem fatores relacionados com o estilo de vida que parecem desempenhar papel na origem deste tumor. A alimentação é um dos fatores primordiais. Os alimentos associados ao aumento de risco de desenvolver câncer intestinal, são os defumados, como por exemplo, lombinho e o peito de peru; os embutidos, como, salsichas e outros frios; além da carne vermelha e do churrasco, além das gorduras saturadas de origem animal. O consumo excessivo de álcool é também um fator de risco aumentado. Por outro lado, alguns alimentos são conhecidos como protetores contra o câncer intestinal. São eles, frutas, verduras, legumes e grãos, ricos em fibras, cálcio e ácido fólico além de outros elementos que favorecem a saúde do intestino. A atividade física rotineira e a manutenção do peso saudável são medidas de reconhecido valor contra o câncer colo-retal. Outros fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e outras doenças intestinais. Além da prevenção como sugerido acima, o diagnóstico precoce é também capaz de evitar as consequências fatais do câncer intestinal. Este é exatamente o papel dos exames que se recomenda no rastreamento nas pessoas da comunidade. Nestas, indica-se a colonoscopia, que é a introdução de uma câmera de televisão para examinar todo o intestino grosso e detectar polipos, tumores ou outras moléstias em uma fase precoce de sua evolução em que o paciente ainda está sem sintomas.  Diagnosticado nestas condições a remoção dos polipos ou a retirada cirúrgica de um câncer já estabelecido é capaz de curar virtualmente todos estes pacientes. A colonoscopia está indicada em pessoas com idade de 50 anos ou mais. Deve ser repetida se normal a espaços de tempo de até 10 anos. Recomenda-se colonoscopia em pessoas mais jovens no caso de antecedentes familiares de câncer ou polipose, bem como com antecedentes de outras moléstias inflamatórias, como por exemplo, doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. A pesquisa de sangue oculto, ainda que controverso, dadas as dificuldades associadas ao método e pela menor sensibilidade que tem relação à colonoscopia, pode também ser um exame útil no diagnóstico precoce do câncer intestinal. Portanto, boa alimentação, vida saudável, bem como a realização periódica dos exames para diagnóstico precoce, tendem a reduzir dramaticamente a mortalidade pelo câncer intestinal.Acesse o link do Portal Minha Saúde Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/artigo/58/102647/diagnostico-precoce-e-prevencao-do-cancer-colo-retal
30/06/2014
Cuello de útero, un cáncer con una causa conocida Tras el de pulmón y el de mama, al cáncer del cuello de útero (cervicouterino) es el tercer tipo de cáncer más frecuente en la mujer. Se trata de un problema grave de salud pública que podría mejorar mucho con prevención y detección temprana. Esto es común a todos los tipos de cáncer, pero en el caso del cervicouterino la prevención puede ser aún más eficaz, pues en buena medida la causa de este cáncer es conocida: casi todos los casos están relacionados con un virus, el del papiloma humano (VPH o HPV por sus siglas en inglés). Así lo explicaron a Terra los doctores Salomón Jakubowicz, médico investigador y columnista venezolano, y el brasileño Ricardo Caponero, oncólogo en la Clínica Clinonco de oncología Médica, en Sao Paulo, Brasil. Cerca de un 80% de los casos y una proporción aún mayor de las muertes por esta causa se registran hoy en países de bajos ingresos, donde prácticamente no hay acceso a la detección y tratamiento de esta enfermedad, alerta la OMS. En las Américas, la buena noticia es que la mortalidad por este cáncer, por lo general, ha ido disminuyendo debido al uso rutinario de citologías vaginales (pruebas de Papanicolaou). En El Salvador, Nicaragua y Paraguay se observaron los tres mayores índices de mortalidad por este tipo de cáncer. Qué es el cáncer cervicouterino Se llama así al cáncer que comienza en el cuello uterino, la parte inferior del útero (matriz) que desemboca en la parte superior de la vagina. El desarrollo del cáncer cervical generalmente es muy lento y comienza como una afección precancerosa llamada displasia. Esta afección se puede detectar con una citología vaginal y es 100% tratable. Pueden pasar años para que los cambios se conviertan en cáncer cervical. La mayoría de las mujeres a quienes se les diagnostica cáncer cervical no no se han sometido a citologías vaginales regulares o no han tenido un seguimiento por resultados anormales en éstas, informa MedLine, un servicio de la biblioteca de medicina