COMO PREVENIR CÂNCER DE PRÓSTATA?

Devem-se considerar dois aspectos na prevenção do câncer da próstata. O primeiro, prevenção propriamente dita, utiliza procedimentos que reduzem a probabilidade do aparecimento do câncer de próstata. Estão relacionados com a alimentação, estilo de vida e uso de medicamentos capazes de reduzir este risco.

A prevenção primaria se alicerça em alguns medicamentos, geralmente anti-hormônios que reduzem o risco de desenvolver o câncer em aproximadamente 25% dos pacientes de alto risco, a saber, homens que tenham história de câncer de próstata na família ou que apresentaram certas doenças benignas da próstata.

O segundo aspecto trata-se na realidade da busca pelo diagnostico mais precoce, permite o tratamento em fases mais curáveis da evolução desta moléstia.

Baseia-se no exame médico com toque da próstata e na dosagem sanguínea do PSA. Se o toque identificar nódulos ou se o PSA dosado se encontrar elevado, o paciente é submetido a uma biópsia guiada por exame de ultrassonografia.

Confirmando-se o diagnostico de câncer de próstata precoce, o paciente  é então, submetido a tratamento curativo por meio de cirurgia ou de radioterapia. Esta modalidade de prevenção é muito eficiente para reduzir a mortalidade pelo câncer de próstata, pois permite um diagnostico sem ter ocorrido disseminação da doença.

SINTOMAS DA QUIMIOTERAPIA

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a técnica utilizada. Na chamada quimioterapia branca, usada no câncer de mama, ovário, útero e pulmão, é comum ter reações alérgicas, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento nas mãos e nos pé e queda de cabelo. Os fios e os pelos também caem com a quimioterapia vermelha, recomendada nos casos de câncer de mama, estômago, bexiga e de ovário, que ainda pode provocar enjoo, anemia, aftas e inflamações na região da boca.

SAL EM EXCESSO E CÂNCER DE ESTÔMAGO

O excesso de sal favorece o aparecimento de câncer de estômago e do trato urinário. Daí a importância de tirar o saleiro da mesa e evitar o sódio escondido no refrigerante e no conservante de alimentos congelados, enlatados, pré-preparados, embutidos e defumados, inclusive os que têm apelo saudável, como hambúrguer vegetariano congelado, sopa light de pacote, peito de peru e bacalhau.

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CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ. O QUE FAZER?

Apesar de não ser comum, o câncer pode aparecer durante a gravidez, especialmente nos seios. Nesses casos, para não prejudicar o bom desenvolvimento do feto, os médicos costumam recomendar a cirurgia. Afinal, a radioterapia é contraindicada durante toda a gestação e a quimioterapia, no primeiro trimestre. Regra geral, os exames de pré-natal podem ser realizados, desde que com o devido cuidado. Daí, a importância de respeitar as consultas com o obstetra e o oncologista.

