CÂNCER DO COLO UTERINO - conscientização e prevenção

O câncer de colo uterino tem a exposição a sorotipos cancerígenos do HPV como seu principal fator de risco. A grande vantagem em relação a isso é que já existem no Brasil duas vacinas contra os principais desses vírus, tornando a doença evitável em grande parte dos casos. A indicação da imunização é para a meninas entre os 9 e 12 anos de idade, antes do início da vida sexual. Seu uso em mulheres com vida sexual ativa mostrou-se muito menos eficiente. Estudos em andamento avaliam seu potencial na vacinação de meninos e na imunização contra outras neoplasias, como o carcinoma de orofaringe, onde alguns casos também estão relacionados ao HPV.

Perdida a chance da prevenção primária pela imunização, ainda temos a oportunidade de realizar o exame de Papanicolaou, ou colpocitologia oncótica. Estima-se que a evolução desde alterações displásicas (benignas) do colo uterino e o surgimento de uma neoplasia invasora (maligna) leve ao redor de 10 anos. Desta forma temos uma ampla janela de tempo para podermos diagnosticar lesões pré malignas e tratá-las antes de sua progressão.

Ainda que o diagnóstico seja feito já com a presença de uma neoplasia do colo uterino, as lesões iniciais, superficiais, são curáveis na quase totalidade maioria dos casos. O mesmo não ocorre nos casos onde a doença progride localmente, acometendo os tecidos ao redor do útero e os gânglios linfáticos da pelves e ao lado da coluna. Casos mais avançados podem apresentar metástases à distância, e o pulmão e o fígado são os órgãos mais frequentemente acometidos. Nesses casos as chances de cura são mínimas.

Os hábitos sexuais saudáveis, com o uso de preservativos de barreira (camisinha) são adequados para evitar o contágio pelo HPV, assim como uma vida sexual mais regrada, com um menor número de parceiros.

Tendo medidas efetivas de prevenção é lamentável olharmos para as estatísticas nacionais e vermos que em alguns estados do nordeste a neoplasia de colo uterino mata mais mulheres do que o câncer de mama.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram também que a neoplasia do colo do útero ocupa o terceiro lugar nas taxas de incidência no País. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.

No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal.

Essa recomendação, com base em dados internacionais, é o mínimo necessário, mas pode ser insuficiente num país de incidência tão elevada e com meninas iniciando a vida sexual muito precocemente. Com base nos dados demográficos e características particulares de cada mulher, pode ser adequada a recomendação individual de um rastreamento com inicio mais precoce e maio frequência. Por isso, nada substitui a avaliação de um especialista e uma análise individual de cada caso.

MASTECTOMIA TOTAL - Prevenção e seus possíveis cuidados

Mastectomia é o nome que damos à cirurgia para retirada das mamas. Quando nos referimos à mastectomia total, em geral, estamos nos referindo a cirurgias do tipo Halstedianas, com grande retirada de tecido. Mais recentemente os procedimentos tornaram-se menos radicais, e cirurgias preservadoras da pele (“skin-sparing”) e do mamilo (“niple-sparing”) tornaram-se as técnicas de escolha.

Utilizadas como forma de prevenção, as modalidades cirúrgicas se restringem a pacientes de alto risco para câncer de mama, mas é uma medida extrema que beneficia um número muito restrito de pacientes.

O grupo de alto risco é definido pelas pacientes com presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 ou com história familiar muito rica, podendo haver a presença de outras síndromes genéticas como Li-Fraumeni; Cowden; etc.

Além das síndromes genéticas, também podem ser consideradas pacientes de alto risco:

1. História familiar: mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama antes dos 50 anos, bilateral ou múltiplos parentes com câncer de mama ou ovário.

2. História pessoal de câncer: mulher que teve um câncer de mama tem maior risco de desenvolver na mama contralateral.

3. Múltiplas biópsias mamárias com diagnóstico de lesões precursoras com atipias e principalmente o carcinoma lobular in situ.

4. Alterações difusas em mamas densas, principalmente microcalcificações, dificultam o seguimento, mas isoladamente não caracterizam indicação cirúrgica.

5. História de irradiação em tórax antes dos 30 anos, principalmente para tratamento de linfoma de Hodgkin.

É fundamental a seleção individualizada da paciente, com avaliação por métodos de imagem incluindo mamografia, ultrassonografia mamária e ressonância magnética.

Deve ser feita uma avaliação por equipe multidisciplinar incluindo mastologista, oncologista, cirurgião plástico, psicólogo e geneticista, para definir se há indicação para a cirurgia, saber se a paciente está preparada para um eventual resultado estético insatisfatório, definir a melhor técnica cirúrgica e a melhor opção de reconstrução.

