PALAVRA DO ESPECIALISTA

ENTREVISTA SOBRE MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS NEOPLASIAS MALIGNAS

Dr. Ricardo Caponero

1 - Quais os principais sinais e sintomas das neoplasias malignas?

Resposta: - Muitas das neoplasias malignas não produzem nenhum sintoma nas suas fases iniciais. Os sintomas surgem quando, com o aumento de volume da lesão, a neoplasia passa a causar disfunção em algum órgão. Por isso não se pode esperar pelos sintomas para fazer o diagnóstico precoce de câncer. E é por isso, também, que se recomenda mamografia, colpocitologia oncótica, colonoscopis, etc. em pessoas sem sintomas.

Já os sintomas de alarme para a presença de uma neoplasia maligna são:

a) Nódulos ou massas palpáveis (em qualquer parte do corpo), principalmente se indolores.

b) Mudança na coloração de pintas (ABCD - Assimetria, Bordas irrebulares, Cores múltiplas, Diâmetro acima de 5mm)

c) Alteração do hábito do funcionamento intestinal

d) Presença de sangramentos anormais (o único sangramento normal é a menstruação)

e) Aftas na boca que não cicatrizam em 3 a 4 dias

f) Dificuldade ou dor para engolir

g) Perda inexplicada de peso

h) Rouquidão persistente

Claro que só a presença de um desses sintomas não significa que haja uma neoplasia maligna, mas SEMPRE indicam uma investigação mais detalhada.

2- O que é a síndrome paraneoplásica?

Resposta: Síndrome paraneoplásica é um conjunto de sinais (o que o médico vê) e sintomas (o que o paciente sente) que acontece na presença de uma neoplasia mas sem estar diretamente relacionado a presença da massa tumoral. Alguns tumores secretam peptídeos que possuem atividade biológica e que podem alterar o metabolismo. Um exemplo disso é a secreção de hormônios relacionados ao paratormônio, que levam a hipercalcemia (paraneoplásica).

3 - Qual a sua importância clínica nas neoplasias malignas?

Resposta: A importância clínica das síndromes paraneoplásicas está no seu reconhecimento como sendo secundária a presença de uma neoplasia, e assim, chega-se ao diagnóstico da neoplasia principal, causa do problema.

 

4 - A síndrome de anorexia - caquexia é uma complicação frequente no paciente portador de neoplasia maligna, de que maneira ela se manifesta?

Resposta: A síndrome da anorexia caquexia aumenta de frequência na medida que as neoplasias avançam em estadiamento. Ela é rara nas neoplasias iniciais, mas vai se tornando mais frequente à medida que as neoplasias progridem. Ela também é mais frequente nos tumores do aparelho digestivo (principalmente pâncreas e estômago) e pulmão, mas é mais rara nas neoplasias de mama e doenças hematológicas.

A síndrome é causada por mudanças metabólicas decorrentes da secreção de inúmeros peptídeos (ex. TNF - Tumor Necrosis Factor) e da instalação de um estado pró-inflamatório. Paralelamente ocorrem uma sarcopenia (perda da massa magra) e perda do apetite (anorexia), que levam a perda ponderal progressiva. Uma vez instalada a caquexia (desnutrição severa) o processo é praticamente irreversível.

5 - Qual a relação de hipercalcemia e malignidade do câncer?

Resposta: A hipercalcemia ocorre pela presença de metástases ósseas osteolíticas (principalmente mieloma múltiplo) e pela secreção inapropriada de peptídeos relacionados ao paratormônio. Essas são circunstâncias de malignidade. No entanto, não há relação da hipercalcemia com a malignidade do tumor. Tumores bem diferenciados (benignos) da paratireóide (como os presentes nas neoplasias endócrinas múltiplas) podem causar hipercalcemia independentemente da malignidade. O que se diz habitualmente "hipercalcemia maligna" é a hipercalcemia grave (uma urgência oncológica dada sua letalidade se não tratada rapidamente) geralmente associada a uma neoplasia maligna.

6 - A febre é um dos sinais predominantes, podendo ser variável. Qual a explicação clínica para essa variação?

Resposta: Não, a febre só é um sintoma das neoplasias nos linfomas. Os linfomas com sintomas "b" apresentam febre, sudorese noturna, prurido ou perda ponderal. Não confundir com linfomas de CÉLULAS B.

A febre de origem maligna é um conceito muito questionado. Na maioria dos casos há uma lesão ulcerada para o exterior ou para o trato gastrintestinal que serve de porta de entrada para bactérias, assim como a presença de sondas e cateteres. Acredita-se, no entanto, que a necrose tumoral e o estado pró-inflamatório possa geral a febre de origem tumoral em alguns casos, mas ela é pouco frequente na prática.

7- A fadiga é o sintoma mais prevalente em pacientes com câncer avançado, quais os fatores que causam a fadiga?

Resposta: A causa mais provável da fadiga é o próprio estado pró-inflamatório. No entanto é importante diferenciar a fadiga como sintoma principal, da fadiga secundária a depressão, anemia, hipotireoidismo, hipogonadismo, etc.

8 - A dor é sintoma frequente nas neoplasias malignas, qual a sua causa?

Resposta: Da mesma forma que os outros sintomas, a dor é um sintoma ausente ou pouco frequente nas neoplasias iniciais, mas que vai se tornando mais frequente e de maior intensidade a medida que a neoplásia progride, chegando a atingir 80 a 90% dos pacientes com neoplasias avançadas ou metastáticas. Existem multiplas causas para a dor. As mais frequentes são as por nocicepção, dor visceral ou dor neuropática, sendo que muitas vezes a dor é mista. A dor por nocicepção ocorre em decorrência da prórpia destruição tecidual causada pela neoplasia. A dor visceral é secundária à distenção ou compressão de cápsulas ou visceras ocas. E a dor neuropática surge pela compressão ou destruição de ramos neurais.

