QUIMIOTERAPIA BRANCA

A quimioterapia "branca" tem sua denominação baseada em contraposição à cor do liquido daquela conhecida como "quimioterapia vermelha". A quimioterapia "branca" pode ter como composição a medicação Paclitaxel ou menos frequentemente o Docetaxel. Costuma ser aplicada três meses após o inicio da "vermelha" no tratamento adjuvante do câncer de mama.

No caso do Paclitaxel, é realizada geralmente de maneira semanal, mas também pode ser administrada a cada três semanas se o oncologista entender de prescrever doses equivalentemente mais fortes. Já o Docetaxel em geral é administrado a cada três semanas. Esses medicamentos são administrados por via venosa e a dosagem depende do peso e altura de cada paciente.

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A diferença entre a quimioterapia branca e vermelha é o tipo de quimioterápico de cada uma. Enquanto a quimioterapia vermelha tem como seu principal componente a Doxorrubicina (Adriamicina) ou mais raramente a Epirrubicina, a quimioterapia branca tem como seu principal componente o Paclitaxel ou mais raramente o Docetaxel. Desta forma, seus mecanismos de ação, seus efeitos colaterais e seus usos clínicos podem ser diferentes.

quimioterapia branca não é indicada para todos os tipos de câncer. Ela é usada somente para os casos de câncer de mama, ovário, útero, pulmão de células não pequenas e sarcoma de Kaposi. Além fisso, a quimioterapia branca é contra indicada para pacientes alérgicos aos compostos do quimioterápico, gestantes e pessoas que apresentam alterações de funções do sangue, fígado, rins ou no sistema nervoso.

Os principais efeitos colaterais são: queda dos glóbulos brancos e, portanto, redução das defesas contra infecções. Outros efeitos são neuropatia, dores articulares, queda de cabelo, diarreia, náusea e vômito. A maioria desses efeitos é temporária e em geral não requer intervenção medica.

A quimioterapia branca também pode ser utilizada em combinação com outros esquemas de tratamento nos casos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, ovário, pulmão e útero. A combinação de quimioterápicos é recomendada na maioria dos casos, aumentando significativamente a efetividade do tratamento.


Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18302-quimioterapia-branca-tem-efeitos-colaterais-mais-leves

SUPLEMENTAÇÃO É SAUDÁVEL?

Atualmente muitas pessoas consumem suplemento de vitaminas e minerais apenas por ter sido convencido pela propaganda ou por um conhecido que usa. Porém, a suplementação de vitaminas e minerais deve ser feita por um profissional capacitado pois muitas pessoas usam poli vitamínicos e minerais pensando que estão fazendo o bem para o próprio organismo enquanto na realidade não estão.

Para se prescrever uma fórmula dessas são necessárias investigações de atividades diárias, comportamento, sinais e sintomas, e uma anmnese nutricional detalhada. Dessa forma o nutricionista consegue estabelecer quais nutrientes estão faltando na alimentação, e assim incluí-los na dieta e/ou suplementá-los.

Os suplementos prontos de vitaminas e minerais apresentam o limite máximo de todos os nutrientes e muitas pessoas acreditam que isso seja ótimo, mas não é. Primeiro porque os nutrientes que são adquiridos na alimentação são melhores absorvidos pelo nosso organismo do que os industrializados e além disso, o excesso de nutrientes (juntando o consumo alimentar com o suplemento) faz mal e é pró oxidante, ou seja, ao invés de proteger e recuperar as células esse excesso de vitaminas agride o organismo, produzindo mais radicais livres e levando ao envelhecimento precoce.

Por isso procure o nutricionista antes de consumir qualquer suplemento ou complemento alimentar!

ALIMENTAÇÃO E DOENÇAS CRÔNICAS

A alimentação de portadores de doenças crônicas deve ser rica em vitaminas e minerais, mas principalmente variada, ou seja, sem monotonia alimentar.

Cada alimento fornece um tipo de nutriente principal. Quanto mais variada a alimentação entre os tipos de frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, ovo e frango, cereais, leguminosas, mais nutrientes o organismo recebe, e dessa forma, mais ferramentas ele tem para lutar contra as consequências dessas doenças. 

