COMO PREVENIR CÂNCER DE PRÓSTATA?

Devem-se considerar dois aspectos na prevenção do câncer da próstata. O primeiro, prevenção propriamente dita, utiliza procedimentos que reduzem a probabilidade do aparecimento do câncer de próstata. Estão relacionados com a alimentação, estilo de vida e uso de medicamentos capazes de reduzir este risco.

A prevenção primaria se alicerça em alguns medicamentos, geralmente anti-hormônios que reduzem o risco de desenvolver o câncer em aproximadamente 25% dos pacientes de alto risco, a saber, homens que tenham história de câncer de próstata na família ou que apresentaram certas doenças benignas da próstata.

O segundo aspecto trata-se na realidade da busca pelo diagnostico mais precoce, permite o tratamento em fases mais curáveis da evolução desta moléstia.

Baseia-se no exame médico com toque da próstata e na dosagem sanguínea do PSA. Se o toque identificar nódulos ou se o PSA dosado se encontrar elevado, o paciente é submetido a uma biópsia guiada por exame de ultrassonografia.

Confirmando-se o diagnostico de câncer de próstata precoce, o paciente  é então, submetido a tratamento curativo por meio de cirurgia ou de radioterapia. Esta modalidade de prevenção é muito eficiente para reduzir a mortalidade pelo câncer de próstata, pois permite um diagnostico sem ter ocorrido disseminação da doença.

EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a técnica utilizada. Na chamada quimioterapia branca, usada no câncer de mama, ovário, útero e pulmão, é comum ter reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento nas mãos e nos pé e queda de cabelo. Os fios e os pelos também caem com a quimioterapia vermelha, recomendada nos casos de câncer de mama, estômago, bexiga e de ovário, que ainda pode provocar enjoo, anemia, aftas e inflamações na região da boca.

SAL EM EXCESSO E CÂNCER DE ESTÔMAGO

O excesso de sal favorece o aparecimento de câncer de estômago e do trato urinário. Daí a importância de tirar o saleiro da mesa e evitar o sódio escondido no refrigerante e no conservante de alimentos congelados, enlatados, pré-preparados, embutidos e defumados, inclusive os que têm apelo saudável, como hambúrguer vegetariano congelado, sopa light de pacote, peito de peru e bacalhau.

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CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ. O QUE FAZER?

Apesar de não ser comum, o câncer pode aparecer durante a gravidez, especialmente nos seios. Nesses casos, para não prejudicar o bom desenvolvimento do feto, os médicos costumam recomendar a cirurgia. Afinal, a radioterapia é contraindicada durante toda a gestação e a quimioterapia, no primeiro trimestre. Regra geral, os exames de pré-natal podem ser realizados, desde que com o devido cuidado. Daí, a importância de respeitar as consultas com o obstetra e o oncologista.