DÚVIDAS FREQUENTES

Respostas para dúvidas frequentes de pacientes e familiares.

1) Existe câncer no coração? Por que e de que forma? Se não existe, por que?

Teoricamente é possível ter câncer em qualquer célula viva do organismo, ou seja, só não há câncer no cabelo e na unha.

O tumor mais frequente no coração é chamado de pseudomixoma atrial, que como o nome diz, costuma crescer no átrio.

O coração também pode ser sítio de metástases, mas felizmente esse é um fenômeno raro.

Normalmente o pseudomixoma é um tumor de comportamento benigno e que pode ser curado com a ressecção cirúrgica.

Não sabemos, assim como em muitas outras neoplasias, quais são as causas e porque esse tumor se forma.

2) O que significa Quimio mais forte? Seria a administração de medicamentos mais agressivos do ponto de vista dos efeitos colaterais, e para uma resposta mais imediata quanto ao tratamento do tumor?

A questão principal é definir o que é "mais forte". Para o médico "mais forte" pode ser um tratamento mais efetivo, enquanto para o paciente, "mais forte" pode significar um tratamento mais tóxico.

Então temos dois conceitos, eficácia e toxicidade.

Existem diversos tratamentos disponíveis e todos eles têm uma eficácia e uma toxicidade a ele associadas.

Vamos imaginar então 3 tipos de tratamento:

O tratamento "A" possui eficácia de 60% e toxicidade de 10%; O tratamento "B" possui eficácia de 80% e toxicidade de 40%; e o tratamento "C", eficácia de 40% e toxicidade de 2%. Qual utilizar?

A escolha depende da circunstância. Num paciente com muitos sintomas causados pela doença, a melhor escolha seria o "B". Nós aceitaríamos uma toxicidade maior para obter um benefício maior. Num paciente operado, sem doença, e que necessita de uma quimioterapia de "prevenção" (adjuvante), talvez preferíssemos o "A", que possui melhor "índice terapêutico" (a diferença entre a eficácia e a toxicidade). Num paciente mais debilitado, a melhor escolha poderia ser a "C".

Então, supostamente, uma "quimioterapia mais forte" é um tratamento associado a uma maior eficácia mas, provavelmente, também a uma maior toxicidade.

RECEBI O DIAGNÓSTICO. QUAL A PROVIDÊNCIA A TOMAR?

Câncer não é uma doença, é um nome genérico sob o qual se agrupam doenças de evolução muito distinta. Logo, o primeiro passo é entender que tipo de câncer foi diagnosticado. O ideal é, então, marcar uma consulta com um oncologista que irá esclarecer e interpretar o diagnóstico. Talvez sejam necessários mais alguns exames, quer para elucidar melhor o diagnóstico, quer para determinar de forma mais precisa o prognóstico.

O oncologista dará uma visão geral da situação e traçará um plano de ação a curto prazo.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS HPV EM MENINAS ENTRE 11 E 13 ANOS

A partir desse mês, a Secretaria Estadual de Saúde pretende vacinar mais de 800 mil meninas entre 11 e 13 anos contra o HPV (papilomavirus humano), causador de câncer de colo do útero.

A primeira dose estará disponível em mais de cinco mil postos de saúde até o dia 10 de abril. A segunda dose da vacina deve ser aplicada seis meses após a primeira e a terceira é prevista após cinco anos.
O vírus do HPV é contagioso e pode ser transmitido através das relações sexuais ou passado de mãe para filho durante a gestação.

