SÍNDROME MÃO-PÉ

A síndrome mão-pé é o nome dado à eritrodisestesia palmo plantar, um evento adverso, que, como o nome diz, causa vermelhidão e alteração da sensibilidade na palma das mãos e sola dos pés.

Embora seja uma ocorrência possível como reação a vários medicamentos, ela é mais frequentemente associada ao uso da capecitabina.

Entendemos que a explicação para o evento seja complexa, determinada por vários fatores, entre eles uma diferenciação na circulação sanguínea das mãos e dos pés, diferenças de temperatura, mais atrito e maior sensibilidade. A diferença no padrão circulatório levaria a uma concentração tecidual maior do medicamento, que leva a apoptose (morte) dos queratinócitos da camada basal da pele e, com isso, à instalação de um processo inflamatório, paralelo à lesão de pequenos nervos, responsável pelo componente da neuropatia, que compõe o quadro clínico.

A síndrome mão pé instala-se após algumas semanas de uso do medicamento, é progressiva e dependente da dose e da sensibilidade individual. Em geral ela começa com uma alteração da sensibilidade das mãos e dos pés, que se associa a uma vermelhidão (eritema) e hiperpigmentação dos sulcos da palma das mãos. O quadro evolui para a secura da pele, podendo ocorrer o aparecimento de rachaduras na pele (fissuras) e a formação de bolhas grandes, que podem se romper, dando origem a lesões ulceradas.

Na gradação desse evento adverso não há o grau 5, posto que essas lesões não são letais. O grau 1 é o da alteração da sensibilidade e vermelhidão, sem nenhuma interferência na vida diária do paciente. O grau 2 é caracterizado por uma alteração mais profunda da sensibilidade e algumas fissuras na palma das mãos, que causam algum incômodo. O grau 3 associa-se a algumas bolhas e uma incapacidade para a realização de grande parte das atividades cotidianas. E por fim, o grau 4, é o das lesões ulceradas, com incapacidade total para qualquer atividade.

O tratamento pode ser preventivo, com a redução do atrito, utilização de sapatos confortáveis e tomando-se o cuidado de não expor mãos e pés a temperaturas extremas.

Como prevenção medicamentosa orienta-se a adequada hidratação da pele e a profilaxia de lesões oportunistas associadas, com hidrocortisona tópica, associada à neomicina ou outro antibiótico. Alguns produtos estão disponíveis comercialmente para a manutenção da pele hidratada e limpa. Nos casos mais graves pode ser necessária a utilização de antibióticos por via sistêmica.

Nas lesões mais graves pode ser necessária a interrupção ou a redução das doses do medicamento, que frequentemente pode ser reiniciado após a resolução do quadro. Na repetição do efeito, reinicia-se o tratamento, após resolvidos os eventos adversos, com doses reduzidas em relação às inicialmente prescritas.

É importante que os pacientes relatem esses efeitos imediatamente aos seus médicos. O ajuste precoce das doses pode minimizar a intensidade das lesões, mas redução ou interrupções intempestivas da medicação, podem ocasionar perda de eficácia do tratamento.

BENEFÍCIOS DOS GRÃOS PARA A SAÚDE

Sabe-se que uma alimentação equilibrada pode combater inúmeras doenças e consequentemente beneficiar o dia a dia das pessoas.

 

Abaixo listei alguns grãos e suas respectivas propriedades nutricionais e seus benefícios.

Aveia: rica em fibras, ela “se gruda” em parte das gorduras ingeridas e ajudam a reduzir o colesterol e os níveis de glicose no sangue.

Amaranto: grão que contém cálcio, ferro, zinco, magnésio, fósforo e vitamina A e C, age prevenindo osteoporose e melhorando níveis de colesterol prevenindo desta forma doenças cardiovasculares.

Centeio: é uma boa fonte em fibras e sais minerais e apresenta poucas calorias, regula o funcionamento intestinal, melhorando consequentemente a absorção de vitaminas a minerais.

Cevada: é rica em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B, principalmente B12, e nos minerais selênio e magnésio, ambos antioxidantes importantes. O selênio é essencial para o adequado funcionamento da glândula tireoide e o magnésio é um “direcionador” de cálcio para o osso.