Deve-se levar em consideração que o medo do câncer, principalmente quando ocorre um caso em pessoa próxima, torna as pacientes mais frágeis a ponto de terem a autonomia diminuída, deixando a decisão nas mãos do médico, o que se correlaciona muitas vezes com insatisfação quanto aos resultados.

Esse é o cuidado mais importante, garantir que a paciente esteja realmente motivada e ciente de suas decisões.

ATIVIDADE FÍSICA DURANTE A QUIMIOTERAPIA

A recuperação da retirada de um câncer requer uma série de cuidados. A quimioterapia é uma das fases mais delicadas do processo e o esporte pode funcionar como uma válvula de escape para amenizar, funcionando como parte do tratamento. “A prática de exercícios físicos melhora a autoestima, reduz a fadiga, conserva a musculatura, ajuda a aliviar as dores, entre outros benefícios”, afirma Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica).

De acordo com o especialista, a dosagem dessa atividade física deve ser personalizada de acordo com a condição física do paciente. “Médico e educador físico precisam, em conjunto, preparar a recomendação ideal para cada um”, diz Caponero. Quanto ao esporte a ser praticado, vai do gosto de cada um. “Desde uma simples caminhada até exercícios em grupo são recomendados”, comenta. “Treinar com outras pessoas é melhor para a socialização e relacionamento interpessoal. Porém, modalidades de contato, que podem causar uma lesão, como o futebol, devem ser evitadas.”

O tempo de atividade ao longo da semana também pode variar a partir da capacidade física do paciente. “Recomendamos que a pessoa faça 30 minutos de exercícios, pelo menos, três vezes semanalmente”, completa.

A blogueira e corredora Déborah Aquino (foto), a Debs, do Blog da Debs, é o exemplo vivo da importância da atividade física durante a quimioterapia. No final do ano passada, ela foi diagnosticada com câncer de mama e, de lá para cá, vem se tratando. “Lembro bem quando cheguei para o meu médico e perguntei se tinha algum problema correr durante o tratamento. Ele disse que nunca tinha escutado isso”, lembra Debs. “Porém, falou que era fundamental que eu praticasse algum exercício, desde que respeitasse os limites do meu corpo, já que não podia deixar a minha imunidade baixar.”

Nas primeiras sessões, ela conseguia correr um ou dois dias após o tratamento. “Depois que a quimio começou a ‘pegar’, tive que dar uma pausa nas corridas e comecei a nadar, mas sempre me mantive ativa”, revela. Segundo o seu médico, era importante para que a química acumulada em seu corpo – capaz de destruir os hormônios – fosse eliminada pelo suor. “Quando fazia a quimioterapia branca – um pouco mais branda que a vermelha –, um dos efeitos colaterais era a preguiça, o cansaço físico. Eu não tinha vontade de fazer nada, mas o médico insistia que eu encontrasse forças para isso.”

Muito mais do que a parte física, os treinos mantinham Debs sempre otimista quanto à sua recuperação. “Me ajudava a levar todo o processo da forma mais positiva. Acho que, sem o esporte, poderia cair em depressão”, garante. Como dica, a blogueira sugere muita força de vontade para praticar um esporte. “Vai muito além de emagrecer. A prática de uma atividade vai ajudar você a superar essa adversidade da melhor maneira possível!”

 

Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/saude/atividade-fisica-durante-a-quimioterapia/

O CÂNCER NA CRIANÇA

Houve significativo progresso no tratamento do câncer na infância nas últimas quatro décadas. Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.

Com a ressalva que as doenças são diferentes das dos adultos, as chances de cura na população pediátrica são muito mais elevadas. O que limita taxas maiores de cura ainda é o diagnóstico tardio, muito por falta de atenção e pelo preconceito em relação à doença, maior nessa faixa etária.

No Brasil temos mais de meio milhão de casos novos de câncer a cada ano, e segundo dados dos registros de base populacional, são estimados mais de 9000 casos novos de câncer infanto-juvenil.

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência.

As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

A maior dificuldade no Brasil ainda é o fato de muitos pacientes ainda serem encaminhados ao centro de tratamento com doenças em estágio avançado, em função de vários fatores, tais como: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), e desinformação dos médicos.

