O QUE PERGUNTAR AO MEU ONCOLOGISTA?


Certa vez aprendi algo muito importante com uma paciente e grande amiga. Ela me disse, citando Guimarães Rosa, que nós não devemos nos estressar com o começo nem com o fim, devemos nos preocupar apenas com os riscos da travessia. E ela explicou: Não dá para mudar o acontecido. O diagnóstico foi dado, está estabelecido, não dá para fugir nem fazer de conta que não aconteceu nada, ou seja, não dá para mudar o começo. Da mesma forma, você pode ter alguma interferência nas probabilidades do final, mas as coisas acabam bem, ou não, e muitas vezes o resultado final está muito além das suas escolhas pessoais. Ou seja, o mais importante é preocupar-se com os riscos da travessia.

O Dr. Eduardo Bruera, do M.D.Anderson Cancer Center, em Houston, nos EUA, diz que o mais adequado é quando podemos avaliar os riscos da travessia. Ele faz uma analogia com uma viagem de carro. Se antes de sair você já sabe que terá trânsito, buracos na pista, óleo e calor, você pode escolher viajar com um carro confortável, com ar condicionado, levar água e eventualmente um lanchinho, munir-se de paciência e dirigir com cuidado. Outro, não preparado, irá deparar-se com os mesmos obstáculos, mas estará sem condições para reagir a eles. O mesmo ocorre quando você tem a oportunidade de discutir não o final, mas os obstáculos do caminho.

Nós sabemos onde desejamos chegar. Todos queremos ficar ricos, bonitos e saudáveis. Todos queremos a cura de todos os nossos males, mas nem sempre o resultado é garantido e muitas vezes o caminho para chegar lá pode ser muito espinhoso.

Dra. Jenifer Temmel, outra oncologista americana, fez exatamente isso, discutiu com pacientes com câncer avançado de pulmão, com mínimas ou nenhuma possibilidade de cura, os aspectos de suas doenças, os tratamentos disponíveis, as reais expectativas com cada um deles e os possíveis eventos adversos (efeitos colaterais). Além dessa discussão a Dra. Jenifer dava apoio ao paciente e sua família em relação às decisões tomadas. A conclusão dessa estratégia, publicada numa importante revista médica, é que não só os pacientes viveram melhor, com menos sintomas, menos depressão, melhor qualidade de vida, mas também viveram significativamente mais do que os outros pacientes que não tiveram essa abordagem.

Seu oncologista gostaria muitíssimo de ter uma bola de cristal e poder ver com clareza qual será o resultado final e a resposta a cada intervenção feita. Mas isso não é possível. O que fazemos é optar pela melhor das opções e esperar pelos resultados das nossas intervenções.

Então, como pacientes, não devemos nos preocupar com os detalhes do diagnóstico, nem nos estressar com a probabilidade numérica dos resultados. Nada disso importa. O ciclista Lance Armstrong teve uma neoplasia de células germinativas com metástases cerebrais e ficou curado de sua doença mesmo em uma fase onde os tratamentos não são modernos como hoje. Por outro lado, pacientes com boas chances de cura já faleceram em função de sua doença não ter evoluído tão bem “como deveria”. Mas como é que a doença vai saber como é que ela deveria evoluir? Brincamos dizendo que infelizmente “as doenças” não leem os livros de medicina e por isso não sabem como é que nós esperamos que elas se comportem.

Em resumo, você deve se preocupar com o que está entre o diagnóstico e o resultado final. Você deve indagar sobre todas as possibilidades de tratamento, os efeitos colaterais e os resultados esperados. Com essa informação você poderá encarar melhor a “viagem”.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


“Devemos prezar pelo momento de se alimentar, comer devagar, prestando atenção ao que se come e quanto se come. Escolhendo uma alimentação preparada com cuidado, com ingredientes frescos e naturais, porque assim, além de cuidar da nossa saúde e do nosso corpo, estaremos também, com toda certeza, comendo um alimento muito mais saboroso e prazeroso!”