de Estados Unidos. Causas: el vírus del papiloma Casi todos los cánceres cervicales son causados por el virus del papiloma humano (VPH o HPV por sus siglas en inglés), un virus común que se contagia a través de las relaciones sexuales. Existen muchos tipos diferentes y algunos llevan al cáncer cervical. Lo que sí no está claro es qué causas hacen que una mujer infectada desarrolle cáncer y otra no. Ahí es donde juegan un papel importante otros factores de riesgo que explicaremos a continuación. "Casi todos los hombres y mujeres han tenido alguna vez VPH sin saberlo. Inclusive los que nunca han tenido verrugas. Normalmente el virus es erradicado y solo a veces causa verrugas", dijo a Terra el doctor Solomon Jakubowicz, que además explica los síntomas en el video "¿Cómo saber si alguna vez has tenido VPH".  "La mayoría de las verrugas causadas por VPH son temporales y se curan sin tratamiento en un año. Sin embargo, en algunas mujeres la infección persiste, aumentando el riesgo de desarrollar más verrugas y cáncer de cuello uterino" añade. Los factores de riesgo para contraer el HPV están ligados a las relaciones sexuales. Las infecciones son muy comunes y cuantas más sean estas mayor riesgo. La mayoría de las mujeres (cerca del 80%) contraen el virus alguna vez en la vida, ya que no está estrictamente ligado a las conductas de riesgo: El VPH se transmite principalmente mediante el contacto directo de piel a piel durante el sexo vaginal, oral o anal. Puede producirse sin penetración (sin coito) aunque no es no es común. También algunos virus pueden transmitirse mediante el contacto oral-genital y al tocar los genitales con las manos.  No se propaga a través de la sangre o fluidos corporales.  Los factores de riesgo para el cáncer cervical abarcan: no recibir la vacuna contra el VPH; tener un sistema inmunitario debilitado; ser pobre; también tienen especial riesgo las mujeres cuyas madres tomaron durante su embarazo el medicamento DES (dietilestilbestrol) a comienzos de los años 60 para prevenir el aborto espontáneo. Detección temprana En el caso de este cáncer, la detección temprana es también prevención, es decir, hay pruebas que evitan que se desarrolle un cáncer, explica el doctor Caponero, de la clínica brasileña Clinonco. Las mujeres pueden y deben someterse a exámenes de detección como la citología o Papanicolaou, que pueden detectar tanto los tumores como las lesiones precancerosas. Así, esa prueba no solo es de detección temprana sino de prevención, pues las lesiones precancerosas pueden eliminarse antes de que se produzca el cáncer. Los cambios precancerosos del cuello uterino y el cáncer cervical no se pueden ver a simple vista. Se necesitan exámenes y herramientas especiales para descubrir tales enfermedades. Las citologías vaginales detectan los precánceres y el cáncer.  Si se encuentran cambios anormales  se realizará una colposcopia. Durante este procedimiento se realizará una biopsia que será analizada. Para retirar una lesión se puede realizar un procedimiento llamado conización quirúrgica. Si se diagnostica cáncer cervical, el médico ordenará más exámenes, los cuales ayudan determinar qué tan lejos se ha diseminado.  Tratamiento El tratamiento del cáncer cervical depende de: la etapa o estadio del cáncer, el tamaño y forma del tumor, la edad y salud general de la mujer y su deseo de tener hijos en el futuro. El cáncer cervical precoz se puede curar con la extirpación o destrucción de los tejidos precancerosos o cancerosos. Existen diversas formas quirúrgicas de hacer esto sin extirpar el útero ni dañar el cuello uterino, de tal manera que la mujer pueda aún tener hijos en el futuro. En caso de cáncer avanzado puede llegar a extirparse el útero y y  tejidos circundantes como los ganglios linfáticos. Es posible utilizar la radioterapia y la quimioterapia. Por último, no hay que olvidad tratar el aspecto emocional de la paciente: el estrés causado por la enfermedad se puede aliviar con consejo profesional o uniéndose a un grupo de apoyo para el cáncer. Prevención El cáncer cervical se puede prevenir haciendo lo siguiente: 1. Hágase aplicar la vacuna contra el VPH. Hay dos tipos de vacunas aprobadas que previenen contra algunos de los tipos de HPV que causan cáncer. El médico puede decirle si la vacuna es apropiada en su caso. La infección por el VPH es muy fácil de contraer, incluso con una sola pareja sexual. Por eso es importante recibir la vacuna contra el VPH antes de tener cualquier contacto sexual. Además, la respuesta a la vacuna es mejor a esta edad que a una edad mayor. 