Os sinais e sintomas não são necessariamente específicos e, não raras vezes, a criança ou o jovem podem ter o seu estado geral de saúde ainda em razoáveis condições, no início da doença. Por esse motivo, é muito importante estar atento a algumas formas de apresentação dos tumores da infância.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo poderá ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Algumas vezes, os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdomen, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

CLINONCO NA MÍDIA

20/10/2014
14 dúvidas comuns sobre o câncer de mama resolvidas por especialistas Prevenção. Esta é a palavra chave quando o assunto é câncer de mama. Porém, dúvidas sobre como se prevenir, a partir de que idade se autoexaminar etc., ainda intrigam muitas mulheres. Ricardo Caponero, médico oncologista da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica), com especialização em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica (SBOC) e Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas, explica que câncer de mama é um conjunto de doenças neoplásicas que se originam a partir do tecido mamário. Inevitavelmente o tema assusta a maioria das mulheres. Não por acaso… Alexandre Chiari, médico oncologista da Oncomed BH, destaca que o câncer de mama é a neoplasia mais frequente na mulher. “São esperados, em 2014, 50 mil novos casos de câncer de mama no Brasil”, diz. ADVERTISEMENT As dúvidas mais frequentes sobre câncer de mama Abaixo os profissionais esclarecem as dúvidas mais comuns sobre o câncer de mama. Confira: 1. O câncer de mama pode atingir mulheres de todas as idades? O médico oncologista Ricardo Caponero explica que o câncer de mama é raro antes dos 25 anos. “Mas, a partir daí a incidência cresce de forma exponencial, atingindo o máximo entre os 55 e 69 anos de idade. Depois dessa idade as taxas se reduzem um pouco”, diz. 2. Câncer de mama é uma doença “comum”? O médico Ricardo Caponero destaca que tudo depende de como se olha para os números. “Nos Estados Unidos estima-se que 1 a cada 8 mulheres vá desenvolver uma neoplasia de mama ao longo de sua vida (o risco para a vida toda é 12,5%). No Brasil, temos 57.124 casos novos por ano, o que dá mais ou menos um Itaquerão cheio de mulheres, ou um caso novo a cada 8 minutos”, diz. “Agora, quando você divide o número de casos novos pela população, o risco é estimado em 56,09 casos a cada 100 mil mulheres, ou seja, mais ou menos um caso em cada 1800 mulheres”, explica o oncologista Ricardo Caponero. 3. A partir de que idade é recomendado fazer o autoexame das mamas? Foto: Thinkstock Ricardo Caponero explica que se recomenda que o autoexame das mamas seja feito mensalmente a partir dos 20 anos de idade, quando a mama já está completamente formada. “Mas ele pode ser substituído pelo exame clínico (realizado pelo médico) ou pelos exames de rastreamento recomendados para cada faixa etária”, destaca. O médico Ricardo Caponero acrescenta que é importante que a mulher conheça seu corpo e, particularmente, suas mamas. “No entanto, algumas pacientes sentem-se inseguras por achar que podem não estar se examinando adequadamente. Nessas circunstâncias, elas podem ser treinadas por médicos ou enfermeira capacitadas, ou podem abdicar do autoexame, desde que o façam com seus médicos”, explica. 4. O autoexame das mamas deve ser feito mensalmente? Ricardo Caponero explica que sim. “É um exame totalmente indolor. O ideal é realizá-lo na fase do ciclo menstrual onde as mamas estejam menos doloridas, sempre na mesma época do ciclo (não no mesmo dia do mês). Dessa forma a mulher pode perceber mudanças nas suas mamas”, diz. O médico oncologista Alexandre Chiari destaca que, para as mulheres que não menstruam mais, o autoexame deve ser feito num mesmo dia de cada mês. Por exemplo, todo dia 10. “Durante o autoexame a mulher deve procurar: deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, ferida ao redor do mamilo, caroços nas mamas ou axilas e secreções pelos mamilos”, destaca o médico Chiari. Porém, é muito importante destacar que o autoexame não basta, conforme ressalta o oncologista Caponero. “Ele não é suficiente. Não dispensa a realização das mamografias, que devem ser realizadas anualmente a partir dos 40 anos de idade (como recomendam as sociedades brasileiras de mastologia e de oncologia clínica), ou a cada dois anos, a partir dos 50 anos (como quer o Ministério da Saúde). A mamografia anual a partir dos 40 anos é garantida pela Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009”, explica. 