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CLINONCO NA MÍDIA

14/09/2016
Técnica usada por príncipe William e Kate para falar com George evita birra O príncipe William tem chamado a atenção da imprensa internacional por sempre aparecer agachado quando conversa com o filho, George, 3, em eventos públicos. O hábito, também compartilhado por Kate --mulher do herdeiro do trono britânico--, tem como base uma técnica de comunicação conhecida como escuta ativa, desenvolvida pelos psicólogos americanos Carl Rogers e Richard E. Farson, em 1957. William parece levar o método tão a sério que chegou a quebrar o protocolo, abaixando-se durante o desfile aéreo da RAF (força aérea real), realizado em junho, na comemoração dos 90 anos da avó, a rainha Elizabeth II. Na ocasião, ele respondia às perguntas do filho sobre as acrobacias dos aviões e levou uma bronca da monarca, que ordenou que ele se levantasse. Até o presidente americano Barack Obama agachou-se para falar com George, quando visitou a família real, em abril deste ano. Segundo a psicóloga Gabriela Malzyner, mestre em psicologia clínica, as vantagens da escuta ativa ficam evidentes quando nos imaginamos de joelhos, tendo de olhar para cima enquanto outra pessoa adulta fala conosco. “Colocar-se na mesma altura do interlocutor permite uma comunicação horizontal, linear. Isso aumenta nossa capacidade de ouvir e de ter empatia, por isso recomendamos usar a técnica ao falar com crianças”, explica. De acordo com a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, o “olho no olho” libera ocitocina, o hormônio mais importante nas relações afetivas, que provoca bem-estar e fortalece as interações. Além disso, a conversa torna-se menos intimidadora, pois o adulto reconhece o que a criança está falando como legítimo e valioso, fortalecendo a autoestima infantil. “Grande parte das dificuldades entre pais e filhos tem a ver com falhas na comunicação. Escutar é diferente de ouvir. Quando escutamos, nós nos comprometemos com o outro, colocando-nos inteiramente à sua disposição. Ouvir é perceber o som pela audição e, muitas vezes, apenas esperar a vez de falar. Ouvir é passivo, escutar é ativo.” De acordo com Paloma, quando uma criança é escutada, aprende que pode falar o que realmente sente e pensa, sem medo de represálias. Ela também desenvolve a capacidade de escutar e de validar a opinião alheia e irá buscar relacionamentos futuros nos quais seja tratada de forma respeitosa. Mais diálogo, menos birra Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto, ex-presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), usar a escuta ativa previne as temidas birras infantis. “A birra acontece exatamente porque a criança aprendeu que a única forma de chamar atenção dos pais é gritando e esperneando. Esse comportamento é reforçado quando, por exaustão, os adultos acabam cedendo. Quando a criança é ouvida e respeitada, não faz birra.” Quézia afirma que outro ponto importante na escuta ativa é a modulação do tom de voz, pois, estando na mesma altura da criança, não é necessário falar alto, muito menos gritar. “É comum que a criança tente acessar os pais enquanto eles fazem outra tarefa. Nessa hora, a recomendação é parar e prestar atenção. Se o adulto nem olha para a criança, ela se sente desvalorizada. O mesmo acontece quando os pais tentam repreender o filho, gritando algo de outro cômodo. Não vai funcionar.” Outro erro comum é achar que assunto de criança não importa. “Muitas vezes, ao contar alguma experiência, a criança elabora o que aconteceu e compreende melhor seus sentimentos. Isso desenvolve a autoconfiança e fortalece o vínculo, cria-se um sistema de troca e de respeito mútuo”, diz Quézia. Engana-se quem pensa que ao se colocar na altura da criança o adulto perde a autoridade. “Há um mito de que se coloca limite gritando, usando a força, e todos nós sabemos que os melhores chefes não são os que gritam, muito pelo contrário, são os que sabem dialogar respeitando os outros. Ao agir com violência, os pais assustam, mas não educam”, afirma Gabriela.Acesse o link do Portal UOL: http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/09/06/tecnica-usada-por-principe-william-e-kate-para-falar-com-george-evita-birra.htm
09/09/2016
Duras na queda Entre as muitas dificuldades que uma paciente enfrenta durante o tratamento de um câncer, está a queda do cabelo como consequência da quimioterapia. Além da autoestima abalada, a perda dos fios torna quase impossível manter a privacidade sobre a doença. Mas hoje já há esperança de reverter o problema graças à scalp cooler, uma touca de resfriamento do couro cabeludo. A apresentadora de TV Sabrina Parlatore, de 41 anos, diagnosticada com câncer de mama em maio de 2015, ficou mais de um ano em silêncio sobre o assunto na mídia. Além de uma cirurgia para a retirada de um nódulo da mama e das sessões de quimioterapia e radioterapia, Sabrina recorreu à scalp cooler. “Essa alternativa me deixou mais forte psicologicamente. Consegui encarar todo o processo e manter a minha autoestima alta, além de poder falar sobre a doença só quando me senti mais confortável”, conta ela. No Brasil, manter cabelos, cílios e sobrancelhas durante a quimioterapia é uma possibilidade desde 2014, com a chegada da Scalp Cooling, máquina da inglesa Paxman cujo primeiro protótipo foi feito há quase 20 anos. Distribuída e comercializada por aqui pela EPTCA, funciona com uma serpentina acoplada a uma touca