Chia: é rica em ômega 3 e fibras, potente anti inflamatório, protegendo o corpo contra doenças crônicas como: diabetes, pressão alta, doenças cardiovasculares, e regulando o sono. Além disso, aumenta a sensação de saciedade diminuindo a fome. 

Gergelim: grande fonte de zinco e cálcio. O zinco ajuda na síntese de serotonina, é antioxidante e melhora a imunidade do corpo, o cálcio colabora com a saúde dos ossos e previne osteoporose.

Gérmen de trigo: possui proteínas, ferro e potássio, além de ter boa quantidade de vitamina E, antioxidante e fortalecedora das defesas do corpo.

Linhaça: além de ser fonte de fibras, essa semente ainda conta com um tipo de ômega-3 que age melhorando o aspecto da pele.

Milho: possui dois antioxidantes muito importantes para a proteção da retina e da mácula dos olhos, a luteína e a zeaxantina.

Painço: da mesma família de grãos do arroz e milho, o painço contribui no processo digestivo, ajuda manter os ossos saudáveis e age no controle e absorção da glicose.

Quinoa: a lisina, um de seus compostos, fortalece a imunidade e melhora a memória, e seus fitoestrógenos amenizam sintomas da TPM e menopausa.

Semente de girassol: semente rica em vitaminas do complexo B, que está envolvido na síntese de hemoglobina e glóbulos vermelhos e divisões celulares. E também contém   zinco e potássio em sua composição.

Soja: estudos comprovam seus benefícios para doenças cardiovasculares, prevenção do câncer, menopausa, osteoporose e diabetes, além de conter muitos sais minerais.

EXERCÍCIOS FÍSICOS PODEM EVITAR O APARECIMENTO DO CÂNCER

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) concluiu que evitar a obesidade através de exercícios físicos e alimentação saudável pode prevenir 19% dos casos de câncer.

Considerando 12 tipos específicos de cânceres mais comuns na população brasileira, como os de esôfago, pulmão, mama, fígado, próstata, colorretal e outros, o estudo ainda aponta que, ao prevenir a obesidade, é possível reduzir a incidência dos mesmos em até 30%. O mecanismo dessa relação está baseado no fato de que células gordurosas em excesso aumentam a produção de fatores que causam a inflamação e, a partir daí, contribuem para o desenvolvimento de células cancerígenas.

Segundo dados do INCA, se nada for feito no combate à obesidade, o Brasil pode ter um aumento de 34,6% nos casos de câncer nos próximos anos. Portanto, uma campanha educativa para conscientização da população brasileira para adoção de hábitos saudáveis e a regulamentação da indústria de alimentos são medidas necessárias e urgentes.

A maioria dos estudos epidemiológicos tem focado o câncer de mama. O maior deles é um americano que monitorou 41.836 mulheres na menopausa, durante 18 anos (Iowa Women´s study). As mulheres que praticaram atividade física regular, como corrida, natação ou esportes com raquetes, duas a três vezes por semana, tiveram chances 14% menores de desenvolverem câncer de mama. 

FÉ E A ESPIRITUALIDADE CONTRIBUEM PARA A SAÚDE DO PACIENTE ONCOLÓGICO

Vários estudos mostram que a fé e a espiritualidade estão ligadas à cura de doenças diversas, ao bem-estar e qualidade de vida, inclusive de pacientes em tratamentos oncológicos. Segundo especialistas, pessoas com fé têm a tendência de dar um significado à doença, uma visão de mundo que dá sentido a experiência vivida (como o tratamento quimio e radioterápico); coisa que só o pensamento positivo não oferece.

Embora os mecanismos pelos quais a fé afeta a saúde não estejam esclarecidos, isso aconteceria pelos seguintes fatores:

Comportamental: A espiritualidade é cultivada dentro de religiões, que muitas vezes incentivam alimentação saudável, sexo seguro e comportamentos para prevenção da saúde.

Social: A conexão com outros membros da comunidade promove relações saudáveis, o que ajuda na qualidade de vida.

Fisiológicos: Práticas espirituais como a oração e a meditação levam ao relaxamento, acarretando benefícios à saúde.

Psicológico: A espiritualidade e a fé aumentam o bem estar psicológico, afetando o bem estar físico também, o que está associado com baixos índices de depressão, ansiedade e desesperança.