ATIVIDADE FÍSICA DURANTE A QUIMIOTERAPIA

A recuperação da retirada de um câncer requer uma série de cuidados. A quimioterapia é uma das fases mais delicadas do processo e o esporte pode funcionar como uma válvula de escape para amenizar, funcionando como parte do tratamento. “A prática de exercícios físicos melhora a autoestima, reduz a fadiga, conserva a musculatura, ajuda a aliviar as dores, entre outros benefícios”, afirma Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica).

De acordo com o especialista, a dosagem dessa atividade física deve ser personalizada de acordo com a condição física do paciente. “Médico e educador físico precisam, em conjunto, preparar a recomendação ideal para cada um”, diz Caponero. Quanto ao esporte a ser praticado, vai do gosto de cada um. “Desde uma simples caminhada até exercícios em grupo são recomendados”, comenta. “Treinar com outras pessoas é melhor para a socialização e relacionamento interpessoal. Porém, modalidades de contato, que podem causar uma lesão, como o futebol, devem ser evitadas.”

O tempo de atividade ao longo da semana também pode variar a partir da capacidade física do paciente. “Recomendamos que a pessoa faça 30 minutos de exercícios, pelo menos, três vezes semanalmente”, completa.

A blogueira e corredora Déborah Aquino (foto), a Debs, do Blog da Debs, é o exemplo vivo da importância da atividade física durante a quimioterapia. No final do ano passada, ela foi diagnosticada com câncer de mama e, de lá para cá, vem se tratando. “Lembro bem quando cheguei para o meu médico e perguntei se tinha algum problema correr durante o tratamento. Ele disse que nunca tinha escutado isso”, lembra Debs. “Porém, falou que era fundamental que eu praticasse algum exercício, desde que respeitasse os limites do meu corpo, já que não podia deixar a minha imunidade baixar.”

Nas primeiras sessões, ela conseguia correr um ou dois dias após o tratamento. “Depois que a quimio começou a ‘pegar’, tive que dar uma pausa nas corridas e comecei a nadar, mas sempre me mantive ativa”, revela. Segundo o seu médico, era importante para que a química acumulada em seu corpo – capaz de destruir os hormônios – fosse eliminada pelo suor. “Quando fazia a quimioterapia branca – um pouco mais branda que a vermelha –, um dos efeitos colaterais era a preguiça, o cansaço físico. Eu não tinha vontade de fazer nada, mas o médico insistia que eu encontrasse forças para isso.”

Muito mais do que a parte física, os treinos mantinham Debs sempre otimista quanto à sua recuperação. “Me ajudava a levar todo o processo da forma mais positiva. Acho que, sem o esporte, poderia cair em depressão”, garante. Como dica, a blogueira sugere muita força de vontade para praticar um esporte. “Vai muito além de emagrecer. A prática de uma atividade vai ajudar você a superar essa adversidade da melhor maneira possível!”

 

Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/saude/atividade-fisica-durante-a-quimioterapia/

O CÂNCER NA CRIANÇA

Houve significativo progresso no tratamento do câncer na infância nas últimas quatro décadas. Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.

Com a ressalva que as doenças são diferentes das dos adultos, as chances de cura na população pediátrica são muito mais elevadas. O que limita taxas maiores de cura ainda é o diagnóstico tardio, muito por falta de atenção e pelo preconceito em relação à doença, maior nessa faixa etária.

No Brasil temos mais de meio milhão de casos novos de câncer a cada ano, e segundo dados dos registros de base populacional, são estimados mais de 9000 casos novos de câncer infanto-juvenil.

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência.

As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

A maior dificuldade no Brasil ainda é o fato de muitos pacientes ainda serem encaminhados ao centro de tratamento com doenças em estágio avançado, em função de vários fatores, tais como: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), e desinformação dos médicos.