Atualmente o que a ciência foca além da alimentação variada e rica em nutrientes é: 

  1. No câncer alimentos ricos em antioxidantes (gengibre, açafrão, frutas vermelhas e roxas, chá verde, hortaliças crucíferas, etc).
  2. Em cardiopatias as boas gorduras e antioxidantes (peixes, chá verde, cacau, azeite extra virgem, vinho tinto, aveia em flocos, frutas vermelhas e roxas, alho).
  3. No diabetes  os carboidratos de baixo índice glicêmico, além dos antioxidantes (cereais integrais, batata doce, azeite de oliva extra virgem, aveia em flocos e fibras de adição, abacate, sardinha).

 

CÂNCER DE MAMA E SUAS CONSEQUÊNCIAS EMOCIONAIS

Um diagnóstico de câncer de mama pode trazer uma reação de choque, medo e dúvida. É importante num primeiro momento aceitar as reações emocionais iniciais, compreender que elas são naturais a qualquer mulher que está vivenciando um diagnóstico de doença grave apresenta tal impacto psicológico.

O apoio da familiar facilita que a mulher encare com esperança e coragem o diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Para que isso aconteça é preciso que esta funcione como uma força positiva, estando atenta ao tipo de comunicação e de apoio necessário.

É importante que a família seja orientada a buscar esse apoio tanto do ponto de vista emocional, quanto concreto e informativo. Esse apoio pode ser obtido com outros familiares que passaram por experiências semelhantes, com amigos específicos, com a própria equipe de saúde que cuida da mulher, bem como com alguma comunidade religiosa, cujos valores tenham significado para a família.