CLINONCO NA MÍDIA

03/04/2014
Cáncer de mama: detectarlo a tiempo es vital El cáncer de mama es el más mortal para las mujeres en todo el mundo, tras el cáncer de pulmón: en el curso de toda la vida, a una de cada ocho mujeres se le diagnosticará cáncer de mama, según los informes de la biblioteca de medicina de Estados Unidos. Se trata de un cáncer que además está en aumento debido a la mayor esperanza de vida, el aumento de la urbanización y la adopción de modos de vida occidentales, alerta la OMS. Es frecuente tanto en los países en desarrollo como en los desarrollados, aunque en en estos últimos las tasas vienen creciendo más.la piedra angular es la detección temprana. Ello incluye tanto el conocimiento de los primeros signos y síntomas como la exploración clínica de las mamas (mamografía, ecografía de mamas) que deben realizarse de forma rutinaria. Para el doctor Ricardo Caponero, oncólogo de la clínica de oncología médica Clinonco, en Sao Paulo, Brasil, hace falta más prevención. "Cánceres como el de cuello de útero o el de colon pueden frenarse antes de aparecer por medio de pruebas como la colonoscopia o el Papanicolaou", explicó a Terra. "Estas pruebas detectan pólipos o lesiones precancerosas y pueden evitar la aparición del cáncer. La mamografía puede ayudarnos en la detección precoz, pero una vez que ya hay cáncer". Así explica el doctor por qué mientras disminuye la incidencia de cáncer de cuello de útero, las tasas de cáncer de mama siguen en aumento.  "Éxisten técnicas de prevención como la cirugía o tratamientos quimioterapéuticos para pacientes de alto riesgo", añadió el doctor, que se refirió específicamente al caso de la actriz Angelina Jolie. Que es el cáncer de mama Es el cáncer que comienza en el tejido mamario y existen dos tipos principales: El carcinoma ductal: comienza en los conductos que llevan leche desde la mama hasta el pezón. La mayoría de los cánceres de mama son de este tipo. El carcinoma lobulillar: comienza en partes de las mamas, llamadas lobulillos, que producen leche. En raras ocasiones, el cáncer de mama puede comenzar en otras áreas de la mama.Síntomas Causas y factores de riesgo Los implantes mamarios, el uso de antitranspirantes y el uso de sostenes con varillas no aumentan el riesgo de cáncer de mama. Tampoco existe ninguna prueba de un vínculo directo entre el cáncer de mama y los pesticidas.  - Edad y sexo: El riesgo de padecer cáncer de mama aumenta a medida que se envejece. La mayoría de los casos de cáncer de mama avanzado se encuentra en mujeres de más de 50 años. Los hombres también pueden padecer cáncer de mama, pero tienen 100 veces menos probabilidades.  - Antecedentes familiares de cáncer de mama: alrededor del 20 al 30% de las mujeres con cáncer de mama tienen antecedentes familiares de la enfermedad.  - Genes: Algunas personas tienen mutaciones genéticas que las hacen más propensas a enfermarse de cáncer de mama. Las mujeres con uno de estos defectos tienen hasta un 80% de probabilidades de padecer cáncer de mama en algún momento durante su vida.  - Ciclo menstrual: Las mujeres que inician tempranamente sus períodos menstruales (antes de los 12 años) o llegan a la menopausia tarde (después de los 55) tienen un riesgo mayor.  - Obesidad: aunque este vínculo no se ha comprendido por completo, la teoría es que las mujeres obesas producen más estrógenos, lo cual puede estimular la aparición de este cáncer.  - Sedentarismo: la falta de actividad física también se ha relacionado con un mayor riesgo.  - Consumo de alcohol: el consumo de más de 1 o 2 vasos de alcohol al día puede incrementar el riesgo.  - Parto: Mujeres que nunca han tenido hijos o que los tuvieron recién después de los 30 años tienen un mayor riesgo. Quedar embarazada más de una vez o a temprana edad reduce el riesgo.  - Terapia hormonal: las mujeres que han recibido hormonoterapia con estrógenos durante algunos años.   - Radiación: quien recibió radioterapia cuando era niño o adulto joven para tratar un cáncer del área del tórax.   - DES: Mujeres que tomaron dietilestilbestrol (DES) para evitar abortos. Esta droga se le suministraba a las mujeres entre los años 1940 y 1960.Prevención El  riesgo de padecer cáncer de mama se puede reducir realizando ejercicio físico de forma regular (al menos 4 horas a la semana), evitando el sobrepeso  y la obesidad tras la menopausia  y el consumo regular de alcohol. Por otro lado, el uso de tratamientos hormonales sustitutivos durante la menopausia se asocia a un incremento del riesgo de padecer cáncer de mama. Se recomienda evitar el tratamiento hormonal sustitutivo tras la menopausia. Si existe una historia familiar de cáncer de mama es conveniente que se pida Consejo genético, que permitirá determinar si se asocia con una mutación genética (BRAC1, BRAC2). En mujeres con riesgo muy elevado de desarrollar cáncer de mama existen varias opciones terapéuticas. La paciente, junto con su médico debe valoar las ventajas e inconvenientes de cada una de ellas y decidir qué opción es la más adecuada. Las posibilidades son la mastectomía profiláctica y la quimioprevención, como el doctor de la clínica Clinonco explicó a Terra. "Es el caso de Angelina Jolie, que presentó un riesgo de 84%. Si supieras que tienes un 84% de ser atropellado no saldrías a la calle, verdad?" compara el oncólogo. Detección precoz La mujeres deberán realizarse exámenes físicos rutinarios a partir de los 29 años, informa la Asociación Española Contra el Cáncer AECC. El médico examinará ambas mamas, las axilas y el área del cuello y del tórax) y mamografías de detección de alta calidad es la única manera de detectar el cáncer en estado percoz. La mamografía es una radiografía del seno. Las mamografías selectivas de detección (aquellas que se realizan rutinariamente a mujeres sin síntomas) pueden ayudar a reducir el número de muertes por cáncer de seno entre mujeres de 40 a 74 años de edad. Claro que estas pruebas no son infalibles y los tumores pueden llegar detectarse cuando ya estén en fase avanzada. Así lo explica el Instituto Nacional del Cáncer de Estados Unidos.  Otros exámenes son la resonancia magnética, la ecografía, la biopsia de mama y tomografía computerizada para ver si el cáncer se ha diseminado.