COMO PREVENIR CÂNCER DE PRÓSTATA?

Devem-se considerar dois aspectos na prevenção do câncer da próstata. O primeiro, prevenção propriamente dita, utiliza procedimentos que reduzem a probabilidade do aparecimento do câncer de próstata. Estão relacionados com a alimentação, estilo de vida e uso de medicamentos capazes de reduzir este risco.

A prevenção primaria se alicerça em alguns medicamentos, geralmente anti-hormônios que reduzem o risco de desenvolver o câncer em aproximadamente 25% dos pacientes de alto risco, a saber, homens que tenham história de câncer de próstata na família ou que apresentaram certas doenças benignas da próstata.

O segundo aspecto trata-se na realidade da busca pelo diagnostico mais precoce, permite o tratamento em fases mais curáveis da evolução desta moléstia.

Baseia-se no exame médico com toque da próstata e na dosagem sanguínea do PSA. Se o toque identificar nódulos ou se o PSA dosado se encontrar elevado, o paciente é submetido a uma biópsia guiada por exame de ultrassonografia.

Confirmando-se o diagnostico de câncer de próstata precoce, o paciente  é então, submetido a tratamento curativo por meio de cirurgia ou de radioterapia. Esta modalidade de prevenção é muito eficiente para reduzir a mortalidade pelo câncer de próstata, pois permite um diagnostico sem ter ocorrido disseminação da doença.

EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a técnica utilizada. Na chamada quimioterapia branca, usada no câncer de mama, ovário, útero e pulmão, é comum ter reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento nas mãos e nos pé e queda de cabelo. Os fios e os pelos também caem com a quimioterapia vermelha, recomendada nos casos de câncer de mama, estômago, bexiga e de ovário, que ainda pode provocar enjoo, anemia, aftas e inflamações na região da boca.

SAL EM EXCESSO E CÂNCER DE ESTÔMAGO

O excesso de sal favorece o aparecimento de câncer de estômago e do trato urinário. Daí a importância de tirar o saleiro da mesa e evitar o sódio escondido no refrigerante e no conservante de alimentos congelados, enlatados, pré-preparados, embutidos e defumados, inclusive os que têm apelo saudável, como hambúrguer vegetariano congelado, sopa light de pacote, peito de peru e bacalhau.

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CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ. O QUE FAZER?

Apesar de não ser comum, o câncer pode aparecer durante a gravidez, especialmente nos seios. Nesses casos, para não prejudicar o bom desenvolvimento do feto, os médicos costumam recomendar a cirurgia. Afinal, a radioterapia é contraindicada durante toda a gestação e a quimioterapia, no primeiro trimestre. Regra geral, os exames de pré-natal podem ser realizados, desde que com o devido cuidado. Daí, a importância de respeitar as consultas com o obstetra e o oncologista.

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28/11/2016
HPV nas formas mais graves pode favorecer câncer de colo do útero Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre pessoas do sexo feminino, sendo responsável pela morte de 275 mil mulheres por ano. No Brasil, em 2013, são esperados 18.000 casos novos, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer do colo do útero é raro em mulheres com menos de 30 anos e o número de casos aumenta progressivamente, até ter seu pico na faixa de 45 a 50 anos. Esse tumor é caracterizado pelo crescimento desordenado de células do tecido do colo do útero, podendo invadir estruturas e órgãos próximos ou à distância. Há dois principais tipos de câncer do colo do útero: o carcinoma epidermoide, tipo mais comum e que representa cerca de 80% dos casos, e o adenocarcinoma, tipo mais raro. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e apontados como causa de tumores malignos. Os vírus são o HPV16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A infecção pelo HPV é muito comum. Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la ao longo de suas vidas. Importante lembrar, no entanto, que a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não único, para o desenvolvimento do câncer uterino. Além da infecção pelo HPV, outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar no desenvolvimento do câncer. Desta forma, o tabagismo, a iniciação sexual precoce, a multiplicidade de parceiros sexuais, a multiparidade e o uso de contraceptivos orais são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero. A transmissão do vírus HPV ocorre principalmente por contato direto, ou seja, através do contato da pele ou mucosa com tecido infectado, incluindo contato genital direto e contato pele-pele. Na maioria das vezes a infecção cervical pelo HPV é transitória e regride espontaneamente, entre seis meses a dois anos após a exposição ao vírus. Nos casos nos quais a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas, cuja identificação e tratamento adequado possibilitam a prevenção do câncer. O câncer do colo do útero necessita de muitos anos para se desenvolver. É uma doença de desenvolvimento lento, que pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados. As alterações das células do câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. Outras formas de detectar o câncer de colo uterino são: . Exame ginecológico . Citologia oncótica: é o principal método de rastreamento do câncer, no qual pesquisa-se células cancerosas. . Colposcopia e biópsia dirigida: são etapas fundamentais , tendo a primeira a finalidade de delimitar a extensão da doença no colo e na vagina e a segunda, a confirmação do diagnóstico. A prevenção do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha) durante a relação sexual protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal. A imunidade natural (defesa que o corpo cria após exposição ao vírus) não é muito eficaz, permitindo reinfecções com o mesmo tipo de vírus em outros momentos da vida. A adoção das vacinas anti-HPV não substitui o rastreamento pelo exame preventivo (Papanicolaou), pois elas não oferecem proteção para 30% dos casos de câncer de colo do útero causados por outros subtipos de HPV. A redução da incidência do câncer de colo uterino depende de uma educação pública que visa reduzir a exposição do vírus, combinado com política de vacinação eficiente.   * Texto escrito em coautoria com o oncologista Emerson Neves dos SantosAcesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17106-hpv-nas-formas-mais-graves-pode-favorecer-cancer-de-colo-do-utero
24/11/2016
Ao usar tampão como Titi, Bruno Gagliasso mostra solidariedade e empatia Uma foto postada por Bruno Gagliasso em seu Instagram chamou atenção do público. O ator decidiu usar um tampão no olho em solidariedade à filha, Titi, 3 anos, que passa por tratamento oftalmológico. "Hoje ela preferiu o azul, e eu, o rosa", escreveu o artista na rede social, usando a hashtag “um por todos e todos por um”. Até o momento, a postagem teve 313 mil curtidas e mais de 7.500 comentários. Para especialistas ouvidos pelo UOL, a atitude de Gagliasso demonstra empatia e solidariedade e pode ter um efeito positivo sobre a saúde da filha. “O apoio dos familiares e amigos de uma criança ou adolescente que esteja passando por qualquer tratamento médico é fundamental. A solidariedade tem um impacto positivo nas condições psicológicas, na autoestima e na adesão ao tratamento, muitas vezes doloroso e demorado”, afirma a médica Adriana Loureiro, membro do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Não é a primeira vez que a foto de um pai “copiando” um problema de saúde do filho viraliza na internet. O americano Josh Marshall ficou famoso após fazer uma tatuagem na cabeça reproduzindo a cicatriz do filho, Gabriel, que passou por uma cirurgia para retirar um tumor no cérebro. Também são comuns casos de pessoas que raspam a cabeça para se parecerem com filhos que lutam contra o câncer. Tudo bem ser diferente Para a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, esse tipo de iniciativa tem o objetivo de mostrar que tudo bem ser ou estar diferente. “Atitudes empáticas e afetivas são sempre saudáveis para as crianças, pois internações e doenças na infância são situações muito difíceis", explica. Por isso, tudo que possa torná-las mais leves ajuda a criança a aderir ao tratamento e a dar um novo significado para uma experiência dolorosa. Na opinião da psicóloga Cynthia Wood, pai e mãe sabem como é difícil ver o filho sofrer e costumam dizer que prefeririam que a dor fosse neles e não na criança. “Muitas vezes, a demonstração de afeto alivia um pouco o sofrimento do filho.” Segundo Gabriela Malzyner, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae em São