CLINONCO NA MÍDIA

22/06/2015
É possível sair e curtir com frequência e sem excesso Quem tem uma vida social agitada, com inúmeros compromissos, happy hours e baladas, precisa cuidar para não comprometer a saúde, as responsabilidades profissionais e familiares, tampouco consumir bebidas alcoólicas em excesso. Com moderação e responsabilidade dá para manter a frequência dos eventos sociais de maneira saudável e constante. Para a psicóloga Miriam Barros é fundamental refletir sobre alguns aspectos: “o primeiro ponto é a própria segurança e saúde. Uma pessoa que sai todos os dias, à noite, e acorda cedinho para trabalhar ou estudar, por exemplo, não vai render. Com o tempo isso pode aumentar bastante o nível de stress do dia-a-dia. A saúde fica comprometida e consequentemente o trabalho, a escola e a família. É preciso buscar um equilíbrio tanto na vida social quanto na profissional”. Decidir consumir bebida alcoólica em todos os compromissos sociais requer sempre a consciência da moderação, levando-se em conta uma manutenção saudável da rotina no dia a dia. Mas há também a opção de beber em apenas algumas ocasiões, e isso demanda determinação: “até as pessoas maduras sofrem influência dos amigos, mas sabem driblar melhor a situação. Porém, estar numa mesa ou numa festa onde todos estão bebendo é uma ocasião onde o apelo social é muito grande. O ser humano, naturalmente, seja adolescente ou adulto, quer se sentir aceito e fazendo parte, muitas vezes a bebida é um recurso disponível para gerar essa sensação. A decisão de não beber deve ser tomada antes de sair. Para se ter essa intenção é preciso pensar nos benefícios, como por exemplo: poder dirigir com segurança; conseguir trabalhar com mais disposição no dia seguinte; evitar a dependência física ou psicológica da bebida”, orienta Miriam. Outra boa dica para quem quer optar por beber sem excessos vem da nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva, da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica: “importante é consumir a bebida devagar, sempre moderadamente, e alternando com água. Também é interessante esperar um pouco mais para começar, ao chegar no local do evento, converse um pouco com as pessoas, dessa forma é possível beber uma quantidade menor até o fim da festa ou da noite”. Outro aspecto que Fernanda ressalta é cuidar da alimentação: “uma pessoa que sai bastante deve se organizar e fazer um planejamento alimentar, para não exagerar todos os dias. Se for a uma balada vá sempre alimentado, pois nesses lugares a oferta de alimentos não costuma ser o foco da casa, além de ser muitas vezes mais complicado arrumar mesas. Se for a um bar ou a um jantar não vá morrendo de fome, para evitar comer além do que realmente precisa”, finaliza Fernanda. Fonte: Miriam Barros, psicóloga e nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva, da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica.Acesse o link do Portal Sem Excesso: http://www.semexcesso.com.br/e-possivel-sair-e-curtir-com-frequencia-e-sem-excesso/
05/05/2015
Quimioterapia branca tem efeitos colaterais mais leves A quimioterapia "branca" tem sua denominação baseada em contraposição à cor do liquido daquela conhecida como "quimioterapia vermelha". A quimioterapia "branca" pode ter como composição a medicação Paclitaxel ou menos frequentemente o Docetaxel. Costuma ser aplicada três meses após o inicio da "vermelha" no tratamento adjuvante do câncer de mama. No caso do Paclitaxel, é realizada geralmente de maneira semanal, mas também pode ser administrada a cada três semanas se o oncologista entender de prescrever doses equivalentemente mais fortes. Já o Docetaxel em geral é administrado a cada três semanas. Esses medicamentos são administrados por via venosa e a dosagem depende do peso e altura de cada paciente. A diferença entre a quimioterapia branca e vermelha é o tipo de quimioterápico de cada uma. Enquanto a quimioterapia vermelha tem como seu principal componente a Doxorrubicina (Adriamicina) ou mais raramente a Epirrubicina, a quimioterapia branca tem como seu principal componente o Paclitaxel ou mais raramente o Docetaxel. Desta forma, seus mecanismos de ação, seus efeitos colaterais e seus usos clínicos podem ser diferentes. A quimioterapia branca não é indicada para todos os tipos de câncer. Ela é usada somente para os casos de câncer de mama, ovário, útero, pulmão de células não pequenas e sarcoma de Kaposi. Além fisso, a quimioterapia branca é contra indicada para pacientes alérgicos aos compostos do quimioterápico, gestantes e pessoas que apresentam alterações de funções do sangue, fígado, rins ou no sistema nervoso.Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18302-quimioterapia-branca-tem-efeitos-colaterais-mais-leves
08/04/2015
08 de abril - Dia mundial de combate ao câncer De acordo com estimativas mundiais da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorreu mais de 14 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo, em 2012. No Brasil são previstos para 2014, 580 mil novos casos. O número de casos continuará aumentando se medidas preventivas não forem amplamente aplicadas. Nesta progressão, preveem-se aproximadamente 22 milhões de casos novos em 2030. A prevenção pode reduzir a mortalidade pelo câncer. As estratégias de prevenção buscam modificar fatores de risco ambientais e de estilo de vida que promovem a doença. Estima-se que aproximadamente 50% do câncer pode ser evitável. Outra forma de combate ao câncer é o rastreamento das pessoas da comunidade, que detecta alterações antes que eles se tornem clinicamente aparente, permitindo assim, detecção antes que o câncer se desenvolva ou em uma fase inicial, quando o tratamento é eficaz na maioria das vezes. Em um estudo, alguns riscos modificáveis foram identificados como a causa de 35 por cento das mortes por câncer em todo o mundo: o tabagismo, uso de álcool, dieta pobre em frutas e vegetais, excesso de peso, sedentarismo, sexo inseguro, a poluição do ar urbano, a utilização de combustíveis sólidos, entre outros fatores. Muitos tipos de câncer são evitáveis, portanto pequenas mudanças de estilo de vida pode ter um grande impacto sobre os novos casos de câncer. Além disto, tais mudanças também podem prevenir outras doenças crônicas, como  doenças cardiovasculares, derrame e diabetes. Recomendações gerais de estilo de vida incluem: Evite o tabaco - É responsável por 90 por cento de todas as mortes por câncer de pulmão e está ligado a vários outros tipos de câncer. Pratique atividade física - A atividade física está inversamente relacionado ao risco de câncer de cólon e de mama. O excesso de peso aumenta o risco de vários tipos de câncer. Evite aumento do peso - Alimente-se com dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais e reduza as gorduras saturadas e trans. Evite bebidas alcoólicas - A ingestão de álcool, mesmo em quantidades moderadas, aumenta o risco de cólon, mama, esôfago e câncer de orofaringe. Proteção contra infecções sexualmente transmissíveis - HPV, HCV, HTLV1, HIV, EBV e H. pylori têm relação com o câncer humano. A prevenção da exposição, a triagem, a vacinação para o HPV, e o tratamento precoce para resultados cervicais anormais e infecção pelo HIV pode prevenir o câncer. Evite o excesso de sol - O câncer de pele está diretamente relacionado à exposição ao sol. Realize rastreio regular de mama, colo do útero e câncer colorretal.Acesse o link do Portal Minha Vida Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/A/true/58/104798/08-de-abril---dia-mundial-de-combate-ao-cancer