¿Por qué crece más el cáncer de mama en los países ricos? Desde hace varias décadas, las tasas de cáncer de mama han aumentado más rápidamente en los países ricos que en los pobres, informó en 2013 la OMS. Los científicos se preguntan si esto es porque en los países de escasa renta hay menos diagnósticos porque no se realizan pruebas suficientes; sin embargo, se inclinan más a pensar que el fenómeno se debe al estilo de vida.  Por un lado el consumo de alcohol y la obesidad aumentan el riesgo de tener cáncer de mama, y por otro el tener hijos a edades tempranas -más propio de mujeres de países de renta baja y media- parece proteger contra la enfermedad.  El tratamiento de reposición hormonal y los anticonceptivos orales, ambos fuente de estrógenos, también son factores de riesgo. La alimentación preocupa a los expertos: se ha comprobado que las chicas con sobrepeso u obesidad tienden a entrar más temprano en la pubertad, y que además las chicas están entrando en la pubertad uno dos años antes que hace una generación. Esto es peligroso porque cuantos más ciclos tenga una mujer, mayor el riesgo de padercer cáncer de mama. De todas maneras esto no significa que los países de renta media o baja ofrezcan un panorama positivo: en América Latina las tasas de este tipo de cáncer se resisten a caer, informa la OMS.Acesse o link do Portal Terra USA: http://vidayestilo.terra.com/salud/cancer-de-mama-detectarlo-a-tiempo-es-vital,ba7f9be7e5915410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
25/03/2014
Prioridade para mamografia acima dos 50 ainda gera polêmica Entidades médicas e Ministério da Saúde permanecem num impasse quanto à idade recomendada para o rastreamento do câncer de mama por meio da mamografia. Em 2013, contrariando lei que dava acesso ao exame para mulheres a partir dos 40 anos, portaria do Ministério da Saúde baixou a faixa prioritária, fixando-a entre 50 e 69 anos. Em audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o assunto, o representante da Sociedade Brasileira de Mastologia, José Luís Francisco, disse que a mamografia deve ser feita anualmente em todas as mulheres depois dos 40 anos. Enquanto isso, o Instituto do Nacional de Câncer recomenda o exame a cada dois anos em mulheres entre 50 e 69 anos. As mulheres com menos de 50 anos podem fazer o exame pela rede pública, mas, para isso, precisam ter histórico familiar ou sintomas. Francisco ressaltou que o câncer de mama em mulheres mais jovens normalmente é mais agressivo. “[A portaria] é uma questão monetária, e não científica], disse o médico. Segundo ele, é fundamental diagnosticar e agir contra o câncer de mama enquanto ainda não se pode perceber o nódulo com o autoexame. O presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Entidades Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, (Femama), Ricardo Caponero, considera o diagnóstico precoce fundamental para a sobrevida da paciente. “Não tem dúvida de que o diagnóstico precoce traz sobrevida." Caponero citou pesquisa feita em Goiânia, segundo a qual 27% dos casos de câncer de mama ocorrem entre os 41 e os 50 anos de idade. De acordo com a pesquisa, casos da doença aos 50 anos giram em torno de 57%. “Se fizermos mamografia só a partir dos 50 anos, estaremos cobrindo 60% da população e deixando 40% descobertos. Lembrando que os 40% são mulheres mais jovens, que ainda têm filho para criar, o que gera um impacto social muito maior”, ressaltou Caponero. Para Patrícia Sampaio, representante do Ministério da Saúde na audiência, não há evidências de que o rastreamento do câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos reduza a queda da mortalidade. “O que levou o ministério a editar essa portaria não foi dinheiro, foi uma questão técnica de alta mortalidade por câncer de mama, que pode ser reduzida se a mamografia for feita na faixa etária correta.”, disse Patrícia. Ela acrescentou que só se pode instituir um programa de rastreamento em qualquer área se houver evidência científica clara de que ele vai trazer benefício à população. Segundo estudo apontado por Patrícia, o diagnóstico precoce em mulheres com menos de 50 anos não altera o tempo de vida da paciente. Ela destacou que a queda da mortalidade na faixa etária prioritária para o Ministério da Saúde ainda é baixa, porque o sistema de saúde continua fazendo muitas mamografias em mulheres de outras faixas etárias.  “Temos de fazer o exame na faixa prioritária, reduzir a mortalidade, e só depois discutir a questão da faixa etária”, afirmou. Lourdes Rodrigues foi diagnosticada com câncer de mama aos 37 anos. “Eu percebi que tinha um caroço no meu seio, e consegui fazer o teste no trabalho do meu marido, que tinha recebido um aparelho novo de mamografia e precisava de alguém para testar”. Lourdes precisou fazer esvaziamento da axila e retirar a mama. Passados dez anos, hoje ela faz parte do grupo Recomeçar, de mulheres que passaram por essa situação. “A maioria das mulheres do grupo teve câncer de mama com menos de 50 anos – muitas, como eu, com menos de 40. É muito difícil ver uma portaria como essa diminuindo as chances de mulheres como eu sobreviverem”, lamentou Lourdes.Acesse o link do Portal do Jornal do Brasil: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/03/25/prioridade-para-mamografia-acima-dos-50-ainda-gera-polemica/
21/03/2014
Refeição colorida: bom para a saúde! Não é preciso ser expert em nutrição para seguir uma dieta rica em vitaminas e minerais: basta consumir diariamente alimentos naturais e de cores diferentes. Outra vantagem de se guiar pelo colorido das frutas, verduras e legumes é que já se sabe que os pigmentos vermelhos, alaranjados, verdes e roxos têm a capacidade de combater os radicais livres e preservar a saúde. “As hortaliças devem ocupar 1/3 do prato. O restante deve ser dividido igualmente entre os alimentos energéticos, caso do arroz, da batata e do macarrão, e as proteínas, como carne, ovo e soja”, diz a nutricionista funcional Fernanda de Campos Prudente Silva, da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo. É ela quem lista os benefícios de cada cor nos alimentos:  √ Vermelho A turma do morango, do tomate e da melancia é fonte de carotenoides, que são os precursores da vitamina A, e alguns até de licopeno. Por isso, beneficiam o coração, a memória, a pele e os olhos.  √ Laranja O melão, a mexerica, a abóbora e a cenoura, entre outros, são fontes de carotenoides e de vitamina C, antioxidante fundamental para a proteção das células. Eles também são importantes para a saúde do coração, da visão e do sistema imunológico. √ Roxo Tanto a berinjela quanto a amora, o figo e o repolho roxo contêm vitaminas C e do complexo B, além de minerais como o potássio. Esses nutrientes são essenciais para a pele, os nervos, os rins e o aparelho digestivo, além de desacelerar o envelhecimento e dificultar a formação de coágulos no sangue.  √ Verde Os alimentos deste grupo, com destaque para as folhas, são ricos em cálcio, fósforo e ferro. Daí eles atuarem na promoção do crescimento, na prevenção da fadiga mental e no fortalecimento de ossos e dentes. √ Branco Nabo, cebola, goiaba branca e couve-flor são bons exemplos de alimentos ricos em vitaminas do complexo B e de flavonoides, que atuam na proteção das células. Além disso, participam na produção de energia e no funcionamento do sistema nervoso.Acesse o link do Portal Atmosfera Feminina: http://www.atmosferafeminina.com.br/Vida/Alimentacao/Nutricao_Avancada/Refeicao_colorida__bom_para_a_saude_
05/03/2014
Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha receio de perguntar até para o Google Levamos as dúvidas de leitores da MEN’S HEALTH – cuja privacidade foi mantida – para um seleto time de especialistas. As respostas estão aqui e o histórico deles de buscas na internet continua limpo. 1) Quando fico inseguro com meu desempenho sexual tomo pílula para disfunção erétil. Qual é o risco? Automedicação sem orientação médica pode virar um problema. Até em casos de resfriado. E recorrer ao comprimido quando não existe impotência sexual pode criar dependência psicológica do medicamento. Para homens saudáveis, o método mais eficaz para melhorar a performance é controlar a ansiedade. “O inimigo da ereção é a descarga adrenérgica, ou seja, a liberação de adrenalina e outras substâncias que promovem a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue para o pênis”, diz Pedro Ivo Ravizzini, urologista do Hospital Samaritano de São Paulo. Tente a técnica de respiração profunda para dar uma baixada na pilha – e uma levantada no amigão. 2) Minha namorada curte ficar com mulheres. É normal sentir atração por ambos os sexos? Por moralismo ou para tentar simplificar o mundo, as pessoas são classificadas como héteros ou homossexuais. “Porém, entre esses dois polos existem muitas variantes. Uma pessoa pode se sentir mais atraída amorosamente por um sexo e sexualmente pelo outro”, diz Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra de Porto Alegre e consultor da MH. Ou seja, ela pode ser apaixonada por você, mas ter tesão por outras mulheres – o que com você não deve ser diferente. Muitos diriam que você é um homem de sorte! 3) É arriscado a garota engolir sêmen? O gozo é composto, basicamente, por espermatozoides e secreções do testículo, da próstata e das vesículas seminais (duas glândulas localizadas no fundo da bexiga). “Se o homem está livre de doenças, não é nocivo. No entanto, o esperma pode ser um meio de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV”, alerta Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do Rio de Janeiro (Sburj). Para se proteger do risco de ser contaminada, o especialista recomenda que a garota sempre faça sexo oral com preservativo. Fora isso, é tranquilo! 4) Como aumento a quantidade de esperma e a potência do jato? “Fique alguns dias sem ejacular para acumular secreção, beba dois litros de água por dia, evite medicamentos com vasoconstritores (como os que combatem a congestão nasal), coma alimentos ricos em zinco (como ostras) e malhe regularmente”, diz Valter Javaroni, urologista e chefe do departamento de andrologia da Sburj. Para que o esperma saia em jatos, a musculatura que envolve a uretra deve se contrair e a parte de trás do canal se fechar – ações que não são voluntárias. 5) Qual é a melhor forma de fazer minha parceira gozar? Não existe uma forma melhor que outra, isso depende de cada mulher. “Sua parceira precisa se sentir segura o suficiente para conseguir falar abertamente sobre o que gosta ou não de fazer na cama”, diz Miriam Barros, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo. Uma maneira bastante comum de a mulher atingir o orgasmo é por meio da estimulação clitoriana – seja com os dedos, seja com sexo oral. 6) Por que as mulheres acham que os homens estão sempre dispostos a transar? Nossa cultura, bastante machista, disseminou essa ideia. Tal crença, muitas vezes, é passada pela educação que recebemos, sem que percebamos. “O resultado é que homens e mulheres acreditam que é assim que o verdadeiro macho deve ser, gerando expectativas, cobranças e pressões incompatíveis com uma vida sexual plena e saudável”, diz Jussania Oliveira, terapeuta sexual de São Paulo e consultora da MH. Portanto, não caia nessa! Sexo bom é quando os dois lados estão a fim. 7 Minha namorada só fica excitada assistindo a filmes pornôs. Isso é ok? Cenas eróticas servem como um estimulante visual e facilitam a excitação, como tantos outros estímulos – sejam eles visuais, sensoriais ou até aquele susurro e gemido ao pé do ouvido. “A preferência da sua parceira pode ser algo que contribua para as fantasias e práticas sexuais dela. Muitas garotas assistem a esses filmes sozinhas até para se masturbar”, diz Jussania. Talvez elas usem essas cenas como inspiração na hora H. Veja pelo lado positivo! Se não, é preciso observar como o casal lida com a questão – principalmente quando o clima pede uma transa mais romântica e não tão explícita. Se for preciso, assuma o controle (pelo menos do controle remoto) e capriche nas preliminares para que ela sinta de olhos fechados o que antes precisava ver para sentir. Sacou? 8) Afinal, sexo anal é doloroso para elas ou não? Depende. “Pode ser muito doloroso se a mulher não estiver bastante excitada e relaxada”, diz Miriam. O homem deve ter muito jeito e cuidado para isso, pois no sexo anal a mulher precisará de muito mais preliminares e estimulação, tanto antes quanto durante a penetração. 