SÍNDROME MÃO-PÉ

A síndrome mão-pé é o nome dado à eritrodisestesia palmo plantar, um evento adverso, que, como o nome diz, causa vermelhidão e alteração da sensibilidade na palma das mãos e sola dos pés.

Embora seja uma ocorrência possível como reação a vários medicamentos, ela é mais frequentemente associada ao uso da capecitabina.

Entendemos que a explicação para o evento seja complexa, determinada por vários fatores, entre eles uma diferenciação na circulação sanguínea das mãos e dos pés, diferenças de temperatura, mais atrito e maior sensibilidade. A diferença no padrão circulatório levaria a uma concentração tecidual maior do medicamento, que leva a apoptose (morte) dos queratinócitos da camada basal da pele e, com isso, à instalação de um processo inflamatório, paralelo à lesão de pequenos nervos, responsável pelo componente da neuropatia, que compõe o quadro clínico.

A síndrome mão pé instala-se após algumas semanas de uso do medicamento, é progressiva e dependente da dose e da sensibilidade individual. Em geral ela começa com uma alteração da sensibilidade das mãos e dos pés, que se associa a uma vermelhidão (eritema) e hiperpigmentação dos sulcos da palma das mãos. O quadro evolui para a secura da pele, podendo ocorrer o aparecimento de rachaduras na pele (fissuras) e a formação de bolhas grandes, que podem se romper, dando origem a lesões ulceradas.

Na gradação desse evento adverso não há o grau 5, posto que essas lesões não são letais. O grau 1 é o da alteração da sensibilidade e vermelhidão, sem nenhuma interferência na vida diária do paciente. O grau 2 é caracterizado por uma alteração mais profunda da sensibilidade e algumas fissuras na palma das mãos, que causam algum incômodo. O grau 3 associa-se a algumas bolhas e uma incapacidade para a realização de grande parte das atividades cotidianas. E por fim, o grau 4, é o das lesões ulceradas, com incapacidade total para qualquer atividade.

O tratamento pode ser preventivo, com a redução do atrito, utilização de sapatos confortáveis e tomando-se o cuidado de não expor mãos e pés a temperaturas extremas.

Como prevenção medicamentosa orienta-se a adequada hidratação da pele e a profilaxia de lesões oportunistas associadas, com hidrocortisona tópica, associada à neomicina ou outro antibiótico. Alguns produtos estão disponíveis comercialmente para a manutenção da pele hidratada e limpa. Nos casos mais graves pode ser necessária a utilização de antibióticos por via sistêmica.

Nas lesões mais graves pode ser necessária a interrupção ou a redução das doses do medicamento, que frequentemente pode ser reiniciado após a resolução do quadro. Na repetição do efeito, reinicia-se o tratamento, após resolvidos os eventos adversos, com doses reduzidas em relação às inicialmente prescritas.

É importante que os pacientes relatem esses efeitos imediatamente aos seus médicos. O ajuste precoce das doses pode minimizar a intensidade das lesões, mas redução ou interrupções intempestivas da medicação, podem ocasionar perda de eficácia do tratamento.

BENEFÍCIOS DOS GRÃOS PARA A SAÚDE

Sabe-se que uma alimentação equilibrada pode combater inúmeras doenças e consequentemente beneficiar o dia a dia das pessoas.

 

Abaixo listei alguns grãos e suas respectivas propriedades nutricionais e seus benefícios.

Aveia: rica em fibras, ela “se gruda” em parte das gorduras ingeridas e ajudam a reduzir o colesterol e os níveis de glicose no sangue.

Amaranto: grão que contém cálcio, ferro, zinco, magnésio, fósforo e vitamina A e C, age prevenindo osteoporose e melhorando níveis de colesterol prevenindo desta forma doenças cardiovasculares.

Centeio: é uma boa fonte em fibras e sais minerais e apresenta poucas calorias, regula o funcionamento intestinal, melhorando consequentemente a absorção de vitaminas a minerais.