CLINONCO NA MÍDIA

04/02/2016
Papo de Mãe inédito sobre Fertilidade em Pacientes com Câncer Receber a notícia de um câncer não significa mais dizer adeus ao sonho de ser mãe ou pai. Hoje, já existem técnicas que preservam a fertilidade. A maioria delas envolve a criopreservação, que é o congelamento de óvulos, sêmen ou embriões para uso posterior. Entretanto, pesquisas recentes sugerem que menos de 50% dos doentes oncológicos adultos em idade fértil receberam uma orientação adequada sobre as suas opções de preservação da fertilidade antes de tratamentos contra o câncer, e menos de 35% das mulheres lembram de ter discutido os riscos de infertilidade, e, ainda assim, apenas durante ou após o tratamento. Além da falta de informação, no Brasil, ainda há poucos centros de atendimento que oferecem tratamento de fertilidade gratuito, por intermédio do Sistema Único de Saúde. Por este motivo, a lista de espera é longa, e os planos de saúde não cobrem este tipo de técnica. Neste programa, vamos conhecer as histórias das mães Luciana Bonafé, jornalista, mãe da Luiza (8);Gisele Prado, engenheira de materiais, mãe da Catarina (1); e Adriana Chambon, empresária, mãe do Pedro Henrique (7) e do Luiz Eduardo (2). Participam também os especialistas Dr. Waldemir Rezende, obstetra e ginecologista; Dr. Arthur Malzyner, oncologista;  Solange Melo, psicóloga clínica e psicoterapeuta; e  Claudineia Jonhsson, advogada. Na reportagem da Fernanda de Luca, a moda dos lenços para deixar bem bonitas as mulheres que perdem os cabelos durante o tratamento contra o câncer. E a repórter Letícia Bragaglia foi até a porta de um hospital em São Paulo para conversar com algumas mães que estão em tratamento. Papo de Mãe é um programa imperdível e fundamental para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço.   Acesse o link do Portal Papo de Mãe: http://www.papodemae.com.br/2015/10/01/domingo-4-15h30-papo-de-mae-inedito-sobre-fertilidade-em-pacientes-com-cancer/
01/02/2016
Câncer durante a gravidez requer cuidados para evitar danos ao feto Câncer durante a gravidez não é comum, porém o especialista se depara com alguma frequência com a necessidade de tomar decisões sobre administração de tratamentos oncológicos, quimioterapia e/ou radioterapia em mulheres durante o período de gestação. O diagnóstico de câncer mais comum durante a gravidez é o de câncer de mama. O tratamento mais frequentemente proposto é a cirurgia. A quimioterapia e radioterapia devem ser administradas quando indicado, devendo sempre que possível respeitar certos marcos do desenvolvimento do feto na gestação. Sabemos que a quimioterapia deve ser evitada durante o primeiro trimestre da gravidez, pois pode afetar o desenvolvimento do feto. A radioterapia deve ser evitada durante toda a gestação, e sempre que possível optar pela cirurgia.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18590-cancer-durante-a-gravidez-requer-cuidados-para-evitar-danos-ao-feto As mulheres grávidas devem evitar o uso de hormonioterapia na gestação, pois são capazes de provocar malformações fetais. O uso de terapias alvo também deve ser evitado na gravidez. Sobre os exames de acompanhamento, cada caso deve ser analisado quanto aos riscos e benefícios dos diversos tratamentos e exames de revisão. Dentro destas limitações e dentro de quantidades recomendadas pelo bom censo, exames sem radiação em geral podem ser feitos, como ultrassom e ressonância magnética sem contraste. Os exames utilizando raios X também podem ser utilizados, desde que em doses baixas e com a devida proteção do feto. Os maiores riscos que um câncer durante a gestação pode oferecer para o feto são: aborto, nascimento prematuro, possíveis más-formações decorrentes de exposição a drogas com efeitos desconhecidos na gravidez ou decorrentes de radiação X excessiva. Não é incomum o parto ter que ser antecipado e ser realizada uma cesárea. As limitações de exames na gravidez frequentemente retardam o diagnóstico de câncer na gestante, o que às vezes se associa a um desfecho mais desfavorável. A importância da localização do câncer inclui a facilidade ou não do diagnóstico em seu tempo usual, a gravidade inerente ao órgão afetado pelo câncer, a facilidade de sua remoção cirúrgica e possibilidade do oncologista fazer uso de todas as armas terapêuticas mais efetivas. O câncer de mama, que é o tipo de câncer mais frequente na gestante, tem seu diagnóstico usualmente retardado pelas modificações do volume da mama gravídica. Além disso, boa parte dos tratamentos que seriam essenciais - como quimioterapia, hormonioterapia e a radioterapia - devem ser retardados até o final da gestação, causando enfim um desfecho que tende a ser pior na paciente gestante.