9) Meu pênis machuca as mulheres. Qual é o tamanho ideal? “O pênis ereto mediano varia de 10 a 15 cm na população brasileira. A profundidade da vagina, de 12 a 15 cm”, diz Viviane Poubel, sexóloga e diretora da clínica Urogin, em Brasília (DF). Se existe uma desproporção anatômica entre o casal, a mulher vai sentir dor no sexo por causa da batida do pênis no colo do útero. “Nesse caso, prefira posições com penetração não tão profunda. Ou tente fazer com a parceira por cima, pois ela pode controlar a situação.” 10) Qual é a melhor posição para retardar a ejaculação? “A ejaculação precoce é causada por três razões: ansiedade, alta sensibilidade da glande e fraqueza muscular do assoalho pélvico (que sustenta e controla a ereção e a micção)”, diz Viviane. Não existe uma posição que facilite esse controle, mas você pode tentar, quando sentir que o orgasmo está próximo, contrair os músculos da pélvis – como quando você quer prender a urina. “Depois de um tempo treinando, você vai perceber que o clímax vai dar uma abaixada.” 11) Tenho preferência por transar com prostitutas. Isso é saudável? Não há problemas em gostar de sair com garotas de programa. A cilada começa quando essa se torna a única opção para fazer sexo. “Aí, seu ‘cardápio sexual’ se estreita, o que causa bloqueios na área amorosa e na autoestima”, diz Carrion. Você fica condicionado a pensar que só consegue ter uma mulher se pagar. “Tem a ideia de ser rejeitado se não tiver dinheiro para bancar.” 12) Não gosto de inventar posições. Curto o básico papai e mamãe. Sou normal? Sim, claro que é. Mas, pelo jeito, é acomodado também. Se sua parceira estiver satisfeita com o papai e mamãe tudo bem, sem problemas. “Se ela começar a reclamar que está sem graça ou monótono, é bom você sair dessa zona de conforto e, aos poucos, experimentar algumas posições diferentes”, sugere Miriam. 13 Brinquedos sexuais me dão um bloqueio na cama. Por quê? “Talvez por insegurança. Você vê esses produtos não como acessórios, e sim como rivais”, diz Carrion. Saia dessa: sex toys são aliados do prazer (sobretudo para ela). “Ela nunca vai preferir os brinquedos a você”, diz Carrion. Porém, se brincar com um vibrador junto dela for desafiador, vá de estimulador clitoriano. Ele tem tamanhos e formas nada intimidadoras – como uma singela borboleta. 14) Não gosto de fazer sexo oral nela. Como driblar a situação? Antes, é importante saber por que você não gosta. Se o incômodo for causado pelo odor, por pelos excessivos ou higiene, dá para bater um papo com a parceira e repensar o caso. “Se você realmente não gosta e não encontra um motivo, tudo bem: ninguém é obrigado a fazer o que não quer no sexo”, diz Miriam. Até porque a mulher percebe quando a situação ocorre por obrigação. Tente encontrar outras partes do corpo dela que você curta e que sejam sensíveis. O mais importante é a forma como você faz, e não exatamente o que faz ou deixa de fazer. 15) Minha parceira diz que fica mais excitada quando sente dor. Há alguma explicação científica? Em 1919, o austríaco Sigmund Freud identificou no masoquismo os impulsos de autodestruição, a pulsão de morte. Robert Stoller, psicanalista americano que viveu até 1991 e atuou na Universidade de Medicina da Califórnia (EUA), considera o masoquismo um recordar de fantasias passadas, transferidas para a realidade. Ou seja, fantasias infantis “encenadas” na realidade atual. Na revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, as práticas sadomasoquistas, caso não atrapalhem as relações sociais e de trabalho da pessoa, são consideradas formas de expressão sexual adulta. “O importante é que a prática ocorra de comum acordo e seja excitante para o casal”, diz Jussania. Nesse caso, relaxe e aproveite! 16) Sexo oral dá câncer de boca? Cigarro e álcool ainda são os dois maiores fatores de risco. Embora a taxa de tabagismo no Brasil tenha reduzido quase 50% nos últimos 25 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o aparecimento de alterações celulares (neoplasia) na boca subiu. “Estudos sugerem que o HPV pode ser responsável por até 50% dos tumores na cavidade oral”, diz Emerson Neves dos Santos, oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco), em São Paulo. Atenção: “O risco de neoplasia quando se faz sexo oral em alguém contaminado é de duas a três vezes superior do que com alguém livre do vírus.” 17) Ela pode engravidar só com preliminares? Sim! A uretra (canal dentro do pênis) serve de caminho tanto para a urina quanto para o sêmen. “Antes da ejaculação, o homem libera um líquido parecido com muco, que possui a função de higienizar e neutralizar o pH ácido da uretra por causa da urina que passou ali. Esse líquido pode conter espermatozoides, mesmo que em mínima quantidade”, explica Stephanie Roca Volpert, ginecologista da clínica Studio Ser, em São Paulo. Para não ter surpresas, vista o amigão antes de partir para a festa. 18) Como faço para que a camisinha não seque no sexo?   “Se a parceira estiver excitada, ela estará úmida e o preservativo não irá secar. Mas, se acontecer, você pode usar lubrificantes”, indica Stephanie. “O ideal é comprar um à base de água (que não causa alergias) e que tanto pode ser colocado na camisinha quanto na entrada da vagina, sempre que for necessário”, diz Daniela Gouveia, ginecologista da Clínica Vivid, em São Paulo. Fique de olho: se ela secar sempre, vale checar com um ginecologista se a parceira não tem alergia ao látex do preservativo. 19) Depois que minha parceira goza, o lençol fica encharcado com um líquido que não é urina. Então, o que é? “É secreção com gozo dela”, diz Daniela. De 1 a 2% das mulheres liberam líquido em grande quantidade durante o orgasmo. Isso significa que a garota conseguiu ter uma ejaculação (também conhecida como squirting). “Existem muitas dúvidas sobre a composição desse líquido”, diz Stephanie. “Pode se tratar de urina mais diluída e, por isso, não apresenta cor e odor característicos. Ou de lubrificantes de uma glândula parauretral, chamada glândula de Skene, também conhecida como próstata feminina, que durante o orgasmo se contrai e libera um líquido semelhante ao ejaculado pelo homem.”Acesse o link do Portal da Revista Men´s Health: http://menshealth.abril.com.br/sexo-e-relacionamento/sexo/tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-sexo-mas-tinha-receio-de-perguntar-ate-para-o-google/