5. A maioria dos casos de câncer de mama tem cura? O oncologista Ricardo Caponero destaca que, quando diagnosticados em fase precoce, sim, a maioria tem cura. “A chance de cura para tumores menores que 1 centímetro, sem comprometimento dos linfonodos (ínguas) da axila, é de aproximadamente 98%”, explica. “As maiores taxas de cura se dão pelo diagnóstico precoce e tratamento adequado”, acrescenta Caponero. 6. A partir de que idade a mulher deve começar a fazer mamografias? Foto: Thinkstock Esse é um ponto de grande controvérsia. Ricardo Caponero explica que o Ministério da Saúde está fazendo uma consulta pública a esse respeito. “Segundo os especialistas, e garantido por lei, está a realização a partir dos 40 anos de idade. Segundo quer o governo, para reduzir custos e aumentar a efetividade, só a partir dos 50 anos”, diz. O oncologista Caponero explica ainda que algumas pacientes com risco mais elevado, em função de síndromes genéticas familiares, podem precisar de exames de rastreamento antes disso. “Mas antes dos 40 anos as mamas são relativamente densas, o que diminui a sensibilidade do método. Nesses casos, quando o risco de desenvolver câncer ao longo da vida ultrapassa os 20%, o recomendado é a realização de ressonância magnética”, destaca. “Também vale a pena lembrar que estamos falando de mulheres sem nenhum sintoma e sem nenhum achado anormal ao exame. Nessas situações, falamos de mamografia de rastreamento. Quando a mulher tem sintomas ou achados anormais ao exame físico, aí não se trata de rastreamento, mas sim de exame de esclarecimento diagnóstico, e esse pode ser realizado em qualquer idade”, esclarece o médico Ricardo Caponero. 7. Se alguém da minha família já teve câncer de mama, provavelmente vou ter também? “De forma alguma! Vale lembrar que o câncer de mama é uma doença relativamente comum, por isso, um caso desses (de duas pessoas da mesma família terem a doença) pode ser mera coincidência”, destaca o oncologista Ricardo Caponero. No entanto, ressalta o médico, o risco se eleva em pacientes com parentes de primeiro grau, e é tanto maior quanto mais parentes tiverem câncer de mama. “O risco também é maior nos casos de tumor de mama em homens, câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos, câncer de ovário, ou quando há muitos casos de neoplasia, principalmente neoplasia de cólon”, explica Caponero. 8. Se ninguém da minha família teve câncer de mama não corro o risco de tê-lo? O oncologista Ricardo Caponero explica que o risco é maior quanto mais próxima for a relação de parentesco e quanto mais casos houver na família. “Isso acontece porque há algumas síndromes (conjuntos de doenças) relacionadas com alterações genéticas que predispõe ao surgimento de neoplasias. A mais famosa é a síndrome BRCA1/BRCA2 (da Angelina Jolie), mas também podem ocorrer alterações no gene p53 (Síndrome de Li-Fraumeni), no PTEN (Síndrome de Cowden), do gene da Atelectasia-Teleangectasia, e outras. Também há algumas síndromes de comportamento hereditário, mas para as quais não sabemos quais são os genes responsáveis. No entanto, cabe lembrar, que tudo isso é apenas uma questão de risco”, destaca. 9. Existem alimentos que aumentam o risco de câncer de mama? O médico oncologista Alexandre Chiari explica que não existem dados comprovados em relação a alimentos específicos, mas, sim, à obesidade, que aumenta a incidência de câncer de mama. Ricardo Caponero destaca que é dito que carnes gordas podem aumentar o risco, assim como o sobrepeso e a obesidade e a ingestão frequente de bebidas alcoólicas. “Assim sendo, recomenda-se uma dieta equilibrada e saudável, com a prática regular de exercícios físicos”, explica. 10. Existem fatores ambientais que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama? O médico Ricardo Caponero responde que sim. “Não temos certeza quanto ao trabalho noturno ou a exposição à poluição atmosférica, mas o uso de esteroides exógenos (reposição hormonal ou indução de ovulação para tratamento da esterilidade), o tabagismo e o uso de alguns plásticos colocados em micro-ondas podem causar um aumento no risco”, esclarece. 11. Existem hábitos de vida que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama? Alexandre Chiari destaca que consumir bebidas alcoólicas é um dos hábitos que pode aumentar o risco de se ter câncer de mama. Ricardo Caponero reforça que a vida sedentária e o peso acima do normal são hábitos comprovados para o aumento do risco de se ter câncer de mama. “Deficiências de vitaminas, estresse e depressão são fatores que ainda são considerados especulativos”, acrescenta. 