18/01/2016
Desafio de tratar câncer de pulmão é que a doença é muitas vezes assintomática Rastreamento em Câncer de Pulmão Recentemente, dois casos de celebridades com câncer de pulmão nos chamaram atenção. Marília Pêra, que descobriu tardiamente e faleceu em menos de dois anos; e Ana Maria Braga, que percebeu o câncer no início e fez a retirada do tumor rapidamente, sendo considerada curada pelo seu médico. O que elas tinham em comum? O tabagismo. Do ponto de vista do profissional de saúde, casos como esse geram um aumento na procura de check-ups por curto espaço de tempo. “Passados um ou dois meses, tudo volta ao que era antes. E o interessante é que, embora aumente a procura por exames de rastreamento, não se reduz o hábito do tabagismo”, diz o Dr. Ricardo Caponero, médico oncologista da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica, graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especializado em oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas. Em entrevista ao IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, o Dr. Ricardo Caponero comenta protocolos médicos de rastreamento do câncer e as especificidades do de pulmão. IBSP – Se o paciente quer um check-up para rastrear câncer, qual deve ser o protocolo médico? Quais exames podem ser pedidos? Ricardo Caponero – Depende da história familiar e dos fatores individuais de risco. Em relação ao câncer de pulmão, o que se recomenda é a realização de tomografia computadorizada do tórax, com doses baixas de radiação, anualmente, dos 55 aos 80 anos, para quem tem histórico de tabagismo e é fumante ativo ou que interrompeu o tabagismo nos últimos 15 anos (em relação ao momento presente)*. Para os outros tumores, recomenda-se o exame clínico anual, com inspeção da pele e mucosa, uma colonoscopia aos 50 anos de idade e, se normal, pesquisa de sangue oculto nas fezes uma vez ao ano, além da repetição da colonoscopia a cada cinco anos. As mulheres devem realizar mamografias anuais a partir dos 40 anos de idade (50 anos, pela conduta do Governo Federal) e colpocitologia oncótica (Papanicolau) anualmente desde o início da vida sexual. Para os homens, há controvérsias na realização do exame de toque para detecção do câncer de próstata. *O Dr. Lucas Zambon do IBSP ressalta que o rastreamento deve ser interrompido após os 80 anos, se o tempo de interrupção de tabagismo superar 15 anos, ou se a pessoa desenvolver uma doença que diminua a expectativa de vida ou torne inviável uma cirurgia em caso de detecção de um câncer localizado (Fonte: U.S. Preventive Services Task Force) IBSP – Ter tido outros cânceres antes pede rastreamentos constantes? Ricardo Caponero – Depende do câncer. Algumas neoplasias tem caráter genético e hereditário, outras não. De qualquer forma, quem teve um câncer deve manter, no mínimo, um acompanhamento médico anual. IBSP – O câncer de pulmão é famoso por ser difícil de tratar. Se descoberto no começo, qual a chance de cura? Ricardo Caponero – O problema do câncer de pulmão está no fato de a doença poder passar totalmente assintomática nas fases iniciais. Com isso, o prognóstico piora rapidamente com a evolução da doença. Para todas as neoplasias, em geral, o diagnóstico precoce e a descoberta no estágio mais inicial estão associados a maiores chances de cura. IBSP – O estágio avançado, portanto, é o grande vilão do câncer de pulmão? Ricardo Caponero – Embora as chances de cura sejam maiores no estádio inicial, isso não é uma regra absoluta. Há pessoas com doença avançada que vão bem, e outras, com doença inicial, que evoluem mal. Hoje, sabemos que depende, além do diagnóstico precoce e tratamento correto e oportuno, da biologia do tumor. Tumores de mesmo tamanho, com o mesmo grau de disseminação, podem ter comportamentos distintos, com base em diferenças no perfil de expressão gênica de cada neoplasia. IBSP – As cirurgias são menos invasivas, como a de Ana Maria Braga que foi feita por vídeo e corte pequeno, garantem maior segurança ao paciente e chance de cura elevada? Ricardo Caponero – A chance de cura depende do estágio da doença, não do tamanho da cirurgia. Mas é claro que doenças em estágio mais adiantado precisam de cirurgias