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09/05/2016
Radiodermite O que é Radiodermite? Radiodermite é o nome dado às alterações da pele provocadas pela radioterapia. Ela pode ser pouco perceptível ou chegar ao limite de uma queimadura complexa. Essas alterações podem se dar em todas as camadas teciduais da pele, levando à desidratação, o que pode acabar ocasionando complicações secundárias como infecção local ou, em situação extrema, necrose.   Tipos Apresenta até quatro graus de manifestações, que são classificados de acordo com a severidade da lesão: Grau I: avermelhamento leve ou descamação seca da pele, que podem ser associados a prurido e quedas de pelos ou cabelos. Grau II: avermelhamento moderado e edema intenso, que pode ocasionar uma descamação úmida limitada às dobras da pele. Esta descamação pode estar associada à dor e bolhas que podem estourar ou infeccionar. Grau III: descamação úmida extensas em outras localizações e inchaço no local. Grau IV: necrose cutânea ou ulceração de toda espessura da derme, podendo estar associados a sangramento, dor e infecções secundárias.   Causas A radiodermite é causada por exposição à radiação externa, devido ao efeito da absorção de energia das radiações pelas moléculas do organismo. Quanto maior a exposição maior pode ser a intensidade das lesões. Não se conhecem todos os fatores de sensibilidade ou resistência natural que diferenciam as pessoas que recebem certa dose de radiação, mas reagem de maneira diversa.   Sintomas Sintomas de Radiodermite A radiodermite tem como principal sintoma as lesões de pele relacionadas ao tratamento radioterápico. Dependendo do grau (tipo) da lesão, pode ter descamação, queda de cabelo, edema (inchaço) até necrose.   Tratamento e Cuidados Tratamento de Radiodermite Num aspecto geral, o tratamento de radiodermite é clínico e muitas vezes sintomático. Ele também é dividido de acordo com a intensidade do problema: Grau I: hidratantes hidrofílicos e corticosteorides tópicos para coceiras. Grau II e III: tratamento envolve prevenção de infecções secundarias. Pode-se utilizar rifocina tópica, curativos de silicone, hidrogel ou hidrocolóides. Dependendo da lesão é necessária a interrupção do tratamento radioterápico. Grau IV: tratamento radioterápico temporariamente interrompido e o tratamento da lesão pode incluir intervenção cirúrgica ou utilização de enxertos. Convivendo (prognóstico) Complicações possíveis A radiodermite nos graus descritos é um processo que tende ser evolutivo quando são mantidas as causas que as originaram. Infecção e necrose são as consequências mais graves de uma radiodermite em sua fase aguda, podendo dar lugar tardiamente - após alguns anos - a fenômenos como queratose e câncer de pele.   Prevenção Existem medidas que podem ajudar na prevenção destas lesões quando se faz radioterapia: . manter a hidratação corpórea ingerindo de dois a três litros de água diariamente . manter a área que recebe radiação limpa e seca . lavar a área com água morna e sabão neutro . não utilizar perfumes ou loções a base de álcool . não utilizar roupas sintéticas . não utilizar laminas ou qualquer outro produto para aparar os pelos . não utilizar talco na região . evitar produtos tópicos a base de metal . evitar a exposição ao sol da área que está sendo tratada . evitar a continuação da radioterapia se estiver com grau II ou maior.   Fontes e referências Escrito por: Artur Malzyner, oncologista e especialista Minha Vida - CRM: 20456/SP.
25/04/2016
"Pílula do câncer": falta de teste compromete segurança, segundo Anvisa Liberar um medicamento sem pesquisa pode colocar em risco a população, o sistema regulador e até a indústria que fabrica remédios. Só que a questão do uso e aprovação da fosfoetanolamina virou uma bola de neve no Brasil. Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética, a chamada “pílula do câncer”, mesmo sem aval de pesquisas. A Anvisa vê com preocupação essa aprovação, na Câmara Federal, do PL 4639, que ainda passará pelo crivo do Senado. Isso porque ela não passou pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que um medicamento seja liberado para uso da população. A posição da Anvisa é clara: “Não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina. O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade”. Médicos são contra O Dr. Ricardo Caponero, médico oncologista graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica (SBOC) e Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas, já foi categórico em relação ao uso da fosfoetanolamina como medicamento para tratar o câncer. “É pura enganação”, diz o doutor.  “Absolutamente um mito, como tantos outros que surgem de tempo em tempo”, completa.Acesse o link do Portal IBSP: http://segurancadopaciente.com.br/noticia/pilula-do-cancer-falta-de-teste-compromete-seguranca-segundo-anvisa/
04/04/2016