CÂNCER NA MÍDIA

21/03/2014
Descoberta surpreendente traz esperança de cura do câncer   A proteína CD95 enfraquece os tumores. Mas sua eliminação total faz as células cancerosas morrerem, descobrem cientistasSão Paulo - Uma nova descoberta pode mudar o tratamento do câncer nos próximos anos. Médicos americanos da Northwestern University identificaram uma proteína cuja eliminação mata apenas as células cancerosas - sem afetar as células sem a doença. Responsável pelo processo natural de auto-destruição das células, a CD95 vinha sendo usada até agora para combater tumores. Os cientistas esperavam que as células cancerígenas fossem se desenvolver mais rapidamente sem essa proteína. Mas um experimento mostrou que acontece o contrário disso. "Mas, quando nós a removemos das células com câncer, elas morreram, em vez de proliferar", afirma Marcus Peter, professor de oncologia da Northwestern University, em nota sobre o estudo publicada pelo site Eureka Alert. Um artigo sobre o trabalho de Peter e sua equipe foi publicado na última edição da Cell, publicação inglesa da área de ciência. DICE Nos experimentos realizados, a retirada da CD95 resultava num aumento do tamanho das células com câncer e outros problemas que geravam danos ao seu DNA. Por conta disso, as células doentes terminavam morrendo quando tentavam se dividir em duas. Os cientistas batizaram o procedimento de DICE (sigla em inglês para Morte induzida por eliminação da CD95). "DICE matou todas as células com câncer que testamos e não encontramos nada que pudesse evitar isso. Segundo ele, a nova técnica é um caminho promissor para matar células com câncer. Um ponto a favor de DICE é o fato da retirada da CD95 não afetar a vida posterior do tecido, comprovado por testes em ratos.  Se desenvolvida, a descoberta pode se tornar uma importante arma no combate ao câncer. Só em 2012, a doença matou mais de 8 milhões de pessoas em todo mundo - segundo dados da Organização Mundial da Saúde.Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/descoberta-surpreendente-traz-esperanca-de-cura-do-cancer
20/03/2014
Células do corpo podem 'aprender' a destruir tumores Células de pacientes com câncer podem “aprender” a destruir alguns tipos de tumores. Um estudo norte-americano divulgado nesta quarta-feira, dia 19, pela publicação científica Science Translational Medicine, reforça o potencial da técnica, chamada imunoterapia, no combate a alguns tipos de tumores sanguíneos. Das 16 pessoas que foram submetidas ao procedimento durante o estudo, 14 apresentaram remissão da doença ( quando não há sinais de atividade do tumor) sem o auxílio de outros tratamentos, o que significa que a técnica obteve sucesso em 88% dos casos. A imunoterapia é pesquisada pelos cientistas há várias décadas, com aplicação para outras doenças, mas os resultados mais promissores apareceram apenas recentemente. A terapia, que em 2013 foi considerada o maior avanço do ano pela publicação Science, consiste em modular as células do sistema imunológico do próprio paciente para reconhecer e destruir células do câncer – no caso do estudo atual, o objetivo era atacar tecidos de um tipo de tumor sanguíneo chamado leucemia linfoblástica aguda (LLA). “Esse é um fenômeno que pode representar uma reviravolta paradigmática na forma como tratamos o câncer”, diz Renier Brentjens, coordenador do estudo. No trabalho, os pesquisadores do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, em Nova York, lembraram que o câncer do tipo LLA, embora seja uma variedade com boa perspectiva de tratamento, muito frequentemente faz com que os pacientes se tornem resistentes à quimioterapia e apresentem recaídas. Na pesquisa divulgada nesta semana, todos os voluntários estavam nessas condições quando experimentaram a imunoterapia: ou haviam sofrido recaída ou tinham desenvolvido resistência ao tratamento quimioterápico. Células reprogramadas A idade média dos voluntários tratados com a imunoterapia no estudo era de 50 anos. Eles receberam versões geneticamente modificadas de suas próprias células de defesa, que foram reprogramadas para atacar as células cancerígenas. No procedimento, algumas células de defesa do paciente, chamadas de células T, foram alteradas com uma espécie de gel. Assim, elas se tornaram capazes de identificar a proteína CD19, presente nas células dos tumores, e atacaram essas estruturas. As células T em seu estado natural costumam defender o organismo contra vírus e bactérias, mas têm pouca atividade contra tumores sanguíneos. No estudo, a remissão da doença mais duradoura foi de dois anos, conforme descreveram os cientistas no artigo da Science Translational Medicine. No ano passado, a equipe de Brentjens já havia divulgado os primeiros resultados promissores da aplicação da técnica, quando cinco pacientes adultos foram curados após o tratamento. Agora, os pesquisadores querem descobrir se o mecanismo da imunoterapia poderia ser eficaz contra outros tipos de tumores. *Os pesquisadores declararam no artigo que não há conflito de interesses no estudoAcesse o link do Portal Estadão: http://blogs.estadao.com.br/pilulas/categoria/cancer-2/
11/03/2014
Histórias de Carinho: mães de crianças com câncer raspam a cabeça em campanha inspiradora Nenhuma mãe no mundo está preparada para receber a notícia de que um filho está com câncer. A vida vira de cabeça para baixo e, na maioria dos casos, cabe à mãe o papel de segurar as pontas e assumir o cuidado quase que integral da criança. Com muita bravura, essas mulheres decidem largar o emprego ou se dividem entre a casa, o trabalho e o hospital. Viver as incertezas inerentes à doença faz parte da luta e elas estão preparadas para enfrentar a dura jornada e só voltar à rotina quando o filho estiver forte, feliz e curado. E como o amor materno é maior que tudo, um grupo de 46 mães decidiu criar a campanha “46 Mommas”, que tem o objetivo de aumentar a conscientização e levantar fundos para financiar as pesquisas dessa terrível doença. São mulheres dos Estados Unidos e Canadá, de diferentes origens, crenças e estilos de vida, mas com uma coisa em comum - o câncer infantil. O número 46 não foi escolhido ao acaso. De acordo com uma pesquisa norte-americana, todos os dias 46 mães recebem a notícia de que um filho