Os sinais e sintomas não são necessariamente específicos e, não raras vezes, a criança ou o jovem podem ter o seu estado geral de saúde ainda em razoáveis condições, no início da doença. Por esse motivo, é muito importante estar atento a algumas formas de apresentação dos tumores da infância.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo poderá ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Algumas vezes, os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdomen, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

CLINONCO NA MÍDIA

19/02/2015
Quimioterapia vermelha: entenda como funciona e efeito colaterais A "quimioterapia vermelha" é um termo utilizado por pacientes, enfermeiros e entendido pelos médicos em referência a quimioterápicos da classe das antraciclinas, cujos principais medicamentos são a Doxorrubicina e Epirrubicina. O tratamento leva esse nome pois os medicamentos ganham coloração avermelhada após sua diluição e devido aos seus efeitos colaterais frequentes e temidos, principalmente a queda de cabelo. Além da "quimioterapia vermelha" existe a "quimioterapia branca", que designa praticamente todos os demais medicamentos - dos quais os taxanos e a ciclofosfamida são os mais usados. Os principais efeitos colaterais dos taxanos são: reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento de mãos e pés, diminuição das células do sangue e queda de cabelo. Os medicamentos da classe dos antraciclicos (quimioterapia vermelha) estão indicados para diferentes tipos de tumores como: câncer de mama, câncer de estomago, câncer de bexiga, câncer de ovário, sarcomas, carcinoma tímico, leucemias e linfomas. Os antraciclicos são contra indicados em pacientes com doenças cardíacas graves como insuficiência cardíaca grave, infarto agudo do miocárdio recente e arritmias graves ou insuficiência hepática grave. Os principais efeitos colaterais da quimioterapia vermelha são: Alopecia (queda de pelos e cabelos), náuseas e vômitos, aftas e inflamação na região da boca, diminuição das células do sangue: anemia, queda no numero de glóbulos brancos e de plaquetas e mais raramente insuficiência cardíaca. Esses medicamentos assim como outras classes de quimioterápicos podem ser combinados entre si dentro de protocolos ótimos para cada doente e doença.  Acesse o link do Portal Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/11540-quimioterapia-vermelha-entenda-como-funciona-e-efeito-colaterais
04/02/2015
Dia Mundial de Combate ao Câncer: mudar hábitos ajuda a evitar a doença Hoje (04/02) é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data serve para conscientizar as pessoas sobre a doença, que já causa 7,4 milhões de mortes, por ano, ao redor do mundo, segundo o Programa de Ação para Terapia de Câncer (Pact). Diferentemente do que muitos imaginam, apenas uma pequena parcela dos casos letais da doença tem como principal causa a herança genética. Para o oncologista Artur Malzyner, da Clínica de Oncologia Médica (CLINONCO) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), “boa parte dos tumores malignos letais estão ligados a hábitos arraigados na sociedade, como tabagismo, sedentarismo e má alimentação”. Assim, o que geralmente determina o desenvolvimento de um câncer é o estilo de vida da pessoa – algo que pode ser mudado. Outro fator de risco, segundo o médico, é o tipo de vida sexual que a pessoa leva, já que uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) pode ser o primeiro passo para o desenvolvimento de um tumor maligno. Um ponto importante para combater o número de mortes por câncer é a realização de exames periódicos, que torna possível ter um diagnóstico de forma relativamente rápida. Relativamente, porque, como lembra Malzyner, “existe um gargalo entre a busca do atendimento e o atendimento efetivo, o que faz com que o diagnóstico, muitas vezes, demore”. Ao menos essa ainda é a realidade para quem depende do Sistema Público de Saúde (SUS), apesar da Lei 12.732/12, conhecida como Lei dos 60 dias, que estabelece que o paciente de câncer tem direito a iniciar o tratamento em até 60 dias após o diagnóstico da doença. De acordo com o médico, enquanto a medicina aplicada no sistema privado brasileiro evolui, alcançando um índice de cura próximo à média mundial, que é de aproximadamente 60%, no sistema público o índice é muito inferior, devido à falta de infraestrutura, que vai da demora no diagnóstico até o tratamento. “Nós avançamos muito na medicina privada, mas muito pouco na pública”, conclui.Acesse o Portal Observatório do Terceiro Setor: http://observatorio3setor.com.br/noticia-destaque/dia-mundial-de-combate-ao-cancer-mudar-habitos-ajuda-a-evitar-a-doenca/