e interligada a uma caixa de resfriamento, que faz com que a água circule a uma temperatura de 4°C pelo couro cabeludo, levando-o a se estabilizar a 18°C devido à troca de calor entre o corpo e o líquido. “A técnica promove uma vasoconstrição na região, dificultando que a droga utilizada na quimioterapia penetre e danifique o folículo capilar”, explica Fernando Maluf, oncologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Vencer o Câncer. É preciso, contudo, que a touca seja utilizada por 30 minutos antes da quimioterapia, durante todo o procedimento e ainda por mais 90 minutos após o término da sessão, quando há o pico do medicamento circulando pelo sangue. Estima-se que com o uso da touca é possível amenizar a queda de cabelo entre 60% e 80%. A dor inicial é similar a uma crise de enxaqueca e permanece intermitente por cerca de dez minutos até que a região fique anestesiada pelo gelo. A má notícia é que só é recomendada em certos tratamentos: não deve ser utilizada nos casos de leucemia, tumores cerebrais, metástases na região da cabeça e pescoço e para quimioterapias com certos tipos de drogas, cujo pico de atuação no DNA da célula ocorre após alguns dias da aplicação. “Não há estudos científicos que comprovem na totalidade a eficiência do aparelho, e há pacientes que tiveram a perda de cabelo mesmo após a realização da técnica. Procuro sempre falar das possibilidades para evitar frustrações”, sinaliza Artur Malzyner, oncologista do Hospital Albert Einstein e diretor científico da Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo. “Antes desse sistema, vários pacientes se sentiam expostos, no dever de ter de falar sobre o problema que estavam enfrentando. Agora, é possível fazer a quimioterapia com discrição. Isso é algo que o preserva, e vai muito além da estética”, enfatiza o oncologista Artur Maia Gomes, também do Hospital Albert Einstein, um dos locais onde é possível realizar o procedimento em São Paulo. Além do Einstein, o Centro Paulista de Oncologia (CPO) possui a máquina; no Rio, elas podem ser encontradas na Oncoclínica, em Copacabana. Com custo a partir de R$ 300 por sessão, a scalp cooler deve ser indicada por um médico e acompanhada por um profissional especializado. Veja a lista completa de endereços que disponibilizam o serviço no site www.eptca.com.Acesse o link da Revista Vogue Brasil: https://viewer.aemmobile.adobe.com/index.html#project/6a2e1eed-663c-43af-935b-48bc48f93e31/view/Edicao_setembro_2016/article/3f8f7231-56ac-464e-961e-a50af6673371
05/09/2016
Por que William e Kate se abaixam para falar com o Príncipe George? Quem costuma acompanhar as notícias relacionadas à família real britânica já deve ter visto imagens em que o Príncipe William ou a Princesa Kate estão agachados para falar com seu filho George,3 anos. O próprio Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, se abaixou para cumprimentar o menino quando visitou a família, em abril deste ano. Essa maneira de se dirigir às crianças, sem se colocar em uma posição superior, é chamada de escuta ativa. Estar na mesma altura do seu filho permite olhá-lo nos olhos enquanto vocês conversam, segundo a psicóloga Gabriela Malzyner, do Centro de Estudos Psicanalíticos (SP). Isso faz com que ele se sinta realmente ouvido e permite criar laços afetivos mais fortes entre vocês. De acordo com a especialista, essa é também uma maneira eficaz de ler os sentimentos da criança, ao prestar atenção em suas expressões faciais. Afinal, escutar é ouvir também o que os pequenos ainda não conseguem colocar na forma de palavras. Assim fica mais fácil entender uma birra e resolver alguma situação difícil sem partir para os gritos ou para o castigo. Até terem cerca de 12 anos, crianças não entendem totalmente o mundo dos adultos e nem sempre se sentem compreendidas por eles. Isso gera frustração e muitas vezes um comportamento agressivo em busca de atenção. O contato visual em uma posição de igualdade cria empatia, além de passar calma e segurança para a criança. "Ter voz e ser ouvido  é muito importante para a representação de si mesmo e para a criação de laços com o outro", explica Gabriela. Tratar os as crianças dessa forma pode ser também uma maneira de protegê-los a longo prazo. Quem cresce em um ambiente em que é respeitado tem mais facilidade de reconhecer qualquer tipo de assédio ou violência e rejeitá-los. "Ouvir o que uma pessoa tem a nos dizer, seja ela criança ou adulto, é fundamental para que ela também possa se ouvir", diz Gabriela. Quando uma criança está acostumada a gritos e ameaças, ela permite mais facilmente os maus tratos, porque acredita que aquele tratamento é aceitável. "Ao invalidar o que uma criança fala, classificando como 'bobagem infantil', diminuímos a potência do que essa criança sabe sobre ela mesma", completa a especialista. Vale reforçar, no entanto, que demonstrar amor e compreensão não são sinônimos de fraqueza. Entender os sentimentos e as vontades dos seus filhos não significa deixá-los fazer o que quiserem. É preciso impor limites, mesmo que isso gere frustração, porque esse sentimento também é necessário para que a criança não cresça acreditando que pode fazer e ter o que quiser.Acesse o link da Revista Crescer: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2016/09/por-que-william-e-kate-se-abaixam-para-falar-com-o-principe-george.html
15/08/2016