CÂNCER NA MÍDIA

25/06/2015
Câncer pode ser detectado na saliva e no sangue, diz estudo Quanto mais cedo um câncer for identificado, maiores as chances de cura. Esse consenso médico, que estimula diversas campanhas para detecção precoce da doença, motivou pesquisadores americanos a desenvolverem uma técnica que diagnostica de forma mais simples e rápida tumores na cabeça e no pescoço, exigindo apenas uma amostra da saliva e do sangue dos pacientes. Testado com bons resultados em um grupo reduzido de pacientes, o exame aponta a possibilidade de que, daqui a alguns anos, exista um exame eficaz que dispense procedimentos mais complexos, como biópsia.O teste criado pelos americanos, apresentado esta semana na revista Science Translational Medicine, é um sequenciamento capaz de identificar no material colhido dos pacientes mutações genéticas relacionadas a essas enfermidades, incluindo o HPV, vírus que é uma das maiores causas dos males, ao lado do consumo de álcool e do tabagismo. A técnica é derivada de estudos anteriores que identificaram marcadores genéticos desses tipo de cânceres.“A ideia surgiu a partir da especificidade de alterações genéticas que caracterizam e são a marca de células cancerosas. Apenas essas substâncias contêm essas mutações. Assim, sua detecção em fluidos corporais era uma expectativa razoável”, explica ao Correio Nishant Agrawal, professor associado de oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e um dos autores do trabalho.Com base nessas células, os cientistas passaram a buscar formas de detectar as mutações em fuidos corporais, como saliva, sangue e urina. “Sempre cogitamos identificar câncer de cabeça e pescoço na saliva e no sangue de pacientes, mas, para conquistar isso, precisávamos encontrar uma nova tecnologia. Nós desenvolvemos uma metodologia com sensibilidade apurada que permite a detecção confiável de mutações relativamente raras”, explica o autor.ResultadosPara testar a eficácia da técnica, foram selecionados 93 pacientes diagnosticados com câncer. O teste foi bem-sucedido em 76% das vezes em que se analisou apenas a saliva e em 87% quando aplicado em amostras de sangue. Porém, nos 47 voluntários que cederam os dois tipos de fluido, o índice de acerto alcançou 96%, com o câncer sendo detectado em 46 indivíduos.A saliva foi muito eficaz na detecção de câncer de cavidade oral, incluindo casos em estágios iniciais. Já o sangue se mostrou ideal para encontrar três outros tipos de câncer que afetam a garganta e o pescoço. “Combinando análises de sangue e de saliva foi possível aumentar as chances de encontrar o cancro em qualquer uma dessas regiões”, diz Agrawal.Acesse o link do Portal do Jornal Correio Braziliense: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/06/25/interna_ciencia_saude,487824/cancer-pode-ser-detectado-na-saliva-e-no-sangue-diz-estudo.shtml
16/06/2015
Gordura trans será banida dos EUA em três anos A FDA, a agência americana que regula medicamentos e alimentos, anunciou nesta terça-feira que os alimentos com gordura trans devem ser retirados do mercado em um prazo de três anos. "Os óleos vegetais parcialmente hidrogenados (PHO), principal fonte das gorduras trans nos alimentos processados, não são em geral considerados seguros para serem utilizados na alimentação humana", afirmou a FDA em um comunicado. Trata-se de uma gordura obtida a partir de um processo químico chamado hidrogenação. Por derivar de óleos vegetais, era considerada uma opção saudável na alimentação, mas estudos feitos a partir dos anos 1980 mostraram que a gordura é extremamente prejudicial à saúde. Ela aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom) e, por isso, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. A gordura trans está presente em frituras, em todos os alimentos que levam margarina, além de fast-food, bolachas e pipocas de micro-ondas. Acredita-se que o organismo não sintetize essa gordura, o que faz com que ela se acumule no