Paulo, solidariedade dos pais não é um impeditivo para que o filho aprenda a lidar com suas questões. “É apenas uma forma de ser empático. Ele terá de enfrentar as dores da vida de qualquer forma, esse parece ser apenas um jeito de suavizar o sofrimento.” Gabriela diz, entretanto, que é sempre importante explicar para a criança o que está acontecendo com ela. “O recurso lúdico ajuda a compreender com mais leveza a própria situação. Por isso, é importante brincar de faz de conta, ler livros que retratem eventos semelhantes e desenhar.” Paloma Vilhena acrescenta que não dar nenhuma informação ou orientação, deixa a criança à mercê dos próprios pensamentos e sentimentos, que podem ser equivocados. Em casos de tratamentos de saúde invasivos e dolorosos, é indicado buscar ajuda psicológica para que a criança consiga passar pela dificuldade sem traumas, diz Cynthia. Antes de postar a foto do filho que passa por tratamento médico em uma rede social, é preciso refletir. “Tudo o que é postado na internet ganha uma proporção incalculável. O impacto pode ser positivo, mas também negativo, pois não se pode agradar a todos”, afirma Paloma. A psicoterapeuta recomenda que os pais questionem se estão tomando essa atitude para ajudar, de fato, o filho ou para causar uma boa imagem. “Conhecendo a personalidade da criança, pergunte-se se ela vai se sentir exposta, constrangida ou acolhida.”Acesse o link do Portal UOL: http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/11/24/ao-usar-tampao-como-titi-bruno-gagliasso-mostra-solidariedade-e-empatia.htm
07/11/2016
Férias: opções para os pais que trabalham durante o período Final de ano é sinal de que as férias escolares estão chegando e que, em pouco tempo, as crianças estarão cheias de energia para gastar com a família. No entanto, o recesso dos pais nem sempre acontece na mesma época do descanso dos filhos. Nesse caso, o que fazer? Separamos algumas sugestões para garantir a diversão delas, mesmo que os pais não consigam estar presentes durante o dia. Veja a que se encaixa no seu orçamento, o que tem mais a ver com o seu filho e comece a se planejar. Passar o dia com os avós Quando os seus pais têm disponibilidade de ficar com as crianças, vale a pena cogitar essa opção. Além de ter um baixo custo, contribui para o desenvolvimento emocional da criança, o que também facilita os desenvolvimentos intelectual e motor. A troca de experiências ainda contribui para um melhor aprendizado da criança, que receberá uma grande dose de amor e afeto - isso sem falar em toda a diversão! Contar com uma rede de apoio envolvendo amigos e familiares é importante para sustentar o crescimento saudável. No caso de avós mais velhos, é importante observar se passar o dia acompanhando os netos não será muito cansativo. Crianças, especialmente as mais novas, exigem bastante atenção e energia, então cuidado para não exigir demais das outras pessoas. Babá temporária É mais fácil manter a rotina da criança quando uma pessoa é contratada com a finalidade de cuidar dela. Assim, dá para orientá-la da maneira como os pais preferem quanto aos horários, à alimentação, aos passeios, etc. Dependendo da agenda e do dia a dia dos pais, ela não precisa passar o dia todo em casa. Se essa for a sua escolha, é importante garantir que a pessoa contratada seja paciente e saiba desempenhar bem o serviço. No caso das profissionais temporárias, vale investir em um período de adaptação, com a presença de um familiar e da babá, para que a criança possa conhecê-la com calma antes de ficar sozinha com ela. Se não puder combinar um dia, nem que seja no fim de semana, para que e babá vá até a sua casa antes de começar efetivamente o período de férias do seu filho, peça para um dos avós ou algum parente ou amigo com quem a criança tenha familiaridade fique junto nos primeiros dias. Os pais podem pensar na possibilidade de contratar uma babá para qualquer criança que dependa dos cuidados de um adulto em período integral. Considerando que o período será de férias, dê um alívio à rigidez e garanta que seu filho tenha momentos de contato com o mundo externo: ir ao parque, passear em uma biblioteca, encontrar um amigo para brincar. Uma diária com a babá, geralmente, fica entre R$ 130 e R$ 150. Dependendo do período de contratação, é possível fechar um pacote e negociar um