Demora no SUS complica tratamento contra câncer As diferenças no tratamento para o câncer podem não depender apenas dos aspectos específicos da doença e das variações entre pacientes. Tempo de espera por consultas com especialistas, facilidade para realização de exames, diagnóstico precoce e disponibilidade de tratamentos modernos não são iguais nas redes pública e privada. O pai da analista de sistemas Monica Xavier Fonseca, de 45 anos, fazia o acompanhamento em São Paulo até se mudar para Extrema (MG). Após seis meses de espera, ele conseguiu uma consulta de rotina e fez o exame de PSA, cujo resultado foi considerado alto. Foi em novembro do ano passado. Como ele estava encontrando dificuldade para ser consultado rapidamente com um urologista, a família resolveu se unir para trazê-lo de volta para São Paulo para a realização de consultas e tratamento.   Mas os prazos longos que eram dados na rede pública fizeram com que as etapas necessárias para fechar o diagnóstico fossem feitas na rede particular. “Fizemos uma vaquinha e o levamos a um médico particular, que fez o exame de toque e viu que ele estava com o problema de câncer de próstata. Ele não conseguiu fazer os exames na rede pública, todos eram muito demorados. Tomografia, cintilografia e raio X do tórax para ver se tinha dado metástase. Acabamos fazendo tudo particular. Só fez a biópsia em Diadema, porque conseguimos um encaixe”, disse Monica. Nessa fase, a família do aposentado Leoncio Xavier Rodrigues, de 74 anos, pagou R$ 1.080, mas Monica diz que não se arrepende de ter feito a mobilização para conseguir ajuda. “É horrível saber que seu pai está morrendo e pode não ter chance de ser atendido, porque há várias pessoas na mesma situação. Só um exame, a tomografia, estava marcado no hospital público e era só para abril. Fomos, então, nos lugares mais baratos e pedimos descontos.” Com os resultados em mãos, o aposentado conseguiu encaminhamento para ser atendido no Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde fez cirurgia para remoção do tumor em março. “Ele foi operado, refez o exame pelo Hospital São Paulo e começou a fazer hormonioterapia. E começou a luta para fazer o tratamento. O remédio estava em falta e fizemos outra vaquinha para comprá-lo. Custava R$ 2.500. Depois, trocaram a medicação dele. Não sei se tem o mesmo resultado.” Monica diz que, agora, a nova saga é para pegar a medicação. “A gente precisa ficar ligando quase todos os dias para saber se já chegou. Quando chega, minha irmã, que mora mais perto, vai lá buscar. A gente tem medo que ele fique sem, ele precisa desse remédio.” Apesar das dificuldades enfrentadas, ela comemora o atual estado de saúde do pai. “Ele ficou com incontinência urinária, mas está ótimo. Está bem, animado e com disposição. Consegue dirigir e fazer algumas coisas em casa.” Em nota, o Hospital São Paulo informou que os dois medicamentos prescritos para o paciente “são indicados e receitados igualmente”. Disse ainda que o contato telefônico “é necessário para confirmar a disponibilidade, já que a entrega dos medicamentos é feita parceladamente”. Acompanhamento Paciente da rede privada, o aeronauta Marino S. Filho, de 58 anos, teve indícios de que estaria desenvolvendo um câncer de próstata no começo de 2013, mas seu caminho foi muito diferente do de Rodrigues. O resultado do PSA foi considerado baixo e o exame de toque não revelou presença de tumor. Mesmo assim, o médico que o atendeu deu início a uma varredura para verificar se a saúde dele realmente estava bem. “Por causa do histórico familiar, meu tio morreu de câncer de próstata, o médico pediu uma biópsia e um dos fragmentos deu positivo. Ele me encaminhou para um especialista, que pediu mais exames, uma biópsia em dez pontos, mapeamento total, ressonância magnética. Foi tudo muito rápido.” Os resultados mostraram que não seria necessário fazer intervenção cirúrgica imediata e o aeronauta, que é paciente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ficou sendo acompanhado durante um ano. “Na segunda ressonância, o médico viu que a lesão estava chegando perto do osso. Fiz uma cirurgia robótica não invasiva, não precisei de nenhuma medicação depois. Tive uma ótima recuperação. Estou vivendo uma rotina normal, faço exames a cada seis meses.”   O aeronauta diz que fez toda a diferença ter recebido um tratamento rápido e de ponta. “Sei que é duro para a maioria da população ter acesso ao tratamento. Há pessoas que levam anos para conseguir fazer a cirurgia. Por isso, o principal caminho ainda é a prevenção. Esse tipo de manifestação não dá sintomas. Quando dá, o homem já está condenado à morte. Os homens não devem ter preconceito”, diz. Ele diz que o apoio da família foi fundamental ao longo do monitoramento do tumor e nos períodos antes e depois da cirurgia, mas que a força dada pelo médico também foi decisiva para que ele se mantivesse equilibrado. “Ele disse que foi um privilégio ter descoberto em fase inicial e, mesmo que tivesse alguma consequência, eu tenho minha família, minha mulher e teria minha vida. Depois disso, eu não via a hora de tirar a bomba-relógio que havia em mim.” Diferenças Oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e supervisor técnico do serviço de oncologia do Hospital Heliópolis, ligado à Secretaria Estadual da saúde, Artur Malzyner diz que as dificuldades e diferenças podem ser encontradas tanto na rede pública quanto na privada. “O tratamento dos pacientes que têm câncer com acesso à medicina privada não é uniforme. Também não é no SUS. Temos um atendimento que pode ser primário e pouco atualizado assim como uma gama imensa de recursos tecnológicos e farmacêuticos, mas isso é variado tanto no serviço privado quanto no público.” Mesmo assim, ele afirma que há diferenças quando os sistemas são comparados. “É menor a probabilidade de o paciente receber o mesmo tratamento atualizado que há na rede privada, porque há menos atualizações no SUS.” Malzyner explica, no entanto, que mais importante do que o tratamento de primeira linha é o diagnóstico precoce. “O sucesso do atendimento não está só em submeter o paciente a um bom tratamento, mas em ter o diagnóstico. Esse é o gargalo”, afirma.Acesse o link do Portal do Jornal Estadão: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,demora-no-sus-complica-tratamento-contra-cancer,10000069542