12. O estresse pode estar relacionado ao desenvolvimento do câncer de mama? O médico oncologista Ricardo Caponero explica que existe relação entre estresse e imunidade, mas ainda não se conseguiu comprovar quantos casos se originam na correlação desses fatores. “Por enquanto essa é apenas uma especulação”, diz. 13. Existem maneiras de prevenir o câncer de mama? Foto: Thinkstock Ricardo Caponero destaca que sim e que isso é muito importante. Ele cita as principais medidas: Ter um estilo de vida saudável (dieta adequada e exercícios regulares). Não fumar. Beber o mínimo possível. Evitar o uso de hormônios exógenos (externos e adicionais ao fisiológico). Dar preferência a aquecer a comida no micro-ondas em recipientes de vidro ou cerâmica, evitando os plásticos. “Há alguns medicamentos que podem reduzir a incidência de câncer de mama. Os que possuem comprovação são o tamoxifeno, tanto na pré como na pós menopausa; o anastrozol e o exemestano, na pós menopausa. É discutido algum papel preventivo para os inibidores da osteólise (usados no tratamento da osteoporose) e para o fenretide (um tipo de retinóide)”, acrescenta o médico Ricardo Caponero. O médico oncologista Alexandre Chiari destaca ainda, além da necessidade de se manter o peso adequado (com alimentação saudável e atividade física regular) e evitar uso de bebidas alcoólicas, a prevenção secundária por meio da mamografia . 14. O câncer de mama também pode atingir os homens? O câncer de mama é uma doença rara no homem. Para cada 100 mulheres apenas 1 homem é diagnosticado com a enfermidade, geralmente em um estágio mais avançado. A idade média de apresentação é dos 65 aos 70 anos (cerca de 10 a 15 anos mais tarde que nas mulheres). Ellias Abreu, médico oncologista da Oncomed BH, explica que na maioria das vezes o câncer de mama no homem apresenta-se como uma massa endurecida na região do mamilo, muitas vezes, erroneamente diagnosticada como ginecomastia. A realização de mamografia e a biópsia da lesão estão indicadas quando há suspeita da doença. Ainda de acordo com o médico, os fatores de risco são os mesmos das mulheres, destacando-se exposição a hormônios femininos, sedentarismo, obesidade, tabagismo, etilismo e fatores genético. “Há também condições específicas do homem que favorecem o aparecimento do câncer de mama, como criptorquidia (testículos na cavidade abdominal), ginecomastia (geralmente secundária ao uso de medicamentos), doenças do fígado (cirrose, esquistossomose) e síndrome de Klinefelter (um distúrbio genético raro no qual ocorre feminilização dos caracteres sexuais masculinos)”, completa. O tratamento do câncer de mama masculino geralmente segue os mesmos princípios do tratamento utilizado para as mulheres. Agora provavelmente você já esclareceu suas principais dúvidas sobre o câncer de mama e sabe da importância de se prevenir contra esta doença. Siga um estilo de vida saudável e não deixe de se consultar frequentemente com um médico de sua confiança!Acesse o link do Portal Dicas de Mulher: http://www.dicasdemulher.com.br/duvidas-mais-comuns-sobre-cancer-de-mama-resolvidas-por-especialistas/
09/09/2014
Entenda o que é maconha medicinal Muita, mas muita discussão ainda vai rolar até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, libere o uso da maconha medicinal no Brasil. Enquanto isso vale a pena entender por que o assunto voltou à tona nos últimos dias, e de uma maneira tão acalorada: o estopim aconteceu depois que um juiz de Brasília autorizou uma mãe a importar um medicamento de venda proibida no país por conter um dos princípios ativos da erva, o canabidiol, também chamado CBD, produzido sinteticamente em laboratório. Ele seria usado para tratar as crises convulsivas da filha de 5 anos que sofre de uma síndrome rara. Essa liberação da justiça foi limitada à menina e só ocorreu devido à melhora que ela teve com o tratamento alternativo e o aval de médicos. A história, claro, ganhou repercussão nacional, tanto pela decisão inédita da justiça quanto pelos pedidos de outras famílias na mesma situação para ter direito semelhante. Por conta disso, está previsto que, em agosto, a Anvisa inicie reuniões para analisar a possibilidade de alterar a classificação desse tipo de remédio para “controlado”, em vez de “proibido”. Assunto delicado Pegando carona nesse tema, foi levantada outra polêmica antiga: a da legalização do uso da droga propriamente