2. Practique relaciones sexuales con protección. El uso del condón durante la relación sexual reduce el riesgo de contraer el VPH y otras infecciones de transmisión sexual (ITS). Limite el número de compañeros sexuales que tenga y evite las parejas que participen en actividades sexuales de alto riesgo. 3. Hágase citologías vaginales con la frecuencia que el médico le recomiende. Las citologías vaginales pueden ayudar a detectar cambios precoces, los cuales pueden tratarse antes de que se conviertan en cáncer cervical. 4. Nada de tabaco: si fumas, deja de hacerlo. El consumo de cigarrillo aumenta las probabilidades de presentar cáncer cervical.   Acesse o link do Portal Terra Internacional: http://vidayestilo.terra.com.pe/salud/cuello-de-utero-un-cancer-con-una-causa-conocida,9b7f408ed8815410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

CÂNCER NA MÍDIA

28/08/2014
Uma aspirina por dia previne câncer e morte pela doença, afirmam pesquisadores Uso prolongado da droga também desencadeia uma série de efeitos colaterais como úlceras e sangramentos no estômago Tomar uma aspirina por dia ajuda a pode ajudar a evitar casos de câncer no trato digestivo. Foi o que contatou uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University of London após analisar uma série de estudos e resultados de testes clínicos sobre o tema.De acordo com a revisão, tomar aspirina por 10 anos todos os dias poderia reduzir os casos de câncer no intestino em cerca de 35% e as mortes em 40%. A incidência de câncer no esôfago seria cortada em 35 e 50 % e as mortes em 30%. Os efeitos benéficos começaram a surgir após cinco anos de ingestão de 75-100 mg de aspirina por dia. Para os pacientes entre 50 e 65 anos, os benefícios passaram a aparecer após 10 anos, ao menos. Os pesquisadores do Queen Mary University of London afirmam, no entanto que ainda é preciso entender o que faz a aspirina prevenir câncer. Os dados da constataram apenas que o uso do medicamento reduziu casos e mortes, mas ainda não se sabe que mecanismos estão por trás disto. Ainda se desconhece se o efeito anti-inflamatório da aspirina acarretaria a redução de inflamações crônicas que poderiam desenvolver algum tipo de câncer ou se seria um efeito molecular que barraria uma situação benigna se tornar maligna. Estudos neste sentido ainda precisam ser feitos. “É sabido que a aspirina, uma das drogas mais comuns e baratas do mercado, pode proteger contra certos tipos de câncer. Mas até agora não ficou claro se os prós de tomar aspirina todos os dias supera os contras”, disse Jack Cuzick, chefe do Centro de Prevenção do Câncer da Universidade e autor principal do estudo publicado no periódico científico Annals of Oncology. Calma láA análise também mostrou que o uso prolongado da droga pode aumentar o risco de sangramento no trato digestivo e no estômago. O risco foi aumentado para as pessoas com mais de 60 anos de 2,2% para 3,6%. O consumo diário de aspirinas poderia ser fatal para menos de 5%. Normalmente, em pessoas que não fazem uso de aspirina prolongado, as taxas de hemorragia digestiva graves ou fatais são muito baixas em pacientes de 70 anos, mas o estudo mostrou um aumento acentuado após esta idade em pessoas que tomaram a droga diariamente. Outro efeito colateral do uso prolongado de aspirina é o aumento de 30 a 60% de casos de úlcera. Algo que não pode ser desprezado. “Não é para todo mundo sair tomando aspirina. O estudo mostrou que é preciso analisar grupos de risco onde prevenir o câncer seja mais interessante que os riscos de sangramento e inclusive o aparecimento de úlceras no estômago”, disse Felipe José Fernàndez Coimbra, diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e que não participou do estudo.Coimbra alerta que ainda não está claro a dose ideal. Os pesquisadores britânicos falam entre 75 e 100 gramas diárias. “É muito variável e para se chegar a uma conclusão desta é preciso entender o mecanismo e também acompanhar os pacientes por muito mais tempo que dez anos. Mas é uma boa notícia. São conhecimentos que vão se acumulando. Futuramente talvez a gente possa definir quem deve usar e quanto deve usar”, disse.Acesse o link do Portal iG: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-08-06/uma-aspirina-por-dia-previne-cancer-e-morte-pela-doenca-afirmam-pesquisadores.html
25/08/2014