maiores do que doenças de estágio inicial. Um tumor de menos do que um centímetro precisará de uma cirurgia menor do que um tumor de sete centímetros. Isso é intuitivo. Se a cirurgia é feita de forma aberta ou assistida por vídeo (toracoscopia), ou por robô, o que muda é o dano à parede do tórax. A recuperação pode ser mais rápida, o trauma cirúrgico menor, menos sangramento, menos dias de internação, menos cicatrizes, mas a chance de cura não depende do tamanho do corte. O tamanho do corte é que depende do tamanho da doença, e o tamanho (e extensão) é que determinam o prognóstico. IBSP – Todas as classes sociais têm acesso a tratamentos de ponta? Ou somente famosos como Ana Maria, que operou no Albert Einstein? Ricardo Caponero – A resposta é óbvia. A discrepância de acesso ao diagnóstico e tratamento é cada vez mais evidente. Temos, de novo, a medicina “dos ricos” e a “medicina dos pobres”. Isso já beira o antiético. IBSP – Como um paciente pode se precaver para rastrear câncer de pulmão no início, já que é um “câncer silencioso” (Ana Maria não sentiu nenhum sintoma)? Ricardo Caponero – A recomendação, como citamos, é para que fumantes, ou pessoas que abandonaram o vício há menos de 15 anos, façam anualmente uma tomografia computadorizada do tórax, com baixas doses de radiação, dos 55 aos 80 anos de idade.Acesse o link do Portal do IBSP: http://segurancadopaciente.com.br/central_conteudo/entrevistas/desafio-de-tratar-cancer-de-pulmao-e-que-a-doenca-e-muitas-vezes-assintomatica/
07/12/2015
Câncer: equipe multidisciplinar faz diferença no sucesso do tratamento A superespecialização, ou seja, médicos cada vez mais especialistas em determinado assunto, produziu profundidade no conhecimento, porém, fragmentou o conhecimento médico. Justamente por esta razão a integração de profissionais de várias áreas da medicina, buscando opções para um tratamento mais completo para paciente portadores de doença complexa (como o câncer), passou a ser a recomendação dos maiores centros mundiais de tratamento de cada uma delas. Especificamente no caso dos cânceres, a equipe de profissionais pode incluir o médico oncologista, o cirurgião e o radio-oncologista (radioterapeuta), que são os especialistas mais frequentemente envolvidos com o tratamento do paciente oncológico, mas também especialistas em imagem, médico nuclear (para análise das cintilografias e PET scan), patologista, nutrólogo, psicólogo, foniatra, fisiatra, endoscopista, e geneticista clínico. Além disto, dependendo do tipo de câncer e da especialidade considerada, pode ser bom ter um especialista não oncologista da doença em questão também fazendo parte da equipe. Por exemplo, um médico pneumologista que conhece função pulmonar e respiratória é importante no caso de uma equipe multidisciplinar que atende um paciente com câncer de pulmão. O papel de cada um Cada membro da equipe terá a responsabilidade em embasar os achados de cada paciente discutido nas recomendações que a literatura médica faz. Assim, o médico especialista em imagem (radiologista), por exemplo, será responsável pela análise das imagens e elucidação diagnóstica sobre a extensão da doença e do grau de previsão de sucesso que cada um dos tratamentos poderá vir a ter. O oncologista é o médico que mais de perto acompanha a longa história natural da doença oncológica (câncer), sendo por isso o profissional que mais frequentemente participa com o paciente de todas as fases de sua doença. Os demais profissionais, geralmente, estão mais próximos nos momentos do diagnósticos e tratamentos iniciais, também em cada momento que se torna necessário um redirecionamento da conduta. Equipe multidisciplinar x multiprofissional A equipe médica acima descrita, que denominamos multidisciplinar, poderá integrar uma equipe ainda maior que denominamos de equipe multiprofissional. A equipe multiprofissional também inclui outros profissionais (não médicos) da outras áreas da saúde, a saber, enfermagem, farmácia, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia. Esta última equipe frequentemente assessora a equipe médica multidisciplinar, aconselhando os médicos participantes a conduzir mais adequadamente os casos de acordo com a realidade, dinâmica e ambiente de cada paciente.   Referências Escrito em parceria com Ariane Vieira Carvalho, oncologista da CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/20260-cancer-equipe-multidisciplinar-faz-diferenca-no-sucesso-do-tratamento