Cevada: é rica em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B, principalmente B12, e nos minerais selênio e magnésio, ambos antioxidantes importantes. O selênio é essencial para o adequado funcionamento da glândula tireoide e o magnésio é um “direcionador” de cálcio para o osso.

Chia: é rica em ômega 3 e fibras, potente anti inflamatório, protegendo o corpo contra doenças crônicas como: diabetes, pressão alta, doenças cardiovasculares, e regulando o sono. Além disso, aumenta a sensação de saciedade diminuindo a fome. 

Gergelim: grande fonte de zinco e cálcio. O zinco ajuda na síntese de serotonina, é antioxidante e melhora a imunidade do corpo, o cálcio colabora com a saúde dos ossos e previne osteoporose.

Gérmen de trigo: possui proteínas, ferro e potássio, além de ter boa quantidade de vitamina E, antioxidante e fortalecedora das defesas do corpo.

Linhaça: além de ser fonte de fibras, essa semente ainda conta com um tipo de ômega-3 que age melhorando o aspecto da pele.

Milho: possui dois antioxidantes muito importantes para a proteção da retina e da mácula dos olhos, a luteína e a zeaxantina.

Painço: da mesma família de grãos do arroz e milho, o painço contribui no processo digestivo, ajuda manter os ossos saudáveis e age no controle e absorção da glicose.

Quinoa: a lisina, um de seus compostos, fortalece a imunidade e melhora a memória, e seus fitoestrógenos amenizam sintomas da TPM e menopausa.

Semente de girassol: semente rica em vitaminas do complexo B, que está envolvido na síntese de hemoglobina e glóbulos vermelhos e divisões celulares. E também contém   zinco e potássio em sua composição.

Soja: estudos comprovam seus benefícios para doenças cardiovasculares, prevenção do câncer, menopausa, osteoporose e diabetes, além de conter muitos sais minerais.

EXERCÍCIOS FÍSICOS PODEM EVITAR O APARECIMENTO DO CÂNCER

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) concluiu que evitar a obesidade através de exercícios físicos e alimentação saudável pode prevenir 19% dos casos de câncer.

Considerando 12 tipos específicos de cânceres mais comuns na população brasileira, como os de esôfago, pulmão, mama, fígado, próstata, colorretal e outros, o estudo ainda aponta que, ao prevenir a obesidade, é possível reduzir a incidência dos mesmos em até 30%. O mecanismo dessa relação está baseado no fato de que células gordurosas em excesso aumentam a produção de fatores que causam a inflamação e, a partir daí, contribuem para o desenvolvimento de células cancerígenas.

Segundo dados do INCA, se nada for feito no combate à obesidade, o Brasil pode ter um aumento de 34,6% nos casos de câncer nos próximos anos. Portanto, uma campanha educativa para conscientização da população brasileira para adoção de hábitos saudáveis e a regulamentação da indústria de alimentos são medidas necessárias e urgentes.

A maioria dos estudos epidemiológicos tem focado o câncer de mama. O maior deles é um americano que monitorou 41.836 mulheres na menopausa, durante 18 anos (Iowa Women´s study). As mulheres que praticaram atividade física regular, como corrida, natação ou esportes com raquetes, duas a três vezes por semana, tiveram chances 14% menores de desenvolverem câncer de mama. 

FÉ E A ESPIRITUALIDADE CONTRIBUEM PARA A SAÚDE DO PACIENTE ONCOLÓGICO

Vários estudos mostram que a fé e a espiritualidade estão ligadas à cura de doenças diversas, ao bem-estar e qualidade de vida, inclusive de pacientes em tratamentos oncológicos. Segundo especialistas, pessoas com fé têm a tendência de dar um significado à doença, uma visão de mundo que dá sentido a experiência vivida (como o tratamento quimio e radioterápico); coisa que só o pensamento positivo não oferece.