desconto. Acampamento de férias Exige uma certa independência da criança e, por isso, essa opção é indicada para as mais velhas. Algumas estão nessa condição aos 5 ou 6 anos, mas outras podem sentir uma segurança maior apenas aos 8 ou 9 anos de idade. É importante que os pais conversem com o filho para entender se ele se sente preparado para essa experiência de ficar um tempo longe de casa. Não obrigue-o a fazer algo que não quer. Decidido que acontecerá, pesquise com outros pais e amigos quais são os bons acampamentos e confira também as idades para as quais são indicados. Assim, a diversão não se tornará uma dor de cabeça. Envolva a criança na escolha do local para que ela se sinta parte do processo e não apenas levada para um lugar desconhecido. Também consulte-a sobre o tempo que deseja ficar fora. Caso ela precise de algum cuidado especial, converse com um médico e organize todos os itens necessários para que não haja qualquer transtorno durante a viagem. O investimento pode parecer alto, mas os acampamentos garantem cinco refeições diárias, inúmeras atividades, cuidados médicos quando necessário e até translado até o local. Uma semana no Acampamento NR, por exemplo, custa cerca de R$ 3 mil e o valor pode ser dividido em até seis vezes. Curso de férias Atividades lúdicas que tenham a ver com os interesses da criança são sempre bem-vindas e garantem novos aprendizados e experiências. Pintura, teatro, esportes, culinária, agricultura, construção de objetos e muitos outros temas são objetos de cursos voltados para o público infantil. Existem aulas para, praticamente, todas as faixas etárias. Veja aqui algumas opções de onde procurar. É importante ressaltar que a criança também precisa de tempo livre nas férias – supervisionado por um adulto -, por isso os pais precisam tomar cuidado para não enchê-la de cursos e acabar fazendo com que todas essas atividades sejam improdutivas. Algumas escolas oferecem cursos de férias durante o período, justamente para o caso de os pais não terem com quem deixar as crianças. Se o colégio do seu filho tiver essa opção, a vantagem é que ele já estará habituado ao ambiente e aos colegas, o que facilita tudo. Viajar com amigos e parentes Como no acampamento, viajar sempre apresenta novos ambientes e permite que a criança explore o desconhecido. Nesse caso específico, no entanto, ela estará com pessoas que conhece, confia e que a fazem se sentir segura. É um jeito de sair da rotina sem uma mudança emocional tão brusca. Aqui, muito mais relevante que a idade, é o tipo de conexão que a criança tem com as pessoas que a acompanharão nessa jornada.   *Fontes: Gabriela Malzyner, psicóloga e psicanalista e Filumena Gomes, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (SP)Acesse o link do Portal da Revista Crescer: http://revistacrescer.globo.com/Familia/Viagem-e-Ferias/noticia/2016/11/ferias-opcoes-para-os-pais-que-trabalham-durante-o-periodo.html
19/10/2016
Câncer de mama inflamatório: Tipo raro ataca a pele Este mês é marcado pela campanha Outubro Rosa, ação que reforça a importância da realização de exames preventivos do câncer de mama. E essa também é uma oportunidade de conhecer essa doença que, no Brasil, é o segundo mais comum nas mulheres. Um exemplo disso é o câncer de mama inflamatório, um tipo raro que ataca a pele. Conheça o câncer de mama inflamatório O câncer de mama inflamatório é um subtipo raro, agressivo e pouco conhecido da população. Segundo dados da Sociedade Americana de Câncer, entre 1% e 3% dos casos de câncer de mama em todo o mundo são deste tipo. A doença envolve a pele e dá a ela um aspecto de casca de laranja. “Esse tipo da doença evolui rapidamente e traz uma reação inflamatória intensa em toda a região afetada”, alerta o oncologista Artur Malzyner, especialista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. O tumor ultrapassa a área do nódulo e se sobrepõe à mama, uma vez que ele requer uma grande quantidade de vasos linfáticos para se desenvolver. Além do aspecto parecido com uma casca de laranja, a pele fica vermelha, e com um ardor e incômodo grande. Tratamentos para o câncer de mama inflamatório Embora haja tratamentos paliativos para aliviar o ardor e a queimação na pele da mama, o especialista explica que o tumor deve ser combatido com quimioterapia ou radioterapia. “É um tipo de carcinoma