CÂNCER NA MÍDIA

15/09/2015
Cresce número de homens que retiram as mamas para evitar câncer O número de homens americanos com câncer de mama que optam pela dupla mastectomia aumentou de 3%, em 2004, para 5,6% em 2011. É o que diz um estudo publicado na última edição da revista científica JAMA Surgery. A pesquisa, conduzida pela Sociedade Americana de Câncer e o Instituto Dana Faber para o Câncer, incluiu dados de 6 332 homens. Embora os pesquisadores não saibam afirmar os motivos dessa tendência, eles acreditam que seja uma combinação de fatores: garantir a prevenção máxima para evitar o surgimento da doença, o aumento da disponibilidade de testes genéticos e o "efeito Angelina Jolie", que retirou as mamas de forma preventiva. De acordo com os autores, o mesmo padrão de comportamento já havia sido observado em mulheres. Eles ressaltam, contudo, que esse tipo de procedimento - retirar uma mama que está saudável - nem sempre é necessário. "A operação só é recomendada para uma pequena proporção de homens (que tem a mutação no gene BRCA) e a taxa observada no estudo é maior que essa proporção. Além disso, há uma falta de evidências que sugerem que tais mastectomias ajudam os pacientes a viver mais tempo", afirmou Ahmedin Jemal, vice presidente de vigilância e serviços pesquisa de saúde da Sociedade Americana de Câncer e principal autor do estudo, ao site especializado Live Science. Leia também: Retirar as mamas não é a única alternativa para casos como o de Angelina Jolie Os cânceres de próstata e de mama são mais parecidos do que se imagina Os pesquisadores descobriram que, em média, os homens que optaram pelo procedimento, eram mais jovens do que aqueles que não o fizeram. A taxa de dupla mastectomia também foi diminuindo conforme a idade dos pacientes aumentava. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, o tumor de mama é 100 vezes mais comum em mulheres do que em homens, mas não é exclusivo delas como o câncer de ovário. Nos Estados Unidos, são estimados cerca de 2 350 novos casos de câncer de mama em homens, em 2015. (Da redação)Acesse o link do Portal Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cresce-numero-de-homens-que-retiram-as-mamas-para-evitar-cancer
26/08/2015
Células do câncer são reprogramadas para voltarem ao normal São Paulo - Uma equipe da Mayo Clinic, um hospital-universidade sem fins lucrativos, acredita ter encontrado uma chave para tratar todos os tipos de câncer, reprogramando as células para fazê-las voltar ao normal. E já testaram, com sucesso, em células cancerosas in vitro. Funciona assim: quando uma célula está em contato com outra, moléculas chamadas micro-RNAs (miRNAs) regulam a ação dos genes, dando a ordem que é hora da célula parar de se reproduzir. Esse contato, afinal, significa que o espaço já está ocupado. Esses complexos de proteínas são chamados "microprocessadores" - elas, afinal, atuam como computadores, tomando decisões baseadas em diferentes informações. Esse "programa" dá tela azul em cânceres. Os genes não recebem a mensagem e as células se reproduzem descontroladamente. ADVERTISEMENT Há alguns anos, pesquisas apontavam que problemas em duas dessas moléculas, a E-caderina e a p120 catenina, eram uma possível causa universal do câncer. O problema com esses estudos, segundo os pesquisadores, é que essas proteínas ainda estão presentes em células cancerosas. Elas não poderiam ser a única causa. A equipe focou sua atenção então em outro microprocessador, o PLEKHA7, que se associa aos outros dois. Em sua ausência, a E-caderina e p120 catenina se tornam incapazes de suprimir a reprodução das células - ao invés disso, elas aceleram a reprodução. Isto é, de mocinhas, tornam-se vilãs. "Acreditamos que a perda do complexo de microprocessadores PLEKHA-7 é um evento primordial e algo universal no câncer", afirma Panos Anastasiadis, investigador sênior da Mayo Clinic. "Na vasta