Embora os mecanismos pelos quais a fé afeta a saúde não estejam esclarecidos, isso aconteceria pelos seguintes fatores:

Comportamental: A espiritualidade é cultivada dentro de religiões, que muitas vezes incentivam alimentação saudável, sexo seguro e comportamentos para prevenção da saúde.

Social: A conexão com outros membros da comunidade promove relações saudáveis, o que ajuda na qualidade de vida.

Fisiológicos: Práticas espirituais como a oração e a meditação levam ao relaxamento, acarretando benefícios à saúde.

Psicológico: A espiritualidade e a fé aumentam o bem estar psicológico, afetando o bem estar físico também, o que está associado com baixos índices de depressão, ansiedade e desesperança.

CLINONCO NA MÍDIA

24/08/2015
Três chances para abandonar o cigarro Uma pesquisa inédita feita pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 51,1% dos fumantes brasileiros tentaram abandonar o vício do cigarro nos últimos 12 meses. E as mulheres são maioria: 55,9% desse total. Se você está nessa batalha, sabe muito bem que não existe receita de bolo para obter sucesso. Mas um método que nunca falha é a força de vontade aliada à motivação. A advogada Beatriz Carrozza foi fumante por 20 anos, até que começou a refletir sobre sua saúde. “Fui visitar minha filha que estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos e achei que seria uma ótima oportunidade para parar. Eu não poderia fumar na casa da família americana e, como estava no inverno e nevando, eu não aguentaria ficar do lado de fora, fumando. Meu último cigarro foi em 15 de fevereiro de 2012, dia do meu embarque. Depois de dois dias, nem lembrei mais de cigarro”, relata. Os efeitos positivos da vida sem tabaco são sentidos logo na primeira semana. O mais imediato é a melhora do olfato, paladar, textura da pele e do cabelo, capacidade respiratória e disposição física – tanto para os exercícios quanto para as atividades do dia a dia. “Posteriormente, o hálito melhora, a rouquidão diminui e o convívio social com não-fumantes fica mais interessante. Em longo prazo, reduzem-se os riscos para neoplasia (tumor maligno) e doenças cardiovasculares”, explica Ricardo Caponero, oncologista da Clinonco. O processo de descontaminação total é lento e progressivo, sendo que o pulmão, por exemplo, precisa de 5 anos para ficar “limpo”. A volta do organismo para uma situação de risco idêntica a de uma pessoa que nunca fumou leva cerca de 10 anos. Bem-estar foi o primeiro ganho percebido pela gerente de qualidade Sabrina Neves Fernandes, que deixou o cigarro no passado, depois de 7 anos. A motivação veio da afilhada. “Toda vez que eu fumava, tinha que esperar muito tempo para pegá-la no colo. Não usei técnica, apenas acendi um cigarro no domingo à noite e comentei com meu namorado na época que aquele seria o último. E foi o que aconteceu, nunca tive recaída”, revela. Pensando nos anos e anos de inalação de substâncias tóxicas diárias, pode-se dizer que nosso organismo apresenta uma resposta rápida ao vício: ele fica livre da dependência no terceiro mês sem cigarro. Mas para ser considerado uma ex-fumante, é preciso estar há pelo menos 52 semanas longe do tabaco, conforme explica Silvia Maria Cury Ismael, gerente do serviço de psicologia do HCor e coordenadora do Programa de Cessação do Tabagismo. Tratamentos disponíveis A frustração de não conseguir largar o cigarro na primeira tentativa leva muitas pessoas a desistirem. Sorte que a ciência está do nosso lado e a pesquisa nessa área não cessa. Segundo Silvia e Caponero, do ponto de vista médico, há três abordagens possíveis para tornar-se um ex-fumante: 1. Abandono gradual, com redução programada da quantidade de cigarros em conjunto com medicações ansiolíticas durante 3 meses, além da psicoterapia de apoio. 2. Uso do medicamento bupropiona por 3 meses, com interrupção imediata do tabagismo. 