CÂNCER NA MÍDIA

17/11/2014
Números do câncer de próstata ainda são altos por tabu com exame Nesta segunda-feira (17), é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, uma doença que pode ser descoberta, no começo, por um exame do qual muito homens ainda têm medo, mas que é muito simples e rápido: o toque retal. O Instituto Lado a Lado, com apoio da Sociedade Brasileira de Urologia, está promovendo a campanha "Novembro Azul", para conscientizar a população masculina. O Brasil está azul. A iluminação, em pontos turísticos espalhados pelo país, é bonita, mas serve para lembrar uma realidade não tão bela para os homens brasileiros.“Excluído o câncer de pele, o tumor maligno da próstata é o tumor mais frequente na faixa dos 50 anos de idade do homem”, explica o médico William Nahas.Em 2012, ano dos dados mais recentes, foram mais de 13 mil mortes, no Brasil, por causa da doença. E a estimativa é que, este ano, ao todo, 69 mil novos casos sejam diagnosticados. E não é só no Brasil. Um a cada seis homens no mundo terá câncer de próstata. Por que números tão altos?“Porque existe um tabu. O homem se sente agredido ou violentado para fazer um exame, que é o toque prostático. É um exame que dura dois, três segundos, não tem sentido”, responde o médico.Segundos que podem salvar vidas. Márcio, Levy e o cantor Martinho da Vila descobriram a doença em estágio inicial, quando ainda não há quase nenhum sintoma.Márcio Natividade conta que nunca tinha feito o exame de toque: “Fazer o exame de sangue era o máximo, exame de toque, nem pensar. E a situação estava gravíssima.”A mulher de Levy explica que o exame de toque foi uma das grandes dificuldades dele: “Eu marquei três consultas pra ele e ele não foi em nenhuma das três.”“Eu tinha 41 anos, ninguém imaginaria que ia acontecer com uma pessoa dessa idade. Esse câncer é extremamente silencioso. Meu avô teve, eu tive, Meu pai teve”, diz Levy Taieti.Martinho da Vila lembra que se não tivesse feito o exame, não teria feito a cirurgia: “Quando eu fosse detectar a doença, quando eu estivesse já com os sintomas, aí, a cirurgia seria mais complicada.”Outros procedimentos também devem ser feitos. “Os exames são, basicamente, toque retal da próstata e o PSA, exame de sangue, em que vai se medir essa quantidade dessa substância que vai dizer se o paciente tem mais risco ou menos risco do câncer de próstata.”, explica o médico Cláudio Murta.A próstata é uma glândula que fica abaixo da bexiga do homem. A principal função é produzir parte do líquido do sêmen. Esse líquido possui uma proteína chamada PSA. Quando há alguma alteração nas células da próstata, o PSA pode cair na corrente sanguínea em maior quantidade que os níveis normais e indicar a existência de um tumor. Já o toque retal pode revelar o crescimento anormal da glândula, o que também pode ser um indício de câncer. Se os dois exames juntos levantarem a suspeita, deve ser feitam também a biópsia, que é a retirada de pequenos pedaços do tecido para verificação em laboratório.“Tira o fragmento e a gente analisa. Você dá uma nota 1 pro mais bonzinho e uma nota 5 pro mais agressivo”, diz Roni Fernandes.No hospital, os homens fazem exames e, quando é diagnosticado câncer de próstata, eles são encaminhados para tratamento. O momento do diagnóstico é difícil, mas quanto antes ele acontecer, melhor.Eduardo e Nilton fizeram os testes por insistência da família. Não sentiam nada, mas os exames apresentaram alterações. Agora, vão fazer a biópsia.