que, apesar da rápida evolução, tem grandes chances de cura”, explica o oncologista. Após o desaparecimento do tumor, a pele frequentemente volta ao normal. Artur Malzyner lembra que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. Por essa razão, é importante que a mulher procure o seu médico assim que notar algo diferente em seus seios. O que você precisa saber sobre câncer metastático É preciso ter em mente que, cada tratamento de câncer é específico e cada paciente reage de uma forma diferente. Isso vale, especialmente, no caso do metastático. Esse é o tipo avançado ou de nível IV, que acontece quando o tumor se espalhou a partir do seu local inicial. Segundo o oncologista e integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), dr. Gilberto Amorim, atualmente a metástase já não é mais sinônimo de morte. “Com o avanço da medicina, as terapias-alvo, foco do que hoje é conhecido como medicina personalizada, atacam especificamente as células cancerosas, resguardando as saudáveis. Isso faz com que os efeitos colaterais sejam minimizados. Por sua alta especificidade, essas terapias têm mais eficácia e segurança”, explica. O médico reforça que a jornada de tratamento de uma mulher é diferente da outra, sendo que o processo pode ter alterações, novas questões podem surgir com o tempo, e as preferências e prioridades da cada paciente podem mudar. “Além disso, as pesquisas sobre o câncer estão sempre evoluindo e novos medicamentos estão sendo continuamente desenvolvidos e hoje já há alguns tipos de tratamento que dão mais qualidade de vida”, finaliza.Acesse o link do Portal Doutíssima: http://doutissima.com.br/2016/10/18/cancer-de-mama-inflamatorio-14832188/

CÂNCER NA MÍDIA

05/09/2016
Sobrepeso e obesidade aumentam o risco para 13 tipos de câncer Estudo publicado no New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais prestigiadas na área de medicina, revela que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco para 13 tipos de câncer. A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), já sabia que o sobrepeso ou o excesso de peso poderiam aumentar o risco de câncer de intestino, rim, esôfago, mama e útero. Agora, analisando mais de mil estudos sobre obesidade e riscos, os pesquisadores acrescentaram à lista mais oito tipos de câncer: fígado, estômago, pâncreas, vesícula, ovário, tireoide, sangue e um tipo de tumor no cérebro. O oncologista Claudio Ferrari explica porque a obesidade pode levar ao câncer: “Com a obesidade, é natural que o tecido passe a desenvolver uma certa resistência à insulina, que a gente chama de diabetes tipo 2. O organismo para tentar lidar com essa resistência aumenta a produção de insulina e a insulina passa a agir como fator estimulador de crescimento de células. E essas células podem ser as malignas. A segunda causa é sistêmica. A gordura causa um estado inflamatório sistêmico. A pessoa que tem uma obesidade crônica fica numa situação de inflamação constante, que pode até ser medida no sangue. Essas que são as duas principais causas”. Esse fator de risco preocupa bastante os médicos no Brasil. Mais da metade dos brasileiros (52,5%) estão acima do peso e 17,9% são obesos, segundo o Ministério da Saúde. O resultado da pesquisa traz um alerta principalmente para as mulheres: os pesquisadores relataram que a ligação mais forte entre obesidade e câncer está relacionada com o câncer de útero. Um levantamento do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) aponta que 87% das mulheres com câncer de endométrio, a camada interna que reveste o útero, tem obesidade ou estão acima do peso. As mulheres devem ficar atentas aos primeiros sinais da doença: “O principal sintoma do câncer de endométrio é um sangramento que acontece normalmente na pós-menopausa, pacientes que pararam de menstruar, começam a ter sangramentos genitais”, explica Cristina Anton, médica do setor de ginecologia oncológica do ICESP. A dona de casa Norma Camacho Alves descobriu em 2013 que estava com este tipo de câncer. Na época, estava acima do peso. Ela precisou passar por uma cirurgia para retirar o útero e fez o tratamento. Agora, ela diz que procura se alimentar melhor: cortou gorduras e frituras: “Eu me sinto curada. Eu tô tendo acompanhamento da ginecologista, oncologista e nutricionista. Então eu me sinto curada”.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/09/sobrepeso-e-obesidade-aumentam-o-risco-para-13-tipos-de-cancer.html