3. Reposição de nicotina por gomas de mascar ou adesivos cutâneos, por cerca de 12 semanas, para pessoas com dependência química mais severa. Para começar qualquer uma das terapias, é imprescindível ter motivação e respaldar-se em uma avaliação médica, que estabelecerá se a dependência do cigarro tem componente orgânico significativo (dependência física) ou se está mais relacionada aos aspectos psicológicos, nos quais a psicoterapia tem extrema importância. E sabe aquela história de que parar de fumar é sinônimo de aumento de peso? Esse é um fator relacionado à ansiedade: a comida – geralmente os doces – vira a substituta do cigarro. Para não cair nessa cilada, Silvia e Caponero recomendam buscar hábitos saudáveis e que darão bons resultados, como comer a cada 3 horas, evitar alimentos calóricos e tomar muita água. Pontos de apoio Se você acha que não conseguirá sair dessa sozinha, existem muitos grupos e programas de ajuda a quem quer parar de fumar, como o Programa de Cessação do Tabagismo do HCor, em São Paulo. Geralmente, os planos de saúde também contam com orientações nesse sentido. Já na rede pública de saúde, as informações para o encaminhamento para tratamento estão disponíveis em postos de saúde e AMAs. (Foto: Getty Images)
22/06/2015
É possível sair e curtir com frequência e sem excesso Quem tem uma vida social agitada, com inúmeros compromissos, happy hours e baladas, precisa cuidar para não comprometer a saúde, as responsabilidades profissionais e familiares, tampouco consumir bebidas alcoólicas em excesso. Com moderação e responsabilidade dá para manter a frequência dos eventos sociais de maneira saudável e constante. Para a psicóloga Miriam Barros é fundamental refletir sobre alguns aspectos: “o primeiro ponto é a própria segurança e saúde. Uma pessoa que sai todos os dias, à noite, e acorda cedinho para trabalhar ou estudar, por exemplo, não vai render. Com o tempo isso pode aumentar bastante o nível de stress do dia-a-dia. A saúde fica comprometida e consequentemente o trabalho, a escola e a família. É preciso buscar um equilíbrio tanto na vida social quanto na profissional”. Decidir consumir bebida alcoólica em todos os compromissos sociais requer sempre a consciência da moderação, levando-se em conta uma manutenção saudável da rotina no dia a dia. Mas há também a opção de beber em apenas algumas ocasiões, e isso demanda determinação: “até as pessoas maduras sofrem influência dos amigos, mas sabem driblar melhor a situação. Porém, estar numa mesa ou numa festa onde todos estão bebendo é uma ocasião onde o apelo social é muito grande. O ser humano, naturalmente, seja adolescente ou adulto, quer se sentir aceito e fazendo parte, muitas vezes a bebida é um recurso disponível para gerar essa sensação. A decisão de não beber deve ser tomada antes de sair. Para se ter essa intenção é preciso pensar nos benefícios, como por exemplo: poder dirigir com segurança; conseguir trabalhar com mais disposição no dia seguinte; evitar a dependência física ou psicológica da bebida”, orienta Miriam. Outra boa dica para quem quer optar por beber sem excessos vem da nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva, da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica: “importante é consumir a bebida devagar, sempre moderadamente, e alternando com água. Também é interessante esperar um pouco mais para começar, ao chegar no local do evento, converse um pouco com as pessoas, dessa forma é possível beber uma quantidade menor até o fim da festa ou da noite”. Outro aspecto que Fernanda ressalta é cuidar da alimentação: “uma pessoa que sai bastante deve se organizar e fazer um planejamento alimentar, para não exagerar todos os dias. Se for a uma balada vá sempre alimentado, pois nesses lugares a oferta de alimentos não costuma ser o foco da casa, além de ser muitas vezes mais complicado arrumar mesas. Se for a um bar ou a um jantar não vá morrendo de fome, para evitar comer além do que realmente precisa”, finaliza Fernanda. Fonte: Miriam Barros, psicóloga e nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva, da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica.Acesse o link do Portal Sem Excesso: http://www.semexcesso.com.br/e-possivel-sair-e-curtir-com-frequencia-e-sem-excesso/
05/05/2015