dita, que é fumada, vaporizada ou ingerida, com fins medicinais para todo tipo de enfermidade e reclamação, de câncer até dor nas costas, como acontece em alguns estados dos Estados Unidos e em certos países da Europa. Mas, por se tratar de um assunto ainda mais delicado do que usar um ativo produzido sinteticamente, é bem provável que a análise demore mais para acontecer. Agora é esperar para ver o que acontece. “Seja a droga liberada ou não, vale a pena lembrar que a medicina convencional dispõe de medicamentos modernos para tratar males de todos os tipos e que são altamente eficazes quando utilizados conforme prescrição e orientação médica”, diz o oncologista Ricardo Caponero, da Clínica de Oncologia Médica, Clinonco, em São Paulo.Acesse o link do Portal Atmosfera Feminina - Sanofi: http://www.atmosferafeminina.com.br/Saude/Saude_para_todos/Em_debate/Entenda_o_que_e_maconha_medicinal
25/08/2014
Trombose e Câncer A incidência de trombose na população considerada sadia é de até três casos por mil pessoas. No paciente com câncer, existe um estado de hipercoagulabilidade, isto é, uma tendência do sangue coagular sem outra causa aparente no interior das veias ou de outros vasos.   Estima-se que 15% dos pacientes com câncer apresente trombose na evolução de sua doença. Isto porque o tumor pode produzir substâncias que induzem a coagulação. Além disto, tratamentos como a quimioterapia pode produzir inflamação das veias que aumenta a tendência de coagulação; outras vezes ainda, o uso de certas medicações, pode aumentar a coagulabilidade do sangue, como é o caso de muitos hormônios que são usadas por muitos pacientes oncológicos. Além disso, a frequente redução de mobilidade dos pacientes com câncer em fases mais avançadas de sua doença pode ocasionar uma situação propícia a trombose e é também um fator de considerável importância.   Por causa desta tendência de aumento da coagulação do sangue no paciente com câncer, recomendamos atividade física regular. Sugerimos também e elevação dos membros quando possível. Estas simples orientações facilitam o fluxo venoso nas veias dos membros inferiores.   Fazemos também a recomendação do uso de um dispositivo para injeção que evita contato direto dos quimioterápicos com as paredes das veias do paciente, diminuindo assim o risco de inflamação destes vasos.   De forma mais extremada, recomendamos às vezes o uso de medicações anticoagulantes.Acesse o link do Portal Minha Saúde Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/A/true/58/103656/trombose-e-cancer
19/08/2014
Câncer tem influência hereditária em 5% a 10% dos casos Todo câncer é causado por alguma influência nos genes das células de alguma parte do organismo. Isto não significa que esta alteração seja hereditária. O câncer pode ser classificado em esporádico ou hereditário. O câncer esporádico compreende a maioria dos casos de câncer e ocorrem ao acaso, não havendo relação com grupos familiares. Já o câncer hereditário é caracterizado por síndromes geneticamente bem definidas, produzindo alto risco de desenvolvimento de câncer. Estima-se que represente em média 5% a 10% das ocorrências de alguns tipos de câncer na população. No caso do câncer esporádico, a vasta maioria dos casos, trata-se de uma relação dos genes de células adquirida ao longo da vida e que não foram herdadas (passada de pais para filhos). O indivíduo que adquiriu esta alteração genética ao longo da vida não irá passar esta alteração para seus filhos. No caso do câncer hereditário, os tumores mais frequentemente associados a alterações genéticas hereditárias são: câncer de mama, câncer de cólon e reto, câncer de ovário e câncer de tireoide. Importante lembrar, no entanto, que nem todo indivíduo que herda uma predisposição genética irá desenvolver o câncer. Atualmente, testes genéticos permitem identificar mutações nos genes associados ao câncer hereditário de mama, ovário e intestino. A orientação ou decisão quanto à necessidade de se fazer testes genéticos deve ser feita em conjunto pelo médico oncologista e/ou por um profissional especializado em aconselhamento genético. Na impossibilidade de se fazer o teste genético, o oncologista pode usar alguns fatores relacionados ao paciente (sendo a história familiar o mais importante), ao tumor e ao grau de parentesco para prever que conduta teria a melhor chance de prevenir  o aparecimento de um tumor em um parente determinado.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17677-cancer-tem-influencia-hereditaria-em-5-a-10-dos-casos