12/08/2016
Viajar com os sogros não precisa ser cilada: veja como fazer tudo dar certo Longe da desagradável personalidade que o imaginário popular faz das sogras, viajar com o seu parceiro e os pais dele pode ser uma experiência divertida, além de ajudar a fortalecer os vínculos entre os familiares. Para quem tem crianças, a possibilidade de deixá-las curtir mais os avós é um ganho extra. No entanto, a experiência também exige uma certa dose de preparação mental e de planejamento. É isso o que sugerimos a seguir. Fontes: Gabriela Malzyner, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae; Gessimara Sciaca, psicanalista de crianças, adolescentes e adultos, e Carlos Pimentel, professor do curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal da Paraíba. Bom pra eles, melhor pra mim Se os seus sogros querem tudo do bom e do melhor, nem pense em levá-los a um lugar onde existam apenas pousadas rústicas ou campings. Melhor escolher resorts ou pensar em um cruzeiro. O estilo de viagem também deve ser considerado. Será que eles topariam um passeio em que é necessário ficar muitas horas dentro de um carro para o deslocamento? Antes de marcar algo, é bom conversarem bastante sobre tudo isso. Quartos separados, sempre! Ainda que a turma toda alugue uma casa, procure por aquelas que tenham quartos e banheiros privativos. Se dividir pode ser complicado até para cônjuges, quem dirá para parentes que têm menos intimidade entre si. Já imaginou você se estressar porque eles demoram muito no banho ou eles reclamarem por você ter deixado cabelos na pia? Melhor evitar. Todo mundo está feliz? Há uma regra que funciona muito bem para relacionamentos próximos em geral: se o outro está bem, você também está. Funciona assim: eles adoram comer? Deixe que escolham o restaurante do almoço ou jantar. Há um local que eles fazem questão de visitar? Coloque na programação. E não se esqueça de tirar muitas fotos com os seus sogros, para não ser cobrado por isso mais tarde. Lembre que você ainda fará muitas outras viagens sem eles e poderá decidir tudo, sem intervenções. Nada de grude Você não precisa agir como o cuidador dos seus sogros - pode e deve deixá-los sozinhos em alguns momentos. Se tiver filhos, dá para contar com eles para conseguir um jantar a sós com o par ou até para encarar uma balada adulta. Você pode, inclusive, sair sem o parceiro. Seus sogros vão adorar passar um tempo sozinhos com o próprio filho ou filha. Abuse da gentileza Por outro lado, se a sogra se oferecer para passar um tempo com as crianças, deixe que faça as coisas do jeito dela. Não queira dizer exatamente o que devem comer ou a que horas precisam ir dormir, por exemplo. Já se o sogro resolveu comandar o fogão e o resultado não foi tão bom, coma sem reclamar. Não é momento de ser crítico. Relaxe! Tenha em mente algo importante: é só por alguns dias, não para sempre. Se possível, tire proveito disso. A sogra é controladora? Deixe ela encarregada das compras e do cardápio do dia. O sogro adora pilotar a churrasqueira? Ótimo, se ofereça para ajudar no que for necessário, mas deixe que ele faça como quiser. Já se eles têm mania de limpeza enquanto você não se importa de dormir com a pia cheia de louça, esforce-se para deixar a cozinha em ordem após a refeição. Divida as contas Dessa forma, não haverá mal-estar e nem sentimentos do tipo "vou fazer isso, mesmo sem querer, porque eles estão bancando a viagem". Pagar algo para eles ou receber um jantar de graça é algo completamente viável, assim como deixar que eles financiem um passeio diferente para as crianças. Contudo, no geral, melhor que cada um cuide de suas contas. Acredite: esse simples cuidado colabora para deixar a família unida e não o contrário. Aguente firme Até com um grande amor, a convivência intensa pode ser difícil. Por isso, prepare-se para engolir alguns sapos e treine o "pense antes de falar". Você não vai mudar seus sogros em uma viagem e, certamente, haverá situações irritantes. Releve. Se perceber que está prestes a dizer ou a fazer algo de que vá se arrepender depois, saia para dar uma volta, esfrie a cabeça e retorne apenas quando conseguir se controlar. Não encare como férias Prefira chamar de viagem com a família. Assim, fica mais fácil preparar a mente para a experiência. O passeio pode até ser encarado como um aquecimento para as férias de verdade, mas não mais do que isso. Nada substitui aquela viagem que você vai desfrutar de forma mais relaxada, sem precisar se preocupar em como agir ou com o que dizer.Acesse o link do Portal UOL: http://viagem.uol.com.br/listas/da-para-ser-feliz-na-viagem-com-os-sogros-mas-e-preciso-estar-preparado.htm