Quimioterapia branca tem efeitos colaterais mais leves A quimioterapia "branca" tem sua denominação baseada em contraposição à cor do liquido daquela conhecida como "quimioterapia vermelha". A quimioterapia "branca" pode ter como composição a medicação Paclitaxel ou menos frequentemente o Docetaxel. Costuma ser aplicada três meses após o inicio da "vermelha" no tratamento adjuvante do câncer de mama. No caso do Paclitaxel, é realizada geralmente de maneira semanal, mas também pode ser administrada a cada três semanas se o oncologista entender de prescrever doses equivalentemente mais fortes. Já o Docetaxel em geral é administrado a cada três semanas. Esses medicamentos são administrados por via venosa e a dosagem depende do peso e altura de cada paciente. A diferença entre a quimioterapia branca e vermelha é o tipo de quimioterápico de cada uma. Enquanto a quimioterapia vermelha tem como seu principal componente a Doxorrubicina (Adriamicina) ou mais raramente a Epirrubicina, a quimioterapia branca tem como seu principal componente o Paclitaxel ou mais raramente o Docetaxel. Desta forma, seus mecanismos de ação, seus efeitos colaterais e seus usos clínicos podem ser diferentes. A quimioterapia branca não é indicada para todos os tipos de câncer. Ela é usada somente para os casos de câncer de mama, ovário, útero, pulmão de células não pequenas e sarcoma de Kaposi. Além fisso, a quimioterapia branca é contra indicada para pacientes alérgicos aos compostos do quimioterápico, gestantes e pessoas que apresentam alterações de funções do sangue, fígado, rins ou no sistema nervoso.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18302-quimioterapia-branca-tem-efeitos-colaterais-mais-leves
08/04/2015
08 de abril - Dia mundial de combate ao câncer De acordo com estimativas mundiais da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorreu mais de 14 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo, em 2012. No Brasil são previstos para 2014, 580 mil novos casos. O número de casos continuará aumentando se medidas preventivas não forem amplamente aplicadas. Nesta progressão, preveem-se aproximadamente 22 milhões de casos novos em 2030. A prevenção pode reduzir a mortalidade pelo câncer. As estratégias de prevenção buscam modificar fatores de risco ambientais e de estilo de vida que promovem a doença. Estima-se que aproximadamente 50% do câncer pode ser evitável. Outra forma de combate ao câncer é o rastreamento das pessoas da comunidade, que detecta alterações antes que eles se tornem clinicamente aparente, permitindo assim, detecção antes que o câncer se desenvolva ou em uma fase inicial, quando o tratamento é eficaz na maioria das vezes. Em um estudo, alguns riscos modificáveis foram identificados como a causa de 35 por cento das mortes por câncer em todo o mundo: o tabagismo, uso de álcool, dieta pobre em frutas e vegetais, excesso de peso, sedentarismo, sexo inseguro, a poluição do ar urbano, a utilização de combustíveis sólidos, entre outros fatores. Muitos tipos de câncer são evitáveis, portanto pequenas mudanças de estilo de vida pode ter um grande impacto sobre os novos casos de câncer. Além disto, tais mudanças também podem prevenir outras doenças crônicas, como  doenças cardiovasculares, derrame e diabetes. Recomendações gerais de estilo de vida incluem: Evite o tabaco - É responsável por 90 por cento de todas as mortes por câncer de pulmão e está ligado a vários outros tipos de câncer. Pratique atividade física - A atividade física está inversamente relacionado ao risco de câncer de cólon e de mama. O excesso de peso aumenta o risco de vários tipos de câncer. Evite aumento do peso - Alimente-se com dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais e reduza as gorduras saturadas e trans. Evite bebidas alcoólicas - A ingestão de álcool, mesmo em quantidades moderadas, aumenta o risco de cólon, mama, esôfago e câncer de orofaringe. Proteção contra infecções sexualmente transmissíveis - HPV, HCV, HTLV1, HIV, EBV e H. pylori têm relação com o câncer humano. A prevenção da exposição, a triagem, a vacinação para o HPV, e o tratamento precoce para resultados cervicais anormais e infecção pelo HIV pode prevenir o câncer. Evite o excesso de sol - O câncer de pele está diretamente relacionado à exposição ao sol. Realize rastreio regular de mama, colo do útero e câncer colorretal.Acesse o link do Portal Minha Vida Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/A/true/58/104798/08-de-abril---dia-mundial-de-combate-ao-cancer