CÂNCER NA MÍDIA

21/10/2014
Pequisa revela que mutação protege latinas do câncer de mama Cientistas americanos identificaram uma mutação comum nas mulheres latinas de ascendência indígena que as protege de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Vinte por cento das mulheres latinas têm em seu DNA uma cópia desta variação genética, que reduz em 40% o risco de virem a desenvolver um tumor maligno, enquanto 1% tem duas cópias, o que diminui os riscos em 80%. Cada gene contém informação genética do pai e da mãe. As mutações podem estar em uma ou nas duas cópias genéticas. O estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, chefiados pelo doutor Elad Ziv, foi publicado nesta segunda-feira no último número da revista americana Nature Communications. "Detectamos algo que é realmente importante para a saúde das latinas", afirmou a doutora Laura Fejerman, co-autora do estudo, realizado durante vários anos. A mutação, que representa uma pequena mudança nos 3 bilhões de letras que o genoma humano contém, é um polimorfismo de nucleotídeo simples (SNP, na sigla em inglês) que protege as latinas principalmente das formas mais agressivas de receptores de estrogênios negativos da doença, que se traduzem nos prognósticos mais graves. A variação é encontrada no cromossomo 6, perto do gene codificador para a recepção de estrogênios conhecidos como ESR1. A equipe do doutor Ziv encontrou estes resultados após estudar 977 casos de mulheres latinas com câncer e outros 722 de mulheres latinas saudáveis. Posteriormente, comparou os dados extraídos com dois estudos feitos na Colômbia e no México de um total de 3.140 mulheres doentes e 8.184 sadias. "Seria muito interessante poder usar estes resultados para entender melhor como isto protege dos receptores de estrogênios negativos de câncer de mama, porque agora mesmo não temos forma de prevenir este tipo de câncer de mama", afirmou Ziv. "Depois dos primeiros resultados, pensamos que havia algum tipo de mutação genética que levaria a um aumento do risco nos europeus. Mas o que o estudo demonstra, afinal, é que as latinas e indígenas têm uma variação que as protege", acrescentou o cientista. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, coletados entre 2007 e 2009, as mulheres brancas têm 13% de probabilidade de desenvolver um tumor deste tipo; as negras, 11%, e as latinas, menos de 10%.Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2014/10/21/pequisa-revela-que-mutacao-protege-latinas-do-cancer-de-mama.htm
28/08/2014
Uma aspirina por dia previne câncer e morte pela doença, afirmam pesquisadores Uso prolongado da droga também desencadeia uma série de efeitos colaterais como úlceras e sangramentos no estômago Tomar uma aspirina por dia ajuda a pode ajudar a evitar casos de câncer no trato digestivo. Foi o que contatou uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University of London após analisar uma série de estudos e resultados de testes clínicos sobre o tema.De acordo com a revisão, tomar aspirina por 10 anos todos os dias poderia reduzir os casos de câncer no intestino em cerca de 35% e as mortes em 40%. A incidência de câncer no esôfago seria cortada em 35 e 50 % e as mortes em 30%. Os efeitos benéficos começaram a surgir após cinco anos de ingestão de 75-100 mg de aspirina por dia. Para os pacientes entre 50 e 65 anos, os benefícios passaram a aparecer após 10 anos, ao menos. Os pesquisadores do Queen Mary University of London afirmam, no entanto que ainda é preciso entender o que faz a aspirina prevenir câncer. Os dados da constataram apenas que o uso do medicamento reduziu casos e mortes, mas ainda não se sabe que mecanismos estão por trás disto. Ainda se desconhece se o efeito anti-inflamatório da aspirina acarretaria a redução de inflamações crônicas que poderiam desenvolver algum tipo de câncer ou se seria um efeito molecular que barraria uma situação benigna se tornar maligna. Estudos neste sentido ainda precisam ser feitos. “É sabido que a aspirina, uma das drogas mais comuns e baratas do mercado, pode proteger contra certos tipos de câncer. Mas até agora não ficou claro se os prós de tomar aspirina todos os dias supera os contras”, disse Jack Cuzick, chefe do Centro de Prevenção do Câncer da Universidade e autor principal do estudo publicado no periódico científico Annals of Oncology. Calma láA análise também mostrou que o uso prolongado da droga pode aumentar o risco de sangramento no trato digestivo e no estômago. O risco foi aumentado para as pessoas com mais de 60 anos de 2,2% para 3,6%. O consumo diário de aspirinas poderia ser fatal para menos de 5%. Normalmente, em pessoas que não fazem uso de aspirina prolongado, as taxas de hemorragia digestiva graves ou fatais são muito baixas em pacientes de 70 anos, mas o estudo mostrou um aumento acentuado após esta idade em pessoas que tomaram a droga diariamente. Outro efeito colateral do uso prolongado de aspirina é o aumento de 30 a 60% de casos de úlcera. Algo que não pode ser desprezado. “Não é para todo mundo sair tomando aspirina. O estudo mostrou que é preciso analisar grupos de risco onde prevenir o câncer seja mais interessante que os riscos de sangramento e inclusive o aparecimento de úlceras no estômago”, disse Felipe José Fernàndez Coimbra, diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e que não participou do estudo.Coimbra alerta que ainda não está claro a dose ideal. Os pesquisadores britânicos falam entre 75 e 100 gramas diárias. “É muito variável e para se chegar a uma conclusão desta é preciso entender o mecanismo e também acompanhar os pacientes por muito mais tempo que dez anos. Mas é uma boa notícia. São conhecimentos que vão se acumulando. Futuramente talvez a gente possa definir quem deve usar e quanto deve usar”, disse.Acesse o link do Portal iG: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-08-06/uma-aspirina-por-dia-previne-cancer-e-morte-pela-doenca-afirmam-pesquisadores.html