CÂNCER NA MÍDIA

05/09/2016
Sobrepeso e obesidade aumentam o risco para 13 tipos de câncer Estudo publicado no New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais prestigiadas na área de medicina, revela que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco para 13 tipos de câncer. A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), já sabia que o sobrepeso ou o excesso de peso poderiam aumentar o risco de câncer de intestino, rim, esôfago, mama e útero. Agora, analisando mais de mil estudos sobre obesidade e riscos, os pesquisadores acrescentaram à lista mais oito tipos de câncer: fígado, estômago, pâncreas, vesícula, ovário, tireoide, sangue e um tipo de tumor no cérebro. O oncologista Claudio Ferrari explica porque a obesidade pode levar ao câncer: “Com a obesidade, é natural que o tecido passe a desenvolver uma certa resistência à insulina, que a gente chama de diabetes tipo 2. O organismo para tentar lidar com essa resistência aumenta a produção de insulina e a insulina passa a agir como fator estimulador de crescimento de células. E essas células podem ser as malignas. A segunda causa é sistêmica. A gordura causa um estado inflamatório sistêmico. A pessoa que tem uma obesidade crônica fica numa situação de inflamação constante, que pode até ser medida no sangue. Essas que são as duas principais causas”. Esse fator de risco preocupa bastante os médicos no Brasil. Mais da metade dos brasileiros (52,5%) estão acima do peso e 17,9% são obesos, segundo o Ministério da Saúde. O resultado da pesquisa traz um alerta principalmente para as mulheres: os pesquisadores relataram que a ligação mais forte entre obesidade e câncer está relacionada com o câncer de útero. Um levantamento do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) aponta que 87% das mulheres com câncer de endométrio, a camada interna que reveste o útero, tem obesidade ou estão acima do peso. As mulheres devem ficar atentas aos primeiros sinais da doença: “O principal sintoma do câncer de endométrio é um sangramento que acontece normalmente na pós-menopausa, pacientes que pararam de menstruar, começam a ter sangramentos genitais”, explica Cristina Anton, médica do setor de ginecologia oncológica do ICESP. A dona de casa Norma Camacho Alves descobriu em 2013 que estava com este tipo de câncer. Na época, estava acima do peso. Ela precisou passar por uma cirurgia para retirar o útero e fez o tratamento. Agora, ela diz que procura se alimentar melhor: cortou gorduras e frituras: “Eu me sinto curada. Eu tô tendo acompanhamento da ginecologista, oncologista e nutricionista. Então eu me sinto curada”.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/09/sobrepeso-e-obesidade-aumentam-o-risco-para-13-tipos-de-cancer.html
30/08/2016
Cientistas estão mais perto de impedir a metástase do câncer O câncer por si só já é uma doença assustadora. E a metástase é a sua face mais perigosa - quando um câncer primário cai na corrente sanguínea, pode se espalhar rapidamente por qualquer parte do corpo e se tornar uma ameaça mortal. Agora, um grupo de pesquisadores alemães acredita ter encontrado o segredo do mecanismo de migração do câncer - que também pode conter a chave para impedir que ela aconteça. A metástase começa quando algumas células individuais se separam do tumor principal e entram no sistema circulatório. Dali, elas viajam livremente para qualquer parte do corpo, mas também estão mais vulneráveis ao sistema imunológico. Por isso, para que o câncer se espalhe, as células do tumor precisam entrar e sair da corrente sanguínea de um jeito rápido e eficiente. Cientistas do Instituto Max Planck e da Universidade Goethe descobriram a estratégia que os tumores mochileiros usam para fugir dos vasos sanguíneos. Eles precisam atravessar a barreira do endotélio, que "forra" o interior dos vasos. Para isso, eles tiram proveito de um mecanismo natural das células e direcionam o ataque a uma molécula especial, chamada de "Receptor da Morte 6". As nossas células já são programadas para "suicídios coletivos" - e isso é totalmente normal. Quando sofrem danos no DNA, infecções de vírus ou se tornam obsoletas, elas simplesmente morrem. Podem fazer isso de um jeitinho organizado e silencioso, chamado de apoptose, ou mais escandaloso, chamado de necroptose, que causa uma resposta inflamatória no corpo. Algumas moléculas são chamadas de Receptores da Morte porque são elas que recebem o sinal de suicídio programado do corpo. O que os cientistas observaram em laboratório é que os tumores ativam o Receptor da Morte 6 fora de hora, mas ele faz o seu trabalho mesmo assim: leva à necroptose, um dos tipos de autodestruição das células nos arredores. E aí a barreira endotelial fica fraca e vulnerável à passagem das células cancerosas para outros órgãos do corpo. O câncer usa essa brecha para se espalhar, concluíram os alemães. Descobrir um dos "meios de transporte" da metástase já seria um avanço e tanto, mas os pesquisadores também tentaram impedir a movimentação do tumor. Para isso, eles desabilitaram o Receptor da Morte 6 em ratinhos geneticamente modificados. Deu certo: os animais apresentaram menos necroptose e menos metástase. Os resultados são extremamente promissores para a batalha contra o câncer. Mas ainda estamos longe de bloquear totalmente a metástase. Primeiro, os pesquisadores precisam ter certeza que desabilitar o RM6 não vai trazer outros problemas para o corpo. Depois, precisam confirmar se os resultados vistos em ratos se repetem em células humanas. Por último (e mais importante): o câncer é uma doença inteligente - ele se desenvolve e se espalha de formas terrivelmente complexas. Mal chegamos perto de entender como funciona a metástase na corrente sanguínea e já aparecem sinais de que os tumores podem se espalhar sem usar o sistema circulatório. Ou seja: uma solução só não vai resolver todos os casos, mas pode aumentar as chances de sobrevivência de muita gente.Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-estao-mais-perto-de-impedir-a-metastase-do-cancer
17/08/2016
Efeito da "pílula do câncer" é abaixo do de remédios já usados contra doença Uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) com a fosfoetanolamina sobre o melanoma em animais mostrou uma eficácia de redução de 64% sobre o crescimento do tumor, índice inferior ao constatado com substância já utilizada em tratamento de câncer. Os dados da pesquisa da "pílula do câncer" foram divulgados nesta quarta-feira (17). Segundo o relatório, o melanoma é um dos tumores de pele mais agressivos, devido ao seu elevado potencial metastático (quando o tumor se espalha pelo corpo) e sua baixa resposta a terapia. No estudo, a fosfoetanolamina foi administrada por via oral em cinco grupos de 10 camundongos. Após a inoculação do tumor, o tratamento dos animais foi feito por 16 dias consecutivos, com aplicação de 0,5 ml do composto em doses de 200, 500 e 1.000 mg/kg de animal. Além dessas, outro grupo recebeu doses de soro fisiológico 0,9% (veículo usado para diluição da fosfoetanolamina), como controle negativo, e um último recebeu ciclofosfamida 25mg/kg, substância já utilizada em tratamento de câncer, como controle positivo. O estudo concluiu que a fosfoetanolamina sintética não apresentou efeito antitumoral nas doses de 200 e 500 mg/kg nos animais. No entanto, a dose de 1.000 mg/kg foi eficaz em reduzir em 64% o crescimento do melanona. Apesar do resultado considerado significativo pelos pesquisadores, esse percentual é inferior ao observado com a ciclofosfamida, que inibiu o crescimento tumoral em 93%. Todos os animais do controle negativo apresentaram crescimento do tumor, o que, aliado à redução significativa dos camundongos tratados com ciclofosfamida, valida o estudo. Os exames histopatológicos ainda em curso confirmarão a ausência ou não de metástases e complementarão os resultados do relatório. O estudo, coordenado pelo professor Manoel Odorico de Moraes, da Faculdade de Medicina da UFC, tinha o objetivo de estudar o potencial antitumoral da fosfoetanolamina sintética sobre o melanoma B16F10, que tem sido usado como modelo animal de tumor imunogênico para estudo de imunoterapia em tumores experimentais. Segundo Odorico Moraes, embora seja um resultado alentador, muitas outras substâncias apresentam atividade anticâncer bem superior ao resultado encontrado com a fosfoetanolamina e somente os testes em seres humanos poderão comprovar, definitivamente, a sua eficácia e segurança no tratamento do câncer.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/08/pilula-do-cancer-tem-eficiencia-menor-que-de-outras-substancias-diz-ufc.html
02/08/2016
Cansaço extremo e falta de ar podem ser sinais de câncer de pulmão Agosto é o mês de conscientização sobre câncer de pulmão, uma doença que atinge cerca de 30 mil pessoas por ano no Brasil. Por mais que seja uma doença conhecida, 90% dos casos da doença são diagnosticados já em estágio avançado. O cirurgião torácico do Hospital Abert Einstein Ricardo Sales afirmou que esse índice exacerbante está relacionado ao fato de a doença ser silenciosa. Os principais sintomas, que são cansaço extremo, tosse incessável e falta de ar, só começam a se manifestar quando o câncer já está em estágio avançado, dificultando o tratamento. — Os cirurgiões torácicos só podem operar alguém com câncer de pulmão quando a doença é diagnosticada precocemente. Com a cirurgia, as chances de cura são quase certeiras. No entanto, a maior parte dos pacientes só vai procurar um especialista quando a doença está em estágio avançado, e nesses casos, só tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem resolver. Grupo de risco Sales listou quem são as pessoas que mais têm chances de desenvolver o câncer de pulmão: são pessoas com mais de 50 anos que, há 30 anos ou mais, fumam pelo menos um maço de cigarro por dia. Contudo, apesar de os tabagistas serem os mais propensos a desenvolverem a doença, ex-fumantes, fumantes passivos e pessoas que vivem em ambientes poluídos não podem neglienciar o problema, uma vez que 20% dos casos afetam esse tipo de público. Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela biofarmacêutica Bristol-Myers Squibb, mostrou que há uma desinformação grande em relação à doença: 76% da população brasileira nunca conversou com um médico sobre câncer de pulmão e apenas 39% se considera bem informada sobre a doença. O oncologista Marcelo Cruz ressaltou que esses índices se devem porque a doença é subestimada, e que isso só vai mudar quando as pessoas começarem a dar a ela a mesma importância que dão aos outros tipos de câncer. — O câncer de pulmão é o único tipo de câncer que pode ser prevenido. O câncer de mama e o de próstata, que são levados muito mais a sério pela maior parte da população do que o câncer de pulmão, não têm prevenção. Então, as pessoas precisam aproveitar que há como evitar o problema e tomar as medidas que lhes cabem para isso. Segundo a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, medidas que contribuem para que a doença não se desenvolva são não fumar, praticar atividades físicas e evitar exposição a elementos químicos como os presentes em construções, mineradoras e isolantes térmicos. Luciana recomenda, ainda, que as pessoas conversem com seus médicos sobre a doença. O tabagismo começa na infância A pesquisa mostrou que três em cada dez brasileiros conhecem alguém que tem ou já teve câncer de pulmão. No entanto, esse alto índice não significa que essas pessoas procuram se prevenir. Apesar de o número de fumantes ter caído desde o surgimento de campanhas contra o tabagismo, ainda há grande incidência entre os jovens. Marcelo Cruz explica: — O tabagismo começa na infância e na adolescência. Não podemos negligenciar essa faixa etária. Desde 2005, observamos uma queda no número de tabagistas, hoje eles representam 17% da população do País, porém os adolescentes têm fumado cada vez mais. Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar outras doenças como o DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que é nada menos que a bronquite crônica atuando no organismo ao mesmo tempo que a inflamação dos brônquios. O transtorno faz com que a camada elástica do pulmão vá perdendo elasticidade, dificultando o processo de troca de oxigênio. Além disso, acidentes vasculares cerebrais e infartos podem ocorrer por causa do fumo, porque ao ingerir as substâncias tóxicas presentes no cigarro, a pessoa estimula o entupimento de veias no cérebro e no coração. O tabagismo afeta, ainda, a aparência: amarela os dentes e estimula o surgimento de rugas.Acesse o link do Portal R7: http://noticias.r7.com/saude/cansaco-extremo-e-falta-de-ar-podem-ser-sinais-de-cancer-de-pulmao-02082016
15/07/2016
Sem medo do tratamento do câncer de próstata Um homem recebe a notícia de que tem um câncer na próstata e imediatamente começa a imaginar o tratamento e se depara com dois medos principais: impotência e infertilidade. Mas é preciso ter calma. Apesar de qualquer tratamento deste tipo provocar, sim, alguma alteração sexual e reprodutiva, a qualidade de vida volta com o tempo e muitos dos problemas mais temidos nestes casos têm solução. De acordo com o urologista do Einstein, Dr. Sidney Glina, é muito importante que o paciente conheça os riscos antes de iniciar tratamento. “Já ouvi muitos homens reclamando que não ejaculam mais depois da cirurgia. Mas isto é claro. Sem a próstata, não há como ejacular. Por outro lado, o orgasmo pode ser mantido na maioria dos casos. Tudo isso deveria ser conversado com o médico antes do tratamento em si”, explica. “E é só uma questão de tempo para que a qualidade de vida do paciente volte”, afirma. O câncer de próstata costuma atingir homens a partir de 45 anos e é hoje o mais comum entre os que têm mais de 50 anos. Abaixo, listamos as principais dúvidas dos homens sobre o assunto. Quais os tratamentos para o câncer de próstata? Radioterapia e/ou cirurgia de retirada da próstata. Vou ficar infértil após o tratamento? Com a retirada da próstata o indivíduo deixa de ejacular, ficando, portanto, infértil. Ele não perde, porém, a sensação do orgasmo. Já com a radioterapia, o indivíduo vai deixando de ejacular aos poucos, mas também continua sentindo orgasmos. Vou perder a ereção após a cirurgia? A cirurgia provoca certa lesão na ereção, que pode voltar em boa parte dos casos. Homens acima de 65 anos têm cerca de 30% de chance de voltar a ter o mesmo nível de ereção que tinham antes do procedimento. Aqueles abaixo de 60 anos têm de 60 a 70% de chance. Como reduzir a perda de ereção com o tratamento? A cirurgia deve ser tecnicamente bem realizada e espera-se que o tumor não seja grande o bastante para ter afetado os nervos da ereção. Vou deixar de ter orgasmo após o tratamento? Apenas 20% dos homens reclamam de alteração na sensação do orgasmo. Mesmo que “a seco”, o orgasmo tende a se manter satisfatório para aqueles que não o perderam. Fiz a cirurgia e fiquei com problema de ereção. Tem como resolver? Sim. Atualmente o problema da ereção pode ser resolvido por via oral (com comprimidos), por injeções aplicadas diretamente no pênis pouco antes do ato sexual ou até mesmo com a implantação de próteses penianas. Vou iniciar o tratamento. Poderei ter filhos depois? Pelos meios tradicionais, não. Mas é possível congelar o sêmen antes da cirurgia ou fazer aspiração de espermatozóides dos testículos (ou do epidídimo) nos homens já operados.Acesse o link do Portal do Hospital Albert Einstein: https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/noticias/sem-medo-tratamento-cancer-prostata

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