CÂNCER NA MÍDIA

21/08/2015
Número de brasileiras que fazem exame preventivo está muito próximo da meta da OMS Mais de 79% das brasileiras entre 25 e 64 anos fizeram o exame preventivo ginecológico no intervalo entre 2010 e 2013, de acordo com os números da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados hoje (21/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Ficaram faltando apenas seis décimos para bater a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 80%. Já em relação à mamografia, ainda é preciso melhorar o índice: 60% do público-alvo - mulheres entre 50 e 69 anos - fizeram o exame nos dois anos anteriores à pesquisa, enquanto o parâmetro da OMS é 70%. Em ambos exames, as mulheres brancas, com mais anos de estudos e moradoras das regiões Sul e Sudeste ficaram acima da média nacional. De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não há falta de oferta de mamografia nas regiões Norte e Nordeste, que registraram os índices mais baixos. Segundo ele, o aumento do número de médicos no País vai aumentar a adesão ao exame. "A pesquisa foi feita em 2013, antes do início do programa Mais Médicos. Naquela época, entre 13 mil e 15 mil equipes de Saúde da Família estavam sem médicos. Temos que investir na busca ativa, captar essas mulheres na Atenção Básica. Trazê-las para a oferta que já está disponível no Sistema Único de Saúde", ponderou. Dos números apresentados na pesquisa, o que mais preocupou o ministro foi o índice elevado de crianças abaixo de dois anos que consomem biscoitos e bolos (60,8%) e refrigerantes e sucos artificiais (32,3%). "Objetivamente podemos ver que está havendo a substituição do padrão alimentar das crianças por produtos superprocessados. Isso precisa ser revisto. É preciso retomar hábitos alimentares saudáveis", enfatizou Chioro, completando que 74% das mortes no Páis são causadas por Doenças Crônicas não Transmissíveis, que tem entre os principais fatores de risco a obesidade e o tabagismo. A circunferência da cintura de homens e mulheres também foi medida neste ciclo da PNS e evidenciou que as mulheres estão correndo mais risco: 52,1% das brasileiras têm a cintura mais larga que o limite recomendado, que é de 88 cm. entre os homens, o índice ficou em 21,8% (entre eles o limite é 102 cm). Os percentuais crescem à medida que a idade aumenta em ambos os sexos, chegando, respectivamente, a 70,7% nas mulheres com idades entre 65 e 74 e 38,4% nos homens da mesma faixa etária.Acesse o link do Portal INCA: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2015/numero_brasileiras_que_fazem_exame_preventivo_esta_muito_proximo_da_meta_oms
17/08/2015
Beber café diariamente pode evitar volta do câncer de cólon, diz estudo Pesquisadores já haviam comprovado que a segunda mais consumida bebida do mundo pode prevenir Alzheimer, danos na retina, câncer de pele e até mesmo zumbido nos ouvidos. Recentemente, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que beber café diariamente pode reduzir também a recorrência do câncer de cólon e, assim, aumentar as chances de cura. Todos os pacientes acompanhados neste estudo clínico foram tratados com cirurgia e quimioterapia de câncer colo-retal de grau III. Isto significa que as células cancerosas tinham invadido os gânglios próximos do tumor, mas não avançaram mais. Pesquisadores do Centro de Câncer Dana-Farber de Boston (EUA) encontraram mais benefícios entre os pacientes que ingeriram quatro ou mais xícaras de café por dia — cerca de 460 miligramas de cafeína. "Estes pacientes tiveram 42% menos probabilidade de volta do câncer do que aqueles que não tomaram café. Eles também apresentaram redução de 33% no risco de morrer de câncer ou de qualquer outra