corpo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a gordura trans não ultrapasse 1% das calorias totais consumidas em um dia por uma pessoa. "Esta ação da FDA contra a maior fonte artificial de gorduras trans demonstra o compromisso da agência com a saúde cardíaca dos americanos", destacou o comissário Stephen Ostroff ao anunciar a medida. O cerco à gordura trans começou a se fechar no fim de 2013, quando a FDA anunciou que planejava baní-la definitivamente dos cardápios. Só agora, contudo, divulgou as regras finais e deu o prazo de três anos para que a indústria alimentícia se adeque. Desde 2006 os fabricantes destes produtos nos Estados Unidos eram obrigados a incluir informações nos rótulos com advertências claras aos consumidores sobre o uso deste tipo de gordura. A medida da FDA deve evitar 20 000 infartos e 7 000 mortes por doenças do coração a cada ano nos EUA. (com agência France-Presse)Acesse o link do Portal Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gordura-trans-sera-banida-dos-eua/
09/06/2015
Corrida de rua ajuda no combate ao câncer A corrida de rua traz uma série de benefícios para a saúde. E recente pesquisa publicada no  Journal of the National Cancer Institute  revela, agora, mais um deles: o exercício aeróbico moderado, tal qual a corrida de rua, pode retardar o crescimento de um câncer. O estudo, feito com camundongos, mostra possibilidades de considerar que os exercícios podem mudar a biologia de alguns tumores malignos, tornando-os mais facilmente tratáveis. Já era conhecido dos cientistas que tumores sólidos podem criar um ecossistema próprio no organismo. Desta forma, conforme o tumor cresce, manda sinais bioquímicos para o corpo, o que leva à criação de vasos sanguíneos que propiciam a sua expansão com mais oxigênio. O oxigênio, claro, é muito importante para a saúde das células. Mas em alguns tumores, esses vasos sanguíneos se proliferam de forma desordenada e acabam reduzindo o suprimento de oxigênio para o tumor, o que o deixa em um ambiente com pouco oxigênio e o torna relativamente impermeável ao tratamento, já que as drogas da quimioterapia e da radiação trabalham melhor em conjunto com o oxigênio. Por conta disso, os pesquisadores sempre buscaram alternativas para aumentar o fluxo de oxigênio para os tumores. E por que não apostar na corrida de rua como alternativa, já que a atividade aeróbica aumenta o fluxo de oxigênio em tecidos irrigados? Para chegar ao resultado favorável, os pesquisadores implantaram células com tumor de mama em fêmeas de camundongos e dividiram os roedores em dois grupos: um permaneceu sedentário depois da cirurgia e outro começou a correr na gaiola. Nos dois grupos o tumor cresceu, mas o crescimento foi muito mais lento nos corredores. Além disso, outros testes também mostraram que os vasos sanguíneos que alimentavam os tumores nos roedores que se exercitaram eram mais saudáveis do que em camundongos sedentários. Em uma segunda etapa do estudo, com outro grupo de roedores com câncer de mama, os pesquisadores mantiveram um quarto dos animais sedentários e outro um quarto correndo. Um terceiro grupo recebeu uma droga usada em quimioterapia e permaneceu sem se exercitar. O restante do grupo fez exercícios e tomou o medicamento. Passados 12 dias, o câncer dos roedores sedentários estava maior e com pouco oxigênio. O crescimento do tumor foi mais lento no grupo que se exercitou e no grupo que tomou o medicamento para a quimioterapia. Mas os camundongos que combinaram exercícios e medicamentos tiveram os melhores resultados, com os menores tumores. Por Lygia HaydéeAcesse o link do Portal O2porminuto: https://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/saude/corrida-de-rua-ajuda-no-combate-ao-cancer
03/06/2015