foi diagnosticado com câncer. Assim, para representar todas as mães que enfrentam a luta contra a doença, um time de mulheres entra em ação a cada ano para raspar a cabeça, apoiar as crianças e arrecadar o dinheiro necessário. Ser careca nunca foi tão bonito - Mães apóiam seus filhos e arrecadam mais de um milhão para as pesquisas Na primeira edição, em 2010, a equipe inaugural de “mamães carecas” estabeleceu - e atingiu - a meta de um milhão de dólares. Assim como ocorreu nos anos seguintes, esse valor foi transferido para a The St. Baldrick's Foundation, que se encarrega de repassar a quantia para organizações ao redor do mundo que cuidam de estudos importantes da doença. A ideia por trás do evento é que um grande grupo de mulheres raspando a cabeça gere curiosidade e chame a atenção da mídia, sensibilizando mais e mais pessoas. Segundo os organizadores, a campanha é muito importante pois o montante arrecadado vai além das fronteiras norte-americanas. Os estudos e avanços para achar a cura do câncer infantil irão beneficiar crianças do mundo todo. No evento do ano passado, em San Antonio, Texas, a meta foi ultrapassada e as 46 mães arrecadaram mais de um milhão e 250 mil dólares para as pesquisas. A edição 2014 já está marcada para acontecer na cidade de Boston, no estado de Massachusetts, no dia 27 de julho.Acesse o link do Portal MSN: http://estilo.br.msn.com/carinho/hist%C3%B3rias-de-carinho-m%C3%A3es-de-crian%C3%A7as-com-c%C3%A2ncer-raspam-a-cabe%C3%A7a-em-campanha-inspiradora
25/02/2014
Vitamina E e beta-caroteno, ineficazes contra câncer e doenças cardíacas WASHINGTON, 25 Fev 2014 (AFP) - As vitaminas E e o beta-caroteno não fornecem proteção contra o câncer e as doenças cardíacas, avaliou um grupo de trabalho dos serviços de prevenção dos Estados Unidos em um relatório publicado nesta segunda-feira, no qual recomendou que se mantenha uma dieta balanceada.Ao atualizar um estudo datado de 2003, os cientistas acrescentaram as vitaminas E e o beta-caroteno à lista de complementos ineficazes para combater estas duas doenças, as mais mortais nos Estados Unidos, e advertiram que seu consumo pode, inclusive, causar mais problemas."O beta-caroteno pode ser nocivo porque aumenta o risco de câncer de pulmão em pessoas que já têm alto risco" de sofrer da doença, disse o co-presidente do grupo de trabalho, Michael LeFevre, ao apresentar as conclusões do estudo baseado em várias pesquisas prévias.A presidente do grupo, Virginia Moyer, acrescentou ter concluído que não "há evidência para determinar se tomam substâncias nutritivas, sozinhas ou combinadas, ajuda a prevenir doenças cardiovasculares ou o câncer".Apesar das advertências regulares sobre a falta de provas sobre os efeitos das vitaminas, muitas pessoas continuam tomando-as. Entre 2007 e 2010, cerca da metade dos americanos adultos tomava pelo menos um complemento vitamínico.As mulheres grávidas são aconselhadas em muitas ocasiões a tomar vitaminas contendo ácido fólico, enquanto aos idosos se recomenda que tomem vitaminas D para fortalecer os ossos.Ao invés de suplementos, o grupo aconselha manter uma dieta balanceada, com frutas, verduras, cereais, produtos lácteos sem muita gordura e peixe.Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2014/02/24/vitamina-e-e-beta-caroteno-ineficazes-contra-cancer-e-doencas-cardiacas.htm
17/02/2014
Aumentam os casos de câncer de pênis; conheça os sintomas O câncer peniano, em comparação ao de próstata e o de testículos, tende a ser cada vez mais raro. Mas, depois que a instituição Orchid divulgou que este tipo de tumor, que é pouco conhecido, cresceu 21%, é importante que os homens estejam atentos aos sintomas mais comuns. As informações são do site do Huffington Post. A pesquisa patrocinada pelo órgão e conduzida por especialistas em câncer peniano do Reino Unido oferece uma perspectiva única sobre a doença, ainda pouco compreendida. “O câncer peniano é raro quando comparado com outros tumores masculinos e, por isso, as estatísticas sobre o diagnóstico e as taxas de sobrevivência a longo prazo são difíceis de encontrar”, afirma o autor do estudo, Manit Arya. Segundo ele, o levantamento traz os resultados mais robustos e atualizados em termos de tendência de incidência, mortalidade e sobrevivência. Entre os sintomas, estão nódulos indolores; úlceras que não cicatrizam; sangramentos; erupções vermelhas no prepúcio; dificuldade para afastar o prepúcio (fimose); odor incomum; mudança de cor inexplicável na pele; e inchaço dos gânglios linfáticos na área da virilha. A estimativa é que existam 500 casos da doença no Reino Unido no próximo ano, de acordo com o Cancer Research UK. Se o câncer peniano for detectado precocemente, as chances de cura são bastante altas. Rebecca Porta, chefe-executiva da Orchid, destacou a importância do diagnóstico precoce. “É muito importante que os homens estejam conscientes sobre os sinais e aqueles com sintomas preocupantes devem procurar assistência médica o quanto antes", explicou. O diagnóstico precoce pode passar despercebido por profissionais de saúde ou ainda ser confundido com uma doença sexualmente transmissível ou ainda uma condição benigna de pele. No entanto, quando detectada a doença, é possível buscar as melhores opções de tratamentos. A cirurgia peniana já é possível e os homens já não precisam ser submetidos à amputação total ou parcial do órgão. Causas A causa exata do câncer peniano não é conhecida, mas os fatores relacionados abaixo estão associados ao aumento do risco. - HPV: as verrugas genitais estão relacionadas a um risco seis vezes maior do câncer de pênis. - Cigarro: o risco de um homem desenvolver este tipo de tumor é maior entre os que fuma, o que sugere que o cigarro atua como um fator de risco. - Pênis não-circuncidado: este tipo de câncer é muito menos comum entre homens que tiveram o pênis circuncidado logo após o nascimento. Homens que não fizeram a ciruriga podem encontrar uma dificuldade maior em deslocar a pele para poder lavar, o que pode resultar em uma má-higienização da área. Acesse o link do Portal Terra: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/aumentam-os-casos-de-cancer-de-penis-conheca-os-sintomas,6a7288d819144410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html