causa", indicou o estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology. Consumir duas a três xícaras de café por dia teve efeito protetor considerado modesto. O efeito foi praticamente nulo quando a ingestão foi de uma xícara ou menos por dia, explicaram os cientistas. O levantamento foi feito com quase mil participantes, que responderam um questionário sobre sua dieta no começo do estudo, durante a quimioterapia e novamente um ano depois. Charles Fuchs, um dos autores da pesquisa, disse que a maioria dos casos de recorrência do câncer ocorreu nos primeiros cinco anos depois do tratamento, o que é considerado raro de acontecer. Para os pacientes com tumor de cólon grau III, o risco de recorrência é de 35%, sem levar em conta os efeitos da cafeína. Segundo Fuchs, esse foi o primeiro estudo sobre os efeitos do café associados ao risco de recorrência de um câncer colo-retal. Ele lembra que vários estudos recentes sugerem que o café poderia ter efeitos protetores contra várias formas de câncer e ainda reduzir o risco de desenvolver diabetes na idade adulta.Os pesquisadores informaram que a análise mostra claramente que os efeitos protetores do café se devem completamente à cafeína e não a outros componentes, embora não tenham conseguido explicar o mecanismo. Assim, são necessários outros estudos para compreender como a cafeína atua nestes casos.Acesse o link do Portal Zero Hora: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/bem-estar/noticia/2015/08/beber-cafe-diariamente-pode-evitar-volta-do-cancer-de-colon-diz-estudo-4826986.html
05/08/2015
Nova terapia aumenta a sobrevida de pacientes com câncer de ovário A combinação de duas formas de tratamento -- intraperitoneal e intravenosa -- aumenta significativamente a sobrevida de pacientes com câncer de ovário avançado. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Clinical Oncology. De acordo com a pesquisa, 81% das mulheres que receberam a terapia dupla continuavam vivas três anos após o tratamento.O mesmo ocorreu com 71% daquelas que receberam somente a quimioterapia intravenosa. Os pesquisadores avaliaram a eficácia de tal associação em seis hospitais americanos, entre 2003 e 2012. Todas as instituições de saúde pertenciam à National Comprehensive Cancer Network, aliança de 26 centros oncológicos de referência no tratamento do câncer. A taxa de sobrevivência das pacientes também foi observada no estudo. Cerca de 800 mulheres foram avaliadas no trabalho científico. "Este é o primeiro estudo a mostrar que a quimioterapia combinada aumenta a sobrevivência das pacientes na prática, fora de estudos clínicos controlados", disse Alexi Wright, pesquisadora do Instituto do Câncer Dana-Farber e principal autora do estudo. A quimioterapia intraperitoneal - Nesse tipo de tratamento, os medicamentos são injetados diretamente na cavidade abdominal. A quimioterapia intravenosa -- Consiste na injeção de agulha ou cateter e os medicamentos são injetados na corrente sanguínea. O câncer de ovário -- O tumor é conhecido como a "ovelha negra" dos tumores femininos. O motivo é a ausência de sintomas nos estágios iniciais e da falta de métodos eficazes de rastreamento. Por isso, o diagnóstico geralmente é feito quando o tumor já está em estágio avançado, o que reduz significativamente as chances de cura. Para piorar, as causas que levam ao desenvolvimento deste tumor são pouco compreendidas. Por enquanto, o que se sabe é que o histórico familiar de câncer de mama ou ovário aumentam a incidência. No ano passado, foram 5.680 casos registrados no Brasil.Acesse o link do Portal Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/novo-tratamento-aumenta-a-sobrevida-de-pacientes-com-cancer-de-ovario-avancado