Reino Unido testa tratamento de 'única sessão' contra câncer de mama Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama que substitui semanas de radioterapia por uma única sessão está sendo avaliada pelo NHS (National Heath Service), o SUS britânico, e pode passar a ser oferecido aos pacientes na Inglaterra até o final do ano. No procedimento, chamado de radiação intraoperatória, uma dose de radiação é emitida por uma sonda inserida no interior do seio, depois de o tumor ser removido por meio de uma cirurgia. A sonda emite radiação do exato local da operação por cerca de 30 minutos. Caso seja aprovada pelo NHS, a novidade tem o potencial de beneficiará 36 mil pessoas no Reino Unido, além de ajudar o NHS a economizar dinheiro. Entretanto, o tratamento é adequado apenas para pacientes que estão no estágio inicial da doença. Atualmente, portadores de câncer se submetem a cirurgias para remover o tumor e depois pelo menos outras 15 sessões de radioterapia para aniquilar a doença. Única sessão Testes realizados em mais de 2 mil pessoas indicam que a técnica tem um efeito similar à radioterapia convencional. No entanto, como o procedimento foi desenvolvido recentemente, não há dados de longo prazo disponíveis sobre seus efeitos. Além de poupar visitas ao hospital, a dose única evitaria um dano potencial a órgãos como coração, pulmão e esôfago – um risco que o paciente corre durante a quimioterapia. O Instituto Nacional de Saúde e Assistência de Excelência (NICE, na sigla em inglês) afirmou que os prós e contras desse novo tratamento devem ser informados aos pacientes. Segundo Carole Longson, diretora de avaliação de tecnologia aplicada à saúde do instituto, por causa do ineditismo do tratamento, "seu uso deve ser avaliado cuidadosamente". "Dessa forma, conseguimos conscientizar os pacientes dos riscos e benefícios antes de escolher qual tratamento queiram ter, além de permitir aos médicos reunir mais informações sobre essa nova técnica". Na Grã-Bretanha, a ala de radioterapia de um hospital gasta cerca de 30% de seu tempo apenas com o tratamento de câncer de mama. Cerca de 12 mil mulheres morrem anualmente por causa da doença. No Brasil, o número de mortes devido ao câncer de mama supera 13 mil. Estimativas anteriores sugerem que uma mudança na radiação intraoperatória poderia liberar recursos e poupar 15 milhões de libras (R$ 57 milhões) por ano ao NHS. Entretanto, o equipamento necessário para executar o procedimento é caro. Cada sonda custa o equivalente a R$ 1,9 milhão. Em entrevista à BBC, o professor Jeffrey Tobias, o primeiro a usar a técnica nos hospitais da Universidade College London, criticou o atraso da Grã-Bretanha na utilização do novo procedimento. "Estamos ficando para trás. É uma grande pena. Na Alemanha, por exemplo, há 60 centros capazes de realizar esse tratamento. Aqui, temos apenas um", disse. Se aprovadas, as novas diretrizes podem passar a valer na Inglaterra até o final deste ano. Outros países que formam o Reino Unido (País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) têm prazos diferentes para a introdução do procedimento. Maior sobrevida Para Sally Greenbook, do instituto Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica que promove conscientização sobre o câncer de mama, quem tem radioterapia "vai ao hospital todos os dias, cinco dias por semanas por pelo menos três semanas". "Isso é extremamente inconveniente - é prejudicial para suas vidas, e a de suas famílias", disse ela à BBC. "Isso [o novo tratamento] significa que eles podem continuar com o resto de seu tratamento muito mais rápido, e ter uma maior sobrevida." Emma Greenwood, responsável pela Cancer Research UK, ONG que financia pesquisas voltadas para a cura do câncer no Reino Unido, disse: "Essa poderia ser uma boa notícia para pacientes com câncer de mama". "Uma única sessão de radioterapia no momento da cirurgia oferece um grande benefício, uma vez que reduz o número de visitas do paciente no hospital". "É essencial que aqueles que se submetam à radioterapia tenham acompanhamento médico por um longo período. O objetivo é garantir que essa dose única de quimioterapia seja tão eficaz quanto o tratamento padrão". "A radioterapia é um tratamento que já se comprovou eficaz, e esta técnica poderia oferecer outra opção valiosa para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial."Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2014/07/25/gra-bretanha-testa-tratamento-de-unica-sessao-contra-cancer-de-mama.htm
21/07/2014