30/08/2016
Cientistas estão mais perto de impedir a metástase do câncer O câncer por si só já é uma doença assustadora. E a metástase é a sua face mais perigosa - quando um câncer primário cai na corrente sanguínea, pode se espalhar rapidamente por qualquer parte do corpo e se tornar uma ameaça mortal. Agora, um grupo de pesquisadores alemães acredita ter encontrado o segredo do mecanismo de migração do câncer - que também pode conter a chave para impedir que ela aconteça. A metástase começa quando algumas células individuais se separam do tumor principal e entram no sistema circulatório. Dali, elas viajam livremente para qualquer parte do corpo, mas também estão mais vulneráveis ao sistema imunológico. Por isso, para que o câncer se espalhe, as células do tumor precisam entrar e sair da corrente sanguínea de um jeito rápido e eficiente. Cientistas do Instituto Max Planck e da Universidade Goethe descobriram a estratégia que os tumores mochileiros usam para fugir dos vasos sanguíneos. Eles precisam atravessar a barreira do endotélio, que "forra" o interior dos vasos. Para isso, eles tiram proveito de um mecanismo natural das células e direcionam o ataque a uma molécula especial, chamada de "Receptor da Morte 6". As nossas células já são programadas para "suicídios coletivos" - e isso é totalmente normal. Quando sofrem danos no DNA, infecções de vírus ou se tornam obsoletas, elas simplesmente morrem. Podem fazer isso de um jeitinho organizado e silencioso, chamado de apoptose, ou mais escandaloso, chamado de necroptose, que causa uma resposta inflamatória no corpo. Algumas moléculas são chamadas de Receptores da Morte porque são elas que recebem o sinal de suicídio programado do corpo. O que os cientistas observaram em laboratório é que os tumores ativam o Receptor da Morte 6 fora de hora, mas ele faz o seu trabalho mesmo assim: leva à necroptose, um dos tipos de autodestruição das células nos arredores. E aí a barreira endotelial fica fraca e vulnerável à passagem das células cancerosas para outros órgãos do corpo. O câncer usa essa brecha para se espalhar, concluíram os alemães. Descobrir um dos "meios de transporte" da metástase já seria um avanço e tanto, mas os pesquisadores também tentaram impedir a movimentação do tumor. Para isso, eles desabilitaram o Receptor da Morte 6 em ratinhos geneticamente modificados. Deu certo: os animais apresentaram menos necroptose e menos metástase. Os resultados são extremamente promissores para a batalha contra o câncer. Mas ainda estamos longe de bloquear totalmente a metástase. Primeiro, os pesquisadores precisam ter certeza que desabilitar o RM6 não vai trazer outros problemas para o corpo. Depois, precisam confirmar se os resultados vistos em ratos se repetem em células humanas. Por último (e mais importante): o câncer é uma doença inteligente - ele se desenvolve e se espalha de formas terrivelmente complexas. Mal chegamos perto de entender como funciona a metástase na corrente sanguínea e já aparecem sinais de que os tumores podem se espalhar sem usar o sistema circulatório. Ou seja: uma solução só não vai resolver todos os casos, mas pode aumentar as chances de sobrevivência de muita gente.Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-estao-mais-perto-de-impedir-a-metastase-do-cancer
17/08/2016
Efeito da "pílula do câncer" é abaixo do de remédios já usados contra doença Uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) com a fosfoetanolamina sobre o melanoma em animais mostrou uma eficácia de redução de 64% sobre o crescimento do tumor, índice inferior ao constatado com substância já utilizada em tratamento de câncer. Os dados da pesquisa da "pílula do câncer" foram divulgados nesta quarta-feira (17). Segundo o relatório, o melanoma é um dos tumores de pele mais agressivos, devido ao seu elevado potencial metastático (quando o tumor se espalha pelo corpo) e sua baixa resposta a terapia. No estudo, a fosfoetanolamina foi administrada por via oral em cinco grupos de 10 camundongos. Após a inoculação do tumor, o tratamento dos animais foi feito por 16 dias consecutivos, com aplicação de 0,5 ml do composto em doses de 200, 500 e 1.000 mg/kg de animal. Além dessas, outro grupo recebeu doses de