maioria dos exemplares de tumores que examinamos, essa estrutura está ausente, ainda que a E-caderina e a p120 estejam presentes. Isso produz o equivalente a um carro acelerado que tem um monte de combustível (a p120 ruim) e nenhum freio (o complexo de multiprocessadores PLEKHA7)." Nos primeiros testes em laboratório, células que receberam de volta o PLEKHA7 voltaram ao normal. "Através da administração dos micro-RNAs afetados em células de câncer, para retorná-los aos seus níveis normais, devemos ser capazes de devolver os freios e restaurar a função celular normal", afirma o pesquisador. "Experimentos iniciais em alguns tipos de câncer agressivos foram, de fato, bastante promissores". A pesquisa pode ter um imenso impacto em breve. "O mais significativo de tudo é que nosso estudo descobriu uma nova estratégia para a terapia de câncer", afirma o Anastasiadis. A quimioterapia, o tratamento mais comum atualmente, é relativamente eficiente, mas bastante custosa aos pacientes. O novo método pode não apenas se mostrar mais eficaz, como trazer um imenso alívio aos doentes.Acesse o link do Portal Exame: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/celulas-do-cancer-sao-reprogramadas-para-voltarem-ao-normal
21/08/2015
Número de brasileiras que fazem exame preventivo está muito próximo da meta da OMS Mais de 79% das brasileiras entre 25 e 64 anos fizeram o exame preventivo ginecológico no intervalo entre 2010 e 2013, de acordo com os números da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados hoje (21/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Ficaram faltando apenas seis décimos para bater a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 80%. Já em relação à mamografia, ainda é preciso melhorar o índice: 60% do público-alvo - mulheres entre 50 e 69 anos - fizeram o exame nos dois anos anteriores à pesquisa, enquanto o parâmetro da OMS é 70%. Em ambos exames, as mulheres brancas, com mais anos de estudos e moradoras das regiões Sul e Sudeste ficaram acima da média nacional. De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não há falta de oferta de mamografia nas regiões Norte e Nordeste, que registraram os índices mais baixos. Segundo ele, o aumento do número de médicos no País vai aumentar a adesão ao exame. "A pesquisa foi feita em 2013, antes do início do programa Mais Médicos. Naquela época, entre 13 mil e 15 mil equipes de Saúde da Família estavam sem médicos. Temos que investir na busca ativa, captar essas mulheres na Atenção Básica. Trazê-las para a oferta que já está disponível no Sistema Único de Saúde", ponderou. Dos números apresentados na pesquisa, o que mais preocupou o ministro foi o índice elevado de crianças abaixo de dois anos que consomem biscoitos e bolos (60,8%) e refrigerantes e sucos artificiais (32,3%). "Objetivamente podemos ver que está havendo a substituição do padrão alimentar das crianças por produtos superprocessados. Isso precisa ser revisto. É preciso retomar hábitos alimentares saudáveis", enfatizou Chioro, completando que 74% das mortes no Páis são causadas por Doenças Crônicas não Transmissíveis, que tem entre os principais fatores de risco a obesidade e o tabagismo. A circunferência da cintura de homens e mulheres também foi medida neste ciclo da PNS e evidenciou que as mulheres estão correndo mais risco: 52,1% das brasileiras têm a cintura mais larga que o limite recomendado, que é de 88 cm. entre os homens, o índice ficou em 21,8% (entre eles o limite é 102 cm). Os percentuais crescem à medida que a idade aumenta em ambos os sexos, chegando, respectivamente, a 70,7% nas mulheres com idades entre 65 e 74 e 38,4% nos homens da mesma faixa etária.Acesse o link do Portal INCA: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2015/numero_brasileiras_que_fazem_exame_preventivo_esta_muito_proximo_da_meta_oms

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