25/08/2014
Reino Unido testa tratamento de 'única sessão' contra câncer de mama Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama que substitui semanas de radioterapia por uma única sessão está sendo avaliada pelo NHS (National Heath Service), o SUS britânico, e pode passar a ser oferecido aos pacientes na Inglaterra até o final do ano. No procedimento, chamado de radiação intraoperatória, uma dose de radiação é emitida por uma sonda inserida no interior do seio, depois de o tumor ser removido por meio de uma cirurgia. A sonda emite radiação do exato local da operação por cerca de 30 minutos. Caso seja aprovada pelo NHS, a novidade tem o potencial de beneficiará 36 mil pessoas no Reino Unido, além de ajudar o NHS a economizar dinheiro. Entretanto, o tratamento é adequado apenas para pacientes que estão no estágio inicial da doença. Atualmente, portadores de câncer se submetem a cirurgias para remover o tumor e depois pelo menos outras 15 sessões de radioterapia para aniquilar a doença. Única sessão Testes realizados em mais de 2 mil pessoas indicam que a técnica tem um efeito similar à radioterapia convencional. No entanto, como o procedimento foi desenvolvido recentemente, não há dados de longo prazo disponíveis sobre seus efeitos. Além de poupar visitas ao hospital, a dose única evitaria um dano potencial a órgãos como coração, pulmão e esôfago – um risco que o paciente corre durante a quimioterapia. O Instituto Nacional de Saúde e Assistência de Excelência (NICE, na sigla em inglês) afirmou que os prós e contras desse novo tratamento devem ser informados aos pacientes. Segundo Carole Longson, diretora de avaliação de tecnologia aplicada à saúde do instituto, por causa do ineditismo do tratamento, "seu uso deve ser avaliado cuidadosamente". "Dessa forma, conseguimos conscientizar os pacientes dos riscos e benefícios antes de escolher qual tratamento queiram ter, além de permitir aos médicos reunir mais informações sobre essa nova técnica". Na Grã-Bretanha, a ala de radioterapia de um hospital gasta cerca de 30% de seu tempo apenas com o tratamento de câncer de mama. Cerca de 12 mil mulheres morrem anualmente por causa da doença. No Brasil, o número de mortes devido ao câncer de mama supera 13 mil. Estimativas anteriores sugerem que uma mudança na radiação intraoperatória poderia liberar recursos e poupar 15 milhões de libras (R$ 57 milhões) por ano ao NHS. Entretanto, o equipamento necessário para executar o procedimento é caro. Cada sonda custa o equivalente a R$ 1,9 milhão. Em entrevista à BBC, o professor Jeffrey Tobias, o primeiro a usar a técnica nos hospitais da Universidade College London, criticou o atraso da Grã-Bretanha na utilização do novo procedimento. "Estamos ficando para trás. É uma grande pena. Na Alemanha, por exemplo, há 60 centros capazes de realizar esse tratamento. Aqui, temos apenas um", disse. Se aprovadas, as novas diretrizes podem passar a valer na Inglaterra até o final deste ano. Outros países que formam o Reino Unido (País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) têm prazos diferentes para a introdução do procedimento. Maior sobrevida Para Sally Greenbook, do instituto Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica que promove conscientização sobre o câncer de mama, quem tem radioterapia "vai ao hospital todos os dias, cinco dias por semanas por pelo menos três semanas". "Isso é extremamente inconveniente - é prejudicial para suas vidas, e a de suas famílias", disse ela à BBC. "Isso [o novo tratamento] significa que eles podem continuar com o resto de seu tratamento muito mais rápido, e ter uma maior sobrevida." Emma Greenwood, responsável pela Cancer Research UK, ONG que financia pesquisas voltadas para a cura do câncer no Reino Unido, disse: "Essa poderia ser uma boa notícia para pacientes com câncer de mama". "Uma única sessão de radioterapia no momento da cirurgia oferece um grande benefício, uma vez que reduz o número de visitas do paciente no hospital". "É essencial que aqueles que se submetam à radioterapia tenham acompanhamento médico por um longo período. O objetivo é garantir que essa dose única de quimioterapia seja tão eficaz quanto o tratamento padrão". "A radioterapia é um tratamento que já se comprovou eficaz, e esta técnica poderia oferecer outra opção valiosa para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial."Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2014/07/25/gra-bretanha-testa-tratamento-de-unica-sessao-contra-cancer-de-mama.htm