Tratamento para câncer deixa pacientes infectados livres de HIV Cientistas revelaram dois novos casos de pacientes com HIV nos quais o vírus tornou-se indetectável. Os dois pacientes, ambos homens australianos, tornaram-se aparentemente livres do HIV após receberem células-tronco para o tratamento de câncer. Eles continuam recebendo a terapia antirretroviral como "forma de precaução", mas as drogas sozinhas não foram responsáveis por levar as taxas de HIV a esse nível, disse David Cooper, da Universidade de New South Walles, na Austrália, que liderou a descoberta. O caso foi apresentado na 20ª Conferência Internacional de Aids, que acontece em Melbourne (Austrália). Cooper começou a procurar por pacientes que houvessem eliminado o vírus após assistir a uma apresentação na Conferência Internacional de Aids do ano passado, em Kuala Lampur, na Malásia, no qual pesquisadores americanos reportaram que dois pacientes nos EUA com HIV que tinham recebido transplantes de células-tronco estavam livres do vírus. Entre os australianos, o primeiro paciente recebeu um transplante de medula óssea para tratar um tipo de linfoma, em 2011. As novas células-tronco vieram de um paciente que carregava uma cópia de um gene considerado eficaz na proteção contra o vírus. O outro, recebeu o tratamento para a leucemia, em 2012. Devido ao risco de recidiva, a equipe de Cooper não afirma que os pacientes estão curados. No caso dos pacientes americanos, meses após eles terem parado de tomar os antirretrovirais, o vírus retornou. Mas, diz Cooper, " existe algo relacionado a transplantes de medula óssea em pessoas com HIV que tem um efeito anti-HIV. Se entendermos o que é isso e como isso ocorre, nós realmente aceleraremos a pesquisa pela cura. CURA DIFÍCIL Um artigo publicado nesta semana na revista científica "Nature" mostra que reservatórios de HIV podem se formam antes mesmo do vírus ser detectado no sangue. Esses reservatórios são populações de células que abrigam o HIV, permitindo que o vírus persista como uma infecção crônica. Até agora, os pesquisadores acreditavam que remédios antirretrovirais, se usados precocemente, poderiam impedir que os reservatórios se formassem. No estudo 20 macacos Rhesus foram infectados com o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Símia, o equivalente ao HIV para esses animais. Os macacos foram divididos em grupos. O primeiro recebeu o coquetel de drogas antirretrovirais três dias após a infecção e o último, 14 dias após. O tratamento foi interrompido seis meses depois, mas o vírus retornou em todos os macacos, não importando quão rápido a terapia antirretroviral tinha sido iniciada. Isso mostra que os reservatórios do vírus se formam muito rapidamente após a infecção. Dan Barouch, da Universidade de Harvard e líder da pesquisa, diz que sua equipe "descobriu que os reservatórios se formam durante os primeiros dias após a ionfecção, antes mesmo do vírus ser detectado em exames de sangue.Acesse o link do Portal da Folha de S.Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/07/1489247-tratamento-para-cancer-deixa-pacientes-infectados-livres-de-hiv.shtml
15/07/2014
Dia do Homem: 60% que fazem exame de toque têm caso grave Nesta terça-feira (15), é comemorado o Dia do Homem e o Centro de Referência em Saúde do Homem chamou a atenção para uma das doenças que afeta o público masculino: o câncer de próstata. De acordo com o coordenador da unidade, Claudio Murta, enquanto 90% dos homens aceitam fazer exame de toque retal indicado pelo médico, 60% desses pacientes procuram ajuda de um especialista quando a doença já está em estágio avançado. Segundo o médico, o homem não vai ao médico por uma questão cultural. No caso de complicações na próstata, geralmente, o paciente é levado pela parceira ou familiares, quando já sente dor e dificuldade para urinar. O exame de toque retal, que deve ser feito periodicamente a partir dos 50 anos, é realizado no consultório de forma rápida e indolor. A avaliação é realizada por um médico urologista e consiste em um dos principais métodos para detecção precoce do câncer de próstata, em conjunto com o exame Prova do Antígeno Prostático. O preconceito é o que atrapalha a prevenção, na opinião de Murta. “Mais do que desmistificar o preconceito do exame do toque retal, é importante que o homem mantenha hábitos saudáveis para tratar a doença de forma menos agressiva, com mais chances de cura”, alertou o médico. Entre eles, estão não fumar, controlar o peso, praticar atividades físicas, ingerir tomate e peixes, e reduzir o consumo de carne vermelha.Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/dia-do-homem-60-que-fazem-exame-de-toque-tem-caso-grave,e14b999ab7537410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html