soro fisiológico 0,9% (veículo usado para diluição da fosfoetanolamina), como controle negativo, e um último recebeu ciclofosfamida 25mg/kg, substância já utilizada em tratamento de câncer, como controle positivo. O estudo concluiu que a fosfoetanolamina sintética não apresentou efeito antitumoral nas doses de 200 e 500 mg/kg nos animais. No entanto, a dose de 1.000 mg/kg foi eficaz em reduzir em 64% o crescimento do melanona. Apesar do resultado considerado significativo pelos pesquisadores, esse percentual é inferior ao observado com a ciclofosfamida, que inibiu o crescimento tumoral em 93%. Todos os animais do controle negativo apresentaram crescimento do tumor, o que, aliado à redução significativa dos camundongos tratados com ciclofosfamida, valida o estudo. Os exames histopatológicos ainda em curso confirmarão a ausência ou não de metástases e complementarão os resultados do relatório. O estudo, coordenado pelo professor Manoel Odorico de Moraes, da Faculdade de Medicina da UFC, tinha o objetivo de estudar o potencial antitumoral da fosfoetanolamina sintética sobre o melanoma B16F10, que tem sido usado como modelo animal de tumor imunogênico para estudo de imunoterapia em tumores experimentais. Segundo Odorico Moraes, embora seja um resultado alentador, muitas outras substâncias apresentam atividade anticâncer bem superior ao resultado encontrado com a fosfoetanolamina e somente os testes em seres humanos poderão comprovar, definitivamente, a sua eficácia e segurança no tratamento do câncer.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/08/pilula-do-cancer-tem-eficiencia-menor-que-de-outras-substancias-diz-ufc.html
02/08/2016
Cansaço extremo e falta de ar podem ser sinais de câncer de pulmão Agosto é o mês de conscientização sobre câncer de pulmão, uma doença que atinge cerca de 30 mil pessoas por ano no Brasil. Por mais que seja uma doença conhecida, 90% dos casos da doença são diagnosticados já em estágio avançado. O cirurgião torácico do Hospital Abert Einstein Ricardo Sales afirmou que esse índice exacerbante está relacionado ao fato de a doença ser silenciosa. Os principais sintomas, que são cansaço extremo, tosse incessável e falta de ar, só começam a se manifestar quando o câncer já está em estágio avançado, dificultando o tratamento. — Os cirurgiões torácicos só podem operar alguém com câncer de pulmão quando a doença é diagnosticada precocemente. Com a cirurgia, as chances de cura são quase certeiras. No entanto, a maior parte dos pacientes só vai procurar um especialista quando a doença está em estágio avançado, e nesses casos, só tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem resolver. Grupo de risco Sales listou quem são as pessoas que mais têm chances de desenvolver o câncer de pulmão: são pessoas com mais de 50 anos que, há 30 anos ou mais, fumam pelo menos um maço de cigarro por dia. Contudo, apesar de os tabagistas serem os mais propensos a desenvolverem a doença, ex-fumantes, fumantes passivos e pessoas que vivem em ambientes poluídos não podem neglienciar o problema, uma vez que 20% dos casos afetam esse tipo de público. Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela biofarmacêutica Bristol-Myers Squibb, mostrou que há uma desinformação grande em relação à doença: 76% da população brasileira nunca conversou com um médico sobre câncer de pulmão e apenas 39% se considera bem informada sobre a doença. O oncologista Marcelo Cruz ressaltou que esses índices se devem porque a doença é subestimada, e que isso só vai mudar quando as pessoas começarem a dar a ela a mesma importância que dão aos outros tipos de câncer. — O câncer de pulmão é o único tipo de câncer que pode ser prevenido. O câncer de mama e o de próstata, que são levados muito mais a sério pela maior parte da população do que o câncer de pulmão, não têm prevenção. Então, as pessoas precisam aproveitar que há como evitar o problema e tomar as medidas que lhes cabem para isso. Segundo a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, medidas que contribuem para que a doença não se desenvolva são não fumar, praticar atividades físicas e evitar exposição a elementos químicos como os presentes em construções, mineradoras e isolantes térmicos. Luciana recomenda, ainda, que as pessoas conversem com seus médicos sobre a doença. O tabagismo começa na infância A pesquisa mostrou que três em cada dez brasileiros conhecem alguém que tem ou já teve câncer de pulmão. No entanto, esse alto índice não significa que essas pessoas procuram se prevenir. Apesar de o número de fumantes ter caído desde o surgimento de campanhas contra o tabagismo, ainda há grande incidência entre os jovens. Marcelo Cruz explica: — O tabagismo começa na infância e na adolescência. Não podemos negligenciar essa faixa etária. Desde 2005, observamos uma queda no número de tabagistas, hoje eles representam 17% da população do País, porém os adolescentes têm fumado cada vez mais. Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar outras doenças como o DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que é nada menos que a bronquite crônica atuando no organismo ao mesmo tempo que a inflamação dos brônquios. O transtorno faz com que a camada elástica do pulmão vá perdendo elasticidade, dificultando o processo de troca de oxigênio. Além disso, acidentes vasculares cerebrais e infartos podem ocorrer por causa do fumo, porque ao ingerir as substâncias tóxicas presentes no cigarro, a pessoa estimula o entupimento de veias no cérebro e no coração. O tabagismo afeta, ainda, a aparência: amarela os dentes e estimula o surgimento de rugas.Acesse o link do Portal R7: http://noticias.r7.com/saude/cansaco-extremo-e-falta-de-ar-podem-ser-sinais-de-cancer-de-pulmao-02082016
15/07/2016
Sem medo do tratamento do câncer de próstata Um homem recebe a notícia de que tem um câncer na próstata e imediatamente começa a imaginar o tratamento e se depara com dois medos principais: impotência e infertilidade. Mas é preciso ter calma. Apesar de qualquer tratamento deste tipo provocar, sim, alguma alteração sexual e reprodutiva, a qualidade de vida volta com o tempo e muitos dos problemas mais temidos nestes casos têm solução. De acordo com o urologista do Einstein, Dr. Sidney Glina, é muito importante que o paciente conheça os riscos antes de iniciar tratamento. “Já ouvi muitos homens reclamando que não ejaculam mais depois da cirurgia. Mas isto é claro. Sem a próstata, não há como ejacular. Por outro lado, o orgasmo pode ser mantido na maioria dos casos. Tudo isso deveria ser conversado com o médico antes do tratamento em si”, explica. “E é só uma questão de tempo para que a qualidade de vida do paciente volte”, afirma. O câncer de próstata costuma atingir homens a partir de 45 anos e é hoje o mais comum entre os que têm mais de 50 anos. Abaixo, listamos as principais dúvidas dos homens sobre o assunto. Quais os tratamentos para o câncer de próstata? Radioterapia e/ou cirurgia de retirada da próstata. Vou ficar infértil após o tratamento? Com a retirada da próstata o indivíduo deixa de ejacular, ficando, portanto, infértil. Ele não perde, porém, a sensação do orgasmo. Já com a radioterapia, o indivíduo vai deixando de ejacular aos poucos, mas também continua sentindo orgasmos. Vou perder a ereção após a cirurgia? A cirurgia provoca certa lesão na ereção, que pode voltar em boa parte dos casos. Homens acima de 65 anos têm cerca de 30% de chance de voltar a ter o mesmo nível de ereção que tinham antes do procedimento. Aqueles abaixo de 60 anos têm de 60 a 70% de chance. Como reduzir a perda de ereção com o tratamento? A cirurgia deve ser tecnicamente bem realizada e espera-se que o tumor não seja grande o bastante para ter afetado os nervos da ereção. Vou deixar de ter orgasmo após o tratamento? Apenas 20% dos homens reclamam de alteração na sensação do orgasmo. Mesmo que “a seco”, o orgasmo tende a se manter satisfatório para aqueles que não o perderam. Fiz a cirurgia e fiquei com problema de ereção. Tem como resolver? Sim. Atualmente o problema da ereção pode ser resolvido por via oral (com comprimidos), por injeções aplicadas diretamente no pênis pouco antes do ato sexual ou até mesmo com a implantação de próteses penianas. Vou iniciar o tratamento. Poderei ter filhos depois? Pelos meios tradicionais, não. Mas é possível congelar o sêmen antes da cirurgia ou fazer aspiração de espermatozóides dos testículos (ou do epidídimo) nos homens já operados.Acesse o link do Portal do Hospital Albert Einstein: https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/noticias/sem-medo-tratamento-cancer-prostata

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