Doente grave rejeita "pílula do câncer" São Paulo - A fosfoetanolamina sintética, mais conhecida como "pílula do câncer", causou uma mobilização nacional após a corrida de pacientes para ter acesso à substância, que se apresenta como eficaz contra a doença, mas nunca foi testada em humanos e não tem autorização para ser usada como medicamento. Apesar dos supostos relatos de cura, há pessoas que, mesmo com câncer em estágio avançado, são contrárias ao uso da fórmula antes da comprovação de eficácia e preferem não experimentá-la. Desde 2007, a "youtuber" Jussara Del Moral, de 51 anos, luta contra a doença que apareceu pela primeira vez na mama. Após ter feito cirurgia, quimioterapia e radioterapia, ela ficou bem por um tempo, mas o câncer começou a se espalhar. Em 2009, apareceu nos pulmões. Em 2013, na calota craniana. "Fiz cirurgia da calota, 20 sessões de radioterapia e fiquei um ano bem, mas as metástases ósseas se alastraram, tenho vários pontos no crânio. Tenho uma doença crônica, que não tem cura, mas não vou tomar um remédio que não foi pesquisado. A gente não mexe em um time que está ganhando." Jussara diz que não acredita na possibilidade de a substância ser capaz de curar todos os tipos de câncer e destaca a importância da realização de testes antes do uso. "Para um paciente metastático, o que a gente sonha todo dia é que tenha alguém estudando, porque a gente quer tempo e qualidade de vida. Quero que essa substância seja estudada e seja boa para algum tipo de câncer ou para dor, mas, no momento, ninguém sabe o que é." A médica Verônica Hughes, de 56 anos, foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2004 e está no estágio 4 da doença, considerado o mais avançado, há cinco anos e meio. "O paciente com câncer terminal, como eu, é uma presa fácil. Somos extremamente vulneráveis, caímos nas mãos de curandeiros e charlatões. Já me operei duas vezes porque tive metástase na cabeça. Eu não fiz nenhum tratamento alternativo, mas sei o desespero de não ter o que fazer." Foco O tratamento não tem sido fácil para o empresário Douglas Gallo, de 34 anos, que descobriu um câncer de intestino em outubro de 2012 e teve metástase pulmonar. Ele está no sétimo esquema de quimioterapia e teve de superar dificuldades em todos eles. "Cada tipo me trouxe um desconforto. Perdi sensibilidade, caiu meu cabelo, tive espinhas. Passei por vários sintomas diferentes. A adaptação é muito difícil, porque a gente não sabe como vai se comportar com cada remédio." Gallo diz que várias opções de tratamentos alternativos lhe foram ofertadas desde o diagnóstico. "Tive várias oportunidades de tomar remédios fora do que os médicos trazem, mas acho que qualquer droga que quer ser regularizada tem de passar por aprovação." O empresário chegou a fazer uma cirurgia espiritual, procedimento sem cortes. "São alternativas para você lidar com o tratamento. Tem gente que parte para uma vida sem estresse, outras vão para a igreja." Cuidados Luciana Holtz, psicóloga e presidente do Instituto Oncoguia, organização não governamental que oferece apoio e orientação para pacientes com câncer, diz que buscar apoio do médico que faz o tratamento é fundamental para enfrentar a doença sem se desesperar. "Ainda existe uma associação que câncer significa a morte. É muito desespero misturado com vontade de acabar com o sofrimento, mas as pessoas precisam se acalmar. O câncer é complexo e a decisão tem de ser responsável." Oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco), Artur Malzyner diz que a pílula deve ser evitada. "Substâncias aparentemente inofensivas podem interferir na absorção de um tratamento. A automedicação é algo que pode ser prejudicial para a saúde do paciente. Além disso, existe um padrão mínimo de pesquisa para que o paciente receba um tratamento eficiente." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  Acesse o link do Portal Exame.com: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/doente-grave-rejeita-pilula-do-cancer
15/02/2016
"Não adianta deixar de comer carne e fumar", alerta oncologista Fumar e outros hábitos que potencializam chance de câncer A polêmica sobre a nova recomendação da OMS, feita pelo Centro de Investigações sobre o Câncer (CIIC), é grande e tem invadido os consultórios médicos de todo o País. Para escutarmos o ponto de vista médico, o IBSP conversou com o Dr. Ricardo Caponero, médico oncologista da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica, graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialização em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica (SBOC) e coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas.   IBSP – Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%. Como a área de oncologia médica encara essa afirmação? Ricardo Caponero – Essa é uma associação muito plausível em função dos corantes e conservantes utilizados no processamento e na defumação da carne, de forma que se devem estimular todas as pessoas a adquirem hábitos nutricionais mais saudáveis, respeitando-se, no entanto, suas escolhas individuais.   IBSP – São os aditivos das carnes processadas que podem aumentar o risco de desenvolver câncer? Caponero – Provavelmente sim, mas não há estudos que avaliem isoladamente cada um dos conservantes empregados.   IBSP – A carne vermelha tem uma probabilidade menor de colaborar para a incidência de câncer. Como a oncologia enxerga a relação dela com o câncer? Caponero – Não é um dos fatores mais importantes. Não adianta deixar de comer carne e fumar, beber, ou expor-se a outros fatores reconhecidamente de risco. Não se trata de proibir a carne vermelha, mas de aconselhar.   IBSP – Qual o principal fator de risco para o desenvolvimento de um câncer? Caponero – Vale a pena lembrar que o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer é a idade. Quanto mais envelhecemos, quanto mais cresce a expectativa de vida, maior a incidência de neoplasias. Mas duvido que alguém vá recomendar que se morra cedo para não ter câncer, não é mesmo?Acesse o link do Portal IBSP: http://segurancadopaciente.com.br/central_conteudo/entrevistas/nao-adianta-deixar-de-comer-carne-e-fumar-alerta-oncologista/