Pesquisa identifica mecanismo que faz câncer criar metástases Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu o mecanismo pelo qual as células tumorais conseguem "escapar" de seu local original (tumor primário) e provocar metástases. Os resultados deste trabalho, comandado por Manel Esteller, diretor do Programa de Epigenética e Biologia do Câncer do Instituto de Pesquisas Biomédicas de Bellvitge, em Barcelona, foram publicados na revista "Nature Medicine". O estudo foi feito nos melanomas, mas a pesquisa indica que este mecanismo se repete em câncer de cólon e de mama. A aparição de metástases é responsável por 90% das mortes em pacientes com câncer, por isso que entender os mecanismos responsáveis por este processo é um dos principais objetivos da pesquisa, explicou Esteller. A metástase consiste em uma série de passos onde o tumor primário invade tecidos e acaba se espalhando por todo o organismo. Um dos tumores com maior capacidade de produzir metástases é o melanoma, cuja incidência registrou um aumento nas últimas décadas devido à maior exposição ao sol. Os pesquisadores, entre eles cientistas do Hospital La Fe e do Hospital Geral de Valência, compararam o material genético das células do tumor primário com o material genético das células metastáticas em um mesmo paciente. Ao buscar as diferenças, descobriram que entre todos os genes só há um claramente diferente, detalhou Esteller. Este gene, denominado TBC1D16, no tumor primário se encontra inativo, enquanto na fase de metástase está ativo. "Este gene acende como uma lâmpada para guiar as metástases e fazer com que se escapem de seu lugar de nascimento", explicou. O que este gene faz é ativar ainda mais dois potentes oncogenes (BRAF e EGFR), estimulando a metástases. No mercado já existe um remédio que atua contra estes oncogenes (presentes em muitos cânceres) e há outro em testes clínicos. O artigo afirma que as células metastáticas podem ser mais sensíveis a estas duas moléculas, porque, segundo Esteller, para estar viva, a metástase depende desses dois oncogenes. Os pesquisadores propõem a combinação destes dois remédios para evitar que a célula metastática se adapte. Segundo eles, "o problema no câncer é que as células se adaptam aos remédios, então achamos que se estes dois forem combinados, elas não terão tempo de fazer isso". Esteller também sinalizou que o próximo passo agora é convencer as indústrias farmacêuticas a incluírem este marcador (TBC1D16) nos testes clínicos.Acesse o link do Portal G1: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/pesquisa-identifica-mecanismo-que-faz-cancer-criar-metastases.html
02/06/2015
Maravilhoso Mundo Novo: A Imunoterapia versus o Cancer Nossa longa guerra contra o câncer continua, mas talvez estejamos finalmente na direção certa com a imunoterapia. A radioterapia e quimioterapia foram extensivamente utilizadas no século 20 e ainda estão em voga no século 21. Cem anos de pesquisa mais tarde, para grande parte dos canceres, esses dois tipos de tratamentos, além de caros e repletos de efeitos colaterais, apenas adicionam alguns poucos meses a mais de vida aos pacientes - nem sempre com grande qualidade de vida (embora existam bons resultados para alguns tipos de câncer). Hoje a imunoterapia é o caminho mais promissor no tratamento do câncer, decolando num momento em que os quimioterápicos em uso ou em desenvolvimento atingiram uma barreira difícil de cruzar: custam muito e agregam pouco. O conceito é antigo e data dos anos 70: recrutar nosso sistema imune para lutar contra o câncer inimigo. O desafio para se fazer isso é que o câncer se esconde e engana nosso sistema imune de várias maneiras- assim como, por exemplo, o vírus da Aids se esconde de células das conhecidas como células T, que são verdadeiras “matadoras”.Irene pergunta “se o conceito é antigo por que ainda estamos na infância da imunoterapia?” Em parte por que não detínhamos o amplo conhecimento que hoje temos a respeito do sistema imune e sua relação com o câncer e em parte pelo pouco interesse da indústria farmacêutica pois os quimioterápicos pareciam apostas economicamente mais interessantes. De fato, os tratamentos imunoterápicos não são