“Minha mãe que sempre falou: Carol, tem que marcar médico pro seu pai. Fazia muitos anos que ele não ia num urologista”, conta filha do Sr. Nilton.Seu Nilton Pereira fala da ansiedade: “Meu coração tá a milhão, né? É muito ruim mesmo porque não é fácil, não é fácil.”Sr. Eduardo também nunca tinha feito o exame de toque antes: “Hospital, nunca passou na minha cabeça de ir. Só caso de emergência mesmo. Se eu pudesse voltava uns 15 anos atrás, tinha feito isso aí mil vezes já. É pedir pra Deus que corra tudo bem. Só isso!”, diz, emocionado.O tratamento depende do estágio do câncer, conforme explica o dr. William:“Vai desde o acompanhamento e, num caso mais intenso, em que a doença está espalhada, um controle hormonal da doença que você não pode curar o indivíduo, mas controlar a doença por um período. Então, você tem desde a cirurgia, que é remoção do tecido doente, ou a destruição desse tecido doente, através da radioterapia.”Segundo o dr. Cláudio, a cirurgia é necessária quando a gente amplia e remove a próstata, tomando cuidado com algumas coisas:“Principalmente, com os nervos que vêm pro pênis e que promovem a ereção. E com esse músculo, que é o esfincter, que é o que segura a urina. Dois problemas que a cirgurgia pode causar: a disfunção erétil e perda de urina.  A vida sexual preservada, você vai ter naqueles indivíduos que a doença tá lá dentro da próstata, não tá agredindo as estruturas ao lado. O cantor Luciano sentiu dores por causa de um pelo encravado na região da próstata. “O médico falou: Tem que fazer o exame de toque para ver o que tá acontecendo. Com 38 anos, já fiz o primeiro exame de próstata. Eu não entendo isso de, de repente, a pessoa ter preconceito. Eu estou com 42 anos e o exame, é recomendado a partir dos 50, mas vamos fazer com 45,”diz Luciano.Márcio se considera curado: “Não tenho nenhuma sequela, não fiquei com incontinência, não fiquei impotente.”“O importante é ter a consciência de que se está livre da doença,” conclui Levy.“Eu acho que todos colegas que fizeram devem falar nas conversas de bar porque fazendo isso, nós estamos ajudando muita gente, ajudando mesmo a salvar vidas,” aconselha Martinho da Vila.Acesse o link do Portal Globo.com: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/11/numeros-do-cancer-de-prostata-ainda-sao-altos-por-tabu-com-exame.html
21/10/2014
Pequisa revela que mutação protege latinas do câncer de mama Cientistas americanos identificaram uma mutação comum nas mulheres latinas de ascendência indígena que as protege de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Vinte por cento das mulheres latinas têm em seu DNA uma cópia desta variação genética, que reduz em 40% o risco de virem a desenvolver um tumor maligno, enquanto 1% tem duas cópias, o que diminui os riscos em 80%. Cada gene contém informação genética do pai e da mãe. As mutações podem estar em uma ou nas duas cópias genéticas. O estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, chefiados pelo doutor Elad Ziv, foi publicado nesta segunda-feira no último número da revista americana Nature Communications. "Detectamos algo que é realmente importante para a saúde das latinas", afirmou a doutora Laura Fejerman, co-autora do estudo, realizado durante vários anos. A mutação, que representa uma pequena mudança nos 3 bilhões de letras que o genoma humano contém, é um polimorfismo de nucleotídeo simples (SNP, na sigla em inglês) que protege as latinas principalmente das formas mais agressivas de receptores de estrogênios negativos da doença, que se traduzem nos prognósticos mais graves. A variação é encontrada no cromossomo 6, perto do gene codificador para a recepção de estrogênios conhecidos como ESR1. A equipe do doutor Ziv encontrou estes resultados após estudar 977 casos de mulheres latinas com câncer e outros 722 de mulheres latinas saudáveis. Posteriormente, comparou os dados extraídos com dois estudos feitos na Colômbia e no México de um total de 3.140 mulheres doentes e 8.184 sadias. "Seria muito interessante poder usar estes resultados para entender melhor como isto protege dos receptores de estrogênios negativos de câncer de mama, porque agora mesmo não temos forma de prevenir este tipo de câncer de mama", afirmou Ziv. "Depois dos primeiros resultados, pensamos que havia algum tipo de mutação genética que levaria a um aumento do risco nos europeus. Mas o que o estudo demonstra, afinal, é que as latinas e indígenas têm uma variação que as protege", acrescentou o cientista. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, coletados entre 2007 e 2009, as mulheres brancas têm 13% de probabilidade de desenvolver um tumor deste tipo; as negras, 11%, e as latinas, menos de 10%.Acesse o link do Portal UOL: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2014/10/21/pequisa-revela-que-mutacao-protege-latinas-do-cancer-de-mama.htm