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16/02/2016
Uma vitória sobre a leucemia Desta vez foram 75 pacientes. A maioria respondeu de forma extraordinária a um tratamento pioneiro contra a leucemia que usa as próprias células de defesa do corpo como arma contra o tumor. A terapia foi aplicada no Centro de Investigação para o Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e seus efeitos divulgados na segunda-feira 15 durante encontro científico em Washington. No final do ano passado, o mesmo tratamento garantiu chance de vida à Layla, à época com um ano de idade e diagnosticada com uma forma da doença resistente até então a todos os tratamentos. Ela foi tratada no GreatOrmond Street Hospital, em Londres, na Inglaterra, tornando-se a primeira paciente do mundo a ser submetida ao método. As células em uso são os glóbulos brancos. Eles têm, entre outras funções, a de reconhecer e atacar células doentes. Mas em vários casos, pela falência do sistema imunológico diante da agressividade do tumor, eles perdem essa capacidade. A solução criada pelos médicos foi a de retirar parte dessas células, modificá-las geneticamente de maneira que passassem a atacar com mais potência, e infundi-las novamente. No tratamento feito com americanos, 35 doentes apresentavam leucemia linfoblástica aguda. Em 90%, a doença regrediu. Outros 40 tinham dois outros tipos (linfoma não-Hodgkin e leucemia linfocítica crônica). Mais de 80% responderam favoravelmente ao tratamento. O responsável pelo estudo, Stanley Riddell, entusiasmou-se. “São resultados sem precedentes”, disse. Riddell é um dos mais reconhecidos pesquisadores desta linha de tratamento, chamada deimunoterapia. E ele próprio considera que, apesar do grande avanço, é preciso caminhar mais para que o tratamento fique disponível. Um dos objetivos é diminuir os efeitos colaterais, alguns severos, e o risco de mortalidade que a terapia embute. Dos 35 doentes, dois morreram por causa dos danos provocados pelo tratamento.
15/09/2015
Cresce número de homens que retiram as mamas para evitar câncer O número de homens americanos com câncer de mama que optam pela dupla mastectomia aumentou de 3%, em 2004, para 5,6% em 2011. É o que diz um estudo publicado na última edição da revista científica JAMA Surgery. A pesquisa, conduzida pela Sociedade Americana de Câncer e o Instituto Dana Faber para o Câncer, incluiu dados de 6 332 homens. Embora os pesquisadores não saibam afirmar os motivos dessa tendência, eles acreditam que seja uma combinação de fatores: garantir a prevenção máxima para evitar o surgimento da doença, o aumento da disponibilidade de testes genéticos e o "efeito Angelina Jolie", que retirou as mamas de forma preventiva. De acordo com os autores, o mesmo padrão de comportamento já havia sido observado em mulheres. Eles ressaltam, contudo, que esse tipo de procedimento - retirar uma mama que está saudável - nem sempre é necessário. "A operação só é recomendada para uma pequena proporção de homens (que tem a mutação no gene BRCA) e a taxa observada no estudo é maior que essa proporção. Além disso, há uma falta de evidências que sugerem que tais mastectomias ajudam os pacientes a viver mais tempo", afirmou Ahmedin Jemal, vice presidente de vigilância e serviços pesquisa de saúde da Sociedade Americana de Câncer e principal autor do estudo, ao site especializado Live Science. Leia também: Retirar as mamas não é a única alternativa para casos como o de Angelina Jolie Os cânceres de próstata e de mama são mais parecidos do que se imagina Os pesquisadores descobriram que, em média, os homens que optaram pelo procedimento, eram mais jovens do que aqueles que não o fizeram. A taxa de dupla mastectomia também foi diminuindo conforme a idade dos pacientes aumentava. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, o tumor de mama é 100 vezes mais comum em mulheres do que em homens, mas não é exclusivo delas como o câncer de ovário. Nos Estados Unidos, são estimados cerca de 2 350 novos casos de câncer de mama em homens, em 2015. (Da redação)Acesse o link do Portal Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cresce-numero-de-homens-que-retiram-as-mamas-para-evitar-cancer
26/08/2015
Células do câncer são reprogramadas para voltarem ao normal São Paulo - Uma equipe da Mayo Clinic, um hospital-universidade sem fins lucrativos, acredita ter encontrado uma chave para tratar todos os tipos de câncer, reprogramando as células para fazê-las voltar ao normal. E já testaram, com sucesso, em células cancerosas in vitro. Funciona assim: quando uma célula está em contato com outra, moléculas chamadas micro-RNAs (miRNAs) regulam a ação dos genes, dando a ordem que é hora da célula parar de se reproduzir. Esse contato, afinal, significa que o espaço já está ocupado. Esses complexos de proteínas são chamados "microprocessadores" - elas, afinal, atuam como computadores, tomando decisões baseadas em diferentes informações. Esse "programa" dá tela azul em cânceres. Os genes não recebem a mensagem e as células se reproduzem descontroladamente. ADVERTISEMENT Há alguns anos, pesquisas apontavam que problemas em duas dessas moléculas, a E-caderina e a p120 catenina, eram uma possível causa universal do câncer. O problema com esses estudos, segundo os pesquisadores, é que essas proteínas ainda estão presentes em células cancerosas. Elas não poderiam ser a única causa. A equipe focou sua atenção então em outro microprocessador, o PLEKHA7, que se associa aos outros dois. Em sua ausência, a E-caderina e p120 catenina se tornam incapazes de suprimir a reprodução das células - ao invés disso, elas aceleram a reprodução. Isto é, de mocinhas, tornam-se vilãs. "Acreditamos que a perda do complexo de microprocessadores PLEKHA-7 é um evento primordial e algo universal no câncer", afirma Panos Anastasiadis, investigador sênior da Mayo Clinic. "Na vasta maioria dos exemplares de tumores que examinamos, essa estrutura está ausente, ainda que a E-caderina e a p120 estejam presentes. Isso produz o equivalente a um carro acelerado que tem um monte de combustível (a p120 ruim) e nenhum freio (o complexo de multiprocessadores PLEKHA7)." Nos primeiros testes em laboratório, células que receberam de volta o PLEKHA7 voltaram ao normal. "Através da administração dos micro-RNAs afetados em células de câncer, para retorná-los aos seus níveis normais, devemos ser capazes de devolver os freios e restaurar a função celular normal", afirma o pesquisador. "Experimentos iniciais em alguns tipos de câncer agressivos foram, de fato, bastante promissores". A pesquisa pode ter um imenso impacto em breve. "O mais significativo de tudo é que nosso estudo descobriu uma nova estratégia para a terapia de câncer", afirma o Anastasiadis. A quimioterapia, o tratamento mais comum atualmente, é relativamente eficiente, mas bastante custosa aos pacientes. O novo método pode não apenas se mostrar mais eficaz, como trazer um imenso alívio aos doentes.Acesse o link do Portal Exame: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/celulas-do-cancer-sao-reprogramadas-para-voltarem-ao-normal

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