simples compostos químicos: boa parte são de origem biológica e, para fabricá-los em quantidade suficiente, mantendo a qualidade e a pureza, não é tarefa fácil nem barata. E é difícil remover as impurezas sem degradar as moléculas importantes e/ ou perder um monte delas no processo. O caminho arriscado de entender melhor o sistema imune e descobrir o que funciona contra o câncer ficou a cargo dos pesquisadores trabalhando nas universidades e centros de pesquisas em ciência básica (aquela que é centrada no puro entendimento dos sistemas biológicos e não tem uma aplicação imediata, mas é a “galinha dos ovos de ouro” da ciência aplicada). No final várias estratégias imunoterápicas foram possibilitadas. Uma delas foi o desenvolvimento da vacina Sipuleucel-T (Provenge) que é usada em pacientes com câncer de próstata avançado que não respondem a outros tratamentos. Essa vacina não é daquelas que previne, mas sim daquelas que trata a doença. Uma outra estratégia foi a remoção de células do sistema imunológico do paciente, que foram então ensinadas a atacar o câncer e, em seguida, transferidas de volta ao paciente. Esse tratamento é personalizado tornando-o uso intensivo de recursos e, portanto, não facilmente escalável. Outra estratégia foi o “bloqueio de check points” ou freios da resposta imune. Para frear o ataque imune, os tumores costumam controlar duas moléculas importantes – uma conhecida como PD1 e a outra CTL4. Na década de 1990 cientistas da Universidade de Kyoto descobriram que a ativação de PD1 atenua a resposta imune e desenvolveram, em parceria com uma biotec americana Medarex, um anticorpo – Nivolumab - que inibe essa ativação. E, para lidar com o CTL4, cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley desenvolveram o anticorpo Ipilimumab. Esses anticorpos são hoje as vedetes da imunoterapia contra o câncer de pele e já estão sendo testados para outros tipos de câncer. Nessa semana o eminente New England Journal of Medicine publicou os resultados de um teste clínico envolvendo 945 pacientes terminais de melanoma onde a combinação Nivolumab e Iplimumab diminuiu os tumores de 58% dos pacientes, um resultado considerado espetacular. Resta torcer para que os resultados sejam duradouros e o cancer não retorne. No curto prazo temos um problema: o custo de um tratamento desses ainda é proibitivo (uma casa própria por paciente?) e suspeito que quanto melhores se tornarem (ou seja, quando elas começarem a curar definitivamente e não ser utilizadas  mais como terapias crônicas), mais caros serão. Lembram o ocorrido com a poderosa droga contra a Hepatite C, o Sofosbuvir, de nome comercial Sovaldi? De acordo com a mídia, esse medicamento custava nos EUA US$90 mil por paciente por curso de tratamento e similarmente caro em outros países, o que gerou uma considerável controvérsia. Mas, respondendo à pressão mundial, em setembro 2014, a Gilead Sciences Inc anunciou que permitiria fabricantes de genéricos vender Sofosbuvir em 91 países em desenvolvimento (não inclui o Brasil) e que comercializaria uma versão na Índia por cerca de US$ 300/paciente por curso de tratamento. No Brasil, a ANVISA ainda não aprovou o registro do Sovaldi, e nem da Sipuleucel-T (vacina para o câncer de próstata comentada acima), passo necessário para que eles possam entrar na lista de medicamentos do SUS. Enquanto isso, vários pacientes estão movendo ações na Justiça para que a importação desses recursos seja coberto pelo SUS ou por operadoras de seguros de saúde. Bem, temos aí um exemplo. Se as empresas que desenvolverem os imunoterápicos não seguirem o curso da Gilead, pode ser que o maravilhoso mundo da imunoterapia contra o câncer nos seja possível só décadas mais tarde, quando as patentes expirarem e a competição entre empresas pelos equivalentes genéricos iniciarem.Acesse o link do Portal O Globo: http://oglobo.globo.com/blogs/eu-voce-irene/posts/2015/06/02/maravilhoso-mundo-novo-imunoterapia-versus-cancer-567691.asp