28/08/2014
Uma aspirina por dia previne câncer e morte pela doença, afirmam pesquisadores Uso prolongado da droga também desencadeia uma série de efeitos colaterais como úlceras e sangramentos no estômago Tomar uma aspirina por dia ajuda a pode ajudar a evitar casos de câncer no trato digestivo. Foi o que contatou uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University of London após analisar uma série de estudos e resultados de testes clínicos sobre o tema.De acordo com a revisão, tomar aspirina por 10 anos todos os dias poderia reduzir os casos de câncer no intestino em cerca de 35% e as mortes em 40%. A incidência de câncer no esôfago seria cortada em 35 e 50 % e as mortes em 30%. Os efeitos benéficos começaram a surgir após cinco anos de ingestão de 75-100 mg de aspirina por dia. Para os pacientes entre 50 e 65 anos, os benefícios passaram a aparecer após 10 anos, ao menos. Os pesquisadores do Queen Mary University of London afirmam, no entanto que ainda é preciso entender o que faz a aspirina prevenir câncer. Os dados da constataram apenas que o uso do medicamento reduziu casos e mortes, mas ainda não se sabe que mecanismos estão por trás disto. Ainda se desconhece se o efeito anti-inflamatório da aspirina acarretaria a redução de inflamações crônicas que poderiam desenvolver algum tipo de câncer ou se seria um efeito molecular que barraria uma situação benigna se tornar maligna. Estudos neste sentido ainda precisam ser feitos. “É sabido que a aspirina, uma das drogas mais comuns e baratas do mercado, pode proteger contra certos tipos de câncer. Mas até agora não ficou claro se os prós de tomar aspirina todos os dias supera os contras”, disse Jack Cuzick, chefe do Centro de Prevenção do Câncer da Universidade e autor principal do estudo publicado no periódico científico Annals of Oncology. Calma láA análise também mostrou que o uso prolongado da droga pode aumentar o risco de sangramento no trato digestivo e no estômago. O risco foi aumentado para as pessoas com mais de 60 anos de 2,2% para 3,6%. O consumo diário de aspirinas poderia ser fatal para menos de 5%. Normalmente, em pessoas que não fazem uso de aspirina prolongado, as taxas de hemorragia digestiva graves ou fatais são muito baixas em pacientes de 70 anos, mas o estudo mostrou um aumento acentuado após esta idade em pessoas que tomaram a droga diariamente. Outro efeito colateral do uso prolongado de aspirina é o aumento de 30 a 60% de casos de úlcera. Algo que não pode ser desprezado. “Não é para todo mundo sair tomando aspirina. O estudo mostrou que é preciso analisar grupos de risco onde prevenir o câncer seja mais interessante que os riscos de sangramento e inclusive o aparecimento de úlceras no estômago”, disse Felipe José Fernàndez Coimbra, diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e que não participou do estudo.Coimbra alerta que ainda não está claro a dose ideal. Os pesquisadores britânicos falam entre 75 e 100 gramas diárias. “É muito variável e para se chegar a uma conclusão desta é preciso entender o mecanismo e também acompanhar os pacientes por muito mais tempo que dez anos. Mas é uma boa notícia. São conhecimentos que vão se acumulando. Futuramente talvez a gente possa definir quem deve usar e quanto deve usar”, disse.Acesse o link do Portal iG: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-08-06/uma-aspirina-por-dia-previne-cancer-e-morte-pela-doenca-afirmam-pesquisadores.html